1

1 Palavras do pregador filho de Davi rei em Jerusalém.

2 Vanidade de vanidades diz o pregador vanidade de vanidades! Tudo é vanidade.

3 Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho em que ele labora debaixo do sol?

4 Uma geração vai e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.

5 Nasce o sol e o sol se põe e apressa-se e volta ao seu lugar de onde se ergueu.

6 O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos.

7 Todos os rios vão para o mar e contudo o mar não está cheio; para o lugar de onde os rios vêm para ali tornam eles a ir.

8 Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver nem os ouvidos se enchem de ouvir.

9 O que foi isso é o que há de ser; e o que se fez isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.

10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê isto é novo? Já foi nos séculos passados que foram antes de nós.

11 Já não há lembrança das coisas que precederam e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança entre os que hão de vir depois.

12 Eu o pregador fui rei sobre Israel em Jerusalém.

13 E apliquei o meu coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela os ocupar- exercitar Ou "afligir" ou "humilhar" .

14 Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol e eis que tudo era vanidade e aflição de espírito.

15 Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode enumerar.

16 Falei eu com o meu próprio coração dizendo: Eis que eu me tenho feito grande e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento.

17 E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras e vim a saber que também isto era aflição de espírito.

18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento aumenta em dor.

2

1 Disse eu no meu coração: Ora vem eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vanidade.

2 Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?

3 Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (porém ainda regendo o meu coração com sabedoria) e agarrar-me à loucura até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida.

4 Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.

5 Fiz para mim hortas e jardins e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto.

6 Fiz para mim tanques de águas para regar com eles o bosque (para adoração de postes-ídolos) em que reverdeciam as árvores.

7 Adquiri servos e servas e tive servos nascidos em minha casa; também tive grandes possessões de bois e ovelhas mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.

8 Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros peculiares dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens tais como instrumentos de música de toda a espécie.

9 E fui engrandecido e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; permaneceu também comigo a minha sabedoria.

10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes retirei nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu labor e esta foi a minha porção de todo o meu labor.

11 E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos como também para o labor que eu laborando tinha feito e eis que tudo era vanidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do sol.

12 Então passei a contemplar a sabedoria e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que vier depois do rei? O mesmo que outros já fizeram.

13 Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia quanto a luz é mais excelente do que as trevas.

14 Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça mas o tolo anda em trevas; então também entendi eu que um mesmo evento sucede a todos.

15 Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vanidade.

16 Porque tanto do sábio como do tolo a memória não durará para sempre; porquanto tudo que agora existe será esquecido nos dias futuros. E como morre o sábio assim morre o tolo!

17 Por isso odiei esta vida porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim tudo é vanidade e aflição de espírito.

18 Também eu odiei todo o meu labor que laborei debaixo do sol visto que eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.

19 E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia terá domínio sobre todo o meu labor que laborei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vanidade.

20 Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante a todo o labor que laborei debaixo do sol.

21 Porque há homem cujo labor é feito com sabedoria conhecimento e destreza; contudo deixará o seu labor como porção a um homem que nele não laborou; também isto é vanidade e grande mal.

22 Porque que mais tem o homem de todo o seu labor e da aflição do seu coração em que ele anda laborando debaixo do sol?

23 Porque todos os seus dias são dores e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vanidade.

24 Não é bem ao homem Esta é a tradução de Vatablus semelhante à de Young e à de Junius et al. A da KJB é "Não há nada melhor para o homem" que coma e beba e mostre sua alma Ou "seus sentidos" ter delícia em seu labor. Também vi que isto vem da mão de Deus.

25 Pois quem pode comer ou quem pode gozar melhor do que eu?

26 Porque ao homem que é bom diante dEle dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho para que ele ajunte e amontoe para dá-lo àquele que é bom perante Deus. Também isto é vanidade e aflição de espírito.

3

1 Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar;

4 Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dar pinotes de alegria Note que " râqad" não pode ser dança sensual pois é a mesma palavra usada para os pulos dos bodes barbudos em Is 13:21! E os pinotes dos bodes são muito diferentes dos requebros dos John Travolta's e Madona's que querem sutilmente se introduzir nas nossas igrejas. ;

5 Tempo de lançar fora as pedras e tempo de ajuntar as pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

6 Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de lançar fora;

7 Tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

8 Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que labora?

10 Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens para com ele os exercitar.

11 Tudo Ele fez formoso no tempo dEle (de Deus); também pôs o mundo "Mundo" é tradução preferível a "a eternidade". Deus deu ao homem o desejo e a capacidade de investigar e entender o mundo da natureza que reflete Deus em sua beleza ordem e tempos Rm 1:19-20 no coração deles (dos homens) embora que de um modo que nenhum homem possa descobrir a obra que Deus fez no princípio e fará no fim.

12 Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;

13 Sim mesmo que todo homem coma e beba e mostre sua alma ter delícia Notas sobre a tradução de 2:24. A da KJB aqui é "E também que todo homem coma e beba e goze o bem de todo seu labor" em todo seu labor; isto é um dom de Deus.

14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada se lhe pode tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dEle.

15 O que é já foi; e o que há de ser também já foi; e Deus pede conta do que passou.

16 Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade e no lugar da justiça havia iniqüidade.

17 Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

18 Disse eu no meu coração quanto a condição dos filhos dos homens que Deus os provaria para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.

19 Porque o que sucede aos filhos dos homens isso mesmo também sucede aos animais e lhes sucede a mesma coisa; como morre um assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego e nenhuma preeminência têm os homens sobre os animais porque todos são vanidade.

20 Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó e todos voltarão ao pó.

21 Quem sabe que o espírito de vida do homem vai para cima e que o espírito de vida dos animais vai para baixo da terra?

22 Portanto tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas próprias obras porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

4

1 Depois voltei-me e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador e a força estava do lado dos seus opressores; mas eles não tinham consolador.

2 Por isso eu louvei os mortos que já morreram mais do que os que vivem ainda.

3 E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.

4 Também vi eu que todo o trabalho e toda a destreza em obras traz ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vanidade e aflição de espírito.

5 O tolo cruza as suas mãos e come a sua própria carne.

6 Melhor é uma só mão cheia juntamente com quietude do que ambas as mãos cheias juntamente com trabalho e aflição de espírito.

7 Outra vez me voltei e vi vanidade debaixo do sol.

8 Há um que é só e não tem segundo (depois dele) nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu labor e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem laboro eu privando a minha alma do bem? Também isto é vanidade e enfadonha ocupação.

9 Melhor é serem dois do que um porque têm melhor paga do seu labor.

10 Porque se caírem o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois caindo não haverá outro que o ajude a levantar.

11 Também se dois dormirem juntos eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?

12 E se alguém prevalecer contra um os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

13 Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato que não se deixa mais admoestar.

14 Porque um sai do cárcere para reinar Exemplos: José erguido da prisão para ser senhor sobre o Egito; Davi; etc. ; enquanto outro que nasceu em realeza torna-se pobre Exemplos: Zedequias; Nabucodonosor; etc. . .

15 Contemplei todos os viventes que (agora) andam debaixo do sol com a criança Já andavam bajulando o futuro rei Reoboão e não a seu pai Salomão já velho? a (legítima) sucessora (do rei) que se postará no lugar dele (do rei).

16 Não tem fim todo o povo que foi antes dele; tampouco os que lhe sucederem se alegrarão dele. Na verdade que também isto é vanidade e aflição de espírito.

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1 Guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que dar sacrifícios de tolos pois não sabem que fazem mal.

2 Não te precipites com a tua boca nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.

3 Porque da muita ocupação vêm os sonhos e a voz do tolo é conhecida pela multidão de suas palavras.

4 Quando a Deus votares algum voto não tardes em pagá-lo; porque Ele não se agrada de tolos; o que votares paga-o.

5 Melhor é que não votes do que votares e não pagues.

6 Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne nem digas diante do anjo Mensageiro de Deus? Anjo (1Tm 5:21)? Cristo? O sacerdote? (chamado de anjo ou mensageiro de Deus em Ml 2:7; podia dispensar de votos feitos em erro e oferecer sacrifícios pelos pecados de ignorância Lv 5:4) de Deus que foi erro; por que razão se iraria Deus contra a tua voz e destruiria a obra das tuas mãos?

7 Porque como na multidão dos sonhos há vanidades assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus.

8 Se vires em alguma província opressão do pobre e violenta perversão do direito e da justiça não te admires de tal caso Ou "tal propósito (de Deus)" ; pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia; e há mais altos do que eles.

9 O proveito da terra é para todos; até o rei é servido pelo campo.

10 Quem amar o dinheiro jamais se fartará do dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vanidade.

11 Onde os bens se multiplicam ali se multiplicam também os que deles comem; que mais proveito pois têm os seus donos do que os ver com os seus olhos?

12 Doce é o sono do trabalhador quer coma pouco quer muito; mas a abundância do rico não o deixa dormir.

13 Há um mal que faz enfermar o qual vi debaixo do sol: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano;

14 Porque as mesmas riquezas perecem por qualquer mau labor e ao filho que gerou nada fica na sua mão.

15 Como saiu do ventre de sua mãe assim nu tornará indo-se como veio; e nada tomará do seu labor que possa levar na sua mão.

16 Portanto também isto é um mal que faz enfermar o qual justamente como veio assim há de ir; e que proveito tem aquele que laborou para o vento

17 E comeu todos os seus dias nas trevas e muito padeceu aflitiva provocação e enfermidades e furor?

18 Eis aqui o que eu vi: uma boa e bela coisa é comer e beber e cada um gozar do bem de todo o seu labor em que laborou debaixo do sol todos os dias de vida que Deus lhe deu porque esta é a sua porção.

19 E a todo o homem a quem Deus deu riquezas e bens e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção e gozar do seu labor isto é dom de Deus.

20 Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe responde através da alegria o seu coração.

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1 Há um mal que tenho visto debaixo do sol e é mui freqüente entre Ou "é mui grande sobre" os homens:

2 Um homem a quem Deus deu riquezas bens e honra e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja e Deus não lhe dá poder para daí comer antes o estranho lho come; também isto é vanidade e má enfermidade.

3 Se o homem gerar cem filhos e viver muitos anos e os dias dos seus anos forem muitos e se a sua alma não se fartar do bem e além disso não tiver sepultura digo que um aborto é melhor do que ele.

4 Porquanto debalde veio e em trevas se vai e de trevas se cobre o seu nome.

5 E ainda que nunca viu o sol nem conheceu nada mais descanso tem este do que aquele.

6 E ainda que vivesse duas vezes mil anos e não gozasse o bem não vão todos para um mesmo lugar?

7 Todo o labor do homem é para a sua boca e contudo nunca se satisfaz o seu espírito.

8 Porque que mais tem o sábio do que o tolo? E que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos?

9 Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isto é vanidade e aflição de espírito.

10 Seja qualquer o que for já o seu nome foi nomeado e sabe-se que é homem e que não pode contender com O que é mais forte do que ele.

11 Na verdade que há muitas coisas que multiplicam a vanidade; que mais tem o homem de melhor?

12 Pois quem sabe o que é bom nesta vida para o homem por todos os dias da sua vida de vanidade os quais gasta como sombra? Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?

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1 Melhor é o bom nome Não a mera fama entre os homens mas o status ante Deus que vê os corações vê a real dedicação a obedecê-Lo do que o mais precioso ungüento e o dia da morte do que o dia do nascimento de alguém.

2 Melhor é ir à casa onde há choro- lamentação- de- luto do que ir à casa onde há banquete porque naquela está o fim de todos os homens e que os vivos apliquem isto ao seu coração.

3 Melhor é a tristeza- por- perda do que o riso porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.

4 O coração dos sábios está na casa do choro- lamentação- de- luto mas o coração dos tolos na casa da alegria.

5 Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que um homem ouvir canção do tolo.

6 Porque qual o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela tal é o riso do tolo; também isto é vanidade.

7 Verdadeiramente que a opressão faria endoidecer até ao sábio e o suborno corrompe o coração.

8 Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.

9 Não te apresses no teu espírito a irar-te porque a ira repousa no seio dos tolos.

10 Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca perguntarias com sabedoria a respeito disso.

11 A sabedoria é boa como uma herança; por ela há proveito Ou "a sabedoria é boa como uma herança; sim é melhor" para aqueles que vêm o sol.

12 Porque a sabedoria serve de escudo- de- defesa como de escudo- de- defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida aos seus possuidores.

13 Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que Ele fez torto?

14 No dia da prosperidade goza do bem mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.

15 Tudo isto vi nos dias da minha vanidade: há justo que perece na sua justiça e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.

16 Não sejas demasiadamente justo nem te façais demasiadamente sábio; por que destruirias tu a ti mesmo?

17 Não sejas demasiadamente ímpio nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?

18 Bom é que retenhas isto e também daquilo não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso.

19 A sabedoria fortalece ao sábio mais do que dez poderosos que haja na cidade.

20 Na verdade que não há homem justo sobre a terra que faça o bem e nunca peque.

21 Tampouco apliques o teu coração a todas as palavras que se disserem para que não venhas a ouvir o teu servo amaldiçoar-te.

22 Porque muitas vezes o teu próprio coração também já reconheceu que tu mesmo já semelhantemente amaldiçoaste a outros.

23 Tudo isto provei-o pela sabedoria; eu disse: "Sabedoria adquirirei;" mas ela ainda estava longe de mim.

24 O que já sucedeu está longe e excedentemente profundo; quem o descobrirá?

25 Eu apliquei o meu coração para saber e inquirir e buscar a sabedoria e a razão das coisas e para conhecer a impiedade da insensatez sim a estultícia e a loucura.

26 E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são ataduras; quem for agradável diante de Deus escapará dela mas o pecador virá a ser preso por ela.

27 Vedes aqui isto achei diz o pregador ponderando as coisas "Coisas": ou "mulheres" ver verso seguinte uma a uma para achar a razão delas; "razão" ou "correta avaliação"

28 A qual ainda busca a minha alma porém ainda não a achei; um homem O contexto exige que seja sábio e dedicado a Deus entre mil achei eu mas uma esposa O contexto exige que seja sábio e dedicado a Deus entre todas esta não achei.

29 Eis aqui o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto porém eles buscaram muitas astúcias.

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1 Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto e a dureza do seu rosto será mudada.

2 Eu te digo: Obedece- e- guarda a (palavra de mandamento de) a boca do rei e isso em consideração ao juramento que fizeste a Deus.

3 Não te apresses a sair da presença dele nem persistas em alguma coisa má porque ele faz tudo o que apraz.

4 Porque a palavra do rei tem poder; e quem lhe dirá: Que fazes?

5 Quem guardar o mandamento não experimentará nenhuma coisa má; e o coração do sábio discernirá tanto o tempo como o juízo.

6 Porque para todo o propósito há seu tempo e juízo; porquanto a miséria do homem é grande sobre ele.

7 Porque não sabe o que há de suceder e quando há de ser quem lho declarará?

8 Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito de vida para reter o espírito de vida; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; como também não há dispensa desta guerra; nem tampouco a impiedade livrará aos seus possuidores.

9 Tudo isto vi e apliquei o meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem para sua própria desgraça.

10 Assim também vi os ímpios sepultados os quais tinham entrado e saído do lugar santo e foram esquecidos na cidade onde tinham feito suas obras; também isso é vanidade.

11 Porquanto não se executa logo a sentença sobre a má obra por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal.

12 Ainda que o pecador faça o mal cem vezes e os dias se lhe prolonguem contudo eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus aos que temem diante da (contínua) presença dEle.

13 Porém o ímpio não irá bem e ele não prolongará os seus dias que são como a sombra; porque ele não teme diante de Deus.

14 Ainda há outra vanidade que se faz sobre a terra: que há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isto é vanidade.

15 Então louvei eu a alegria porquanto para o homem nada há melhor debaixo do sol do que comer beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu labor nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol.

16 Aplicando eu o meu coração a conhecer a sabedoria e a ver o trabalho que é feito sobre a terra (que nem de dia nem de noite vê o homem sono nos seus olhos);

17 Então vi toda a obra de Deus que o homem não pode descobrir a obra que se faz debaixo do sol por mais que labore o homem para a descobrir não a achará; e ainda que diga o sábio que a conhece nem por isso a poderá achar.

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1 Deveras todas estas coisas considerei no meu coração para declarar tudo isto: que os justos e os sábios e as suas obras estão nas mãos de Deus; e se é amor ou se é ódio que está diante dele não o sabe o homem por tudo que está diante dele.

2 Tudo sucede igualmente a todos; um só e mesmo evento sucede ao justo e ao ímpio ao bom e ao puro como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.

3 Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede uma só e mesmo coisa; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade e que há desvarios no seu coração enquanto vivem e depois se vão aos mortos.

4 Ora para aquele que está ajuntado a todos os vivos ainda há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto).

5 Porque os vivos sabem que hão de morrer mas os mortos não percebem coisa nenhuma Segundo a sabedoria que está debaixo do sol os mortos pelos seus sentidos CORPORAIS ausentes não percebem mais nada das coisas DESTE mundo das coisas debaixo do sol; nem têm mais aberta a porta do arrependimento e salvação nem tampouco terão eles nenhuma outra recompensa- por- labor Ganho material pelo labor que realizaram enquanto na terra mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.

6 Também seus amor e ódio e inveja já pereceram; e para sempre eles já não têm parte alguma em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

7 Vai tu pois come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho «03196 yayin» pode ser qualquer líquido direta ou indiretamente derivado de uvas. O contexto de toda a Bíblia e contexto local e a santidade do verdadeiro autor das Escrituras o Espírito Santo de Deus aqui exige que o sentido seja o de suco puro recém espremido (como em Gn 40:11) ou o de suco não fermentado e conservado por qualquer um de vários processos conhecidos ("pasteurização" fumos de enxofre fervura e evaporação até se tornar grosso xarope etc. com envasilhamento estéril e hermético) mas não o sentido de vinagre nem o de vinho alcoólico. De qualquer modo quer alcoólico ou não o líquido proveniente da uva somente devia ser usado misturado em 3 a 20 partes de água. Ler o livro "Bible Wines: or The Laws of Fermentation and Wine of the Ancients" - William Patton pois já Deus se agrada das tuas Endereçado ao justo e sábio do v. 1 obras.

8 Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.

9 Goza a vida com a esposa que amas todos os dias da vida da tua vanidade os quais Deus te deu debaixo do sol todos os dias da tua vanidade; porque esta é a tua porção nesta vida e no teu labor que tu laboraste debaixo do sol.

10 Tudo quanto te vier à mão para fazer faze-o com todas as tuas forças porque na sepultura para onde tu vais não há obra nem projeto nem conhecimento nem sabedoria alguma.

11 Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros o vencer a corrida nem dos fortes a batalha nem tampouco dos sábios o pão nem tampouco dos prudentes as riquezas nem tampouco dos entendidos o favor mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.

12 Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que são apanhados com a rede maligna e como os passarinhos que se prendem com o laço assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo quando cai de repente sobre eles.

13 Também vi esta sabedoria debaixo do sol que para mim foi grande:

14 Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens e veio contra ela um grande rei e a cercou e levantou contra ela grandes baluartes;

15 E encontrou-se nela um homem sábio pobre que livrou aquela cidade pela sua sabedoria e ninguém se lembrava daquele pobre homem.

16 Então disse eu: Melhor é a sabedoria do que a força ainda que a sabedoria do pobre foi desprezada e as suas palavras não foram ouvidas.

17 As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas mais do que o clamor do que domina entre os tolos.

18 Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra porém um só pecador destrói muitos bens.

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1 Assim como as moscas mortas fazem o ungüento do perfumador exalar mau cheiro Fazendo-lhe de nenhum valor e uso assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco de estultícia.

2 O coração do sábio está à sua mão direita Mais forte e hábil usualmente mas o coração do tolo está à sua mão esquerda.

3 E até quando o tolo vai pelo caminho falta-lhe o seu entendimento e assim diz a todos que é tolo.

4 Levantando-se contra ti o espírito do governador não deixes o teu lugar porque a submissão aquieta grandes ofensas.

5 Ainda há um mal que vi debaixo do sol como o erro que procede do governador:

6 A estultícia está posta em grandes alturas mas os ricos estão assentados em lugar baixo.

7 Vi os servos a cavalo e os príncipes andando sobre a terra como servos.

8 Quem abrir um fosso nela cairá e quem romper um muro uma cobra o morderá.

9 Aquele que corta fora as pedras Trabalho em pedreiras? será maltratado por elas e o que rachar lenha expõe-se ao perigo.

10 Se estiver embotado o ferro e não se afiar o corte então se deve pôr mais força; mas a sabedoria é excelente para dirigir- ao- sucesso.

11 Seguramente a serpente morderá antes de estar encantada e o falador não lhe tem nenhuma vantagem.

12 Nas palavras da boca do sábio há favor porém os lábios do tolo o devoram.

13 O princípio das palavras da sua boca é a estultícia e o fim do seu falar é um maligno desvario.

14 O tolo multiplica as palavras porém o homem não sabe o que será; e quem lhe declarará o que será depois dele?

15 O labor dos tolos a cada um deles fatiga porque nem sequer sabem como ir à cidade.

16 Ai de ti ó terra quando teu rei é como uma criança e cujos príncipes comem de manhã.

17 Bem-aventurada és tu ó terra quando teu rei é filho dos nobres e teus príncipes comem a tempo para se fortalecerem e não em bebedice.

18 Por muita preguiça afunda a obra de madeiramento do teto e pela ociosidade das mãos a casa goteja.

19 Para rir se fazem banquetes e o vinho produz alegria Nota 9:7 mas por tudo isso o dinheiro responde.

20 Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes ao rei nem tampouco no mais interior da tua recâmara amaldiçoes ao rico; porque as aves do ar levariam a voz e os que têm asas dariam notícia do assunto.

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1 Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o acharás.

2 Reparte uma porção com sete e ainda até com oito porque não sabes que mal haverá sobre a terra.

3 Estando as nuvens cheias de chuva esvaziam a si mesmas sobre a terra; e caindo a árvore para o sul ou para o norte no lugar em que a árvore cair ali ficará.

4 Quem observa o vento nunca semeará e o que olha para as nuvens nunca ceifará.

5 Assim como tu não sabes qual o caminho do espírito nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida assim também não sabes as obras de Deus que faz todas as coisas.

6 Ao alvorecer semeia a tua semente e ao anoitecer não retires a tua mão porque tu não sabes qual prosperará se esta se aquela ou se ambas serão igualmente boas.

7 Certamente doce é a luz e agradável é aos olhos ver o sol.

8 Porém se o homem viver muitos anos e em todos eles se alegrar também se deve lembrar dos dias das trevas porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vanidade.

9 Regozija-te ó jovem na tua mocidade e alegra o teu coração nos dias da tua mocidade e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe porém que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.

10 Afasta pois a (causa de) aflição Ou "ira" do teu coração e remove da tua carne o mal porque a adolescência e a juventude são vanidade.

12

1 Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade antes que venham os maus dias e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;

2 Antes que se escureçam o sol e a luz e a lua e as estrelas e tornem a vir as nuvens depois da chuva;

3 No dia em que tremerem os guardas da casa e se encurvarem os homens fortes e cessarem os moedores por já serem poucos e se escurecerem os que olham pelas janelas;

4 E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura e se levantar à voz das aves e todas as filhas da música se abaterem.

5 Como também quando temerem o que é alto e houver terrores no caminho e florescer a amendoeira e o gafanhoto for um peso e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua casa eterna e os pranteadores andarão rodeando pela praça;

6 Antes que se rompa o cordão de prata e se quebre o copo de ouro e se despedace o cântaro junto à fonte e se quebre a roda junto ao poço

7 E o pó volte à terra como o era e o espírito volte a Deus que o deu.

8 Vanidade de vanidades diz o pregador tudo é vanidade.

9 Ademais uma vez que o Pregador era sábio ele ainda ensinou ao povo sabedoria; sim ouvindo- e ponderando e esquadrinhando ele pôs em ordem muitos provérbios.

10 Procurou o Pregador achar palavras agradáveis; e escreveu-as com retidão palavras de verdade.

11 As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das assembléias que nos foram dadas pelo único Pastor.

12 E demais disto filho meu sê tu advertido: não há limite para fazer multiplicar os livros e multiplicar o estudo é enfado da carne.

13 Ouçamos a conclusão de toda esta matéria: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é todo o dever do homem Ou "este é o homem completo- e- perfeito" .

14 Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que está encoberto quer seja bom quer seja mau.