1
Depois de Moisés, servo do SENHOR, ter morrido, o SENHOR disse a Josué, filho de Nun e auxiliar de Moisés:2 «O meu servo Moisés morreu. Por isso, prepara-te tu e todo o povo de Israel para atravessarem o rio Jordão e entrarem na terra que eu lhes vou dar.
3 Hei de dar-vos todos os lugares que os vossos pés pisarem, como prometi a Moisés.
4 O vosso território irá desde o deserto até ao Líbano e até ao grande rio Eufrates, estendendo-se através das terras dos hititas, e desde as terras do nascer do sol até ao mar Mediterrâneo .
5 Ninguém te poderá resistir, enquanto viveres. Eu estarei contigo, tal como estive com Moisés. Não te deixarei nem te abandonarei.
6 Tem coragem e firmeza, porque hás de conduzir este povo à posse da terra que eu prometi aos seus antepassados.
7 Tens de ser corajoso e firme no cumprimento de toda a lei que te ordenou o meu servo Moisés. Não te desvies dessa lei nem para a direita nem para a esquerda e serás bem sucedido por onde quer que andares.
8 Tem sempre presente o livro da lei. Medita nele dia e noite para cumprires o que lá está escrito, porque dessa forma hás de ter prosperidade e sucesso em tudo.
9 Recorda-te do meu aviso: “Tem coragem e firmeza! Não tenhas medo nem desânimo, porque o SENHOR, teu Deus, estará contigo por onde quer que andares.”»
10
Josué deu então estas ordens aos chefes do povo:11 «Percorram o acampamento e digam ao povo que prepare as provisões porque daqui a três dias irão atravessar o rio Jordão a fim de ocuparem a terra que o SENHOR, vosso Deus, vos dá em herança.»
12 Falou também assim às tribos de Rúben, de Gad e à metade da tribo de Manassés:
13 «Lembrem-se do que Moisés, o servo do SENHOR, ordenou, quando disse que o SENHOR, vosso Deus, vos dava a possibilidade de viverem tranquilos nesta terra a oriente do Jordão.
14 As vossas mulheres, os vossos filhos e os vossos animais que fiquem aqui. Mas os homens aptos para a guerra vão à frente dos vossos irmãos para os ajudar,
15 até ocuparem a terra que o SENHOR, vosso Deus, lhes dará, para lá viverem tranquilos. Depois voltarão para se estabelecerem aqui nesta vossa terra que Moisés, servo do SENHOR, vos deu, deste lado do Jordão, do lado donde nasce o sol.»
16
Eles responderam a Josué: «Faremos tudo o que nos disseste e iremos para onde nos mandares.17 Havemos de obedecer-te em tudo, tal como obedecemos a Moisés. Basta que o SENHOR esteja contigo, como esteve com Moisés.
18 Quem se revoltar contra ti e desobedecer às tuas ordens será morto. Mas tu tem coragem e firmeza!»
1
Josué, filho de Nun, mandou sigilosamente de Chitim dois espiões com ordem para explorarem bem a região, especialmente Jericó. Quando chegaram à cidade, entraram em casa da prostituta, chamada Raab, onde se alojaram.2 Ora o rei de Jericó foi informado de que tinham chegado nessa noite uns israelitas para espiarem o país.
3 Mandou, por isso, este aviso a Raab: «Faz sair esses homens que foram para tua casa, porque eles vieram como espiões.»
4 Mas a mulher escondeu os dois homens e respondeu: «Na verdade, vieram ter comigo uns homens, mas eu não sabia donde eles eram.
5 Saíram ao anoitecer, antes de se fecharem as portas da cidade, e não sei para onde foram. Mas se forem depressa atrás deles, ainda os podem apanhar.»
6 O que aconteceu é que ela os fez subir para o terraço da casa e lá os escondeu, no meio do linho que ali tinha posto.
7
Os homens do rei saíram então e fecharam-se as portas da cidade. Dirigiram-se para o lado do Jordão à procura dos espiões e foram até ao vau do rio.8 Antes, porém, de os espiões se deitarem, Raab foi lá ter com eles
9 e falou-lhes assim: «Eu sei que o SENHOR vos deu este país. Toda a gente anda atemorizada por vossa causa e todos os habitantes fogem na vossa frente.
10 Soubemos como o SENHOR secou o Mar Vermelho diante de vós, quando saíram do Egito, e como, no lado de lá do Jordão, trataram os dois reis amorreus, Seon e Og, e os mataram.
11 Quando tivemos conhecimento disso, ficámos desanimados e mais ninguém teve coragem de vos resistir, porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus no Céu e na Terra.
12 Jurem-me agora pelo SENHOR que hão de tratar a minha família tão bem como eu vos tratei e deem-me um sinal como garantia
13 de que hão de poupar a vida ao meu pai e à minha mãe, aos meus irmãos e irmãs e aos seus familiares. Não nos matem!»
14 Os homens responderam-lhe: «Que o SENHOR nos tire a vida a nós mesmos, se não fizermos como tu dizes. Se tu não contares nada a ninguém do que andamos a fazer, prometemos-te que te havemos de tratar bem, quando o SENHOR nos entregar este país.»
15
Ora a casa de Raab estava sobre a muralha da cidade. Desceu-os então da janela por uma corda,16 dando-lhes o seguinte aviso: «Vão para as montanhas, para que os homens do rei não vos apanhem. Escondam-se por lá durante três dias, até que eles voltem. Depois poderão seguir o vosso caminho.»
17
Os homens explicaram-lhe: «É assim que nós cumpriremos o juramento que fizemos.18 Quando entrarmos nesta terra, põe este cordão vermelho na janela por onde nos fizeste descer e reúne em tua casa o teu pai, a tua mãe, os teus irmãos e toda a tua família.
19 Se alguém sair para fora da tua casa, será responsável pelo que acontecer. Nós não teremos culpa. Mas se alguém tratar mal qualquer pessoa que esteja em tua casa, é sobre nós que recairão as responsabilidades.
20 Entretanto se tu contares a alguém o que andamos a fazer, nós ficamos desobrigados do juramento que fizemos.»
21 Ela concordou, despediu-se deles e eles foram-se embora. Depois de saírem, ela colocou o cordão vermelho na janela.
22
Os espiões foram para a montanha e por lá ficaram três dias, até que os homens do rei, depois de terem procurado por todos os caminhos, regressaram a Jericó, sem os terem encontrado.23 Os dois homens desceram então da montanha, atravessaram o rio e voltaram para junto de Josué, filho de Nun, contaram-lhe tudo o que tinha acontecido,
24 e disseram-lhe: «O SENHOR vai-nos entregar todo o país. Todas as pessoas andam a tremer de medo por causa de nós.»
1
No dia seguinte, bem cedo, Josué e todo o povo saíram de Chitim e dirigiram-se para junto do Jordão. E ali acamparam antes de atravessarem o rio.2 Passados três dias, os chefes do povo percorreram o acampamento
3 e deram as seguintes ordens: «Quando virem os sacerdotes levitas a transportar a arca da aliança do SENHOR, vosso Deus, deixem o acampamento, ponham-se a caminho e sigam atrás deles.
4 Mas entre vós e a arca deve ficar uma distância de cerca de um quilómetro. Dessa forma, podem ver o caminho a seguir, pois nunca por lá passaram antes.»
5
Josué deu ainda estas ordens ao povo: «Purifiquem-se, porque amanhã o SENHOR fará no vosso meio coisas maravilhosas.»6 Disse depois aos sacerdotes para pegarem na arca da aliança e para se colocarem à frente do povo. E eles fizeram o que Josué mandou.
7 O SENHOR falou a Josué: «A partir de hoje vou engrandecer-te diante de todo o povo de Israel, para que todos fiquem a saber que eu estou contigo, tal como estive com Moisés.
8 Diz aos sacerdotes que levam a arca que parem junto do rio Jordão, quando lá chegarem.»
9
Josué disse então aos israelitas: «Aproximem-se e ouçam o que diz o SENHOR, vosso Deus:10 “Fiquem sabendo que o Deus vivo está no vosso meio e que, à medida que forem avançando, ele há de expulsar os cananeus, os hititas, os heveus, os perizeus, os guirgaseus, os amorreus e os jebuseus.
11 Por isso, a arca da aliança do Senhor de toda a Terra vai à vossa frente atravessar o Jordão.
12 Para esse efeito, escolham doze homens, um por cada tribo de Israel.
13 Quando os sacerdotes que levarem a arca da aliança do SENHOR de toda a Terra tiverem tocado com os pés na água, o Jordão abrir-se-á e as águas que vêm de cima hão de juntar-se como numa barragem.”»
14
E quando o povo saiu das suas tendas para atravessar o rio, os sacerdotes que levavam a arca da aliança iam à sua frente.15 Chegaram ao rio Jordão. Era no tempo das ceifas, quando o rio vai a transbordar pelas margens . Mas logo que os pés dos que levavam a arca tocaram na água,
16 as águas que desciam pararam e amontoaram-se como se formassem uma barragem, numa grande extensão, até perto de Adam, localidade situada nas proximidades de Sartan. E as águas que desciam para o mar de Sal ficaram completamente separadas, de modo que o povo pôde atravessar. Isto deu-se perto de Jericó.
17
Os sacerdotes que levavam a arca da aliança do SENHOR conservaram-se de pé sobre o leito seco do rio, enquanto o povo de Israel ia atravessando a pé enxuto. Ali estiveram até que o povo atravessou o Jordão.1
Depois de todo o povo ter atravessado o Jordão, o SENHOR disse a Josué:2 «Escolham doze homens, um por cada tribo,
3 e mandem-lhes tirar doze pedras do meio do rio, do lugar onde estiveram parados os sacerdotes, e que levem essas pedras para o sítio em que o povo irá passar a noite.»
4
Josué chamou então os doze homens que tinham sido escolhidos de todas as tribos5 e disse-lhes: «Passem à frente da arca da aliança do SENHOR, vosso Deus, e vão até ao meio do rio. Cada um tire uma pedra e ponha-a ao ombro, uma por cada tribo de Israel.
6 Estas pedras ficarão como sinal daquilo que o SENHOR fez. E quando os vossos filhos perguntarem um dia o que significam estas pedras para vós,
7 responderão: “As águas do Jordão pararam e abriram caminho, quando a arca da aliança do SENHOR atravessou o rio. Estas pedras estão a recordar para sempre ao povo de Israel o que aqui se passou.”»
8
Os israelitas fizeram como Josué lhes mandou: foram ao meio do rio e tiraram as doze pedras, uma por cada tribo de Israel, tal como Deus tinha ordenado a Josué. Em seguida, levaram-nas para o sítio onde iam acampar e lá as colocaram.9 Josué mandou colocar outras doze pedras no meio do Jordão, no sítio onde estiveram parados os sacerdotes que levavam a arca da aliança. Essas pedras ainda hoje lá estão.
10
Os sacerdotes que estavam com a arca ficaram de pé no meio do rio até se cumprir tudo o que o SENHOR tinha mandado a Josué dizer ao povo. Era aquilo que Moisés tinha ordenado. O povo apressou-se a atravessar o rio11 e, logo que todos acabaram de passar, os sacerdotes com a arca da aliança passaram também e colocaram-se à frente do povo.
12 Também passaram os homens das tribos de Rúben, de Gad e da metade da tribo de Manassés. Preparados para a guerra, iam à frente dos outros israelitas, conforme Moisés lhes tinha dito.
13 Eram cerca de quarenta mil os homens preparados para combater, que desfilaram diante do SENHOR em direção à planície de Jericó.
14 Aquilo que o SENHOR realizou naquele dia fez com que o povo de Israel considerasse Josué como um grande homem. E todos o respeitaram, como tinham respeitado Moisés, até ao fim da sua vida.
15
O SENHOR disse a Josué:16 «Manda sair do Jordão os sacerdotes que transportam a arca da aliança .»
17 Josué mandou-os sair
18 e logo que saíram do meio do rio e os seus pés pisaram terra seca, as águas do rio voltaram ao seu lugar; e corriam como antes, a transbordar pelas margens.
19
O povo atravessou o Jordão no décimo dia do primeiro mês e acampou em Guilgal, a oriente de Jericó.20 Josué colocou ali as doze pedras tiradas do rio
21 e falou assim aos israelitas: «Quando, daqui por diante, os vossos filhos perguntarem o que significam estas pedras,
22 digam-lhes que o povo de Israel passou o rio a pé enxuto.
23 Contem-lhes como o SENHOR, vosso Deus, secou as águas para vocês atravessarem, tal como tinha secado o Mar Vermelho para nós passarmos.
24
Por isso, todos os povos da terra hão de reconhecer como o SENHOR é poderoso e vocês hão de respeitar sempre o SENHOR, vosso Deus.»1
Todos os reis dos amorreus, a ocidente do Jordão, e todos os reis dos cananeus, na costa do mar Mediterrâneo, souberam que o SENHOR tinha secado o rio Jordão, enquanto os israelitas passavam; por isso, ficaram desanimados e perderam toda a coragem diante dos israelitas.2
Foi então que o SENHOR disse a Josué: «Faz umas facas de pedra para celebrar outra vez o ritual da circuncisão dos israelitas.»3 Josué fez o que o SENHOR mandou e circuncidou os israelitas, num lugar chamado colina da circuncisão.
4 A razão por que Josué os circuncidou foi esta: o povo saído do Egito, quer dizer, todos os homens em idade de combater morreram durante a viagem pelo deserto, depois da saída do Egito.
5 À saída do Egito todos estavam circuncidados, mas os que nasceram no deserto não tinham recebido a circuncisão.
6 É que os israelitas viajaram pelo deserto durante quarenta anos, desaparecendo assim os que tinham saído do Egito em idade de combater. Uma vez que não obedeceram ao SENHOR, ele garantiu-lhes que não veriam a terra onde corre leite e mel, que ele tinha prometido aos antepassados que nos havia de dar.
7 Vieram depois os filhos e foram estes que Josué circuncidou, por não terem recebido a circuncisão durante a viagem.
8 Depois da circuncisão ficaram no acampamento até estarem curados.
9 Disse então o SENHOR a Josué: «Hoje retirei do vosso meio o opróbrio da geração que saiu do Egito.» Por causa disso, chamou-se àquele lugar Guilgal , nome que dura até hoje.
10
Os israelitas celebraram a Páscoa na tarde do dia catorze daquele mês, enquanto estavam acampados em Guilgal, na planície de Jericó.11 Nesse dia, comeram pão sem fermento e espigas de trigo assadas. No dia seguinte, já comeram dos frutos da região.
12 Um dia depois de terem comido dos frutos da terra, não caiu mais o maná e nesse ano passaram a alimentar-se do que produzia a terra de Canaã.
13
Certa ocasião, quando Josué se encontrava perto de Jericó, viu à sua frente um homem, de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué aproximou-se e perguntou-lhe: «Tu és dos nossos ou dos nossos inimigos?»14 Ele respondeu: «Nem uma coisa nem outra. Estou aqui como chefe do exército do SENHOR.» Perante isto, Josué inclinou-se até ao chão e perguntou-lhe: «Que tem o meu SENHOR a dizer a este seu servo?»
15 Então o chefe do exército do SENHOR respondeu-lhe: «Descalça-te, porque é santo o lugar onde estás !» Josué assim fez.
1
As portas de Jericó estavam muito bem fechadas, por causa dos israelitas; ninguém podia entrar nem sair.2 Apesar disso, o SENHOR disse a Josué: «Verás que te entreguei Jericó com o seu rei e os seus soldados.»
3 E ordenou-lhe o seguinte: «Durante seis dias, tu e os teus soldados desfilem em volta da cidade uma vez por dia.
4 À frente da arca da aliança, irão sete sacerdotes, cada um com uma trombeta de chifre de carneiro. No sétimo dia, darão sete voltas à cidade, enquanto os sacerdotes tocam as trombetas.
5 Quando emitirem um som mais prolongado, o povo deve gritar com toda a força e então as muralhas da cidade cairão por terra. Imediatamente o povo entrará na cidade, cada um pelo caminho que lhe ficar em frente.»
6
Josué, filho de Nun, chamou os sacerdotes e disse-lhes: «Peguem na arca do SENHOR e sete de vós vão à frente da arca com trombetas de chifre de carneiro.»7 Depois disse ao povo: «Avancem e deem a volta à cidade e os guerreiros vão à frente da arca do SENHOR.»
8
Quando Josué acabou de falar, os sete sacerdotes puseram-se em marcha à frente da arca do SENHOR, tocando as trombetas.9 Os guerreiros iam à frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas. E o resto do exército atrás da arca. Durante toda a marcha, as trombetas não deixavam de tocar.
10 Entretanto Josué tinha dado estas ordens ao povo: «Não gritem nem levantem a voz nem digam sequer uma palavra, antes de eu dar ordem para gritar. Só então é que gritarão com força.»
11
A arca do SENHOR deu uma volta em torno da cidade e, depois, os israelitas voltaram para o acampamento, onde passaram a noite.12 No dia seguinte, Josué levantou-se cedo e os sacerdotes pegaram na arca do SENHOR.
13 Os sete sacerdotes que tocavam trombeta iam à frente da arca do SENHOR. Adiante deles iam os guerreiros e o resto do exército seguia atrás da arca. Durante a marcha, as trombetas não deixavam de tocar.
14 No segundo dia, deram novamente uma volta à cidade e regressaram ao acampamento. E fizeram a mesma coisa, durante seis dias.
15 No sétimo dia, levantaram-se de madrugada e, na forma habitual, deram a volta à cidade, mas, nesse dia, deram a volta sete vezes.
16 À sétima vez os sacerdotes emitiram um som de trombeta mais prolongado e Josué disse ao povo: «Gritem com força, porque o SENHOR vai entregar-vos a cidade.
17 A cidade, com tudo o que nela existe, está destinada à destruição total. Só será poupada a prostituta Raab e todos os que estiverem em casa dela, porque foi ela quem escondeu os espiões que nós mandámos.
18 Mas livrem-se de ficar com alguma coisa daquilo que está destinado à destruição, pois, nesse caso, atrairiam a desgraça e a destruição para o acampamento de Israel .
19 Tudo o que houver de prata, ouro, bronze ou ferro pertence ao SENHOR. Irá para o seu tesouro.»
20
Os sacerdotes tocaram as trombetas. E, logo que o povo ouviu o som prolongado, gritou com toda a força e as muralhas desabaram. Toda a gente entrou na cidade, cada um pelo lugar que tinha na sua frente, e a cidade foi conquistada.21 Destruíram tudo o que havia, matando à espada homens e mulheres, novos e velhos, e também os bois, as ovelhas e os jumentos.
22
Josué disse então aos dois homens que tinham ido como espiões: «Vão à casa da prostituta e façam-na vir, a ela e à família, como lhe prometeram.»23 Eles foram e trouxeram Raab com o pai, a mãe, os irmãos e o resto da família, com tudo o que lhe pertencia, e puseram-nos em segurança, fora do acampamento de Israel.
24 Em seguida, lançaram fogo à cidade e queimaram tudo o que lá havia, com exceção da prata, do ouro, do bronze e do ferro, que entregaram no tesouro do SENHOR.
25 Entretanto Josué poupou a vida à prostituta Raab e a todos os seus familiares e poupou tudo o que lhe pertencia, por ela ter escondido os dois homens que tinham ido a Jericó como espiões. Os seus descendentes vivem ainda hoje entre os israelitas.
26
Naquela ocasião, Josué fez a seguinte ameaça: «Maldito seja pelo SENHOR quem tentar reconstruir a cidade de Jericó! Morra o filho mais velho a quem lhe lançar os alicerces e o mais novo a quem lhe levantar as portas !»27
O SENHOR estava com Josué e a sua fama espalhou-se por todo o país.1
Mas os israelitas transgrediram as ordens do SENHOR sobre aquilo que estava destinado à destruição. Com efeito, um homem chamado Acan apoderou-se de algumas coisas destinadas à destruição e o SENHOR ficou profundamente irado com os israelitas. Este Acan era descendente de Carmi, de Zabedi e de Zera, pertencentes à tribo de Judá.2
Josué tinha mandado alguns homens de Jericó a Ai, localidade situada perto de Bet-Aven, a oriente de Betel, com o fim de espiarem aquela região. Depois de terem espiado Ai,3 eles voltaram para junto de Josué e sugeriram o seguinte: «Não há necessidade de irem todos. Bastam dois ou três mil homens para conquistar Ai. Não mandes todo o exército, porque os habitantes de Ai são poucos.»
4 Por tal razão, subiram apenas cerca de três mil homens, mas tiveram de fugir.
5 Os habitantes de Ai mataram-lhes cerca de trinta e seis homens e perseguiram-nos desde a porta da cidade até Sebarim, atacando-os pela encosta do monte. E assim os israelitas perderam a coragem e desanimaram completamente.
6 Então Josué e os anciãos de Israel rasgaram as roupas em sinal de tristeza e inclinaram-se com o rosto por terra, diante da arca do SENHOR, cobrindo de pó as suas cabeças, e ficaram assim até à tarde.
7 Josué exclamava: «SENHOR, nosso Deus! Por que nos fizeste atravessar o Jordão? Para nos entregares nas mãos dos amorreus e nos destruíres? Antes tivéssemos ficado do outro lado do rio!
8 Ó Senhor! Que poderei dizer agora, depois de Israel fugir diante do seu inimigo?
9 Os cananeus e todos os habitantes do país vão ter conhecimento disto, e depois vão atacar-nos e destruir-nos e ninguém mais se recordará de nós. Que farás tu para defender o teu prestígio?»
10 O SENHOR respondeu-lhe: «Levanta-te! Por que estás assim com o rosto por terra?
11 Os israelitas pecaram; não cumpriram a aliança que eu tinha feito com eles. Apoderaram-se de coisas que estavam destinadas à destruição, roubaram-nas, esconderam-nas e meteram-nas nas suas bagagens.
12 Foi por isso que eles não puderam resistir aos inimigos. Não conseguiram enfrentar o inimigo, porque também eles ficaram condenados à destruição. E eu não estarei mais do vosso lado, enquanto não destruírem o que estava destinado à destruição e que se encontra em vosso poder.
13 Levanta-te, pois, e vai convocar o povo. Diz-lhes que estejam preparados para amanhã se apresentarem puros diante do SENHOR. Pois, assim fala o SENHOR, Deus de Israel: “Vocês apoderaram-se de coisas destinadas à destruição. Por isso, não poderão resistir aos inimigos, enquanto se não desfizerem de tais coisas.
14 Apresentem-se amanhã, cada tribo por sua vez. A tribo que o SENHOR indicar terá de se apresentar família por família. A família deverá aproximar-se casa por casa e a casa designada há de apresentar-se por indivíduos.
15 Aquele que for designado e for encontrado na posse das coisas destinadas à destruição será queimado com tudo o que lhe pertence, porque transgrediu a aliança do SENHOR e cometeu um crime que envergonha o povo de Israel.”»
16
No dia seguinte, Josué levantou-se cedo e deu ordem para todo o povo se apresentar, tribo por tribo. Foi designada a tribo de Judá.17 Mandou aproximar essa tribo e foi indicada a família de Zera. Aproximou-se então a família de Zera, casa por casa, e foi designada a casa de Zabedi.
18 Fez aproximar essa casa, pessoa por pessoa, e foi indicado Acan, descendente de Carmi, de Zabedi e de Zera da tribo de Judá.
19 Disse-lhe então Josué: «Meu filho, para glória de Deus, conta-me a verdade, aqui diante do SENHOR, Deus de Israel. Diz-me o que fizeste e não me escondas nada.»
20 Acan respondeu: «É verdade, pequei contra o SENHOR, Deus de Israel. O que aconteceu foi isto:
21 vi no meio dos despojos uma linda capa da Mesopotâmia, cerca de dois quilos de prata e uma barra de ouro com cerca de meio quilo. Cobicei essas coisas e fiquei com elas. Depois escondi-as na terra dentro da minha tenda, ficando a prata por baixo de tudo.»
22
Josué mandou então alguns homens revistar a tenda e lá encontraram as tais coisas e a prata estava por baixo.23 Pegaram nelas, levaram-nas a Josué e a todos os israelitas, e colocaram-nas diante do SENHOR .
24 Josué, na presença de todo o povo de Israel, tomou Acan com a prata, o manto e a barra de ouro, com os filhos e filhas, bois, jumentos e ovelhas, a tenda e tudo o que ele tinha e levou-o até ao vale de Acor.
25 Chegados lá, Josué disse: «Já que foste a nossa desgraça, que agora o SENHOR te desgrace a ti!» E todas as pessoas o apedrejaram e, em seguida, lançaram-nos ao fogo a eles e a tudo o que tinham.
26 Puseram depois sobre Acan um grande monte de pedras, que ainda dura até hoje. Por tal razão, aquele lugar ficou a chamar-se até agora vale de Acor .
Assim se acalmou a ira do SENHOR.1
O SENHOR disse a Josué: «Não tenhas medo nem percas a coragem. Leva contigo os teus soldados e avança contra a cidade de Ai. Eu irei entregar-ta com o seu rei, o seu povo e o seu território.2 Farás a Ai e ao seu rei o mesmo que fizeste a Jericó e ao seu rei. E desta vez podem ficar com os despojos e os animais.» Prepara uma emboscada à cidade pela parte de trás.
3
Desta forma Josué preparou-se com todos os seus soldados para atacar Ai. Escolheu trinta mil guerreiros e mandou-os seguir de noite4 com estas orientações: «Preparem uma emboscada à cidade pela parte de trás, mas a pouca distância, e estejam prontos para o ataque.
5 Eu e o povo que for comigo vamos aproximar-nos de Ai. Quando os seus habitantes saírem contra nós, como da primeira vez, fugiremos diante deles.
6 Irão perseguir-nos até ficarem longe da cidade. Hão de pensar que estamos a fugir deles como da primeira vez.
7 Nessa altura, sairão da emboscada e tomarão a cidade, pois o SENHOR, vosso Deus, vo-la entregará.
8 Depois de terem tomado a cidade, lancem-lhe o fogo. Façam como o SENHOR mandou. São estas as minhas ordens.»
9
Josué mandou-os então partir e eles foram para a emboscada, ficando escondidos entre Betel e Ai, a oeste da cidade. Josué, por seu lado, passou a noite com o povo.10 No dia seguinte, levantou-se cedo, passou revista ao povo e, à frente de todos, subiu com os chefes de Israel contra Ai.
11 As pessoas que estavam com ele foram para a frente da entrada principal da cidade e acamparam do lado norte, ficando um vale entre eles e a cidade.
12 Levou cerca de cinco mil homens que se foram esconder a oeste da cidade, entre Ai e Betel,
13 enquanto o povo tomou posição a norte da cidade e os homens da emboscada ficavam do lado poente. Josué, por sua vez, avançou durante a noite pelo meio do vale.
14
Ao ver isto, o rei de Ai saiu apressadamente, logo ao amanhecer, com a sua gente, em direção ao vale do Jordão, em perseguição dos israelitas. Não sabia que estava armada uma emboscada contra ele por detrás da cidade.15 Josué e os seus homens fingiram-se vencidos e fugiram em direção do deserto.
16 Diante disto os habitantes de Ai foram todos convocados para saírem em perseguição dos israelitas. E à medida que os perseguiam iam-se afastando da cidade,
17 sem ficar ninguém em Ai nem em Betel. Toda a gente saiu em perseguição do povo de Israel, deixando a cidade de portas abertas.
18
O SENHOR disse então a Josué: «Aponta a lança que tens na mão contra Ai, pois vou entregar-te a cidade.» E Josué assim fez.19 Quando apontou a lança, os homens que estavam na emboscada levantaram-se rapidamente e puseram-se a correr em direção à cidade, conquistaram-na e logo a seguir deitaram-lhe o fogo.
20 Quando os habitantes de Ai olharam para trás e viram o fumo que se erguia da cidade para o céu, já não puderam fugir para nenhum lado, porque o povo que fingia estar a retirar-se para o deserto voltou-se contra eles.
21 Por sua vez, Josué e os que o acompanhavam, ao verem que os homens da emboscada já tinham tomado a cidade e que ela já estava a arder, voltaram para trás e atacaram os habitantes de Ai.
22 Então os israelitas que estavam na cidade saíram também contra os inimigos, ficando estes cercados de todos os lados e foram completamente destruídos. Ninguém escapou nem houve sobreviventes.
23 Somente o rei de Ai é que foi apanhado com vida e levado à presença de Josué.
24
Os israelitas mataram todos os habitantes de Ai que tinham saído em sua perseguição tanto no campo como no deserto onde os tinham seguido. E, havendo todos caído ao fio da espada até serem consumidos, os israelitas voltaram para Ai e destruíram o resto da população também ao fio da espada.25 Foram doze mil, incluindo homens e mulheres, os que morreram naquele dia, ou seja toda a população de Ai.
26 Josué manteve a mão estendida, com a lança apontada para Ai, até serem mortos todos os seus habitantes.
27
Os israelitas apropriaram-se dos animais e das coisas que havia na cidade, como o SENHOR dissera a Josué.28 Josué incendiou Ai, deixando-a num montão de ruínas, e assim ficou até hoje.
29 Mandou enforcar o rei de Ai numa árvore e deixou lá o corpo até à tarde . Ao pôr do sol, deu ordens para retirarem o cadáver e para o lançarem à entrada da cidade. Colocaram sobre ele um grande monte de pedras que ainda dura atualmente.
30
Josué levantou no monte Ebal um altar ao SENHOR, Deus de Israel.31 Cumpriu assim as instruções que Moisés, servo do SENHOR, tinha dado aos israelitas, conforme está escrito no livro da Lei de Moisés: «um altar feito de pedras toscas, não trabalhadas com instrumentos de ferro.» E sobre ele ofereceram ao SENHOR sacrifícios e ofertas de reconciliação.
32 Sobre as pedras, Josué gravou a lei que Moisés tinha escrito diante do povo de Israel.
33 Os israelitas, com os seus anciãos, chefes, escribas e juízes, juntamente com os estrangeiros que viviam no meio deles, conservavam-se de pé dos dois lados da arca da aliança, diante dos sacerdotes levitas que a transportavam. Metade das pessoas estava do lado do monte Garizim e a outra metade do lado do monte Ebal. Já Moisés, servo do SENHOR, tinha mandado fazer assim, em tempos idos, ao abençoar o povo de Israel.
34
Depois disso, Josué leu toda a lei, incluindo bênçãos e maldições, conforme estão escritas no livro da lei.35 Tudo aquilo que Moisés tinha ordenado foi lido por Josué a toda a assembleia de Israel, que incluía mulheres e crianças, bem como aos estrangeiros que viviam entre eles.
1
Tiveram conhecimento destas coisas os reis a ocidente do Jordão, os que habitavam nas montanhas, os da planície e do litoral do mar Mediterrâneo, que se estende para norte em direção ao Líbano. Eram os reis dos hititas, dos amorreus, dos cananeus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus.2 Por isso, aliaram-se todos para combaterem Josué e os israelitas.
3 Mas os habitantes de Guibeon, ao terem conhecimento do que Josué tinha feito a Jericó e a Ai, resolveram preparar-lhe uma armadilha.
4 Recorreram a um estrategema, juntando provisões como para uma viagem; carregaram os seus jumentos com uns sacos velhos, com odres de vinho também velhos e cheios de remendos;
5 calçaram sandálias velhas e remendadas e vestiram roupas já muito usadas. E até o pão que levaram era seco e bolorento.
6
Dirigiram-se ao acampamento de Guilgal e disseram a Josué e aos israelitas: «Nós viemos duma terra distante e queríamos que fizessem um acordo connosco.»7 Mas os israelitas responderam àqueles homens, que eram heveus: «Se calhar, vivem aqui perto. Como vamos nós fazer esse acordo?»
8 Eles responderam a Josué: «Estamos às tuas ordens.» Entretanto ele fez-lhes esta pergunta: «Quem são e donde vêm?»
9 Então eles falaram deste modo: «Nós viemos de muito longe, por causa da fama do SENHOR, vosso Deus. É que ouvimos falar de tudo o que ele fez no Egito
10 e da maneira como tratou os dois reis dos amorreus a oriente do Jordão, Seon, rei de Hesbon e Og, rei de Basã, que habitavam em Astarot.
11 Por tudo isso, os nossos chefes e toda a gente que vive na nossa terra disseram-nos: “Preparem as coisas para a viagem, vão ter com os israelitas e digam-lhes que estamos prontos a servi-los e que estabeleçam um acordo connosco.”
12 Olhem para o nosso pão! Quando saímos de casa para vir ter convosco, ainda estava quente. Agora está seco e bolorento.
13 Estes odres de vinho eram novos quando os enchemos. Agora já estão rotos. Até as nossas roupas e calçados se romperam com esta longa viagem!»
14
Em face disto, os israelitas aceitaram alguma comida deles, sem consultarem o SENHOR.15 Josué fez com eles um tratado de paz e comprometeu-se a poupar-lhes a vida. Os chefes do povo confirmaram isso com juramento.
16
Três dias depois de terem concluído este acordo, souberam que os guibeonitas eram seus vizinhos e que habitavam perto deles.17 Os israelitas puseram-se então a caminho e, passados três dias, chegaram às cidades onde eles habitavam, que eram Guibeon, Cafira, Berot e Quiriat-Iarim.
18 Entretanto os israelitas não os mataram, porque os chefes do povo tinham jurado em nome do SENHOR, Deus de Israel, que lhes haviam de poupar a vida. Apesar de todo o povo murmurar contra os chefes,
19 responderam: «Fizemos-lhes um juramento em nome do SENHOR, Deus de Israel, e agora não podemos fazer-lhes mal.
20 Temos de deixá-los viver para que o SENHOR não nos castigue, por não cumprirmos o nosso juramento.»
21 Os chefes acrescentaram ainda: «Poupamos-lhes a vida, mas ficarão encarregados de cortar a lenha e ir buscar água para todo o povo .» Foi isto o que os chefes decidiram.
22
Josué mandou então vir os guibeonitas e falou-lhes assim: «Por que razão nos enganaram, dizendo que eram de muito longe, quando afinal vivem junto de nós?23 Uma vez que procederam assim, caiu sobre vós uma maldição. Terão de trabalhar sempre para o santuário do meu Deus, cortando lenha e transportando água.»
24 Eles responderam: «Nós procedemos assim porque soubemos que o SENHOR, vosso Deus, tinha prometido a Moisés, seu servo, que vos havia de dar todo este território e que havia de destruir e tirar da vossa frente todos os seus habitantes. Por causa disso ficámos com muito medo de vocês e fizemos aquilo.
25 Agora estamos nas tuas mãos. Trata-nos conforme te parecer bom e justo.»
26
Josué fez como tinha dito. Não os matou nem consentiu que os israelitas os exterminassem.27 Mas pô-los a cortar lenha e a transportar água, ao serviço da comunidade e do santuário do SENHOR, no lugar que o SENHOR escolhesse. E é isto que eles continuam a fazer até ao dia de hoje.
1
Adonisedec, rei de Jerusalém, soube que Josué tinha tomado a cidade de Ai, que a tinha destruído e tinha morto o seu rei, tal como fizera também a Jericó e ao seu rei. Soube ainda que os habitantes de Guibeon tinham feito a paz com os israelitas e viviam com eles.2 Ora os habitantes de Jerusalém ficaram alarmados com isso, porque Guibeon era uma grande cidade, tão grande como as outras que tinham rei. Era mesmo maior que a cidade de Ai e os seus homens eram valentes guerreiros.
3 Por isso, Adonisedec mandou levar o seguinte recado a Hoam, rei de Hebron, a Piram, rei de Jarmut, a Jafia, rei de Láquis e a Debir, rei de Eglon:
4 «Venham juntar-se a mim para atacarmos os guibeonitas, já que Josué e os israelitas fizeram com eles um tratado de paz.»
5 Uniram-se, pois, os cinco reis amorreus, isto é o rei de Jerusalém, o de Hebron, o de Jarmut, o de Láquis e o de Heglon e saíram com os seus exércitos para cercarem e atacarem Guibeon.
6
Perante isto, os habitantes de Guibeon, mandaram dizer a Josué, que estava acampado em Guilgal: «Não abandones os teus servos. Vem depressa ajudar-nos e salvar-nos, porque todos os reis amorreus que habitam nas montanhas se juntaram para nos atacarem.»7 Então Josué subiu de Guilgal com todos os seus homens de combate e valentes guerreiros.
8 O SENHOR disse-lhe: «Não tenhas medo deles porque hei de entregá-los nas tuas mãos. Nem um só te poderá resistir.»
9
Josué partiu imediatamente de Guilgal, caminhou durante toda a noite e atacou de surpresa os reis amorreus.10 O SENHOR fez com que os amorreus se enchessem de pânico, ao verem os israelitas. Estes derrotaram os amorreus, junto de Guibeon, perseguindo-os depois na direção da subida de Bet-Horon e até Azeca e Maqueda, vencendo sempre.
11 Enquanto fugiam dos israelitas na descida de Bet-Horon, o SENHOR fez desabar sobre eles uma tempestade de grandes pedras de granizo, até chegarem a Azeca. E foram mais os que morreram por causa das pedras de granizo do que aqueles que os israelitas mataram à espada.
12
No dia em que o SENHOR deu aos israelitas a vitória sobre os amorreus, Josué disse diante do SENHOR e na presença do povo de Israel: «Sol, para sobre Guibeon13
E o Sol parou e a Lua não se moveu, até que o povo se vingou dos seus inimigos. Isto está escrito no livro do Justo . Durante quase um dia inteiro, o Sol parou no meio do céu sem pressa de se pôr.14 Nem antes nem depois houve um dia como aquele, em que o SENHOR deu ouvidos à voz de um homem, porque o SENHOR combatia por Israel.
15
Depois disto, Josué e os israelitas voltaram para o acampamento de Guilgal.16 Os cinco reis inimigos fugiram e foram-se esconder na gruta de Maqueda,
17 mas alguém foi avisar Josué de que eles estavam lá escondidos.
18 Ele deu então as seguintes ordens: «Rolem umas pedras grandes para a entrada da gruta e ponham lá homens a vigiar.
19 E não fiquem parados, mas continuem a perseguir e a atacar os inimigos. Não os deixem voltar para as suas terras, porque o SENHOR, vosso Deus, os entregou nas vossas mãos.»
20
Josué e os israelitas derrotaram-nos e destruíram-nos. Foi uma grande derrota; só alguns escaparam, refugiando-se nas suas cidades fortificadas.21 Os israelitas voltaram em paz ao acampamento em Maqueda, para junto de Josué, e ninguém mais se atreveu a abrir a boca contra os filhos de Israel.
22
Depois Josué disse: «Destapem a entrada da gruta e tragam-me os reis que lá se encontram.»23 Eles assim fizeram e levaram-lhe aqueles cinco reis, o rei de Jerusalém, o de Hebron, o de Jarmut, o de Láquis e o de Eglon.
24 Quando estavam diante de Josué, este chamou todos os homens de Israel e deu ordens aos chefes militares, que o tinham acompanhado, para se aproximarem e colocarem os pés sobre o pescoço daqueles reis . Eles então aproximaram-se e fizeram como lhes foi ordenado.
25 Em seguida Josué disse aos chefes militares: «Não tenham medo nem desanimem, mas sejam fortes e corajosos, porque é assim que o SENHOR há de tratar todos os inimigos com quem tiverem de combater.»
26 Mandou depois matar os reis e pendurá-los em cinco árvores e lá estiveram pendurados até à noite.
27 Ao pôr do sol, por ordem de Josué, desceram-nos das árvores e lançaram-nos na mesma gruta onde antes se tinham escondido. Colocaram à entrada grandes pedras, que lá permanecem até ao dia de hoje.
28
Naquele mesmo dia, Josué apoderou-se da cidade de Maqueda e do seu rei, destruindo a fio de espada tudo o que nela havia, sem deixar escapar ninguém. Fez ao rei de Maqueda o mesmo que tinha feito ao rei de Jericó.29 A seguir, fez avançar os seus homens de Maqueda para Libna e atacou essa cidade.
30 O SENHOR fê-la cair também com o seu rei nas mãos de Israel. Passaram a fio de espada todos os seus habitantes, sem deixar escapar nenhum, e ao seu rei fizeram-lhe o mesmo que tinham feito ao de Jericó.
31
Depois disso, Josué, com os israelitas, passou de Libna para a cidade de Láquis. Cercou-a e atacou-a.32 No dia seguinte, o SENHOR fez cair a cidade de Láquis nas mãos de Israel. E mataram todos os seus habitantes, tal como tinham feito a Libna.
33 Horam, rei de Guézer, ainda foi em auxílio do rei de Láquis, mas Josué derrotou-o a ele e ao seu exército, sem deixar sobreviventes.
34
Em seguida, Josué, com os israelitas, avançou de Láquis para a cidade de Eglon, cercou-a e atacou-a.35 Naquele mesmo dia, conquistou a cidade e passou a fio de espada todos os seus habitantes, tal como tinha feito a Láquis.
36 Subiu depois, com os israelitas, para a cidade de Hebron, atacou-a
37 e conquistou-a, bem como às povoações das redondezas. Mataram o rei e toda a gente que lá havia, sem deixar escapar ninguém, condenando à total destruição a cidade, como tinham feito a Eglon.
38 Avançou dali com os israelitas para Debir, atacou a cidade
39 e conquistou-a, bem como as povoações dos arredores. Mataram também o rei e toda a gente que lá havia, sem deixar escapar ninguém. Fizeram a Debir e ao seu rei o mesmo que tinham feito a Hebron e Libna e aos seus reis.
40
Desta forma, Josué conquistou todo o país: venceu os reis da região da montanha, do Negueve, das terras da Chefela e das planícies, sem deixar sobreviventes, condenando à destruição, todos os seres vivos, como o SENHOR, Deus de Israel, tinha ordenado.41 As conquistas estenderam-se de Cadés Barneia até Gaza e de Góchen a Guibeon.
42 Josué venceu todos esses reis e apoderou-se das suas terras numa só campanha, porque o SENHOR, Deus de Israel, combatia por Israel.
43 Depois disto, voltou com os seus homens para o acampamento de Guilgal.
1
Quando Jabin, rei de Haçor, soube destes acontecimentos, mandou avisar Jobab, rei de Madon, os reis de Chimeron e de Acsaf,2 os reis das montanhas do norte e os do vale do Jordão, a sul do lago da Galileia, e os da planície costeira, a ocidente de Dor.
3 Avisou também os cananeus de um e de outro lado do Jordão, os amorreus, os hititas, os perizeus, os jebuseus da montanha e os heveus, que habitavam no sopé do monte Hermon, na região de Mispá.
4 Todos eles saíram então com os seus soldados formando um exército tão numeroso como as areias das praias do mar e com muitos cavalos e carros de guerra.
5 Estes reis uniram-se e foram acampar todos perto das águas de Merom, para combaterem Israel.
6
Mas o SENHOR disse a Josué: «Não tenham medo deles, porque amanhã a esta hora eu tos entregarei todos! Eles cairão mortos pelos teus soldados e tu cortarás as patas dos seus cavalos e queimarás os seus carros.»7 Josué com os seus guerreiros avançou de surpresa e atacou-os junto das águas de Merom
8 e o SENHOR deu aos israelitas a vitória sobre eles. Os israelitas atacaram e perseguiram-nos para noroeste, até à grande cidade de Sídon e à nascente de Miserefot e até ao vale de Mispá, a oriente. Combateu-os até ao ponto de não deixar sobreviventes.
9 Tratou-os como o SENHOR lhe tinha dito: cortou as patas dos cavalos e incendiou os carros de guerra.
10
Depois Josué voltou e conquistou Haçor, matando o seu rei ao fio da espada. Haçor era, naquela época, a cidade mais importante desses reinos.11 Josué matou todos os seus habitantes, sem deixar sobreviventes, e incendiou a cidade.
12 Conquistou aquelas cidades com os seus reis, condenando-as à destruição, como lhe tinha mandado Moisés, servo do SENHOR.
13 Contudo, os israelitas não incendiaram nenhuma das cidades que estavam sobre as colinas, além de Haçor.
14 Ficaram com os despojos daquelas cidades e com os animais, mas mataram todos os seus habitantes, sem escapar nenhum.
15
O SENHOR tinha dado aquelas ordens a Moisés, que, por sua vez, as transmitiu a Josué e este cumpriu-as sem omitir nada.16
Josué conquistou todo o país: a montanha, o Negueve, o território de Góchen, as regiões da Chefela e da Arabá, tanto os montes como a sua planície17 desde o monte Halac, no sul, perto de Edom, até Baal-Gad, no vale do Líbano, junto do monte Hermon. Venceu todos esses reis e matou-os,
18 depois de ter combatido contra eles por muito tempo.
19 A única cidade que fez um tratado de paz com o povo de Israel foi Guibeon, onde habitavam os heveus. Todas as outras foram conquistadas.
20 Era desígnio do SENHOR, que todos os povos teimassem em fazer guerra a Israel. Assim seriam condenados, sem piedade, à total destruição, tal como o SENHOR tinha dito a Moisés.
21
Por essa ocasião, Josué partiu para destruir os anaquitas do monte Hebron, de Debir, de Anab, e de toda a montanha de Judá e da Samaria. Destruiu-os completamente com as suas cidades.22 Dos anaquitas não ficou ninguém no país de Israel. Só ficaram em Gaza, em Gat e Asdod.
23
Desta forma, Josué conquistou todo o território, como o SENHOR tinha dito a Moisés e deu-o em herança a Israel, repartindo-o pelas tribos. Depois houve paz na região.1
Os israelitas já tinham conquistado e ocupado terras a oriente do Jordão, desde o vale de Arnon até ao monte Hermon, incluindo a planície oriental do Jordão, tendo vencido os seus reis.2 Um deles, foi Seon, rei dos amorreus, que residia em Hesbon. O seu reino estendia-se desde Aroer, situada nas proximidades do vale de Arnon, e desde o meio do vale, avançando por Guilead até à ribeira de Jaboc, na fronteira dos amonitas.
3 Incluía o vale do Jordão desde o lago da Galileia, do lado oriental, e até ao mar Morto, o mar de Sal , estendendo-se em direção a Bet-Jechimot, a sul, até junto das encostas do monte Pisga.
4
Outro rei vencido foi Og, rei de Basã, um sobrevivente dos refaítas, que reinava em Astarot e Edrei.5 O seu reino incluía o monte Hermon, Salca e toda a Basã e estendia-se até à fronteira de Guechur e de Macá e ainda metade de Guilead até ao território de Seon, rei de Hesbon.
6 Moisés, servo do SENHOR, e os israelitas derrotaram esses reis e Moisés deu os seus territórios à tribo de Rúben, à tribo de Gad e a metade da tribo de Manassés.
7
Josué e os israelitas venceram todos os reis a ocidente do rio Jordão, desde Baal-Gad, no vale do Líbano, até ao monte Halac, no sul, perto de Edom. Josué dividiu esses territórios em lotes e distribuiu-os pelas tribos de Israel.8 Fez isso com a montanha, a região da Chefela, o vale do Jordão, as colinas e as regiões do deserto de Negueve. Naquelas terras tinham habitado os hititas, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.
9
Os reis vencidos foram os das seguintes cidades: Jericó, Ai, junto de Betel,10 Jerusalém, Hebron,
11 Jarmut, Láquis,
12 Eglon, Guézer,
13 Debir, Guéder,
14 Horma, Arad,
15 Libna, Adulam,
16 Maqueda, Betel,
17 Tapua, Héfer,
18 Afec, Saron,
19 Madon, Haçor,
20 Chimeron, Acsaf,
21 Tanac, Meguido,
22 Cadés, Jocnoam, no Carmelo,
23 Dor, na costa do mar, Goim, na Galileia,
24 e Tirça. Foram ao todo, trinta e um reis.
1
Sendo Josué de idade já muito avançada, o SENHOR disse-lhe: «Tu estás muito idoso e ainda falta conquistar grande parte do território.2 Falta a região dos filisteus e a dos guechureus,
3 que vai desde o rio Chior, na fronteira do Egito, até à fronteira de Ecron, a norte, que pertence aos cananeus. É lá que vivem os cinco chefes dos filisteus: de Gaza, Asdod, Ascalon, Gat e Ecron, e também os heveus. A sul,
4 todo o país dos cananeus desde Ara, dos sidónios, até Afec, na fronteira com os amorreus.
5 Além disso, falta ainda a região de Biblos e todo o Líbano, a oriente, desde Baal-Gad, no sopé do monte Hermon, até à entrada para Hamat.
6
Hei de expulsar da frente dos israelitas os sidónios e todos os habitantes da montanha, desde o Líbano até à nascente de Miserefot. O que deves é repartir as terras pelos israelitas como eu te mandei.7 Portanto, divide o território pelas nove tribos e pela metade da tribo de Manassés.»
8
A outra metade da tribo de Manassés e as tribos de Rúben e de Gad já receberam a sua parte, que lhes deu Moisés, servo do SENHOR, a oriente do Jordão.9 Os seus territórios vão desde Aroer, que está na encosta que sobe do vale de Arnon, com a cidade que está no meio do vale, e estendem-se por todo o planalto de Madabá até Dibon.
10 Incluem todas as cidades de Seon, rei dos amorreus, que reinava desde Hesbon até à fronteira dos amonitas
11 e ainda Guilead com o território dos guechureus e dos macateus, toda a montanha de Hermon e toda a região de Basã até Salca.
12 Incluíam em Basã o território de Og, rei que dominava desde Astarot até Edrei e que era o último dos refaítas que Moisés tinha vencido e expulsado da região.
13 Entretanto os israelitas não tinham expulsado os guechureus e os macateus. De facto, eles continuam a habitar no meio de nós até ao dia de hoje.
14
À tribo de Levi é que não foi dada a posse de nenhum território. A sua parte estava nas ofertas que eram feitas em honra do SENHOR, Deus de Israel, conforme ele mesmo lhe tinha prometido.15
À tribo de Rúben, Moisés distribuiu o território de acordo com o número das suas famílias.16 O seu território ia desde Aroer, situada na encosta de Arnon, com a cidade que está no meio do vale, até ao planalto de Madabá.
17 Incluía Hesbon e todas as cidades que estão no planalto: Dibon, Bamot-Baal, Bet-Baal-Meon,
18 Jaás, Quedemot, Mefaat,
19 Quiriataim, Sibma, Seret-Chaar, que está na encosta do vale,
20 Bet-Peor, as encostas do monte Pisga e Bet-Jechimot,
21 quer dizer, as cidades da planície e todo o reino de Seon, rei amorreu de Hesbon. Moisés tinha derrotado esse rei com os chefes de Madiã, que lhe pagavam tributo e que eram Evi, Reguem, Sur, Hur e Reba.
22 O adivinho Balaão, filho de Beor, foi também um dos que foram mortos pelos israelitas.
23 O território da tribo de Rúben tinha como fronteira o rio Jordão. Tal era a parte que lhes foi dada, segundo o número das famílias, incluindo cidades e aldeias.
24
Moisés tinha dado também uma parte à tribo de Gad, segundo o número das suas famílias.25 Os gaditas ficaram com Jazer e todas as cidades de Guilead, metade da terra dos amonitas, até Aroer, em frente de Rabá,
26 desde Hesbon até Ramat-Mispá e Betonim, e desde Manaim até à fronteira de Debir.
27 No vale do Jordão, ficaram com Bet-Haran, Bet-Nimerá, Sucot e Safon, que era parte dos domínios de Seon, rei de Hesbon. A fronteira ia até ao rio Jordão e, a norte, chegava ao lago da Galileia, do lado oriental.
28
Foi esta a parte, incluindo cidades e aldeias, que recebeu a tribo de Gad, segundo o número das suas famílias.29
Da mesma forma, Moisés tinha dado uma parte a oriente do rio a metade da tribo de Manassés, de acordo com o número das suas famílias.30 Foi-lhe dado todo o território de Basã, que tinha pertencido a Og, rei de Basã, desde Manaim, com as sessenta localidades de Jair,
31 metade de Guilead e Astarot e Edrei, cidades de Basã, reino de Og. Tudo isto ficou a pertencer a metade das famílias descendentes de Maquir, filho de Manassés.
32
Foram estas as terras que Moisés distribuiu quando se encontrava na planície de Moab, do lado oriental do Jordão, em frente de Jericó.33 Porém à tribo de Levi não foi distribuída nenhuma herança, porque o SENHOR, Deus de Israel, é a herança que lhe pertence, como o SENHOR tinha prometido.
1
Esta foi a herança que os israelitas receberam em Canaã, que lhes foi distribuída pelo sacerdote Eleazar, por Josué, filho de Nun, e pelos chefes de família das tribos israelitas.2 A distribuição das terras foi feita por sorteio às nove tribos e meia , tal como o SENHOR tinha mandado fazer por meio de Moisés.
3 Às outras duas tribos e meia, já Moisés tinha dado a sua parte do lado oriental do Jordão, mas aos levitas não atribuiu qualquer parte entre eles.
4 Pois os descendentes de José formavam duas tribos, Manassés e Efraim. Aos levitas, porém não atribuíram herança na terra, mas apenas cidades para habitarem e os seus campos de pastagens para os seus animais e rebanhos.
5 Foi assim que os israelitas fizeram a distribuição das terras, tal como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
6
Os descendentes de Judá foram a Guilgal para falar com Josué. Então Caleb, o quenizeu, filho de Jefuné disse-lhe: «Tu tens conhecimento daquilo que o SENHOR disse a Moisés, homem de Deus, a respeito de mim e de ti, em Cadés Barneia.7 Tinha eu quarenta anos, quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cadés Barneia para observar bem a região. Quando voltei contei-lhe tudo com sinceridade,
8 mas os que tinham ido comigo fizeram desanimar o povo. Eu mantive-me fiel ao meu Deus e SENHOR.
9 Então Moisés, naquele mesmo dia, garantiu-me: “A terra que pisaram os teus pés há de ser para sempre tua e dos teus descendentes, porque foste fiel ao SENHOR, meu Deus.”
10
Ora, já lá vão quarenta e cinco anos depois que o SENHOR disse isto a Moisés, quando este caminhava pelo deserto. O SENHOR conservou-me a vida. Já estou com oitenta e cinco anos,11 mas tenho tanta força agora como no tempo em que Moisés me enviou. Posso ainda combater e fazer o que for necessário.
12 Dá-me pois aquela montanha de que o SENHOR falou nessa altura. Tu bem ouviste então que vivem lá os anaquitas, que têm cidades grandes e fortificadas. Mas talvez o SENHOR esteja comigo e me ajude a pô-los de lá para fora, como ele disse.»
13
Então Josué abençoou Caleb e deu-lhe Hebron para sua herança.14 Por isso, Hebron pertence a Caleb, o quenizeu, filho de Jefuné, até ao dia de hoje. É que ele manteve-se fiel ao SENHOR, Deus de Israel.
15 O nome de Hebron era antigamente Quiriat-Arbá, porque Arbá foi o mais famoso dos anaquitas.
Depois houve paz na região.1
À tribo de Judá, segundo o número das suas famílias, coube em sorte a parte mais a sul do território, chegando até à fronteira de Edom, no deserto de Sin.2 A fronteira, a sul, partia da extremidade meridional do mar de Sal, desde a baía que se estende para sul,
3 avançava mais para sul pela encosta de Acrabim, passava por Sin e seguia pelo Negueve na direção de Cadés Barneia, de Hesron e de Adar, voltando depois para Carca.
4 De lá continuava para Asmon e para a ribeira do Egito, indo acabar no mar Mediterrâneo. Esta era a fronteira do lado sul.
5
Do lado oriental, a fronteira era o mar de Sal até à foz do rio Jordão. A norte, a fronteira partia da foz do rio Jordão,6 subia por Bet-Hogla, passava a norte de Bet-Arabá e dali para o rochedo de Boan, filho de Rúben.
7 Avançava, depois, do vale de Acor para Debir e voltava para Guilgal, que está em frente da subida de Adumim, situada a sul da ribeira. Depois a fronteira passava pela fonte de En-Chemes e chegava a En-Roguel.
8 Subia pelo vale de Ben-Hinom, a sul da encosta dos jebuseus, ou seja Jerusalém, continuando em seguida por cima do monte que está a poente do vale de Hinom e a norte pelo vale de Refaim.
9 Do cimo do monte seguia para nascente de Neftoa e chegava até às cidades do monte Efron, passando por Baalá, que é Quiriat-Iarim.
10 De Baalá, voltava-se para poente, pelo monte Seir, e passava em Quessalon, na encosta norte do monte Jarim. Descia a Bet-Chemes, passava por Timna,
11 continuava para norte pelas encostas de Ecron, estendia-se para Chicron, passava pelo monte de Baalá, chegava mesmo a Jabnel e acabava no mar Mediterrâneo.
12 Do lado poente, a fronteira era o mar Mediterrâneo. Tais eram as fronteiras do território que foi dado à tribo de Judá, conforme o número das suas famílias.
13
A Caleb, filho de Jefuné, foi dada uma parte dentro do território dos filhos de Judá, de acordo com a ordem do SENHOR transmitida por Josué. E assim ele recebeu a cidade de Hebron, que se chamava Quiriat-Arbá, do nome do antepassado dos anaquitas.14 Caleb expulsou de lá os três descendentes de Anac, que eram Chechai, Aiman e Talmai.
15 Avançou dali contra os habitantes de Debir, localidade que outrora se chamava Quiriat-Séfer
16 e afirmou então: «Darei a minha filha Acsa como esposa àquele que atacar e conquistar esta cidade.»
17 Conquistou a cidade o seu sobrinho Oteniel, filho de Quenaz. E Caleb deu-lhe a sua filha Acsa em casamento.
18
Ora, quando ela chegou a casa do marido, convenceu-o a pedir ao seu pai terras de cultivo. Ela apeou-se do jumento e Caleb perguntou-lhe: «o que é que pretendes?»19 Ao que ela respondeu: «Quero pedir-te um favor. Já que me deste terras secas, dá-me também nascentes.» E ele deu-lhe as nascentes na encosta e no vale.
20
Foi esta a parte dada à tribo de Judá, segundo o número das suas famílias.21 As cidades situadas na parte do sul, para os lados da fronteira de Edom, no Negueve, foram as seguintes: Cabecel, Éder, Jagur,
22 Quina, Dimona, Adadá,
23 Cadés, Haçor, Jitnan,
24 Zif, Telem, Bealot,
25 Haçor-Hadatá, Queriot-Hesron, ou seja, Haçor,
26 Amam, Chema, Molada,
27 Haçar-Gada, Hesmon, Bet-Pelet,
28 Haçar-Sual, Bercheba e Beziotiá,
29 Baalá, Jim, Écem,
30 Eltolad, Quessil, Horma,
31 Siclag, Madmana, Sansana,
32 Lebaot, Chilim, En e Rimon. Ao todo, foram vinte e nove cidades com as suas aldeias .
33
Na planície costeira, a tribo de Judá ficou com estas cidades: Estaol, Sora, Asná,34 Zanoa, En-Ganim, Tapua, Enam,
35 Jarmut, Adulam, Socó, Azeca,
36 Charaim, Aditaim, Guedera e Guederotaim. Ao todo, catorze cidades com as suas aldeias.
37
Foram ainda as cidades de Senan, Hadasa, Migdal-Gad,38 Dilan, Mispá, Joctel,
39 Láquis, Boscat, Eglon,
40 Cabon, Lamás, Quitlis,
41 Guederot, Bet-Dagon, Naamá e Maqueda. Ao todo, dezasseis cidades com as suas aldeias.
42
As cidades de Libna, Éter, Achan,43 Jiftá, Asná, Necib,
44 Queila, Aczib e Maressa, ou seja, nove cidades com as suas aldeias.
45
Ecron, com as suas cidades e aldeias,46 e, a partir de Ecron, para o lado do mar, todas as cidades em volta de Asdod, com as suas aldeias.
47 Asdod com as suas cidades e aldeias, Gaza com as suas cidades e aldeias até à ribeira do Egito, tendo por fronteira o mar Mediterrâneo.
48
Na montanha, a tribo de Judá ficou com as seguintes cidades: Chamir, Jatir, Socó,49 Dana, Quiriat-Saná, que é Debir,
50 Anab, Estemoa, Anim,
51 Góchen, Holon e Guilo, ou seja, onze cidades com as suas aldeias.
52
As cidades de Arab, Duma, Echan,53 Janum, Bet-Tapua, Afeca,
54 Humetá, Quiriat-Arbá, ou seja, Hebron e Sior. Ao todo, nove cidades com as suas aldeias.
55
As cidades de Maon, Carmel, Zif, Jutá,56 Jezrael, Jocdam, Zanoa,
57 Cain, Guibeá e Timna, ou seja, dez cidades com as suas aldeias.
58
As cidades de Halul, Bet-Sur, Guedor,59 Marat, Bet-Anot e Eltecon, isto é, seis cidades com as suas aldeias.
60
As cidades de Quiriat-Baal, ou seja, Quiriat-Iarim e Rabá, isto é, duas cidades com as suas aldeias.61
No deserto, as cidades de Bet-Arabá, Midin, Secacá,62 Nibsan, a cidade do Sal e En-Guédi. Ao todo, seis cidades com as suas aldeias.
63
Os descendentes de Judá não puderam expulsar os jebuseus de Jerusalém, de tal modo que ainda hoje lá vivem juntamente com eles.1
O território que coube aos descendentes de José começava, do lado oriental, no rio Jordão. A fronteira saía daí para a fonte de Jericó e subia pelo deserto até Betel, na montanha.2 De Betel, ou seja, Luz, seguia pelo território dos araquitas em Atarot.
3 Depois descia a poente pelo território dos jafletitas até Bet-Horon-de-Baixo e até Guézer, para terminar no mar Mediterrâneo.
4 Foi esta a parte que receberam os descendentes de Manassés e de Efraim, filhos de José.
5
Estas são as terras que receberam os descendentes de Efraim, segundo o número das suas famílias. A fronteira estendia-se a oriente de Atarot-Adar até Bet-Horon-de-Cima,6 seguia até Micmetat, na parte norte, para seguir depois para nascente até Tanat-Silo. Passava por Janoa
7 e descia a Atarot e a Naará, tocando Jericó, para terminar no Jordão.
8 De Tapua, a fronteira dirigia-se para o lado poente até à ribeira de Caná e acabava no mar Mediterrâneo. Foi este o território que coube à tribo de Efraim, segundo o número das suas famílias.
9
Os descendentes de Efraim tinham também algumas cidades com as aldeias retiradas do território dos descendentes de Manassés.10 Entretanto os descendentes de Efraim não puderam expulsar de Guézer os cananeus que lá habitavam. E assim ainda hoje lá continuam a viver, mas sujeitos a fazerem trabalhos forçados.
1
Os descendentes de Manassés, filho mais velho de José, ficaram também com a sua parte. Maquir, homem guerreiro, filho mais velho de Manassés e pai de Guilead, ficou com o território de Guilead e Basã.2
Tiveram também a sua parte os outros filhos de Manassés, conforme as suas famílias, a saber: os filhos de Abiézer, de Helec, de Asriel, de Sequém, de Héfer e de Chemidá. Estes eram os filhos de Manassés, filho de José, estando os homens a representar as suas várias famílias.3
Mas Selofad, filho de Héfer, que por sua vez era filho de Guilead e este de Maquir, filho de Manassés, não teve filhos. Teve apenas filhas, que eram Mala, Noa, Hogla, Milca e Tirça.4 Estas apresentaram-se ao sacerdote Eleazar, a Josué, filho de Nun, e aos chefes do povo, para lhes dizerem: «O SENHOR mandou a Moisés que nos fossem dadas terras, tal como aos nossos parentes.» E foi-lhes dada uma parte do território, como aos seus parentes, conforme o SENHOR tinha mandado.
5
Foi assim que a tribo de Manassés recebeu dez partes, além das terras de Guilead e Basã, que ficam do lado oriental do Jordão,6 porque às filhas de Manassés também foram dadas terras, tal como aos filhos. A região de Guilead foi para os outros descendentes de Manassés.
7
O território da tribo de Manassés ia desde Asser até Micmetat, a leste de Siquém. A fronteira seguia depois para sul, em direção aos habitantes de En-Tapua.8 O território de Tapua ficou para Manassés, mas Tapua, que se encontra na fronteira de Manassés, foi para Efraim.
9 Descia depois a fronteira para a ribeira de Caná. As cidades a sul da ribeira pertenciam a Efraim, embora estivessem entre as cidades de Manassés, uma vez que a fronteira de Manassés estava a norte da ribeira e terminava no mar.
10
Efraim ficava a sul da ribeira, ao passo que Manassés estava a norte, tendo por fronteira o mar. Os territórios da tribo de Asser ficavam situados a norte e os de Issacar a leste.11
Manassés obteve ainda as seguintes cidades e respetivas aldeias nos territórios de Issacar e de Asser: Bet-Chan, Jiblam, Dor, En-Dor, Tanac e Meguido com os seus arredores.12 Mas os descendentes de Manassés não puderam apoderar-se daquelas cidades porque os cananeus resistiram e ainda lá continuam.
13 Quando os israelitas se tornaram mais fortes, obrigaram os cananeus a pagar-lhes tributo, mas não os expulsaram.
14
Os descendentes de José disseram a Josué: «Por que é que nos deste só uma parte no território, sendo nós um povo numeroso, já que o SENHOR nos abençoou?»15 Josué respondeu-lhes: «Uma vez que vocês são tantos e não cabem na montanha de Efraim, subam para a floresta e vão desbravar terras na região dos perizeus e dos refaítas.»
16 Mas os descendentes de José disseram: «A montanha não nos basta e, além disso, todos os cananeus que habitam na planície têm carros de ferro, tanto os de Bet-Chan e das suas cidades, como os que vivem no vale de Jezrael.»
17
Josué respondeu então aos descendentes de José, ou seja, Efraim e Manassés: «Vocês são muitos e têm muita força e, por isso, não ficarão só com uma parte,18 pois terão também a montanha com a floresta para desbravar. Quanto aos cananeus, hão de expulsá-los, apesar de eles serem fortes e terem carros de ferro .»
1
Todo o povo de Israel se reuniu em assembleia em Silo para ali estabelecer a tenda do encontro depois de terem subjugado o país.2 Mas dentre os israelitas, havia ainda sete tribos que não tinham recebido a sua parte.
3 Josué disse então ao povo reunido: «Até quando terão preguiça em ocupar a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos deu?
4 Escolham três homens de cada tribo, que eu os mandarei percorrer toda a região para me trazerem uma descrição das terras, com vista à distribuição que tem de fazer-se.
5 Dividirão o território em sete partes, deixando a sul, Judá com os seus territórios e a parte de José também com os seus territórios, a norte.
6 Depois de terem feito a divisão do território em sete partes, apresentem-me o plano e eu tirarei as sortes diante do SENHOR, nosso Deus.
7
Aos levitas não será sorteada qualquer parte do território, pois a sua herança é serem sacerdotes do SENHOR. Quanto às tribos de Gad e de Rúben e à primeira metade da tribo de Manassés, essas já receberam a sua parte, que lhes deu Moisés, servo do SENHOR, a oriente do Jordão.»8
Quando os homens se puseram a caminho, Josué recomendou-lhes: «Vão por toda a região e façam a descrição pormenorizada de tudo e depois venham ter comigo, para que eu tire as sortes aqui, em Silo, na presença do SENHOR.»9
Eles foram então percorrer o país, dividiram-no com as suas cidades em sete partes, pondo tudo por escrito. Depois voltaram para junto de Josué, no acampamento de Silo.10 Josué repartiu então o território pelos israelitas, segundo as suas famílias, ali em Silo, na presença do SENHOR.
11
Feito o sorteio, a tribo de Benjamim ficou com a sua parte entre o território de Judá e o dos descendentes de José.12 A sua fronteira, do lado norte, partia do Jordão, seguia pelo planalto a norte de Jericó, subia pela montanha em direção a poente e terminava no deserto de Bet-Aven.
13 Dali passava à cidade de Luz, isto é Betel, pelo lado sul, e descia a Atarot-Adar, no monte que está a sul de Bet-Horon-de-Baixo.
14 A fronteira voltava depois para o lado do Mediterrâneo pela encosta sul do monte que está em frente de Bet-Horon, terminando em Quiriat-Baal, ou seja Quiriat-Iarim, cidade da tribo de Judá. Era esta a fronteira ocidental.
15 Do lado sul, a fronteira partia da extremidade de Quiriat-Iarim em direção à nascente de Neftoa.
16 Descia até à extremidade do monte que está em frente do vale do filho de Hinom a norte do vale dos refaítas. Descia depois pelo vale de Hinom, até ao limite medirional dos jebuseus, na direção de En-Roguel.
17 Depois estendia-se para norte até En-Chemes, avançava para Guelilot, que está em frente da subida de Adumim e descia até à pedra de Boan, nome de um filho de Rúben.
18 Passava depois pela vertente setentrional em frente de Arabá, descia a Arabá,
19 seguia pela encosta de Bet-Hogla, a norte, para terminar na extremidade norte do mar de Sal, na foz do Jordão. Era esta a fronteira sul.
20 A fronteira oriental era constituída pelo rio Jordão. Tais eram os limites do território que receberam as famílias da tribo de Benjamim.
21
As cidades com que ficaram foram as seguintes: Jericó, Bet-Hogla, Emec-Quecis,22 Bet-Arabá, Semaraim, Betel,
23 Avim, Pará, Ofra,
24 Cafar-Amonai, Ofni e Gueba. Ao todo, doze cidades com as suas aldeias.
25 Além destas, Guibeon, Ramá, Berot,
26 Mispá, Cafira, Moça,
27 Reguem, Jirpiel, Tarala,
28 Sela, Elef, Jebus, que é Jerusalém, Guibeá e Quiriat. No total, catorze cidades com as suas aldeias. Tal foi a parte do território que coube às famílias da tribo de Benjamim.
1
O segundo lote sorteado foi para as famílias da tribo de Simeão. O seu território ficava situado no meio do que pertencia à tribo de Judá2 e tinha as seguintes cidades: Bercheba, Cheba e Molada,
3 Haçar-Sual, Balá, Écem,
4 Eltolad, Betul, Horma,
5 Siclag, Bet-Marcabot, Haçar-Sussá,
6 Bet-Labaot e Saruen, ou seja, treze cidades com as suas aldeias;
7 Ain, Rimon, Éter e Achan, isto é, quatro cidades com as suas aldeias
8 e ainda as outras aldeias que havia até Baalat-Ber, que é Ramat, no Negueve. Foi esta a parte das famílias da tribo de Simeão.
9 Estava dentro do território de Judá, porque esta tribo tinha uma grande extensão territorial. Foi por isso que a parte da tribo de Simeão ficou no meio do que pertencia aos descendentes de Judá.
10
O terceiro lote sorteado foi para as famílias da tribo de Zabulão. A fronteira ia até Sarid.11 Subia para ocidente até Marala e chegava a Dabesset para terminar na ribeira que está em frente de Jocnoam.
12 A fronteira seguia de Sarid para oriente até Quislot-Tabor, passava por Daberat e subia até Jafia.
13 Continuava ainda para oriente, passando por Gat-Héfer, Et-Cacin chegava a Rimon, voltando para Nea.
14 Do lado norte, dava a volta por Hanaton para terminar no vale de Jiftael.
15 Havia neste território doze cidades com as suas aldeias: Catat, Nalal, Chimeron, Jidala e Belém.
16
Foi este o território com que ficaram as famílias da tribo de Zabulão, incluindo cidades e aldeias.17
O quarto lote foi para as famílias da tribo de Issacar.18 O seu território tinha as seguintes cidades: Jezrael, Quessulot, Suném,
19 Hafaraim, Chion e Anaarat,
20 Rabit, Quichion, Abés,
21 Rémet, En-Ganim, En-Hadá e Bet-Pacés.
22 A fronteira chegava a Tabor, Chacima, Bet-Chemes e estendia-se até ao Jordão. Eram ao todo dezasseis cidades com as suas aldeias.
23 Tal foi a parte que ficou a pertencer às famílias da tribo de Issacar, incluindo cidades e aldeias.
24
O quinto lote sorteado foi para as famílias da tribo de Asser.25 Incluía Helcat, Hali, Béten, Acsaf,
26 Alamelec, Amad e Michal. A fronteira confinava do lado poente com o Carmelo e Chior-Libnat
27 e voltava depois a oriente para Bet-Dagon. Chegava ao território da tribo de Zabulão e ao vale de Jiftael. Seguia para Bet-Émec e Neiel e prolongava-se até Cabul, à esquerda,
28 e até Abdon, Reob, Hamon e Caná, até chegar à grande cidade de Sídon.
29 Voltava depois para Ramá e para a cidade fortificada de Tiro. Inclinava-se para Hossa e terminava no Mediterrâneo. Além disso, incluía Maaleb, Aczib,
30 Umá, Afec e Reob. Eram ao todo vinte e duas cidades com as suas aldeias.
31
Foi este o território das famílias da tribo de Asser, incluindo cidades e aldeias.32
O sexto lote foi para as famílias da tribo de Neftali.33 A sua fronteira ia desde Helef, a partir do carvalho de Sananim, passando por Adami-Nequeb e Jabnel até Lacum e chegava até ao Jordão.
34 Voltava a poente para Azenot-Tabor e seguia dali para Hucoc. A sul confinava com o território de Zabulão, a ocidente com o de Asser e a oriente com o rio Jordão.
35
As cidades fortificadas eram: Sidim, Ser, Hamat, Racat, Quinéret,36 Adamá, Ramá, Haçor,
37 Cadés, Edrei, En-Haçor,
38 Jiron, Migdal-El, Horém, Bet-Anat, Bet-Chemes. Eram ao todo dezanove cidades com as suas aldeias.
39
Foi este o território, incluindo cidades e aldeias, que ficou a pertencer às famílias da tribo de Neftali.40
O sétimo lote sorteado foi para as famílias da tribo de Dan.41 Incluía Sora, Estaol, Ir-Chemes,
42 Salabim, Aialon, Jitla,
43 Elon, Timna, Ecron,
44 Eltequé, Guibeton, Baalat,
45 Jeúde, Benê-Berac, Gat-Rimon,
46 Mê-Jarcon e Racon com o território em frente de Jafa.
47
Mas como este território não bastava aos descendentes de Dan, eles foram atacar Léssem. Conquistaram a cidade, estabeleceram-se lá e chamaram-lhe Dan, que era o nome do antepassado da tribo.48
Foi este território que ficou a pertencer às famílias da tribo de Dan, incluindo cidades e aldeias.49
Terminada a distribuição das terras pelas tribos, os israelitas deram a Josué, filho de Nun, uma parte no meio deles.50 Por ordem do SENHOR, deram-lhe a cidade que ele tinha pedido, ou seja Timnat-Sera, sobre a montanha de Efraim. Ele reedificou a cidade e lá habitou.
51
Foram estes os territórios que o sacerdote Eleazar, Josué, filho de Nun, e os chefes do povo sortearam e distribuíram pelas tribos, em Silo, na presença do SENHOR, à entrada da tenda do encontro. Assim se concluía a distribuição das terras.1
O SENHOR ordenou a Josué:2 «Diz aos israelitas que escolham cidades para refúgio, conforme eu mandei por meio de Moisés .
3 Se alguém matar involuntariamente uma pessoa, poderá refugiar-se numa dessas cidades, para se proteger daqueles a quem compete exercer vingança.
4 Para isso, ao chegar à porta da cidade onde se vai refugiar, explicará aos chefes dessa cidade o que aconteceu. Eles deverão acolher essa pessoa e indicar-lhe um lugar para habitar.
5 Se o parente da vítima encarregado de se vingar for lá persegui-lo, os chefes da cidade não entregarão o refugiado, pois matou alguém sem querer e não por mal.
6 Mas o refugiado deverá ficar naquela cidade até comparecer diante do povo reunido, para ser julgado, depois da morte do sumo sacerdote em exercício naquela altura. Só então poderá voltar para a sua casa e cidade donde tinha fugido.»
7
Escolheram então as seguintes cidades-refúgio: Cadés, na Galileia, na montanha de Neftali; Siquém, na montanha de Efraim; Quiriat-Arbá, ou seja, Hebron, na montanha de Judá .8 Para lá do Jordão, a oriente de Jericó, escolheram, no planalto desértico, a cidade de Becer da tribo de Rúben. Na região de Guilead, escolheram Ramot da tribo de Gad e, nas terras de Basã, escolheram Golã, que pertencia à tribo de Manassés.
9
Foram estas as cidades-refúgio escolhidas para os israelitas e estrangeiros que vivessem no meio deles. Lá se poderia refugiar todo aquele que matasse alguém involuntariamente. Assim não seria morto por aqueles a quem competisse exercer vingança, antes de comparecer diante do povo em assembleia.1
Os chefes de família dos levitas foram falar com o sacerdote Eleazar, com Josué, filho de Nun, e com os chefes de família das outras tribos de Israel.2 Disseram-lhes, em Silo, na terra de Canaã, o seguinte: «O SENHOR, por meio de Moisés, ordenou que nos fossem dadas cidades onde habitássemos e campos de pastagens para os nossos rebanhos.»
3 Os israelitas deram então aos levitas algumas cidades com os respetivos campos de pastagens, conforme as ordens do SENHOR.
4
Sorteou-se a parte que devia caber aos descendentes de Queat. Os queatitas descendentes do sacerdote Aarão ficaram com treze cidades pertencentes à tribo de Judá, de Simeão e de Benjamim.5 Os outros descendentes de Queat obtiveram em sorte dez cidades das tribos de Efraim, de Dan e da metade ocidental da tribo de Manassés.
6 As famílias descendentes de Gerson ficaram com treze cidades das tribos de Issacar, de Asser, de Neftali e da outra metade da tribo de Manassés, em Basã.
7 As famílias descendentes de Merari obtiveram doze cidades que eram das tribos de Rúben, Gad e Zabulão.
8
Os israelitas distribuíram, por sorteio, aos levitas estas cidades com os seus campos de pastagens, tal como o SENHOR tinha mandado por meio de Moisés.9
Da tribo de Judá e da tribo de Simeão foram dadas as cidades abaixo indicadas.10 Foram dadas aos filhos de Aarão da família de Queat, descendentes de Levi, porque a sorte lhes calhou em primeiro lugar.
11 Na montanha de Judá, deram-lhes Quiriat-Arbá, ou seja, Hebron com os seus campos de pastagens. Arbá foi o pai de Anac.
12 Entretanto os campos e as aldeias dependentes desta cidade tinham sido dados como propriedade a Caleb, filho de Jefuné.
13
Além de Hebron, que era cidade de refúgio para quem tinha morto alguém involuntariamente, deram aos descendentes do sacerdote Aarão as seguintes cidades: Libna,14 Jatir, Estemoa,
15 Holon, Debir,
16 Ain, Jutá, Bet-Chemes. E assim, daquelas duas tribos, foram nove as cidades-refúgio, cada uma com os seus campos de pastagens.
17
Da tribo de Benjamim, foram quatro cidades com os seus campos de pastagens: Guibeon com os seus campos de pastagens e Gueba com os seus campos de pastagens;18 Anatot com os seus campos de pastagens e Almon com os seus campos de pastagens, ao todo quatro cidades.
19 Desta forma, foram treze as cidades dadas aos sacerdotes descendentes de Aarão, cada uma com os seus campos de pastagens.
20
Às outras famílias de levitas descendentes de Queat foram dadas cidades da tribo de Efraim.21 Na montanha de Efraim, deram-lhes Siquém, que era cidade de refúgio para quem matasse alguém involuntariamente, Guézer,
22 Quibeçaim e Bet-Horon. Ao todo, quatro cidades com os seus campos de pastagens.
23 Da tribo de Dan, deram-lhes Eltequé, Guibeton,
24 Aialon, Gat-Rimon, isto é, quatro cidades com os seus campos de pastagens.
25 Da metade ocidental da tribo de Manassés, deram-lhes Tanac e Gat-Rimon, ambas as cidades com os seus campos de pastagens.
26 No total, foram dadas às restantes famílias dos descendentes de Queat dez cidades com os seus campos de pastagens.
27
Às famílias levíticas dos descendentes de Gerson foram destinadas duas cidades com os seus campos de pastagens pertencentes à metade oriental da tribo de Manassés. Foram Golã, situada na região de Basã, que era cidade de refúgio, e Besterá.28 Da tribo de Issacar foram: Quichion, Daberat,
29 Jarmut, En-Ganim, ou seja, quatro cidades com os seus campos de pastagens.
30 Da tribo de Asser, deram-lhes Michal, Abdon,
31 Helcat, Reob, também quatro cidades com os seus campos de pastagens.
32 Da tribo de Neftali, foram-lhes dadas três cidades com os seus campos de pastagens. Cadés, situada na Galileia, que era cidade de refúgio, Hamot-Dor e Cartan.
33
Ao todo, foram para as famílias descendentes de Gerson treze cidades com os seus campos de pastagens.34
Às famílias descendentes de Merari, isto é, aos restantes levitas, foram dadas da tribo de Zabulão, Jocnoam, Cartá,35 Dimna e Nalal, ou seja, quatro cidades com os seus campos de pastagens.
36 Da tribo de Rúben, Becer com os seus campos de pastagens e Jaás com os seus campos da pastagens.
37 Quedemot com os seus campos de pastagens e Metaf com os seus campos de pastagens. Ao todo quatro cidades.
38 Da tribo de Gad foram as cidades de refúgio de Ramot situada em Manaad, com os seus campos de pastagens, e Manaim com os seus campos de pastagens.
39 Hesbon com os seus campos de pastagens e Jazer com os seus campos de pastagens, ao todo quatro cidades.
40 Deste modo, foram doze as cidades que ficaram a pertencer às famílias dos descendentes de Merari, ou seja, aos restantes levitas.
41
No total, foram quarenta e oito as cidades, com os seus campos de pastagens, que obtiveram os levitas dentro do território israelita.42 Cada cidade tinha os seus campos de pastagens nos arredores. Era assim em todas.
43
O SENHOR deu assim aos israelitas o país que tinha prometido sob juramento aos seus antepassados. Apoderaram-se dele e lá se estabeleceram.44 Deu-lhes paz em todo o território, como também tinha prometido. E nenhum dos inimigos lhes pôde resistir. De facto, o SENHOR deu-lhes a vitória sobre eles.
45 E cumpriram-se todas as promessas que ele tinha feito aos israelitas.
1
Josué convocou as tribos de Rúben e Gad e a metade oriental da tribo de Manassés para lhes dizer:2 «Vocês têm observado tudo o que lhes mandou Moisés, servo do SENHOR, e têm obedecido a todas as minhas ordens.
3 Durante todo este tempo, não abandonaram os vossos irmãos e têm cumprido a lei do SENHOR, vosso Deus, até ao dia de hoje.
4 Agora que o SENHOR deu a paz aos vossos irmãos, como tinha prometido, voltem para as vossas tendas, nas terras das vossas propriedades que vos deu Moisés, servo do SENHOR, a oriente do Jordão.
5 Mas tenham o maior cuidado em cumprir fielmente os mandamentos e a lei que vos deu Moisés, servo do SENHOR, isto é, amem o SENHOR, vosso Deus; sigam os seus caminhos, obedeçam aos seus mandamentos, permaneçam-lhe fiéis e sirvam-no com todo o coração e com toda a alma.»
6
Então Josué abençoou-os, despediu-se e eles foram para as suas tendas.7
Moisés tinha dado, à metade da tribo de Manassés, um território em Basã. À outra metade foi Josué quem deu terras entre os outros israelitas, a ocidente do Jordão. Quando Josué os mandou ir para as suas tendas, abençoou-os8 e disse-lhes: «Agora voltem para as vossas tendas com a riqueza que acumularam, animais, prata, ouro, bronze, ferro e muita roupa. E repartam com os vossos irmãos o que tomaram ao inimigo.»
9
Foi assim que os rubenitas, os gaditas e a metade oriental da tribo de Manassés deixaram os israelitas em Silo, na terra de Canaã, para voltarem para as suas terras em Guilead. Era lá que tinham a parte que lhes pertencia, tal como o SENHOR tinha ordenado por meio de Moisés.10
Quando as tribos de Rúben e Gad e os da metade oriental da tribo de Manassés chegaram perto do Jordão, ainda na região de Canaã, levantaram aí um grande altar.11 Ora os israelitas souberam que as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés tinham levantado esse altar perto do Jordão, na fronteira de Canaã, do lado israelita.
12 Logo que tiveram conhecimento disso, reuniram-se todos em Silo para irem combater contra eles .
13 Enviaram então Fineias, filho do sacerdote Eleazar a Guilead para falar com as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés.
14 E com ele foram também dez chefes, um por cada tribo de Israel, sendo cada um deles representante de uma família.
15 Dirigiram-se a Guilead onde se encontravam as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés e assim falaram
16 em nome de todo o povo do SENHOR: «Que traição é esta que cometeram contra o SENHOR, Deus de Israel? Por que motivo o abandonaram e se revoltaram contra o SENHOR, construindo um altar?
17 Porventura não bastava o pecado cometido em Peor, de que ainda não nos purificámos e pelo qual o SENHOR castigou o seu povo?
18 Querem agora revoltar-se contra o SENHOR? Se vocês se revoltam hoje contra o SENHOR, amanhã será ele a encher-se de ira contra todo o povo de Israel.
19 Se esta terra é imprópria para adorar a Deus, venham para a terra do SENHOR onde está o seu santuário e habitem connosco. Mas não se revoltem contra o SENHOR nem contra nós, levantando um altar além daquele que é do SENHOR, nosso Deus.
20 Recordem-se do caso de Acan, filho de Zera, quando pecou, ao apoderar-se das coisas condenadas à destruição. Todo o povo de Israel foi castigado por causa disso e não foi só ele a morrer devido ao seu pecado.»
21
Então os rubenitas, os gaditas e os da metade oriental da tribo de Manassés responderam aos chefes do povo de Israel:22 «O SENHOR, que é Deus dos deuses, bem sabe que não foi por traição nem por transgressão que nós fizemos isso. Que todo o povo de Israel o saiba também. Se foi por infidelidade, que hoje mesmo deixemos de viver.
23 Se construímos esse altar para abandonarmos o SENHOR e para lá fazermos sacrifícios ou ofertas de qualquer espécie, que ele nos peça contas.
24 Não! Nós fizemos isso porque tínhamos receio que, no futuro, os vossos filhos pudessem dizer aos nossos: “Que é que têm a ver com o SENHOR, Deus de Israel?
25 O SENHOR pôs uma fronteira entre nós e vocês, os descendentes de Rúben e Gad. Vocês nada têm a ver com o SENHOR!” Dessa forma, os vossos filhos seriam ocasião para os nossos abandonarem o SENHOR.
26 Foi por isso que nós decidimos construir um altar, que não é para oferecer holocaustos de animais nem quaisquer sacrifícios,
27 mas para ficar como testemunho entre nós, e entre os nossos descendentes, depois de nós, de que adoramos o SENHOR com os nossos holocaustos, sacrifícios e ofertas. Isso não permitirá que os vossos descendentes venham dizer que os nossos nada têm a ver com o SENHOR.
28 Nós pensámos que, no caso de nos falarem assim, a nós ou aos nossos descendentes, poderemos responder: “Vejam o modelo do altar do SENHOR que os nossos antepassados construíram, não para holocaustos ou quaisquer sacrifícios, mas para nos servir de testemunho.”
29 Longe de nós a ideia de nos revoltarmos contra o SENHOR e de nos afastarmos dele, por termos construído um altar para holocaustos ou sacrifícios, além do altar do SENHOR, nosso Deus, que está diante do santuário.»
30
O sacerdote Fineias e os representantes do povo e chefes de família das diversas tribos que o acompanhavam deram-se por satisfeitos ao ouvirem estas palavras das tribos de Rúben e Gad e da metade oriental da tribo de Manassés.31 E Fineias, o filho do sacerdote Eleazar, disse-lhes: «Agora temos a certeza de que o SENHOR está connosco, pois o que fizeram não foi uma traição contra o SENHOR e, assim, o povo de Israel está livre do castigo de Deus.»
32
Depois Fineias e os que estavam com ele deixaram as tribos de Rúben e Gad da região de Guilead e voltaram para Canaã e transmitiram essa resposta aos israelitas.33 Estes ficaram contentes com a resposta e deram graças a Deus. Depois disso, não pensaram mais em atacar as tribos de Rúben e Gad, nem em devastar as suas terras.
34
Os descendentes de Rúben e de Gad chamaram testemunho àquele altar, porque, disseram eles, «é para nós um testemunho de que só o SENHOR é Deus.»1
Tinha-se passado já muito tempo desde que o SENHOR dera aos israelitas a paz com os seus inimigos. Josué já estava com idade muito avançada.2 Convocou então todo o povo de Israel, com os seus anciãos, os chefes, os juízes e outros responsáveis e falou-lhes deste modo: «Eu já estou velho e com idade avançada.
3 Vocês têm visto tudo o que o SENHOR, vosso Deus, fez a todos estes povos inimigos, porque foi ele quem combateu do vosso lado.
4 Eu reparti, pelas tribos, todas estas terras. Reparti mesmo o território que ainda falta conquistar, e não só o que conquistei, desde o rio Jordão até ao mar Mediterrâneo, a ocidente.
5 O SENHOR, vosso Deus, irá expulsar dessas terras os que lá habitam e vocês irão possuí-las, como o SENHOR prometeu.
6 Por isso, esforcem-se por observar o que está escrito no livro da Lei de Moisés, cumprindo-o fielmente em tudo, não se desviando dele nem para a direita nem para a esquerda.
7 Não se misturem com estes povos que ainda continuam a viver no vosso meio. Não adorem os seus deuses nem façam juramentos em nome deles, não sirvam a esses deuses nem pronunciem os seus nomes.
8 Pelo contrário, continuem fiéis ao SENHOR, vosso Deus, como têm sido até hoje.
9 O SENHOR expulsou da vossa frente grandes e poderosas nações e, até agora, ninguém vos pôde resistir.
10 Assim um só homem dos vossos põe em fuga mil, porque é o SENHOR, vosso Deus, que combate pelo vosso lado, como prometeu.
11 Portanto, procurem acima de tudo amar o SENHOR, vosso Deus.
12 Mas se lhe voltarem as costas, para se misturarem e fazerem casamentos com os povos que ainda restam no vosso meio,
13 saibam então que o SENHOR, vosso Deus, já não expulsará esses povos da vossa presença. Pelo contrário, eles serão como uma rede e uma armadilha que vos fará cair. Serão como um chicote sobre os vossos rins e como espinhos nos vossos olhos, até que vocês desapareçam desta terra maravilhosa que vos deu o SENHOR, vosso Deus.
14 Eu vou morrer, como toda a gente. Mas quero que reconheçam, com todo o coração e com toda a alma, que se cumpriram inteiramente as boas promessas que o SENHOR vos fez. Cumpriu-se tudo sem faltar nada.
15 Mas assim como se realizaram todas as boas promessas do SENHOR, assim se realizarão também todas as suas ameaças até vos fazer desaparecer completamente desta terra maravilhosa que vos deu,
16 se forem infiéis à aliança que o SENHOR, vosso Deus, fez convosco. Se adorarem outros deuses e se prostrarem diante deles, o SENHOR ficará irado e em breve desaparecerão desta terra maravilhosa que ele vos deu.»
1
Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel . Convocou os anciãos, os chefes, os juízes e outros responsáveis e todos eles compareceram diante de Deus.2 Falou então a todo o povo desta maneira: «Isto é o que o SENHOR, Deus de Israel, tem para dizer: “Antigamente os vossos antepassados Tera e os seus filhos Abraão e Naor habitavam a oriente do rio Jordão e adoravam outros deuses.
3 Eu fiz sair de lá o vosso antepassado Abraão, conduzi-o por toda a terra de Canaã e dei-lhe muitos descendentes. Dei-lhe o filho Isaac
4 e a Isaac dei Jacob e Esaú. A Esaú dei em propriedade a montanha de Edom, enquanto Jacob e os seus filhos desceram para o Egito.
5 Mais tarde, enviei Moisés e Aarão e castiguei os egípcios daquela maneira, para fazer com que vocês saíssem de lá.
6 Fiz sair os vossos antepassados e eles foram caminhando em direção ao mar. Os egípcios perseguiram-nos com carros e cavalos até ao Mar Vermelho,
7 mas os vossos antepassados gritaram por mim e eu pus uma grande escuridão entre eles e os egípcios e fiz com que o mar caísse sobre estes e os afogasse. Vocês bem sabem que foi isto que eu fiz no Egito.
Depois andaram muito tempo pelo deserto8 e eu fiz com que entrassem no território dos amorreus, no lado oriental do Jordão. Eles combateram contra vós, mas eu entreguei-os nas vossas mãos e por isso lhes conquistaram o território e eu os destruí.
9 Também o rei de Moab, que era Balac, filho de Sipor, foi combater Israel. Mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar,
10 mas eu não dei ouvidos ao que Balaão pretendia e ele teve que vos abençoar. Foi desta maneira que eu vos salvei.
11
Depois passaram o rio Jordão e chegaram a Jericó cujos habitantes vos combateram, tal como os amorreus, perizeus, cananeus, hititas, guirgaseus, heveus e jebuseus. Mas eu fiz com que os vencessem.12 Mandei espiões à vossa frente que os dispersaram. Não foi a vossa espada nem o vosso arco que os venceu, tal como aos dois reis amorreus.
13 Dei-vos uma terra que não vos custou nenhum trabalho e cidades que não construíram. É nessas cidades que vocês agora habitam comendo dos frutos das vinhas e dos olivais que não plantaram.”
14
Por tudo isso, sejam fiéis ao SENHOR e sirvam-no com sinceridade e lealdade. Afastem-se dos deuses que os vossos pais adoraram na Mesopotâmia e no Egito e adorem o SENHOR.15 Se não querem servir ao SENHOR, decidam hoje mesmo a quem desejam servir, ou aos deuses que vossos antepassados adoraram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cujas terras habitam agora. Por minha parte, eu e a minha família serviremos ao SENHOR!»
16
O povo respondeu: «Longe de nós abandonar o SENHOR, para servir a outros deuses.17 Ele é o nosso Deus que nos tirou a nós e aos nossos antepassados da escravidão do Egito. Foi o SENHOR quem realizou os prodígios que nós vimos e nos amparou durante toda a nossa viagem por meio das nações que tivemos de atravessar.
18 À medida que avançávamos, foi ele que expulsou diante de nós todos os povos e os amorreus, que habitavam aqui. Por isso, também nós serviremos ao SENHOR que é o nosso Deus.»
19
Josué disse então ao povo: «Mas vocês não serão capazes de servir ao SENHOR, porque ele é um Deus santo e exigente que não irá tolerar as vossas infidelidades e os vossos pecados.20 Se o abandonarem e servirem a deuses estrangeiros, ele se voltará contra vós e vos castigará. E, depois de vos ter feito tanto bem, teria de vos destruir.»
21
O povo respondeu a Josué: «Não! Nós serviremos ao SENHOR!»22
Josué afirmou: «Vocês mesmos são testemunhas de que escolheram o SENHOR para o servirem.» E eles afirmaram também: «Sim, nós somos testemunhas.»23
Mas Josué tornou a insistir: «Então ponham de parte os deuses estrangeiros que há no vosso meio e voltem-se com todo o coração para o SENHOR Deus de Israel!»24 E o povo respondeu: «Nós serviremos ao SENHOR nosso Deus e faremos o que ele nos mandar!»
25
Assim Josué concluiu naquele dia uma aliança com o povo em Siquém e deu-lhes leis e preceitos,26 que escreveu no livro da lei de Deus. Tomou uma grande pedra, colocou-a debaixo do carvalho que estava no santuário do SENHOR
27 e disse ao povo: «Esta pedra ficará como uma testemunha, porque ela ouviu todas as palavras que o SENHOR nos disse. Será testemunha contra vós para que não reneguem o vosso Deus.»
28
Depois mandou embora o povo e cada um foi para o território que lhe coube.29
Passado tempo, Josué, filho de Nun e servo do SENHOR, morreu. Tinha cento e dez anos.30 Sepultaram-no na parte do território que lhe pertencia em Timnat-Sera, que fica na montanha de Efraim, a norte do monte Gaás.
31 Os israelitas serviram ao SENHOR durante toda a vida de Josué e durante toda a vida dos anciãos que sobreviveram a Josué e que tinham conhecimento de tudo o que o SENHOR fizera em favor de Israel.
32
Os restos mortais de José, que os israelitas tinham trazido do Egito, foram sepultados em Siquém, na parte do campo que Jacob tinha comprado por cem peças de prata aos descendentes de Hamor, pai de Siquém. Essa terra era propriedade dos descendentes de José.33
Eleazar, filho de Aarão, morreu também e foi sepultado em Guibeá, cidade que tinha sido dada a seu filho Fineias e que está situada nas montanhas de Efraim.