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História de Neemias, filho de Hacalias. No mês de Quisleu do ano vinte , do reinado de Artaxerxes, encontrava-me eu na fortaleza de Susa,2 quando chegou, da província de Judá, Hanani, um dos meus irmãos com mais alguns homens. Pedi-lhes notícias de Jerusalém e dos judeus que tinham escapado ao cativeiro da Babilónia.
3 Eles disseram-me o seguinte: «Esses que ficaram na pátria e não foram para o cativeiro encontram-se em grandes dificuldades e em grande miséria. Quanto a Jerusalém, as muralhas continuam em ruínas e as portas ainda destruídas pelo fogo.»
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Ao ouvir isto, sentei-me a chorar e, durante vários dias, andei muito triste, fiz jejum e dirigi a minha oração ao Deus do céu:5 «Ó SENHOR, Deus do céu, Deus grande e terrível, tu és fiel para com a aliança e és misericordioso para com aqueles que te amam e cumprem os teus mandamentos.
6 Peço-te, por isso, que escutes e atendas a minha oração, que eu faço dia e noite pelos teus servos israelitas. Reconheço que, tanto eu como os meus antepassados, temos pecado contra ti.
7 Ofendemos-te muito, pois não cumprimos os mandamentos, as leis e preceitos que nos deste por meio do teu servo Moisés.
8 Recorda-te que disseste a Moisés que havias de nos dispersar por toda a parte, se nós transgredíssemos os teus preceitos.
9 Mas também disseste que, se nos convertêssemos e cumpríssemos os teus mandamentos, ainda que estivéssemos desterrados nos confins do mundo, havias de nos reunir e fazer regressar ao lugar escolhido para lá ser adorado o teu santo nome.
10 Nós somos teus servos; somos o teu povo que libertaste com o teu poder e a tua força.
11 Escuta agora a minha oração e as orações dos outros servos que te querem honrar. Faz com que eu seja bem sucedido e que o rei seja bom para comigo.»
Por aquela altura, era eu copeiro do rei Artaxerxes.1
No mês de Nisan do ano vinte do seu reinado, quando eu ia servir-lhe o vinho, o rei deu-se conta de que eu estava muito triste, o que antes nunca tinha acontecido.2 Perguntou-me ele então: «Que é que tu tens? Tu não estás doente. Portanto, isso só pode ser uma grande preocupação!» Eu, com bastante receio,
3 respondi-lhe: «Que Sua Majestade viva para sempre! Como não hei de eu andar triste, se a cidade onde estão os túmulos dos meus antepassados está em ruínas e as portas das muralhas destruídas pelo fogo?»
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Perguntou-me o rei: «Que queres tu que eu te faça?» Então eu, elevando a minha prece ao céu,5 respondi-lhe: «Se parecer bem a Sua Majestade e se eu estou nas suas boas graças, permita-me que eu possa ir à província de Judá, à cidade onde estão sepultados os meus antepassados, para que eu a reconstrua.»
6 O rei, que tinha a rainha sentada a seu lado, perguntou-me: «Quanto tempo durará a tua viagem e quando é que voltarás?» Eu então indiquei-lhe datas e ele consentiu em me deixar ir.
7 Pedi-lhe também consentimento para que me fossem entregues cartas dirigidas aos governadores que estão a ocidente do rio Eufrates, para que eles me deixassem seguir livremente para a terra de Judá.
8 Pedi igualmente uma carta para Assaf, que era o guarda das florestas do rei, com o fim de conseguir dele madeira para as portas da fortaleza próxima do templo, para as portas das muralhas da cidade e para a casa onde eu iria habitar. E o rei concedeu-me tudo o que eu pedi, porque o meu Deus me ajudou.
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Artaxerxes enviou juntamente comigo uma escolta de cavalaria e de chefes militares. Pus-me então a caminho para ir ter com os governadores a oeste do Eufrates e fiz-lhes entrega das cartas do rei.10 Mas quando souberam da minha chegada, Sanebalat, da cidade de Horon, e Tobias, funcionário amonita, ficaram profundamente irritados por ter vindo alguém que se interessava pelo bem-estar dos israelitas.
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Cheguei a Jerusalém e, durante três dias, estive lá sem contar nada a ninguém do que Deus me tinha inspirado a fazer pela cidade.12 Depois de noite, levantei-me e saí com alguns homens. Levávamos apenas a montada em que eu ia.
13 Nessa noite, saí pela Porta do Vale em direção à fonte do Dragão e à porta da Estrumeira. Pude assim observar as muralhas de Jerusalém que estavam em ruínas e as suas portas destruídas pelo fogo.
14 Segui até à porta da Fonte e à piscina do rei e não havia lugar para passar o animal em que eu ia montado.
15 Avancei pelo vale do Cédron, ainda de noite, a observar a muralha e voltei de novo à Porta do Vale para entrar.
16 As autoridades não souberam para onde eu tinha ido nem o que fizera. Nessa altura, ainda nem sequer tinha informado os judeus, isto é, os sacerdotes, os chefes e dirigentes, nem outras pessoas que iriam participar nos trabalhos.
17 Só depois é que eu lhes disse o seguinte: «Vejam em que desgraça nos encontramos: Jerusalém está em ruínas e as suas portas queimadas! Vamos nós mesmos reconstruir as muralhas de Jerusalém e não continuemos mais nesta situação vergonhosa.»
18 Quando lhes expliquei como o meu Deus me tinha ajudado e lhes contei o que o rei me dissera, eles responderam: «Sim, vamos ao trabalho!» E corajosamente puseram mãos a esta obra magnífica.
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Ao saberem disto, Sanebalat de Horon, Tobias o funcionário amonita e o árabe Guéchem, fizeram pouco de nós e disseram-nos com altivez: «Que é que pensam fazer? Querem revoltar-se contra o rei?»20 E eu tive de lhes responder: «O Deus dos céus há de fazer-nos sair bem desta empresa. Nós, seus servos, vamos começar a reconstrução de Jerusalém e os senhores não têm nada que se meter neste assunto, pois não têm direito, nem propriedade, nem motivos de recordação nesta cidade.»
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O sumo sacerdote Eliachib com os seus companheiros, os sacerdotes, reconstruíram a porta das Ovelhas. Eles mesmos a consagraram e lhe colocaram os batentes. Reconstruíram depois a muralha até à torre dos Cem. E, depois de a terem consagrado, continuaram a reconstrução até à torre de Hananiel.2 Ao lado deles trabalhavam os homens de Jericó e também Zacur, filho de Imeri.
3 Os descendentes de Senaá reconstruíram a porta dos Peixes: levantaram as ombreiras e colocaram no lugar as portas com as respetivas fechaduras e trancas.
4 No setor, ao lado deles, trabalhou Meremot, filho de Urias, neto de Cós, e também Mechulam, filho de Berequias e neto de Mechezabel. Sadoc, filho de Baaná, reconstruiu na secção seguinte.
5 Os homens de Técoa reconstruíram a parte que ficava a seguir, embora os seus chefes não obedecessem aos dirigentes.
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Joiadá, filho de Passea e Mechulam, filho de Besodias, reconstruíram a porta Velha: levantaram as ombreiras, colocaram os batentes e puseram as fechaduras e as trancas.7 Na secção ao lado, trabalharam Melatias de Guibeon, Jadon de Meronot e os homens de Guibeon e de Mispá, a expensas do governador da província situada a oeste do Eufrates.
8 O troço seguinte foi reconstruído por Uziel, filho de Haraías, que era ourives. Ao lado, trabalhou Hananias que era perfumista. Reconstruíram até à muralha larga.
9 No setor seguinte, trabalhou Refaías, filho de Hur, que era governador de metade do distrito de Jerusalém.
10 Jedaías, filho de Harumaf, reconstruiu, ao lado, a secção que estava em frente da sua própria casa. Mais adiante trabalhou Hatus, filho de Hassabenias.
11 Malquias, filho de Harim e Hassub, filho de Paat-Moab, reconstruíram o seu segundo setor que incluía a torre dos Fornos.
12 Salum, filho de Loés, chefe da outra metade do distrito de Jerusalém, reconstruiu a secção seguinte, com a ajuda das suas filhas.
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Hanun e os habitantes de Zanoa repararam a Porta do Vale: reconstruíram-na, colocaram-lhe batentes com as suas fechaduras e trancas; reconstruíram também cerca de quatrocentos e cinquenta metros de muralha, até à porta da Estrumeira.14 Malquias, filho de Recab, governador do distrito de Bet-Carem, reconstruiu a porta da Estrumeira, colocou-lhe os batentes com as suas fechaduras e trancas.
15 Salum, filho de Col-Hozé, governador do distrito de Mispá, reconstruiu a porta da Fonte: reedificou-a, cobriu-a com teto e colocou-lhe os batentes com as fechaduras e trancas. Reconstruiu também a muralha da piscina de Siloé, perto do jardim do rei, até à escadaria que desce da cidade de David.
16 Um pouco mais adiante reconstruiu Neemias, filho de Azebuc, que era governador de metade do distrito de Bet-Sur. Trabalhou até ao túmulo de David, até junto do depósito de água e do quartel militar.
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O troço seguinte foi reconstruído pelos levitas. Ali trabalhou Reum, filho de Bani e, mais adiante Hassabias, governador de metade do distrito de Queila, o qual fez esse trabalho em nome do distrito.18 Depois deles, trabalharam os irmãos Binui, filhos de Henadad e governador da outra metade do distrito de Queila.
19 Logo a seguir trabalhou Ézer, filho de Josué, governador de Mispá. Reparou o seu segundo setor da muralha desde a subida do depósito das armas, até à esquina da muralha.
20 A partir da esquina, até à entrada da casa do sumo sacerdote Eliachib, reconstruiu Baruc, filho de Zabai, o seu segundo setor.
21 Meremot, filho de Urias e neto de Cós, reconstruiu a secção seguinte, desde a entrada da casa de Eliachib até à extremidade da casa.
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No troço seguinte da muralha, trabalharam os sacerdotes que habitavam nos arredores de Jerusalém.23 A seguir a eles, trabalharam Benjamim e Hassub, reconstruindo em frente das suas casas. Azarias, filho de Masseias e neto de Ananias, reconstruiu também a parte que fica em frente de sua casa.
24 Binui, filho de Henadad, reconstruiu o setor seguinte, desde a casa de Azarias até à esquina.
25 Palal, filho de Uzai, reconstruiu a secção seguinte, desde a esquina da muralha e da torre que se ergue acima do palácio real, junto do átrio da prisão. Logo a seguir, trabalhou Pedaías, filho de Parós.
26 Os serventes do templo que habitavam no bairro de Ofel reconstruíram até à frente da porta da Água, a nascente, e da torre que ali se ergue.
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Depois deles, os habitantes de Técoa reconstruíram a sua segunda secção, desde a extremidade da grande torre até à muralha junto de Ofel.28 A partir da porta dos Cavalos, trabalharam os sacerdotes, cada um em frente de sua casa.
29 A seguir, reconstruiu Sadoc, filho de Imer, diante da sua casa. Na secção do lado, trabalhou Chemaías, filho de Checanias, que era guarda da porta de Oriente.
30 Hananias, filho de Chelemias e Hanun, que era o sexto filho de Salaf, reconstruíram a sua segunda secção, logo a seguir. Depois deles, Mechulam, filho de Berequias reconstruiu diante da sua residência.
31 Ao lado trabalhou Malquias, que era ourives. Reconstruiu até às casas dos serventes do templo e dos comerciantes, em frente da porta da Guarda, até ao posto de vigia, no ângulo da muralha.
32 Os ourives e os comerciantes reconstruíram o troço seguinte, a partir do posto de vigia da esquina, e a porta das Ovelhas.
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Logo que Sanebalat soube que nós, os judeus, estávamos a reconstruir as muralhas, irritou-se fortemente e começou a fazer pouco de nós.34 Dizia diante dos seus companheiros e dos soldados de Samaria: «Que é que estão a fazer estes miseráveis judeus? Pensam que os deixam reconstruir e oferecer sacrifícios? Pensam eles concluir o trabalho num dia? Esperam retirar dos montões de ruínas pedras novas, quando elas já foram queimadas?»
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Por sua vez Tobias, o amonita, que estava ao lado, acrescentou: «Ainda que eles construam a muralha, uma raposa que lhe salte por cima derrubará as pedras!»36
Dirigi então ao SENHOR esta oração: «Escuta, ó nosso Deus, como fazem pouco de nós. Que os seus insultos caiam sobre eles mesmos e que eles caiam em poder dos inimigos e sejam levados prisioneiros para outro país.37 Não lhes perdoes a sua maldade, nem os seus pecados; e que desapareçam da tua presença, por insultarem quem está a reconstruir a muralha.»
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Nós porém continuámos a reconstruir a muralha que, nesse tempo, já estava a meia altura, pois havia entusiasmo de todo o povo.1
Quando Sanebalat, Tobias, os árabes, os amonitas e os habitantes de Asdod souberam que os trabalhos de reconstrução avançavam e já se começavam a tapar as brechas das muralhas, enfureceram-se.2 Uniram-se todos, para virem atacar Jerusalém e fazer-nos mal.
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Orámos então ao nosso Deus e colocámos homens de guarda, dia e noite, para nos defendermos deles.4 E o povo de Judá dizia:
«Os carregadores estão sem força5
Pensavam os nossos inimigos que nós não daríamos conta, nem veríamos nada até chegarem ao meio de nós, para nos matarem e obrigarem a parar as obras.6 Mas os judeus que habitavam no meio deles vieram várias vezes avisar-nos de que os nossos inimigos viriam atacar-nos por todos os lados.
7 Coloquei então os soldados do povo, distribuídos segundo os seus clãs, por trás das muralhas, nos sítios onde não estavam ainda concluídas, com espadas, lanças e arcos.
8 Depois de tudo haver inspecionado, tive de levantar a voz para dizer aos chefes, aos responsáveis e a todos os presentes: «Não tenham medo deles! Lembrem-se que o Senhor é grande e terrível! Lutem pelos vossos compatriotas, pelos vossos filhos e filhas, pelas vossas mulheres e pelas vossas casas!»
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Os nossos inimigos vieram a saber que nós estávamos ao corrente de tudo e que Deus lhes tinha frustrado os seus planos. Voltámos então a trabalhar na muralha, desempenhando cada um a sua tarefa.10 A partir de então, metade dos meus homens trabalhava nas muralhas e a outra metade estava com armas: com lanças, escudos, arcos e couraças. E os nossos chefes davam o seu apoio ao povo de Judá
11 que trabalhava na reconstrução das muralhas. Os que transportavam os materiais, com uma das mãos trabalhavam e com a outra empunhavam a arma.
12 Todos os pedreiros tinham a espada à cintura, enquanto reconstruíam. E um tocador de trombeta acompanhava-me sempre.
13 É que eu tinha dito aos chefes, aos responsáveis e a todos os presentes: «A obra é grande e extensa e nós estamos separados sobre a muralha e distantes uns dos outros.
14 Por isso, onde quer que ouçam o som da trombeta, juntem-se a mim e o nosso Deus lutará pelo nosso lado.»
15 Era desta forma que nós trabalhávamos na obra, desde o romper da manhã até ao cair da noite, enquanto metade do pessoal empunhava armas.
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Naquela mesma ocasião, dei ordens para que todos, mesmo os ajudantes, passassem a noite dentro de Jerusalém, para assim guardarem a cidade durante a noite, e poderem trabalhar durante o dia.17 Nem eu, nem os meus companheiros, os meus colaboradores e os homens de guarda que me seguiam, tirávamos a roupa que vestíamos e cada um conservava a arma na mão .
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Aconteceu também que se levantavam grandes queixas do povo, tanto de homens como de mulheres, contra os seus irmãos judeus.2 Não faltava de facto quem dissesse: «Temos muitos filhos e filhas e precisamos de trigo para comermos e podermos viver.»
3 Outros diziam: «Temos de hipotecar os nossos campos, as nossas vinhas e as nossas casas, para conseguirmos trigo e não morrermos à fome.»
4 Havia ainda quem acrescentasse: «Nós temos de pedir dinheiro emprestado para pagar os impostos ao rei, hipotecando as nossas terras e vinhas.
5 E, no entanto, somos da mesma raça dos nossos compatriotas e os nossos filhos são como os filhos deles. Apesar disso, temos de sujeitar à escravidão os nossos filhos e as nossas filhas. Aliás, algumas das nossas filhas já são escravas e não podemos fazer nada para evitar isso, pois os nossos campos e as nossas vinhas já pertencem a outros.»
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Quando ouvi aquelas queixas e aquelas palavras, fiquei profundamente irritado.7 Pensei no caso comigo mesmo e repreendi os chefes e responsáveis, por imporem uma tal usura aos seus compatriotas. Convoquei uma grande assembleia por causa deles,
8 e disse: «Nós resgatámos, conforme pudemos, os nossos compatriotas judeus que tinham sido vendidos aos pagãos e agora tornam a vendê-los a pessoas do nosso povo, para termos de os resgatar outra vez?» Eles não tiveram palavras para responder.
9 E disse-lhes mais: «O que estão a fazer não está bem! Tinham obrigação de respeitar o nosso Deus e evitar que os pagãos, nossos inimigos, fizessem pouco de nós.
10 Também eu mesmo, os meus companheiros e colaboradores lhes emprestámos dinheiro e trigo. Pois bem! Perdoemos essas dívidas.
11 Restituam-lhes hoje mesmo os seus campos, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, e perdoem-lhes as dívidas que eles contraíram, seja em dinheiro seja em trigo, em vinho ou azeite.»
12 Eles responderam: «Vamos restituir e não receberemos mais nada deles. Faremos como disseste!» Convoquei então os sacerdotes à sua presença e fiz-lhes jurar o que prometeram.
13 Além disso, sacudi o meu manto e disse: «Que Deus sacuda também para fora da sua casa e das suas propriedades todo aquele que não cumprir este juramento. Que assim seja sacudido de tudo o que agora possui.»
Toda a multidão exclamou «assim seja» e deu louvores ao SENHOR. E o povo cumpriu a sua promessa.14
Durante os doze anos em que fui governador do país de Judá, ou seja desde o ano vinte até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, nem eu nem os meus colaboradores fizemos uso da pensão que me pertencia como governador.15 Até então, os governadores que estiveram antes de mim foram um peso para o povo, pois recebiam quarenta moedas de prata, além da comida e do vinho. Até os seus empregados oprimiam o povo. Eu porém não procedi assim, por respeito para com Deus.
16 Pelo contrário, entreguei-me à reconstrução da muralha e não comprei qualquer propriedade. Quanto aos meus empregados, todos eles estiveram unidos comigo neste trabalho.
17 E eu tinha que sustentar cento e cinquenta pessoas, gente do povo judeu e funcionários, além daqueles que, dos povos vizinhos, vinham ter comigo.
18 Preparava-se diariamente um boi, seis ovelhas escolhidas e aves, e de dez em dez dias havia vinho em abundância. Apesar disso, nunca reclamei a pensão a que tinha direito como governador, pois já era bem pesada a carga que pesava sobre o povo.
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«Ó meu Deus, toma em conta, para meu bem, tudo o que fiz por este povo.»1
Quando Sanebalat, Tobias, Guéchem, o árabe, e os outros nossos inimigos souberam que eu tinha reconstruído a muralha e que já não havia brechas, embora nessa altura ainda não tivesse colocado as portas,2 Sanebalat e Guéchem enviaram mensageiros a convidar-me para termos um encontro em Cafirim, no vale de Ono. Na verdade, o que eles pensavam era fazer-me mal.
3 Enviei-lhes então mensageiros com esta resposta: «Estou ocupado numa obra muito importante e, por isso, não posso ir ter convosco. Se eu for ter convosco, a obra deixa de avançar.»
4 Quatro vezes me mandaram dizer a mesma coisa e eu dei-lhes sempre a mesma resposta.
5 Sanebalat enviou-me ainda pela quinta vez o mesmo recado, desta vez pelo seu empregado, que trazia em mão uma carta aberta,
6 onde se lia: «Consta, entre os não-judeus, e Guéchem também o confirma, que tu e os judeus pensam revoltar-se e que, por isso, estão a reconstruir a muralha. Segundo tais rumores, tu irás ser rei
7 e até já estabeleceste profetas, para proclamarem em Jerusalém que tu és rei de Judá. Naturalmente estas coisas hão de chegar ao conhecimento de Artaxerxes. Por tal razão, comparece para conversarmos os dois a tal respeito.»
8 Mandei-lhe dizer: «Não é verdade nada do que dizes! Tu é que tiraste isso da tua cabeça!»
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Era assim que todos eles tentavam desanimar-nos, para nos levarem a abandonar o trabalho. «Ó SENHOR, dá-me coragem!»10
Certa ocasião fui a casa de Chemaías, filho de Delaías e neto de Metabiel, porque ele não podia sair de casa. Disse-me ele então: «Encontremo-nos no templo de Deus, dentro do santuário, e fechemos as portas, porque nesta noite virão para te matar.»11 Mas eu respondi-lhe: «Um homem como eu não foge. Além disso, um homem como eu não pode entrar no santuário e ficar com vida. Não farei uma coisa dessas.»
12 Pensando nisto, dei conta de que não era Deus que falava por meio dele, mas dizia aquilo a meu respeito, porque Tobias e Sanebalat lhe tinham pago para isso.
13 Mas por que é que lhe pagavam? Era para me assustarem e levarem a fazer um pecado, se eu seguisse o seu conselho. Desta forma destruíam a minha reputação e cobriam-me de vergonha.
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«Ó meu Deus, lembra-te do que fizeram Tobias e Sanebalat! Recorda-te também da profetisa Noadias e dos outros profetas que procuravam intimidar-me.»15
Aos vinte e cinco do mês de Elul, ou seja após cinquenta e dois dias de trabalho, a muralha ficou concluída.16 Quando os nossos inimigos das nações vizinhas souberam disso, atemorizaram-se e ficaram muito humilhados, porque reconheceram que esta obra tinha sido realizada com a ajuda do nosso Deus.
17 Houve também naquela altura muita correspondência entre pessoas importantes de Judá e Tobias.
18 É que muitos em Judá estavam ligados a Tobias por juramento, por ser genro de Checanias, filho de Ara. O seu filho Joanan estava casado com a filha de Mechulam, filho de Berequias.
19 Até diziam bem dele na minha presença, para lhe irem contar as minhas reações. Tobias, por sua vez, mandava as suas cartas para me assustar.
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Logo que foi concluída a muralha e colocadas as portas, nomearam-se os porteiros, os cantores e os levitas.2 Confiei o governo de Jerusalém ao meu irmão Hanani e pus como comandante militar da cidade Hananias, que era um homem sério e mais temente a Deus que muitos outros.
3 Avisei-os para não abrirem as portas de Jerusalém até o Sol ir alto e para as manterem fechadas, enquanto os guardas não estivessem nos seus postos. Dei também ordens para que os próprios habitantes exercessem vigilância à vez, cada qual no seu próprio posto e também à volta da sua casa.
4 A cidade era grande e espaçosa, mas a população era pouco numerosa, porque as casas ainda não estavam reconstruídas.
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Deus inspirou-me a reunir os chefes e responsáveis e o povo para fazer um recenseamento. Encontrou-se então um livro de registo daqueles que, ao princípio tinham regressado do exílio. Vêm de lá as seguintes indicações:6 «São estes os habitantes da província que voltaram do cativeiro. Nabucodonosor, rei da Babilónia, mandou-os para o desterro; mas depois, regressaram a Jerusalém e a Judá, cada um à sua povoação.
7 Vieram com Zorobabel: Josué, Neemias, Azarias, Ramias, Namani, Mardoqueu, Bilchan, Misperet, Bigvai, Neum e Baaná.» É esta a lista dos israelitas:
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Descendentes de Parós, dois mil cento e setenta e dois;9 descendentes de Chefatias, trezentos e setenta e dois;
10 descendentes de Ara, seiscentos e cinquenta e dois;
11 descendentes de Paat-Moab, que era descendente de Josué e de Joab, dois mil oitocentos e dezoito;
12 descendentes de Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro;
13 descendentes de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco;
14 descendentes de Zacai, setecentos e sessenta;
15 descendentes de Binui, seiscentos e quarenta e oito;
16 descendentes de Bebai, seiscentos e vinte e oito;
17 descendentes de Azegad, dois mil trezentos e vinte e dois;
18 descendentes de Adonicam, seiscentos e sessenta e sete;
19 descendentes de Bigvai, dois mil e sessenta e sete;
20 descendentes de Adin, seiscentos e cinquenta e cinco;
21 descendentes de Ater, pela linha de Ezequias, noventa e oito;
22 descendentes de Hachum, trezentos e vinte e oito;
23 descendentes de Beçai, trezentos e vinte e quatro;
24 descendentes de Harif, cento e doze;
25 habitantes de Guibeon, noventa e cinco;
26 homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito;
27 homens de Anatot, cento e vinte e oito;
28 homens de Bet-Azemavet, quarenta e dois;
29 homens de Quiriat-Iarim, de Cafira e de Berot, setecentos e quarenta e três;
30 homens de Ramá e de Gueba, seiscentos e vinte e um;
31 homens de Micmás, cento e vinte e dois;
32 homens de Betel e de Ai, cento e vinte e três;
33 homens do outro Nebo, cinquenta e dois;
34 descendentes do outro Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro;
35 descendentes de Harim, trezentos e vinte;
36 habitantes de Jericó, trezentos e quarenta e cinco;
37 habitantes de Lod, Hadid e Ono, setecentos e vinte e um;
38 habitantes de Senaá, três mil novecentos e trinta.
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Sacerdotes: descendentes de Jedaías, da família de Josué, novecentos e setenta e três;40 descendentes de Imer, mil e cinquenta e dois;
41 descendentes de Pachiur, mil duzentos e quarenta e sete;
42 descendentes de Harim, mil e dezassete.
43
Levitas: descendentes de Josué, de Cademiel, de Hodias, setenta e quatro.44
Cantores: descendentes de Assaf, cento e quarenta e oito.45
Porteiros: descendentes de Salum, de Ater, de Talmon, de Acub, de Hatita e de Chobai, cento e trinta e oito.46
Servidores do templo: descendentes de Cia, de Hassufa, de Tabaot;47 descendentes de Querós, de Sia, de Padon;
48 descendentes de Lebana, de Hagabá, de Salmai;
49 descendentes de Hanan, de Guidel, de Gaar;
50 descendentes de Reaías, de Recin, de Necoda;
51 descendentes de Gazam, de Uzá e de Passea;
52 descendentes de Besai, de Meunim e de Nefichessim;
53 descendentes de Bacbuc, de Hacufa, de Harur;
54 descendentes de Bacelit, de Maída, de Harsa;
55 descendentes de Barcós, de Sísera, de Temá;
56 descendentes de Necia, de Hatifa.
57
Descendentes dos servos de Salomão: das famílias de Sotai, de Soferet, de Perudá,58 de Jala, de Darcon, de Guidel,
59 de Chefatias, de Hatil, de Poqueret-Sebaim e de Amon.
60
Ao todo, os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão eram trezentos e noventa e dois.61 Os que vieram de Tel-Mela, Tel-Harcha, Querub-Adon e Imer e não puderam provar se eram israelitas pela sua família e ascendência:
62 descendentes de Delaías, de Tobias e de Necoda, seiscentos e quarenta e dois.
63 Entre os sacerdotes, encontravam-se os descendentes de Hobaías, de Cós e de Barzilai, que casou com uma filha de Barzilai, natural de Guilead e tomou o nome dela.
64 Estes procuraram os seus registos de família mas, visto que não os encontraram, foram excluídos do sacerdócio.
65 O governador disse-lhes, por isso, que não comessem das coisas santas antes de vir um sacerdote decidir a questão por meio dos dados sagrados .
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A comunidade dos que regressaram do exílio era constituída por quarenta e duas mil trezentas e sessenta pessoas,67 não contando escravos e escravas que eram sete mil trezentos e trinta e sete, havendo também duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras.
68 Possuíam setecentos e trinta e seis cavalos, duzentas e quarenta e cinco mulas, quatrocentos e trinta e cinco camelos e seis mil setecentos e vinte jumentos.
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Alguns dos chefes de família deram ofertas para as obras: o governador ofereceu para o tesouro cerca de mil peças de ouro, cinquenta taças e quinhentas e trinta vestes sacerdotais.70 Outros chefes de família ofereceram para o tesouro vinte mil peças de ouro e mil e cem quilos de prata.
71 Os outros israelitas deram vinte mil peças de ouro, cerca de mil quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais.
72
Depois os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo e todo o povo de Israel estabeleceram-se nas suas povoações.1
Quando chegou o sétimo mês, já os israelitas estavam nas suas respetivas povoações, todo o povo se reuniu como um só homem na praça que está em frente da porta da Água, e pediu-se ao escriba Esdras para trazer o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha dado a Israel.2 No primeiro dia desse mês, o sacerdote Esdras levou a lei diante da assembleia que era composta por homens, mulheres e todos os que já tinham idade e capacidade de entendimento.
3
Ali mesmo, na praça que está em frente da porta da Água, Esdras esteve a ler o livro desde a manhã até ao meio-dia, na presença de homens, mulheres e de quantos tinham capacidade de entendimento; e todos estavam atentos à leitura da lei.4 Esdras permanecia de pé sobre um estrado de madeira que foi feito para a ocasião. Junto dele, à sua direita, ficaram Matatias, Chema, Anaías, Urias, Hilquias e Masseias. À esquerda ficou Pedaías, Michael, Malquias, Hachum, Hasbadana, Zacarias e Mechulam.
5 Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, pois estava em lugar mais elevado e, ao abri-lo, todos se puseram em pé.
6 Deu louvores ao SENHOR, o grande Deus, e todo o povo respondeu, com os braços levantados: «Ámen! Ámen!» E inclinando-se, com o rosto por terra, adoraram o SENHOR.
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Os levitas Josué, Bani, Cherebias, Jamin, Acub, Chabetai, Hodias, Masseias, Quelitá, Azarias, Jozabad, Hanan e Pelaías explicavam a lei ao povo, que permanecia no seu lugar.8 Liam em voz alta o livro da lei de Deus, traduziam-no e explicavam-no para que todos compreendessem a Escritura.
9
Toda a gente chorava ao ouvir as palavras da lei. Então o governador Neemias e o sacerdote e escriba Esdras, bem como os levitas que estavam a explicar a lei disseram ao povo: «Este é um dia consagrado ao SENHOR, nosso Deus. Não se entristeçam nem chorem!»10 Esdras disse ainda: «Vão-se embora, comam e bebam do melhor que tiverem e convidem para comer e beber os que não têm nada preparado, pois este é um dia santo. Não estejam tristes, porque na alegria do SENHOR está a vossa força!»
11
Também os levitas acalmaram o povo, dizendo: «Silêncio! Este é um dia santo. Não estejam tristes!»12
Todo o povo se afastou então para comer e beber, repartindo uns com os outros. Fizeram uma grande festa, porque tinham compreendido o que lhes tinha sido ensinado.13
No dia seguinte, os chefes de família, os sacerdotes e os levitas reuniram-se na presença de Esdras, para compreenderem melhor as palavras da lei.14 Nesta lei que o SENHOR tinha dado por meio de Moisés, encontraram a passagem que obriga os israelitas a habitarem em tendas, durante a festa religiosa do sétimo mês.
15 Deviam, por isso, anunciar e proclamar em Jerusalém e por todas as cidades o seguinte aviso: «Subam aos montes e tragam ramos de oliveira, de zambujeiro, de mirto e de palmeira e outros ramos de árvores frondosas, para fazermos tendas, conforme está escrito.»
16
Saiu então o povo para trazer ramos e fizeram-se tendas nos terraços, nos pátios, nos átrios do templo de Deus, nas praças em frente da porta da Água e da porta de Efraim.17 Todos os que tinham voltado do cativeiro fizeram as suas tendas e lá habitaram. Desde o tempo de Josué, filho de Nun, até então, os israelitas nunca tinham feito coisa semelhante. Houve de facto uma grande alegria.
18 Lia-se diariamente a lei de Deus, isto desde o primeiro dia até ao último da festa. Celebrou-se a festa durante sete dias e, no oitavo, houve uma grande assembleia, como estava determinado na lei.
1
No dia vinte e quatro desse mês, os israelitas reuniram-se para um jejum. Vestiram roupas grosseiras e deitaram pó sobre as cabeças, em sinal de luto.2 Separaram-se dos estrangeiros e, de pé, confessaram os seus pecados e as culpas dos seus antepassados.
3 Durante três horas estiveram de pé nos seus lugares a ouvirem a leitura do livro da lei do SENHOR, e durante outras três, confessaram os seus pecados e adoraram o SENHOR, seu Deus.
4 Josué, Bani, Cademiel, Chebanias, Buni, Cherebias, Bani e Canani subiram ao estrado dos levitas e invocaram, em voz alta, o SENHOR, seu Deus.
5 Os levitas Josué, Cademiel, Bani, Hassabenias, Cherebias, Hodias, Chebanias e Petaías disseram:
«Levantem-se e louvem ao SENHOR, vosso Deus, por todo o sempre!» «SENHOR que o teu nome glorioso seja louvado,6
Tu és o SENHOR e não há outro.7
Tu és o SENHOR Deus! Foste tu que escolheste Abrão;8
Viste que ele te era fiel
e fizeste com ele uma aliança,
prometendo dar aos seus descendentes
o país dos cananeus, dos hititas, dos amorreus,
dos perizeus, dos jebuseus e dos guirgaseus.
E cumpriste a tua promessa, porque és fiel.
9
Viste a aflição dos nossos antepassados, no Egito,10
Realizaste maravilhas e prodígios contra o faraó e seus ministros
e contra todo o povo do seu país,
pois sabias como eles oprimiam o teu povo.
Assim ganhaste a fama que agora tens.
11
Dividiste o mar diante dos israelitas,
que passaram a pé enxuto;
precipitaste no fundo os perseguidores,
como uma pedra atirada à água.
12
Guiaste-os de dia por meio duma coluna de fumo
e de noite por meio duma coluna de fogo,
para alumiares o caminho que haviam de seguir.
13
Desceste ao monte Sinai
e falaste com eles lá do céu.
Deste-lhes ordens justas,
leis verdadeiras,
preceitos e mandamentos bons.
14
Ensinaste-os a observarem o teu santo sábado
e deste-lhes os mandamentos e preceitos da lei,
por meio de Moisés, teu servo.
15
Deste-lhes o pão do céu, para lhes matares a fome,
e fizeste jorrar água do rochedo, para lhes matares a sede.
Disseste-lhes para tomarem posse da terra
que tinhas jurado dar-lhes.
16
Eles porém e os outros nossos antepassados,17
Não quiseram obedecer, esquecendo-se das coisas maravilhosas
que tinhas feito em seu favor.
Foram tão rebeldes que escolheram um chefe
para voltar de novo para a escravidão do Egito .
Mas tu és um Deus de perdão,
cheio de bondade e misericórdia,
paciente e cheio de compaixão e não os abandonaste.
18
Fizeram também um bezerro de metal fundido19
mas tu, com a tua grande bondade,
não os abandonaste no deserto.
Lá estava a coluna de fumo,
que não se afastou deles,
para lhes guiar o caminho, durante o dia,
e a coluna do fogo, que lhes alumiava o caminho, durante a noite.
20
Deste-lhes o teu bom espírito para eles compreenderem;
não lhes recusaste o teu maná, para comerem,
e deste-lhes a água para matarem a sede.
21
Durante quarenta anos, alimentaste-os no deserto,
sem nada lhes faltar.
E nem as roupas se romperam,
nem os seus pés incharam.
22
Entregaste-lhes reinos e povos,23
Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu
e fizeste-os entrar na terra,
que tinhas jurado aos seus antepassados
que havias de lhes dar.
24
Entraram nela e tomaram posse dela.
Derrotaste diante deles os seus habitantes, os cananeus,
e entregaste-os nas mãos do teu povo.
Este podia tratar como quisesse
os reis e os povos daquela região.
25
Apoderaram-se de cidades fortificadas e de um país fértil,
de casas cheias de tudo e que tinham boas cisternas,
de vinhas e olivais e de árvores de fruto em abundância.
Comeram até se saciarem
e deleitaram-se com tanta coisa boa que lhes deste.
26
Apesar de tudo, eles foram rebeldes27
Por isso, os entregaste aos seus inimigos, que os oprimiram.
Mas quando estavam oprimidos,
clamavam por ti e tu lá do céu, os atendias.
Na tua grande compaixão,
enviavas-lhes quem os salvasse e libertasse
do poder dos seus inimigos.
28
No entanto, logo que obtinham a paz,
voltavam a fazer o mal contra ti.
Assim os abandonavas de novo
nas mãos dos seus inimigos, que os dominavam.
Voltavam mais uma vez a pedir-te ajuda
e tu, cheio de compaixão,
escutava-los lá do céu e libertava-los muitas vezes.
29
Exortaste-os a observarem a tua lei,
mas eles, cheios de soberba, não obedeceram às tuas ordens.
Transgrediram os teus mandamentos,
que dão vida a quem os observa.
Voltaram as costas com rebeldia
e recusaram-se teimosamente a obedecer.
30
Suportaste-os durante muitos anos,
exortaste-os por meio dos teus profetas
e aconselhaste-os pelo teu espírito,
mas eles não te deram ouvidos.
Então entregaste-os ao poder de outras nações.
31
No entanto, pela tua grande misericórdia,
não os aniquilaste nem os abandonaste,
porque tu és Deus bondoso e compassivo.
32
Tu, nosso Deus, tu és grande,33
É certo que tu foste justo em tudo o que nos aconteceu,
pois agiste com lealdade,
ao passo que nós fizemos o mal.
34
Os nossos reis e os nossos chefes,
os nossos sacerdotes e os nossos antepassados
não puseram em prática a tua lei;
não atenderam aos preceitos e advertências que lhes deste.
35
No seu reino, apesar dos muitos bens que lhes deste
e da terra grande e fértil que lhes entregaste,
não te prestaram culto,
nem abandonaram as suas más ações.
36
Hoje somos escravos,
neste mesmo país que deste aos nossos antepassados,
para se alimentarem dos seus frutos e dos seus bens.
37
A terra é fértil,
mas os seus produtos são para os reis estrangeiros,
que nos impuseste por causa dos nossos pecados.
São eles, de facto, que dispõem à vontade
das nossas pessoas e dos nossos animais.
Encontramo-nos numa grande tribulação!»
1
Por tudo isto, nós tomamos um compromisso firme por escrito, que vai ser assinado pelos nossos chefes, pelos nossos levitas e sacerdotes.2
Assinam as seguintes pessoas: Neemias, o governador, filho de Hacalias, Sedecias,3 Seraías, Azarias, Jeremias,
4 Pachiur, Amarias, Malquias,
5 Hatus, Chebanias, Maluc,
6 Harim, Meremot, Obadias,
7 Daniel, Guineton, Baruc,
8 Mechulam, Abias, Miamin,
9 Maazias, Bilgai e Chemaías. Todos estes eram sacerdotes.
10
Levitas: Josué, filho de Azanias e Binui, do clã de Henadad, Cademiel11 e os seus irmãos Chebanias, Hodias, Quelitá, Pelaías, Hanan,
12 Mica, Reob, Hassabias,
13 Zacur, Cherebias, Chebanias,
14 Hodias, Bani e Beninu.
15
Chefes do povo: Parós, Paat-Moab, Elam, Zatu, Bani,16 Buni, Azegad, Bebai,
17 Adonias, Bigvai, Adin,
18 Ater, Ezequias, Azur,
19 Hodias, Hachum, Beçai,
20 Harif, Anatot, Nebai,
21 Magpias, Mechulam, Hezir,
22 Mechezabel, Sadoc, Jadua,
23 Pelatias, Hanan, Anaías,
24 Oseias, Hananias, Hassub,
25 Loés, Pileá, Chobec,
26 Reum, Hassabna, Masseias,
27 Aías, Hanan, Anan,
28 Maluc, Harim e Baaná.
29
Juntaram-se a eles o resto do povo, sacerdotes, levitas, porteiros, cantores, servidores do templo e todos os que se tinham afastado da população estrangeira do país, para cumprirem a lei de Deus, juntamente com as suas mulheres, os seus filhos e filhas já capazes de entender.30 Uniram-se aos seus compatriotas notáveis e juraram seguir a lei de Deus, que ele tinha dado por meio do seu servo Moisés, e observar fielmente todos os seus mandamentos, regras e preceitos.
31 Decidimos não consentir que as nossas filhas casassem com os naturais do país e não aceitar que as filhas deles casassem com os nossos filhos.
32 Comprometemo-nos igualmente a não comprar nada aos naturais do país, quando trouxessem os seus produtos para vender, ao sábado ou em dia santo, e ainda a deixar a terra de pousio no sétimo ano e a perdoar todas as dívidas.
33 Assumimos a obrigação de pagar cada ano a terça parte de um siclo para o serviço do templo,
34 para os pães consagrados, para as ofertas diárias de cereais, para os holocaustos diários, para os sacrifícios dos sábados e das festas do primeiro dia do mês e doutras solenidades, para as outras ofertas consagradas a Deus, para os sacrifícios pelo perdão do pecado de Israel e para as despesas com o culto no templo do nosso Deus.
35 Além disso, os sacerdotes, os levitas e todo o resto do povo deitaram sortes para se ver quem levaria cada ano, segundo as respetivas famílias e em tempos determinados, a lenha para queimar no altar do SENHOR, nosso Deus, como está escrito na lei.
36 Comprometemo-nos a levar ao templo do SENHOR, todos os anos, os primeiros frutos dos nossos campos e das nossas árvores
37 e a apresentar no templo, aos sacerdotes que lá prestam serviço, o primeiro filho que nos nascesse, bem como as primeiras crias das nossas vacas e ovelhas.
38 Igualmente assumimos o compromisso de entregar, nas salas do templo, a nossa primeira farinha, os primeiros frutos das árvores e o nosso primeiro vinho e azeite para os sacerdotes e a levar aos levitas a décima parte das nossas colheitas. Os levitas irão pessoalmente levantar essa décima parte nas povoações em que moramos.
39
Ao receberem a décima parte, os levitas devem estar acompanhados de um sacerdote descendente de Aarão. Em seguida devem levar o que recebem para os armazéns do templo do nosso Deus.40 Os israelitas e os levitas levarão as ofertas do trigo, do vinho e do azeite para os armazéns onde se encontram os utensílios do santuário. É lá que se encontram os sacerdotes de serviço, os porteiros e os cantores. Prometemos não abandonar o templo do nosso Deus.
1
As autoridades ficaram a residir em Jerusalém. O resto do povo deitou sortes para que uma entre dez pessoas se fixasse na cidade santa de Jerusalém, residindo as outras nove nas outras localidades.2 O povo louvou todos os que voluntariamente se ofereceram para residir em Jerusalém.
3 Os chefes da província ficaram a residir em Jerusalém, enquanto os outros israelitas, sacerdotes, levitas, servidores do templo e descendentes dos servos de Salomão foram para as suas propriedades, nas suas cidades.
4 Contudo um grupo de pessoas de Judá e de Benjamim ficou a residir em Jerusalém.
Membros da família de Judá: Ataías, do clã de Peres, filho de Uzias, descendente de Zacarias, de Amarias, de Chefatias, de Malaliel.5 Masseias, filho de Baruc e descendente de Col-Hozé, de Hazaías, de Adaías, de Joiarib, de Zacarias e de Chiloni.
6
O total dos descendentes de Peres que residiam em Jerusalém foi de quatrocentos e sessenta e oito, todos homens valentes.7
Membros da tribo de Benjamim: Salu, filho de Mechulam, descendente de Joed, Pedaías, Colaías, Masseias, Itiel, Isaías8 e ainda Gabai e Salai. Ao todo foram novecentos e vinte e oito.
9 Joel, filho de Zicri, era o chefe deste grupo e Judá, filho de Senua, era o segundo chefe da cidade.
10
Sacerdotes: Jedaías, filho de Joiarib, Jaquin,11 Seraías, filho de Hilquias, descendente de Mechulam, de Sadoc, de Meraiot, de Aitube, que era o sumo sacerdote,
12 e seus irmãos. Eram ao todo oitocentos e vinte e dois os que ficaram ao serviço do templo. Adaías, filho de Jeroam, descendente de Pelalias, de Ameci, de Zacarias, de Pachiur, de Malquias
13 e seus irmãos, chefes de família. Eram ao todo duzentos e quarenta e dois. Amachessai, filho de Azarel, descendente de Azai, de Messilemot, de Imer
14 e seus irmãos. Eram ao todo cento e vinte e oito, todos homens de guerra. O seu chefe era Zabediel, filho de Guedolim.
15
Levitas: Chemaías, filho de Hassub, descendente de Azericam, de Hassabias, de Buni,16 e bem assim Chabetai e Jozabad, que eram os chefes dos levitas, encarregados do serviço na parte exterior do templo.
17 Matanias, filho de Mica, descendente de Zabedi, de Assaf, encarregado dos cânticos de louvor na hora da oração; Bacbuquias, que era o segundo da família, Abda, filho de Chamua, descendente de Galal e de Jedutun.
18 Eram ao todo duzentos e oitenta e quatro os levitas na cidade santa.
19
Porteiros: Acub, Talmon e seus parentes, ao todo cento e setenta e dois.20
Os outros israelitas e os restantes sacerdotes e levitas ficaram a residir nas outras cidades de Judá, cada um na sua propriedade.21 Os servidores do templo fixaram-se no bairro de Ofel, sendo seus chefes Cia e Guispa.
22 O chefe dos levitas em Jerusalém era Uzi, filho de Bani, descendente de Hassabias, de Matanias, de Mica, que pertenciam ao clã de Assaf, o responsável pelos cânticos, no templo de Deus.
23 Por ordem do rei, havia diariamente turnos para o serviço dos cantores no templo.
24
Petaías, filho de Mechezabel, do clã de Zera, filho de Judá, representava o povo de Israel perante a corte persa.25
Quanto às aldeias, as pessoas da tribo de Judá instalaram-se em Quiriat-Arbá e arredores, Dibon e arredores, Jecabecel e arredores,26 em Jessua, Molada, Bet-Pelet,
27 Haçar-Sual, Bercheba e arredores,
28 Siclag, Meconá e arredores,
29 En-Rimon, Sora, Jarmut,
30 Zanoa, Adulam e arredores, Láquis e arredores e Azeca e arredores. Quer dizer que se fixaram no território que vai de Bercheba até ao vale de Hinom.
31
As pessoas da tribo de Benjamim fixaram-se em Gueba, Micmás, Ai, Betel e seus arredores,32 em Anatot, Nob, Ananias,
33 Haçor, Ramá, Guitaim,
34 Hadid, Seboim, Nebalat,
35 Lod e Ono no vale dos Operários.
36 Além disso, alguns levitas que tinham lugar entre os membros da tribo de Judá ficaram a viver no território de Benjamim.
1
Segue-se a lista dos sacerdotes e levitas que regressaram do exílio com Zorobabel, filho de Salatiel, e com Josué: Sacerdotes: Seraías, Jeremias, Esdras,2 Amarias, Maluc, Hatus,
3 Checanias, Reum, Meremot,
4 Ido, Guinetoi, Abias,
5 Miamin, Moadias, Bilga,
6 Chemaías, Joiarib, Jedaías, Salu, Amoc, Hilquias e Jedaías.
7 Estes eram os chefes dos sacerdotes e dos seus parentes, no tempo de Josué.
8
Levitas: Josué, Binui, Cademiel, Cherebias, Judá e Matanias. Este e os da sua família estavam encarregados de dirigir os hinos de louvor9 e os levitas Bacbuquias e Uni alternavam com eles.
10
Josué foi o pai de Joaquim; Joaquim, o pai de Eliachib; Eliachib, o pai de Joiadá;11 Joiadá foi o pai de Jónatas e Jónatas, o pai de Jadua.
12
No tempo em que Joaquim foi sumo sacerdote, os chefes das famílias sacerdotais, foram os seguintes: da família de Seraías, Meraías; para Jeremias, Ananias;13 para Esdras Mechulam; para Amarias, Joanan;
14 para Maluc, Jónatas; para Chebanias, José;
15 para Harim, Adná; para Meraiot, Helcai;
16 para Ido, Zacarias, para Guineton, Mechulam;
17 para Miniamin… ; para Moadias, Piltai;
18 para Bilga, Chamua; para Chemaías, Jónatas;
19 para Joiarib, Matanai; para Jedaías Uzi;
20 para Calai, Salai; para Amoc, Éber;
21 para Hilquias, Hassabias; para Jedaías, Nataniel;
22 No tempo em que Eliachib, Joiadá, Joanan e Jadua foram sumos sacerdotes fez-se a lista dos nomes dos levitas, chefes de família e dos sacerdotes até ao reinado de Dario, imperador da Pérsia.
23
Os nomes dos levitas, chefes de família foram inscritos no livro de registos até à época de Jónatas, neto de Eliachib.24
Os chefes dos levitas Hassabias, Cherebias e Josué, filho de Cademiel, eram os encarregados, juntamente com os seus companheiros, de cantar ao SENHOR os louvores, nos seus devidos turnos, conforme a ordem de David, homem de Deus.25
Os porteiros que vigiavam os armazéns junto das portas eram: Matanias, Bacbuquias, Obadias, Mechulam, Talmon e Acub.26 Estas pessoas desempenhavam as suas funções no tempo de Joaquim, filho de Josué e neto de Joçadac e no tempo do governador Neemias e do sacerdote e escriba Esdras.
27
Para a festa da consagração das muralhas de Jerusalém, convocaram-se os levitas das localidades onde viviam, para virem a Jerusalém, a fim de celebrarem alegremente a cerimónia religiosa com hinos de louvor, acompanhados de címbalos, harpas e cítaras.28 Acorreram os cantores dos arredores de Jerusalém e das povoações de Netofa,
29 de Bet-Guilgal, dos campos de Gueba e de Azemavet.
30 Os sacerdotes e os levitas, depois do ritual da sua própria purificação, realizaram o cerimonial da purificação do povo, das portas e das muralhas da cidade.
31
Mandei depois subir para as muralhas as autoridades de Judá e organizei dois grandes coros. Um movia-se para o lado direito, em direção à porta da Estrumeira.32 Ia atrás deles Hosaías com metade dos chefes de Judá,
33 ou seja Azarias, Esdras, Mechulam,
34 Judá, Benjamim, Chemaías e Jeremias.
35 Acompanhavam-nos com trombetas os seguintes sacerdotes: Zacarias, filho de Jónatas, descendente de Chemaías, Matanias, Miqueias, Zacur, Assaf
36 e os seus parentes Chemaías, Azarel, Milalai, Guilalai, Maai, Nataniel, Judá e Hanani, todos com os instrumentos musicais de David, homem de Deus. À frente deles ia o escriba Esdras.
37 Quando chegaram à porta da Fonte, eles subiram a escadaria que conduz à cidade de David, acima do palácio de David e até à porta da Água, que está a leste.
38
O segundo coro seguia para a esquerda. Eu ia atrás com metade dos chefes do povo, desde a torre dos Fornos até à muralha larga.39 Continuámos por cima da porta de Efraim, da porta de Jesana, da porta do Peixe, da torre de Hananiel, da torre dos Cem até à porta das Ovelhas, parando na porta da Guarda.
40
Depois os dois coros chegaram ao templo de Deus e eu também, com a metade dos chefes do povo que me acompanhavam.41 Iam comigo, os seguintes sacerdotes: Eliaquim, Masseias, Miniamin, Miqueias, Elioenai, Zacarias, Hananias, que levavam as suas trombetas, e além desses iam também
42 Masseias, Chemaías, Eleazar, Uzi, Joanan, Malquias, Elam e Ézer. Ouviam-se os cantores dirigidos por Jizraías.
43
Ofereceram-se naquele dia muitos sacrifícios e houve grande regozijo, porque Deus os encheu de alegria. Também as mulheres e as crianças participaram desse regozijo. A alegria de Jerusalém fazia-se ouvir ao longe.44
Naquela ocasião nomearam-se pessoas encarregadas das salas das despensas, para guardarem as ofertas, os primeiros frutos e as décimas. Deviam armazenar o que, de acordo com a lei, chegava dos campos que estavam à volta das povoações e se destinava aos sacerdotes e levitas. Todo o povo de Judá estava contente por ver nos seus postos os sacerdotes e levitas45 que asseguravam o culto de Deus e os rituais de purificação. Os cantores e os porteiros, por seu lado, oficiavam conforme tinha sido estabelecido por David e por seu filho Salomão.
46 Com efeito, desde o tempo de David e de Assaf havia chefes de cantores que dirigiam os cânticos de louvor e de ação de graças a Deus.
47 O povo de Israel, no tempo de Zorobabel e de Neemias, entregava diariamente as porções destinadas aos cantores e aos porteiros. Entregavam do mesmo modo aos levitas as ofertas que lhes correspondiam, e os levitas davam aos sacerdotes, descendentes de Aarão, a parte que lhes pertencia.
1
Certo dia ao ler-se publicamente o livro de Moisés, verificou-se que lá estava escrito que os amonitas e os moabitas nunca deveriam fazer parte da comunidade do povo de Deus,2 já que eles outrora não tinham ido ao encontro dos israelitas para os receberem com alimentos. Pelo contrário, até pagaram a Balaão para os amaldiçoar. O nosso Deus é que mudou aquela maldição em bênção.
3 Ao ouvirem esta determinação afastaram de Israel todos os estrangeiros.
4
Antes disso, o sacerdote Eliachib, encarregado das salas das despensas do templo do nosso Deus e parente de Tobias,5 tinha posto à disposição deste último uma grande sala. Era lá que se guardavam anteriormente as ofertas, o incenso, os objetos sagrados e as décimas do trigo, do vinho novo e do azeite, que eram destinados aos levitas, cantores e porteiros, bem como aos sacerdotes.
6
Quando tudo isso aconteceu, eu não estava em Jerusalém; pois, no ano trinta e dois do reinado de Artaxerxes, rei da Babilónia , eu voltei para junto do rei,7 embora passado algum tempo eu tenha regressado a Jerusalém, com o consentimento de Artaxerxes. Foi então que eu soube do mal que tinha feito Eliachib, ao colocar à disposição de Tobias uma sala das dependências do templo de Deus.
8 Isso desgostou-me profundamente e mandei pôr fora dessa sala tudo o que pertencia a Tobias;
9 dei também ordens para que a limpassem e voltassem a colocar lá os objetos sagrados do templo de Deus, as ofertas e o incenso.
10
Soube também que tinham deixado de dar aos levitas as ofertas que lhes pertenciam e fui informado de que os levitas e os cantores, encarregados do culto, se tinham retirado, cada um para a sua terra.11 Tive portanto de repreender as autoridades e perguntei-lhes por que se tinha abandonado assim o templo de Deus. E disse-lhes para chamarem de novo os levitas e os cantores para voltarem aos seus postos.
12
E todo o povo levou de novo para as despensas do templo as décimas do trigo, do vinho novo e do azeite.13 Confiei o cuidado dos armazéns do templo ao sacerdote Chelemias, ao secretário Sadoc e a Pedaías, que era um dos levitas, e pus como adjunto Hanan, filho de Zacur e neto de Matanias, pessoas dignas de confiança. Foram eles que ficaram encarregados de fazer a distribuição pelos seus companheiros.
14
Por tudo isto, lembra-te de mim, meu Deus. Não esqueças todo o bem que fiz pelo templo do meu Deus e pelo seu culto.15
Também me dei conta de que havia homens que pisavam uvas ao sábado, que levavam fardos às costas, que carregavam os burros com vinho, com uvas, com figos e toda a espécie de cargas e as transportavam ao sábado para Jerusalém. Repreendi-os por venderem as suas mercadorias naquele dia.16 Acontecia também que alguns naturais da cidade de Tiro, mas residentes em Jerusalém, levavam peixe e toda a espécie de mercadorias e vendiam-nas ao sábado a alguns judeus em Jerusalém.
17 Chamei a atenção para isso às autoridades de Judá e disse-lhes: «Estão a proceder muito mal ao profanarem o sábado.
18 Foi assim que fizeram os vossos antepassados e, por isso, o nosso Deus fez cair estas desgraças sobre nós e sobre esta cidade. Vocês estão a aumentar a ira de Deus contra Israel, por profanarem o sábado.»
19
Por estas razões, dei ordens para fecharem as portas de Jerusalém antes de sábado, isto é, logo ao cair da tarde, e para não se abrirem senão depois de sábado . Coloquei também alguns dos meus colaboradores junto às portas para não deixarem entrar nenhuma carga em dia de sábado.20 Os compradores e vendedores de toda a espécie de mercadorias ficaram fora de Jerusalém uma ou duas vezes.
21 Eu então repreendi-os por ficarem durante o sábado fora das muralhas e disse-lhes que os mandava prender se voltassem a fazer isso. E, desde essa altura, não voltaram mais ao sábado.
22 Avisei também os levitas para que se purificassem e fossem vigiar as portas para que o sábado não voltasse a ser profanado.
Ó meu Deus, lembra-te de mim também, por isso, e tem compaixão de mim pela tua grande misericórdia.23
Verifiquei também que, naquele tempo, havia judeus que se tinham casado com mulheres de Asdod, de Amon e de Moab.24 Metade dos seus filhos falavam a língua de Asdod e de outros povos e já não falavam a língua judaica.
25 Repreendi-os por isso e amaldiçoei-os. Bati nalguns, arranquei-lhes os cabelos e obriguei-os a jurar em nome de Deus que não consentiriam mais que as suas filhas se casassem com homens estrangeiros nem os seus filhos com mulheres estrangeiras.
26 Fiz-lhes ver que foi assim que pecou Salomão, o rei de Israel. Entre todos os povos estrangeiros, não havia rei mais importante do que ele. Deus amou-o e fez dele rei de Israel. Entretanto mulheres estrangeiras levaram-no a pecar.
27 Disse-lhes por isso: «Irá dizer-se a vosso respeito que estão a cometer o mesmo pecado, que estão a ofender o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras?»
28
Um dos filhos de Joiadá, por sua vez filho do sumo sacerdote Eliachib, tinha casado com uma filha de Sanebalat, de Bet-Horon. Por tal razão, afastei-o para longe de mim.29
Ó meu Deus, lembra-te desses que profanaram o sacerdócio e a aliança que fizeste com sacerdotes e levitas.30
Limpei-os assim de todos os estrangeiros e estabeleci os regulamentos que definiam as funções de cada um.31 Tomei também disposições quanto à oferta da lenha nas épocas determinadas e quanto à entrega dos primeiros frutos.
Ó meu Deus, lembra-te de mim, para meu bem !