1

1

No primeiro dia do segundo mês do segundo ano, depois de terem saído do Egito, no deserto do Sinai, o SENHOR falou a Moisés na tenda do encontro e deu-lhe as seguintes ordens:

2

«Façam o recenseamento completo do povo israelita, contando e fazendo a lista de todos os homens de Israel, um por um, por famílias e clãs.

3 Com a ajuda de Aarão, deves recensear todos os homens de mais de vinte anos, aptos para o exército.

4 E devem chamar, para vos ajudar nesse trabalho, um chefe de família por cada tribo.

5 Os nomes daqueles que devem estar ao vosso lado são os seguintes:

da tribo de Rúben: Eliçur, filho de Chediur;

6

da tribo de Simeão, Salumiel, filho de Surichadai;

7

da tribo de Judá, Nachon, filho de Aminadab;

8

da tribo de Issacar, Nataniel, filho de Suar;

9

da tribo de Zabulão, Eliab, filho de Helon;

10

das tribos descendentes de José, Elisama, filho de Amiud, pela tribo de Efraim, e Gamaliel, filho de Pedaçur, pela tribo de Manassés;

11

da tribo de Benjamim, Abidan, filho de Guidoni;

12

da tribo de Dan, Aiézer, filho de Amichadai;

13

da tribo de Asser, Paguiel, filho de Ocran;

14

da tribo de Gad, Eliasaf, filho de Deuel;

15

da tribo de Neftali, Airá, filho de Enan.»

16

Todos estes que foram escolhidos eram chefes dos clãs dos seus antepassados e também chefes militares de Israel.

17

Moisés e Aarão colocaram ao seu serviço aqueles homens que tinham sido designados,

18 mandaram reunir toda a comunidade no primeiro dia do segundo mês e fez-se uma lista por famílias e clãs de todos os homens que contavam mais de vinte anos.

19 E assim Moisés fez o recenseamento no deserto do Sinai, tal como o SENHOR lhe tinha mandado.

20

O recenseamento dos descendentes de todas as tribos, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército, começou pela tribo de Rúben, filho mais velho de Jacob.

21 Da tribo de Rúben foram recenseados quarenta e seis mil e quinhentos.

22

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Simeão, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

23 deu um total de cinquenta e nove mil e trezentos homens.

24

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Gad, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

25 apurou-se um total de quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta homens.

26

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Judá, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

27 apurou-se um total de setenta e quatro mil e seiscentos homens.

28

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Issacar, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

29 apurou-se um total de cinquenta e quatro mil e quatrocentos homens.

30

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Zabulão, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

31 apurou-se um total de cinquenta e sete mil e quatrocentos homens.

32

Feita a contagem dos descendentes de José, pela tribo de Efraim, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

33 apurou-se um total de quarenta mil e quinhentos homens.

34 Pela tribo de Manassés, feita a contagem por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

35 apurou-se um total de trinta e dois mil e duzentos homens.

36

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Benjamim, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

37 apurou-se um total de trinta e cinco mil e quatrocentos homens.

38

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Dan, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

39 apurou-se um total de sessenta e dois mil e setecentos homens.

40

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Asser, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

41 apurou-se um total de quarenta e um mil e quinhentos homens.

42

Feita a contagem dos descendentes da tribo de Neftali, por famílias e clãs, com a lista dos que tinham mais de vinte anos, aptos para o exército,

43 apurou-se um total de cinquenta e três mil e quatrocentos homens.

44

Foi este o resultado do recenseamento feito por Moisés e Aarão, ajudados pelos doze chefes dos israelitas, um por cada tribo, todos chefes dos respetivos clãs.

45

O total dos israelitas recenseados, todos homens de mais de vinte anos e aptos para o exército,

46 foi de seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta.

47

As famílias dos levitas não foram recenseadas segundo o clã dos seus antepassados junto com as outras,

48 pois o SENHOR tinha dito a Moisés:

49 «Não deves fazer o recenseamento dos levitas nem colocá-los na lista dos restantes israelitas.

50 A eles deves confiar o santuário que guarda o documento da aliança, os seus objetos sagrados e tudo o que lá se encontra. Devem transportar o santuário com os seus objetos sagrados e permanecer ao seu serviço e devem viver junto do santuário.

51 E quando for necessário transportar o santuário ou colocá-lo em qualquer lado, os levitas é que devem fazer tudo isso. Qualquer estranho que se aproximar do santuário será condenado à morte.

52

Os israelitas devem acampar por unidades militares, cada um no seu acampamento e com a sua bandeira.

53 Mas os levitas acamparão junto do santuário da aliança, como guardas desse santuário, para que o castigo divino se não volte contra os israelitas.»

54

E os israelitas assim fizeram, cumprindo tudo o que o SENHOR tinha mandado a Moisés.

2

1

O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:

2 «Cada israelita deve acampar junto da bandeira com os símbolos do seu clã, em volta da tenda do encontro, mas a uma certa distância da mesma.

3

Do lado oriental, ficarão as tropas de Judá, com a sua bandeira. O chefe é Nachon, filho de Aminadab;

4 e o seu exército é de setenta e quatro mil e seiscentos homens.

5 Ao seu lado, acampam os da tribo de Issacar; o seu chefe é Nataniel, filho de Suar

6 e o seu exército é de cinquenta e quatro mil e quatrocentos homens.

7 Ao lado de Judá, acampará ainda a tribo de Zabulão. O chefe dos descendentes de Zabulão é Eliab, filho de Helon

8 e o seu exército é de cinquenta e sete mil e quatrocentos homens.

9 O conjunto dos recenseados que fazem parte do acampamento de Judá é de cento e oitenta e seis mil e quatrocentos homens, divididos por batalhões. E estes é que devem ir na frente.

10

A sul, ficarão as tropas da tribo de Rúben, com a sua bandeira. O chefe é Eliçur, filho de Chediur;

11 e o número de recenseados no seu exército é de quarenta e seis mil e quinhentos homens.

12 Ao seu lado, acamparão os da tribo de Simeão; o seu chefe é Salumiel, filho de Surichadai

13 e o número de recenseados no seu exército é de cinquenta e nove mil e trezentos homens.

14 Ao lado da tribo de Rúben, acampará ainda a tribo de Gad. O chefe dos descendentes de Gad é Eliasaf, filho de Deuel,

15 o número de recenseados no seu exército é de quarenta e cinco mil, seiscentos e cinquenta homens.

16 O conjunto dos recenseados que fazem parte do acampamento de Rúben é de cento e cinquenta e um mil quatrocentos e cinquenta homens, divididos por batalhões. Estes irão na segunda posição.

17

Em seguida partirão os levitas com a tenda do encontro. Ficarão portanto no meio dos outros batalhões, tanto em viagem como quando estão acampados. Cada homem ocupará o seu lugar junto da sua bandeira.

18

Do lado ocidental, ficarão os batalhões de Efraim, com a sua bandeira. O chefe é Elisama, filho de Amiud;

19 e o número de recenseados no seu exército é de quarenta mil e quinhentos homens.

20 Ao seu lado, acampam os da tribo de Manassés; o seu chefe é Gamaliel, filho de Pedaçur

21 e o número de recenseados no seu exército é de trinta e dois mil e duzentos homens.

22 Ao lado de Efraim, acampará ainda a tribo de Benjamim. O chefe é Abidan, filho de Guidoni;

23 e o número de recenseados no seu exército é de trinta e cinco mil e quatrocentos homens.

24 O conjunto dos recenseados que constituem o exército de Efraim é de cento e oito mil e cem homens, divididos em batalhões. Estes irão na terceira posição.

25

No lado norte, ficarão os batalhões da tribo de Dan, com a sua bandeira. O chefe é Aiézer, filho de Amichadai;

26 e o número de recenseados no seu exército é de sessenta e dois mil e setecentos homens.

27 Ao seu lado, acamparão os da tribo de Asser. O seu chefe é Paguiel, filho de Ocran;

28 e o número de recenseados no seu exército é de quarenta e um mil e quinhentos homens.

29 Ao lado da tribo de Dan, acampará ainda a tribo de Neftali. O chefe é Airá, filho de Enan;

30 e o número de recenseados no seu exército é de cinquenta e três mil e quatrocentos homens.

31 O conjunto dos recenseados que constituem o exército de Dan é cento e cinquenta e sete mil e seiscentos homens e irão na última posição, seguindo as suas bandeiras.»

32

O conjunto de todos os israelitas que foram recenseados, por tribos e por unidades militares, foi de seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta homens.

33 Contudo, os levitas não foram recenseados com os outros israelitas, tal como o SENHOR tinha mandado a Moisés.

34

Os israelitas cumpriram todas as ordens que o SENHOR tinha dado a Moisés, acampando cada um junto da sua bandeira e pondo-se a caminho, agrupados por famílias e clãs.

3

1

Eram estes os descendentes de Aarão e de Moisés, quando o SENHOR falou a Moisés no monte Sinai.

2

Os filhos de Aarão chamavam-se: Nadab, que era o mais velho, Abiú, Eleazar e Itamar .

3 Estes são os nomes dos filhos de Aarão, que foram consagrados sacerdotes e investidos da função sacerdotal.

4 Nadab e Abiú morreram diante do santuário do SENHOR, no deserto do Sinai, ao apresentarem ao SENHOR, uma oferta de incenso contra as normas estabelecidas. Não deixaram filhos. Eleazar e Itamar continuaram a exercer a sua função de sacerdotes, com Aarão, seu pai .

5

O SENHOR disse a Moisés:

6 «Manda aproximar a tribo de Levi , para permanecerem junto do sacerdote Aarão e ficarem às suas ordens.

7 Devem ficar de guarda diante da tenda do encontro ao seu serviço e de todos os israelitas, cumprindo as funções sagradas do santuário.

8 Devem cuidar de todos os objetos da tenda do encontro, assegurando a guarda em nome dos israelitas e cumprindo as funções sagradas do santuário.

9 Coloca os levitas às ordens de Aarão e dos seus filhos, para estarem inteiramente dedicados ao seu serviço, em nome dos israelitas.

10 Faz com que só Aarão e os seus filhos exerçam a função de sacerdotes. Se algum estranho a essa função se aproximar do santuário, será condenado à morte.»

11

O SENHOR disse ainda a Moisés:

12 «Sou eu que escolho para mim os levitas, dentre todo o povo de Israel, em substituição dos filhos, nascidos do primeiro parto.

13 De facto, os israelitas, nascidos do primeiro parto pertencem-me a mim, desde o dia em que fiz morrer os primogénitos dos egípcios. Nesse dia, reservei para mim todos os que, em Israel, forem fruto do primeiro parto, tanto homens como animais. Esses pertencem-me a mim ! Eu sou o SENHOR!»

14

O SENHOR disse a Moisés, no deserto do Sinai:

15 «Faz o recenseamento dos levitas, por famílias e clãs, registando o nome de todos os homens com mais de um mês de idade.»

16

Moisés fez esse recenseamento, conforme a ordem que tinha recebido do SENHOR.

17 São estes os nomes dos filhos de Levi: Gerson, Queat e Merari.

18 Libni e Simei foram os filhos de Gerson que deram o nome às famílias descendentes dele.

19 Ameram, Jiçar, Hebron e Uziel foram os filhos de Queat que deram o nome a outras tantas famílias descendentes dele.

20 Mali e Muchi, filhos de Merari, deram igualmente o nome às duas famílias descendentes dele. Estes são, portanto, as famílias de levitas, segundo os seus clãs.

21

As famílias de Libni e Simei são descendentes de Gerson.

22 Ao todo os homens com mais de um mês de idade eram sete mil e quinhentos.

23 As famílias descendentes de Gerson acampavam atrás do santuário do lado ocidental .

24 O chefe de todo o clã de Gerson era Eliasaf, filho de Lael.

25 Os descendentes de Gerson estavam encarregados de guardar o santuário e o resto da tenda do encontro, a sua cobertura e a cortina da entrada,

26 os cortinados do átrio e a cortina da porta do átrio, que dá para o santuário e que está à volta do altar e as cordas. Estavam igualmente encarregados da conservação de todas estas coisas.

27

As famílias descendentes de Queat eram as de Ameram, Jiçar, Hebron e Uziel.

28 Eram oito mil e seiscentos os que tinham mais de um mês de idade e ficaram encarregados das funções no santuário.

29 As famílias dos descendentes de Queat estavam acampadas junto do santuário, do lado sul.

30 O chefe de clã das famílias descendentes de Queat era Eliçafan, filho de Uziel.

31 Estavam encarregados da arca da aliança, da mesa, do candelabro, dos altares e dos objetos sagrados utilizados neles e da cortina. Eram responsáveis pela conservação dessas coisas.

32

Eleazar, filho do sacerdote Aarão, era o principal responsável pelos chefes dos levitas e pelos que estavam encarregados do serviço do santuário.

33

As famílias de Mali e de Muchi eram descendentes de Merari.

34 Eram em número de seis mil e duzentos os recenseados que tinham mais de um mês de idade.

35 Suriel, filho de Abiail era o chefe de clã das famílias descendentes de Merari. Os descendentes de Merari acampavam do lado norte do santuário.

36 Estavam encarregados das pranchas do santuário, das suas trancas, colunas e suportes, de todos os seus objetos e da sua conservação.

37 Ocupavam-se também das colunas que estavam à volta do átrio com os seus suportes, estacas e cordas.

38

Diante do santuário e da tenda do encontro, do lado oriental, acampavam Moisés, Aarão e os seus filhos. Eram estes os encarregados da guarda do santuário, em nome dos israelitas; e se algum estranho tentasse exercer essa função era condenado à morte.

39

A totalidade dos levitas recenseados por Moisés e Aarão, em obediência às ordens do SENHOR, contando todos os que tinham mais de um mês de idade, era de vinte e dois mil, no conjunto das várias famílias.

40

O SENHOR disse a Moisés: «Faz o recenseamento, entre o povo de Israel, de todos os primeiros filhos do sexo masculino com mais de um mês de idade e faz a lista dos seus nomes.

41 Em vez dos israelitas nascidos dum primeiro parto, deves entregar-me os levitas. Eu sou o SENHOR! E os animais dos levitas serão também para mim, em vez das primeiras crias dos animais dos israelitas.»

42

Moisés fez o recenseamento de todos os israelitas nascidos dum primeiro parto, tal como o SENHOR lhe tinha mandado.

43 A lista dos filhos de sexo masculino, com mais de um mês de idade, nascidos dum primeiro parto, totalizou vinte e dois mil duzentos e setenta e três.

44

O SENHOR disse então a Moisés:

45 «Põe de parte os levitas para que me pertençam, e os seus animais em substituição dos animais dos israelitas, pois os levitas pertencem-me. Eu sou o SENHOR!

46

E para resgatar os duzentos e setenta e três israelitas nascidos dum primeiro parto que ultrapassem o número dos levitas,

47 exige cinco moedas por cada um deles, usando para isso a medida-base do santuário, que é de dez gramas para cada moeda.

48 Entrega essas moedas a Aarão e aos seus filhos, como resgate por aqueles que ultrapassem o número dos levitas.»

49

Moisés recebeu o montante do resgate por aqueles que ultrapassavam o número dos levitas.

50 E assim recebeu pelos israelitas nascidos dum primeiro parto mil trezentas e sessenta e cinco moedas de prata.

51 Entregou depois aquela quantia a Aarão e aos seus filhos, conforme as ordens que tinha recebido do SENHOR.

4

1

O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:

2 «Façam a lista dos descendentes de Queat, por famílias e clãs, para os separar dos restantes levitas,

3 compreendendo todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos e estiverem aptos para o serviço e para as tarefas da tenda do encontro.

4 A função própria dos descendentes de Queat é ocupar-se das coisas mais sagradas da tenda do encontro.

5 Quando os israelitas tiverem de se pôr a caminho, Aarão e os seus filhos tirarão as cortinas para cobrirem com elas a arca que guarda o documento da aliança.

6 Por cima dela devem colocar uma cobertura de pele fina e sobre ela devem estender um pano de púrpura escarlate , colocando-lhe os varais para a transportar.

7

Sobre a mesa dos pães consagrados devem estender também um pano de cor violeta e em cima dele colocarão os pratos, as conchas, as taças e as jarras para as ofertas de vinho; sobre ele devem colocar também os pães consagrados como oferta diária.

8 Por cima de tudo, devem estender um pano de púrpura e cobri-lo com uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

9

Com um pano de cor violeta devem cobrir igualmente o candelabro com as suas lâmpadas, os espevitadores, os apagadores e todos os recipientes de azeite que servem para as alimentar.

10 Devem embrulhar o candelabro com todos os seus acessórios nessa cobertura de pele fina e colocá-los sobre uma padiola.

11

Sobre o altar de ouro devem estender um pano de cor violeta e cobri-lo com uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

12

Devem recolher igualmente num pano de cor violeta todos os utensílios de que se servem nas funções sagradas, embrulhá-los numa pele fina e colocá-los sobre a padiola.

13

Devem retirar as cinzas do altar e colocar sobre ele um pano de púrpura.

14 Sobre ele hão de colocar todos os utensílios que usam no serviço do altar: braseiros, forquilhas, pás e bacias de aspersão; devem estender por cima de todos estes utensílios do altar uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

15

Quando os israelitas tiverem que sair dum acampamento, Aarão e os seus filhos devem cobrir primeiro o santuário e todos os seus objetos sagrados e só depois os descendentes de Queat poderão aproximar-se para os transportar. Assim não tocarão nos objetos sagrados e não correrão o perigo de serem mortos. Esta é a obrigação dos descendentes de Queat, quanto à tenda do encontro.

16

Eleazar, filho do sacerdote Aarão, tem por função cuidar do azeite do lampadário, dos perfumes de incenso, da oferta diária de cereais e do óleo da consagração. Deve cuidar, além disso, de todo o santuário e de tudo o que nele se encontra, nomeadamente, os objetos sagrados e acessórios.»

17

O SENHOR disse ainda a Moisés e a Aarão:

18 «Não deixem que a família dos descendentes de Queat seja excluída da tribo de Levi.

19 E para que eles não toquem nos objetos sagrados, correndo o risco de serem mortos, Aarão e os seus filhos devem aproximar-se deles e indicar a cada um a sua tarefa e o que deve transportar.

20 Assim não vão pôr os olhos nas coisas sagradas nem por um momento, correndo o risco de morrer.»

21

O SENHOR disse ainda a Moisés:

22 «Faz também o recenseamento dos descendentes de Gerson, por clãs e famílias.

23 Faz a lista de todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos, que estejam aptos para o serviço, a fim de serem encarregados de determinadas tarefas na tenda do encontro.

24 Estas são as funções dos descendentes de Gerson e o que eles devem transportar:

25 devem transportar os panos que cobrem o santuário, a tenda do encontro, a sua bandeira e a cobertura de pele fina que fica por cima e a cortina da entrada,

26 os cortinados do átrio, que estão em frente do santuário e à volta do altar, com as suas cordas e todos os objetos utilizados nas suas funções sagradas .

27 Os descendentes de Gerson ficarão às ordens de Aarão e dos seus filhos, para todas estas tarefas a realizar e para qualquer trabalho que seja necessário. Eles lhes indicarão o que devem guardar ou transportar.

28

Estas são as funções das famílias dos descendentes de Gerson na tenda do encontro. E quem fica responsável por tudo isto é Itamar, filho do sacerdote Aarão.»

29

«Deves fazer igualmente o recenseamento dos descendentes de Merari, por clãs e famílias.

30 Faz a lista de todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos, que estejam aptos para o serviço, a fim de serem encarregados de determinadas tarefas na tenda do encontro.

31

As coisas que eles têm a função de guardar e transportar, na tenda do encontro, são as seguintes: as pranchas do santuário, com as suas trancas, as suas colunas e suportes,

32 as colunas do átrio, à volta, com os seus suportes e as estacas e cordas, bem como todos os utensílios que eles utilizam. Deves indicar a cada um deles em particular os objetos que devem guardar e transportar.

33

Estas são as funções das famílias dos descendentes de Merari e as suas tarefas na tenda do encontro, sob as ordens de Itamar, filho do sacerdote Aarão.»

34

Moisés e Aarão, com os chefes do povo israelita, fizeram o recenseamento dos descendentes de Queat, por famílias e clãs.

35 Recensearam todos os que tinham entre trinta e cinquenta anos, que estavam aptos para o serviço, a fim de exercerem funções na tenda do encontro.

36 O seu número, por famílias, era de dois mil setecentos e cinquenta.

37 Este foi o recenseamento das famílias descendentes de Queat, que trabalham na tenda do encontro. Foi realizado por Moisés e Aarão, segundo as ordens que o SENHOR tinha dado a Moisés.

38

Os recenseados descendentes de Gerson, por famílias e clãs,

39 com idades entre os trinta e os cinquenta anos e aptos para o serviço na tenda do encontro,

40 eram em número de dois mil seiscentos e trinta recenseados por famílias e clãs.

41 Foram estes os recenseados das famílias de descendentes de Gerson que podiam trabalhar na tenda do encontro, segundo o recenseamento realizado por Moisés e Aarão, obedecendo às ordens do SENHOR.

42

Os recenseados descendentes de Merari, por famílias e clãs,

43 com idades entre os trinta e os cinquenta anos e aptos para o serviço, para servirem na tenda do encontro,

44 eram em número de três mil e duzentos.

45 Foram estes os recenseados das famílias descendentes de Merari, no recenseamento realizado por Moisés e Aarão, segundo a ordem que o SENHOR tinha dado a Moisés.

46

Os levitas recenseados por Moisés e Aarão juntamente com os chefes de Israel, por famílias e clãs,

47 com idades compreendidas entre os trinta e os cinquenta anos, aptos para o serviço e transporte da tenda do encontro,

48 eram em número de oito mil quinhentos e oitenta.

49 Moisés ao fazer o recenseamento indicou para cada um a sua função e o que devia transportar, conforme a ordem que o SENHOR lhe tinha dado.

5

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Diz aos israelitas que devem expulsar do acampamento todos os que estiverem impuros por qualquer espécie de lepra, por doença sexual ou por terem tocado num cadáver.

3 Seja homem, seja mulher, devem expulsá-los para fora do acampamento, para o não tornarem impuro, pois eu habito lá no meio deles.»

4

Os israelitas assim fizeram: expulsaram todos esses para fora do acampamento. Conforme as ordens que o SENHOR tinha dado a Moisés, assim o puseram em prática.

5

O SENHOR disse a Moisés

6 que transmitisse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando um homem ou uma mulher prejudicarem outra pessoa, ofendem o SENHOR e tornam-se culpados.

7 Devem, portanto, confessar a sua culpa e indemnizar aquele que foi prejudicado, na medida do prejuízo e acrescentando mais um quinto do seu valor.

8 Se o prejudicado tiver morrido e não tiver um parente que o represente para receber a indemnização, esta deve reverter para o SENHOR e ser entregue ao sacerdote, além do carneiro que se oferece para o ritual pelo perdão do pecado .

9

Aquilo que é reservado em tributo ao SENHOR, em todas as ofertas que os israelitas apresentarem ao sacerdote, pertence a este último.

10 E aquilo de que alguém pode dispor e o oferece para o sacerdote, isso pertence igualmente a este.»

11

O SENHOR disse a Moisés

12 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Pode acontecer que uma mulher se porte mal e seja infiel ao seu marido,

13 tendo relações sexuais com outro homem, sem que o seu marido chegue a saber, e tornando-se impura, sem que ninguém o venha a saber, porque nenhuma testemunha a surpreendeu em flagrante.

14 Se o marido tiver suspeitas e for atingido por ciúmes relativamente à sua mulher, quer ela tenha sido realmente culpada quer não,

15 então deve levar a mulher ao sacerdote com a oferta a apresentar por ela, isto é, três quilos de farinha de cevada. Não deve derramar azeite nem colocar incenso na farinha, porque se trata de uma oferta de cereais por motivo de suspeita, destinada a servir de denúncia por um possível crime.

16

O sacerdote irá apresentá-la diante do SENHOR

17 e pegará num recipiente de barro com água santa , misturando nela pó apanhado no chão do santuário;

18 depois, leva essa mulher para diante do SENHOR e descobre-lhe a cabeça , colocando nas suas mãos a oferta de denúncia, que é oferta de suspeita. O sacerdote terá na sua mão a água amarga que produz a maldição.

19 Depois obriga-a a jurar e diz-lhe: “Se não tiveste relações com outro homem, se não foste infiel ao teu marido nem te tornaste impura, que esta água amarga que produz a maldição te não faça nenhum mal.

20 Mas se foste infiel ao teu marido, tornando-te assim impura, e tiveste relações com um homem que não é teu marido,

21 então que o SENHOR faça de ti um exemplo de maldição entre o teu povo, fazendo com que fiques estéril e te faça inchar a barriga” — continua o sacerdote dirigindo-se à mulher em juramento de maldição —

22 “que estas águas amargas que agora bebes te tornem estéril e te façam inchar a barriga.” E a mulher deve responder: “Seja assim!”

23 O sacerdote deve escrever estas maldições num documento e depois desfazê-lo para dentro das águas amargas.

24 Em seguida, dá à mulher as águas amargas que produzem a maldição e ela deve bebê-las.

25

O sacerdote recebe das mãos da mulher a oferta pela suspeita e leva-a ao altar, fazendo o gesto ritual de apresentação diante do SENHOR.

26 Retira uma mão-cheia da oferta, para servir de memorial , e queima-a sobre o altar. Depois disso, manda beber a água à mulher.

27 Se a mulher se tiver tornado impura, ofendendo o seu marido, as águas de maldição que o sacerdote lhe dá a beber tornar-se-ão dentro dela em amargura; a sua barriga inchará e ficará estéril e aquela mulher será um exemplo de maldição no meio do seu povo.

28 Mas se ela não se tornou impura, se está ritualmente pura, então nada lhe acontecerá e poderá ainda ter filhos.

29

Esta é a lei para o caso de se suspeitar que uma mulher foi infiel ao seu marido e se tornou impura,

30 ou para o caso dum marido que começou a ter suspeitas relativamente ao comportamento da sua mulher: deve levar a mulher à presença do SENHOR e o sacerdote deve cumprir exatamente aquilo que aqui foi ordenado.

31 Assim o marido ficará sem culpa e a mulher sofrerá as consequências da culpa, se a tiver.»

6

1

O SENHOR disse a Moisés

2 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Se um homem ou uma mulher quiserem fazer ao SENHOR uma promessa especial, prometendo viver como nazireu ,

3 não deve beber vinho nem outras bebidas alcoólicas , nem deve usar qualquer espécie de vinagre; também não deve beber sumo de uvas nem comer uvas frescas ou passadas.

4 Enquanto durar a sua promessa, não deve provar nenhum produto da videira, nem o vinho, nem sequer as graínhas ou a casca das uvas.

5

E enquanto durar a sua promessa, também não deve deixar que lhe cortem o cabelo; essa pessoa está consagrada ao SENHOR e deve, por isso, deixar crescer o cabelo, até terminar o tempo que prometeu viver como nazireu.

6 Durante esse tempo, também não deve tocar em nenhum cadáver.

7 Mesmo que se trate do seu pai ou da sua mãe, dum irmão ou duma irmã que tenham morrido, não deve tocar-lhes, pois ficaria impuro e ele traz na sua cabeça o emblema da consagração a Deus .

8

Enquanto durar a sua promessa de nazireu, está consagrado ao SENHOR.

9 Mas se, repentinamente, alguém morrer ao seu lado ele torna-se impuro, depois de se ter consagrado como nazireu. Sete dias depois, estará puro de novo e deve então rapar o cabelo.

10 Ao oitavo dia, deve levar duas rolas ou dois pombos ao sacerdote, à entrada da tenda do encontro.

11 Este oferece uma das aves como sacrifício pelo pecado e outra para o holocausto. Depois faz por ele o ritual do perdão, por ter ficado impuro no contacto com o cadáver e naquele dia a sua cabeça fica de novo consagrada.

12 Para isso, deve apresentar um cordeiro de um ano como sacrifício de reparação e começar de novo a contar os dias de consagração como nazireu, porque os dias que já tinham passado ficam anulados, por entretanto ter ficado impuro.

13

Este é o ritual a realizar, quando um nazireu tiver terminado o tempo da sua promessa. Deve ser levado à entrada da tenda do encontro.

14 Aí deve apresentar, como oferta ao SENHOR, um cordeiro de um ano, sem defeito, para o holocausto, uma cordeira de um ano, sem defeito, como sacrifício pelo pecado, um carneiro, sem defeito, para um sacrifício de comunhão.

15 Deve levar ainda um cesto de pães sem fermento, feitos da melhor farinha, e tortas amassadas com azeite e bolos de pão sem fermento, untados com azeite e acompanhados das respetivas ofertas de cereais e de vinho.

16 O sacerdote apresenta tudo isso diante do SENHOR e oferece o sacrifício pelo pecado e o holocausto.

17 Com o carneiro, oferece um sacrifício de comunhão, juntamente com o cesto de pães sem fermento, e apresenta ainda as ofertas de cereais e de vinho.

18

Nessa altura, o nazireu rapa o seu cabelo, à entrada da tenda do encontro, pega no cabelo que tinha sido consagrado e vai colocá-lo no fogo que está a queimar o sacrifício de comunhão.

19 O sacerdote pega na perna do carneiro, já cozida, tira do cesto uma torta de pão sem fermento e um bolo e coloca-os nas mãos do nazireu, depois de este ter rapado o cabelo, em sinal de consagração.

20 O sacerdote faz com as ofertas o gesto de apresentação ritual diante do SENHOR. Estas ofertas são uma parte sagrada reservada ao sacerdote, junto com o peito apresentado ritualmente e a coxa que deve ficar como tributo para o SENHOR. Depois disso, o nazireu pode beber vinho.

21

Esta é a lei sobre aquilo que o nazireu deve oferecer ao SENHOR em cumprimento do seu voto, para além daquilo que ele pode, de livre vontade, querer oferecer ainda. Deve cumprir tudo exatamente como tinha prometido .»

22

O SENHOR disse a Moisés:

23 «Comunica a Aarão e aos seus filhos que devem pronunciar a seguinte fórmula, para dar a bênção aos israelitas:


24
“Que o SENHOR te abençoe e te proteja;

25
que o SENHOR te mostre o seu rosto acolhedor
e te trate com bondade;

26
que o SENHOR olhe para ti
e te conceda a paz!”

27

Assim os sacerdotes hão de servir-se do meu nome para abençoar os israelitas e eu mesmo hei de dar-lhes a minha bênção.»

7

1

Quando Moisés acabou de instalar o santuário, consagrou-o com o óleo da consagração e consagrou também os seus acessórios, o altar e todos os seus acessórios, usando sempre o óleo da consagração.

2

Então aproximaram-se os que eram chefes dos israelitas e chefes de cada clã, representando as tribos de Israel, que tinham efetuado o recenseamento.

3 Como oferta para o SENHOR, levaram seis carros cobertos e doze bois. Cada carro era oferta de dois chefes e cada boi era oferta de um chefe; e foram colocá-los diante do santuário.

4

O SENHOR disse a Moisés:

5 «Aceita os seus presentes, para serem utilizados ao serviço da tenda do encontro, e entrega-os aos levitas, conforme as tarefas de cada um.»

6

Moisés aceitou os carros e os bois e entregou-os aos levitas:

7 deu dois carros e quatro bois aos descendentes de Gerson, para realização das suas tarefas;

8 aos descendentes de Merari deu os outros quatro carros e oito bois, para realização das suas tarefas, sob as ordens de Itamar, filho do sacerdote Aarão.

9 Aos descendentes de Queat não entregou carros nem bois, pois as coisas sagradas que eles tinham de transportar transportavam-nas aos ombros.

10

No dia da inauguração do altar, os chefes dos israelitas ofereceram os seus presentes de consagração e foram colocá-los diante do altar.

11

Mas o SENHOR disse a Moisés: «Cada dia deve aproximar-se do altar um dos chefes, para levar os seus presentes para a consagração do altar.»

12

No primeiro dia, apresentou-se Nachon, filho de Aminadab, da tribo de Judá, para fazer a sua oferta.

13 E a sua oferta foi um prato de prata, com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas, segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

14 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

15 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o holocausto;

16 um bode, para o sacrifício pelo pecado;

17 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Nachon, filho de Aminadab.

18

No segundo dia, foi Nataniel, filho de Suar, chefe de Issacar.

19 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas, segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite para servir de oferta de cereais ;

20 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

21 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

22 um bode para o sacrifício pelo pecado;

23 e, para o sacrifício de comunhão dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Nataniel, filho de Suar.

24

No terceiro dia, foi o chefe dos descendentes de Zabulão, Eliab, filho de Helon.

25 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

26 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

27 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

28 um bode para o sacrifício pelo pecado;

29 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Eliab, filho de Helon.

30

No quarto dia, foi o chefe dos descendentes de Rúben, Eliçur, filho de Chediur.

31 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

32 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

33 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

34 um bode para o sacrifício pelo pecado;

35 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Eliçur, filho de Chediur.

36

No quinto dia, foi o chefe dos descendentes de Simeão, Salumiel, filho de Surichadai.

37 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão, de prata, com o peso de setecentos gramas, segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

38 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

39 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

40 um bode para o sacrifício pelo pecado;

41 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Salumiel, filho de Surichadai.

42

No sexto dia, foi o chefe dos descendentes de Gad, Eliasaf, filho de Deuel.

43 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

44 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

45 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

46 um bode para o sacrifício pelo pecado;

47 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Aliasaf, filho de Deuel.

48

No sétimo dia, foi o chefe dos descendentes de Efraim, Elisama, filho de Amiud.

49 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

50 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

51 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

52 um bode para o sacrifício pelo pecado;

53 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Elisama, filho de Abiud.

54

No oitavo dia, foi o chefe dos descendentes de Manassés, Gamaliel, filho de Pedaçur.

55 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

56 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

57 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

58 um bode para o sacrifício pelo pecado;

59 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedaçur.

60

No nono dia, foi o chefe dos descendentes de Benjamim, Abidan, filho de Guidoni.

61 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

62 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

63 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

64 um bode para o sacrifício pelo pecado;

65 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Abidan, filho de Guidoni.

66

No décimo dia, foi o chefe dos descendentes de Dan, Aiézer, filho de Amichadai.

67 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

68 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

69 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

70 um bode para o sacrifício pelo pecado;

71 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Aiézer, filho de Amichadai.

72

No décimo primeiro dia, foi o chefe dos descendentes de Asser, Paguiel, filho de Ocran.

73 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

74 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

75 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano para o holocausto;

76 um bode para o sacrifício pelo pecado;

77 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Paguiel, filho de Ocran.

78

No décimo segundo dia, foi o chefe dos descendentes de Neftali, Airá, filho de Enan.

79 E a sua oferta foi igualmente um prato de prata, com o peso de um quilo e trezentos gramas, uma bacia de aspersão de prata com o peso de setecentos gramas, segundo os pesos do santuário, ambos cheios da melhor farinha amassada com azeite, para servir de oferta de cereais;

80 uma taça de ouro com o peso de cem gramas, cheia de incenso para queimar;

81 um touro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o holocausto;

82 um bode, para o sacrifício pelo pecado;

83 e, para o sacrifício de comunhão, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Esta foi a oferta de Airá, filho de Enan.

84

Esta foi a oferta de consagração do altar, na altura em que ele foi consagrado. Os chefes dos israelitas ofereceram doze pratos de prata, doze bacias de prata e doze conchas de ouro.

85 Cada prato pesava um quilo e trezentos gramas e cada bacia, setecentos gramas, fazendo um total de vinte e quatro quilos de prata, segundo os pesos do santuário.

86 Além disso, ofereceram ainda doze conchas de ouro, com cem gramas cada, num total de um quilo e duzentos gramas de ouro, segundo os pesos do santuário.

87 Os animais oferecidos para o holocausto foram doze touros, doze carneiros e doze cordeiros de um ano, destinados ao holocausto, com as ofertas de cereais respetivas; doze bodes para o sacrifício pelo pecado,

88 vinte e quatro bois, sessenta carneiros, sessenta bodes e sessenta cordeiros de um ano, destinados aos sacrifícios de comunhão. Estas foram as ofertas para a consagração do altar, depois de ter sido consagrado.

89

Quando Moisés entrava na tenda do encontro, para falar com o SENHOR, ouvia a sua voz que lhe falava por cima da cobertura da arca que tinha o documento da aliança, entre os dois querubins. E assim é que Deus falava com ele .

8

1

O SENHOR disse a Moisés

2 que comunicasse a Aarão as seguintes ordens: «Quando colocares as sete lâmpadas sobre o candelabro, faz com que elas iluminem a parte da frente do mesmo.»

3

E Aarão assim fez. As lâmpadas iluminavam para a frente do candelabro, tal como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

4 O candelabro era feito de ouro cinzelado desde o pé até aos florões; e foi construído conforme o modelo que o SENHOR tinha apresentado a Moisés .

5

O SENHOR disse a Moisés:

6 «Separa os levitas dos outros israelitas e purifica-os.

7 Para isso, deves servir-te do seguinte ritual: deves aspergi-los com água da purificação . Devem rapar à navalha todo o pelo do corpo e lavar as suas roupas. Depois ficam purificados.

8 A seguir, pegarão num touro, com a respetiva oferta de farinha amassada em azeite, e tu arranjarás outro touro para o sacrifício pelo pecado.

9 Faz aproximar os levitas da tenda do encontro e reunir todo o povo israelita em assembleia.

10

Manda colocar os levitas na presença do SENHOR, para que os israelitas lhes coloquem as mãos sobre a cabeça.

11 Aarão, em nome dos israelitas, deve apresentar solenemente os levitas ao SENHOR e ficarão com a função de o servirem.

12

Os levitas colocarão as mãos sobre a cabeça dos touros e oferecerão um desses novilhos como sacrifício pelo pecado e outro como holocausto, em honra do SENHOR, servindo como ritual de perdão pelos levitas.

13 Deves colocar os levitas diante de Aarão e dos seus filhos, para assim serem apresentados ao SENHOR em gesto solene de apresentação.

14 Assim marcarás a diferença entre os levitas e o resto dos israelitas; e os levitas ficarão a pertencer-me a mim.

15

Depois de assim terem sido purificados e apresentados solenemente ao SENHOR, os levitas passarão a servir na tenda do encontro,

16 pois foram-me entregues em substituição dos israelitas nascidos do primeiro parto; foi em vez dos filhos mais velhos que eu reservei para mim os levitas.

17 De facto, tanto os filhos mais velhos dos israelitas como as primeiras crias dos seus animais me pertencem; decidi consagrá-los a mim, no dia em que feri de morte os filhos mais velhos dos egípcios .

18 Por isso, reservo para mim os levitas, em vez de todos os filhos mais velhos dos israelitas.

19 Quero que eles fiquem entregues a Aarão e aos seus filhos, em nome dos israelitas, para desempenharem funções em nome deles na tenda do encontro e fazerem por eles o ritual do perdão. Assim os israelitas não serão castigados por se aproximarem demasiado do lugar sagrado .»

20

Moisés, Aarão e todo o povo de Israel seguiram rigorosamente tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés a propósito dos levitas.

21 Os levitas purificaram-se, lavaram as suas roupas e Aarão apresentou-os com o gesto ritual de apresentação diante do SENHOR e fez por eles o ritual do perdão, para ficarem purificados.

22 Terminadas as cerimónias, os levitas começaram a exercer as suas funções na tenda do encontro, sob as ordens de Aarão e dos seus filhos. E assim se cumpriram as ordens que o SENHOR tinha dado a Moisés, a respeito dos levitas.

23

O SENHOR disse ainda a Moisés:

24 «Os levitas começarão a exercer funções aos vinte e cinco anos, idade em que serão alistados na tenda do encontro.

25 A partir dos cinquenta anos, deixarão de estar ao serviço e não voltarão a exercer essas funções;

26 a não ser para ajudarem eventualmente os seus colegas a guardarem a tenda do encontro, mas sem fazerem serviço regular. E assim organizarás o que se refere ao serviço dos levitas.»

9

1

No primeiro mês do segundo ano, depois de os israelitas terem saído do Egito, o SENHOR disse a Moisés, no deserto do Sinai:

2 «Os israelitas devem celebrar a festa da Páscoa, na data marcada.

3 Devem celebrá-la no dia catorze deste primeiro mês, ao cair da tarde, e devem cumprir exatamente todos os seus ritos e cerimónias.»

4

Então Moisés ordenou aos israelitas que celebrassem a Páscoa

5 e eles assim o fizeram, no dia catorze do primeiro mês, ao cair da tarde, estando no deserto do Sinai. Para isso, os israelitas cumpriram tudo rigorosamente, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés .

6

Alguns homens encontravam-se ritualmente impuros, por terem tocado num cadáver humano, e não podiam celebrar a Páscoa naquele dia. Foram então ter com Moisés e Aarão, nesse mesmo dia,

7 e disseram-lhes: «Nós estamos ritualmente impuros, por termos tocado num cadáver. Será que vamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao SENHOR na data marcada, com os outros israelitas?»

8

Moisés respondeu-lhes: «Esperem um pouco que eu vou saber as ordens que o SENHOR me dá a vosso respeito.»

9

O SENHOR disse a Moisés

10 que comunicasse aos israelitas o seguinte: «Quem estiver ritualmente impuro, por causa dum cadáver, ou por se encontrar longe, tanto agora como no futuro, deve celebrar a Páscoa em minha honra,

11 no dia catorze do segundo mês, ao cair da tarde. Comerá a refeição pascal com pães sem fermento e ervas amargas.

12 Do cordeiro pascal não devem deixar nada para o dia seguinte nem devem quebrar nenhum dos seus ossos seguindo escrupulosamente o ritual da Páscoa.

13 Mas se alguém, que esteja ritualmente puro e não se encontre em viagem, não celebrou a Páscoa na altura devida, deve ser expulso do povo de Israel. Uma vez que não apresentou a oferta em honra do SENHOR, na altura devida, sofrerá as consequências da sua culpa.

14

Os estrangeiros que viverem convosco devem celebrar igualmente a Páscoa, seguindo o mesmo ritual. A mesma lei da Páscoa é tanto para vós como para os estrangeiros e para os habitantes do país.»

15

Desde o dia em que se montou a tenda, a nuvem cobria o santuário que guardava o documento da aliança; à noite, ficava sobre o santuário e tomava o aspeto de fogo, até de manhã.

16 E assim acontecia sempre: a nuvem durante o dia cobria o santuário, e durante a noite tomava o aspeto de fogo.

17 Quando a nuvem que estava por cima da tenda se levantava, os israelitas punham-se a caminho; e no lugar onde ela parava de novo, eles assentavam o acampamento.

18 Deste modo, os israelitas punham-se a caminho ou continuavam num acampamento, conforme a indicação que, assim, o SENHOR lhes dava e que era a seguinte: onde quer que a nuvem parasse é que eles assentavam o acampamento.

19 Mesmo que achassem muito longo o tempo em que a nuvem ficava parada sobre o santuário, os israelitas respeitavam essa proibição do SENHOR e não se punham a caminho.

20 Mas também acontecia por vezes que a nuvem ficava poucos dias sobre o santuário. Os israelitas acampavam ou punham-se a caminho, conforme as indicações do SENHOR.

21 Acontecia mesmo às vezes que a nuvem só ficava sobre o santuário durante uma noite para se afastar logo de manhã. Nesse caso, eles punham-se imediatamente a caminho. Outras vezes ficava só um dia e uma noite, afastando-se depois; e eles punham-se então a caminho.

22 Se ela ficasse sobre o santuário dois dias, um mês ou um período mais longo, os israelitas permaneciam no mesmo acampamento sem se porem a caminho; só quando a nuvem se afastava é que eles se punham a caminho.

23 De facto, os israelitas continuavam num acampamento ou punham-se a caminho, conforme as indicações que o SENHOR lhes dava; e quando o SENHOR lhes transmitia uma ordem por meio de Moisés, eles respeitavam-na rigorosamente.

10

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Manda fazer dois cornetins de prata martelada; eles servir-te-ão para convocar a comunidade e dar o sinal de partida aos vários acampamentos.

3 Quando tocarem os dois cornetins juntos, é para que toda a comunidade se reúna à tua volta, à entrada da tenda do encontro.

4 Quando tocarem só um deles, é para irem ter contigo somente os chefes dos clãs israelitas.

5 Ao primeiro toque agudo dos cornetins, põem-se em marcha os acampamentos situados a oriente

6 e, ao segundo toque agudo, põem-se em marcha os acampamentos situados a sul. Os toques agudos servem para se porem a caminho .

7 Para convocar a reunião de todo o povo, é um toque normal e não o toque agudo.

8

Quem deve tocar os cornetins são os sacerdotes, descendentes de Aarão. É uma lei eterna, válida para todos os vossos descendentes.

9

Quando estiverem na vossa terra e tiverem que entrar em guerra com algum inimigo que vos atacar, devem tocar os cornetins em toque agudo. E assim eu, o SENHOR, vosso Deus, hei de lembrar-me de vós e hei de livrar-vos dos vossos inimigos.

10

Também nos vossos momentos de alegria, nas grandes festas e no primeiro dia de cada mês, devem tocar os cornetins na altura dos holocaustos e sacrifícios de comunhão. E isso servirá de memorial, para que o vosso Deus se lembre de vós. Eu sou o SENHOR, vosso Deus!»

11

No segundo ano depois da saída do Egito, no dia vinte do segundo mês desse ano, a nuvem levantou-se por cima do santuário que guarda o documento da aliança .

12 Os israelitas puseram-se, então, a caminho, deixando o deserto do Sinai. E a nuvem foi parar no deserto de Paran.

13 Era a primeira vez que eles partiam, obedecendo assim às ordens do SENHOR, transmitidas por Moisés .

14

No primeiro lugar, iam os descendentes de Judá, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Nachon, filho de Aminadab.

15 Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes da tribo de Issacar, comandado por Nataniel, filho de Suar,

16 e ainda o batalhão dos descendentes da tribo de Zabulão, comandados por Eliab, filho de Helon.

17

O santuário foi desmontado e os descendentes de Gerson e de Merari puseram-se a caminho, transportando o santuário.

18

A seguir, partiram os descendentes da tribo de Rúben, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Eliçur, filho de Chediur.

19 Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes da tribo de Simeão, comandado por Salumiel, filho de Surichadai,

20 e ainda o batalhão dos descendentes da tribo de Gad, comandados por Eliasaf, filho de Deuel.

21

A seguir, partiram os levitas descendentes de Queat, transportando os objetos sagrados. Os outros levitas deviam montar de novo o santuário, antes de eles chegarem.

22

A seguir, partiram os descendentes da tribo de Efraim, por batalhões, junto da bandeira da respetiva tribo e às ordens de Elisama, filho de Amiud.

23 Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes de Manassés, comandados por Gamaliel, filho de Pedaçur,

24 e ainda o batalhão dos descendentes de Benjamim, comandados por Abidan, filho de Guidoni.

25

Cerrando as fileiras de todos os acampamentos, iam os descendentes da tribo de Dan, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Aiézer, filho de Amichadai.

26 Ao seu lado, ia o batalhão dos descendentes de Asser, comandados por Paguiel, filho de Ocran,

27 e ainda o batalhão dos descendentes de Neftali, comandados por Airá, filho de Enan.

28

Foi por esta ordem que os batalhões israelitas se puseram em marcha.

29

Moisés disse a Hobab, filho do seu sogro Reuel, de Madiã : «Nós vamos para a terra que o SENHOR prometeu dar-nos; vem connosco que nós partilharemos os benefícios que o SENHOR prometeu conceder a Israel.»

30

Hobab respondeu: «Não! Prefiro voltar para a minha terra natal!»

31

Moisés insistiu: «Por favor, não nos abandones! Tu conheces os lugares onde podemos acampar, no deserto, e podias servir-nos de guia.

32 Se vieres connosco, repartiremos contigo os benefícios que o SENHOR vai conceder-nos.»

33

Partindo do monte do SENHOR , os israelitas viajaram durante três dias. Durante esses três dias, a arca da aliança do SENHOR ia à sua frente, procurando um lugar para descansarem.

34 A nuvem do SENHOR ia por cima deles, durante o dia, desde que se punham em marcha.

35

Quando a arca se punha em marcha, Moisés exclamava:

«Levanta-te, SENHOR!
Obriga os teus inimigos a dispersarem,
os teus adversários a fugirem à tua frente .»

36

Quando a arca parava, ele dizia:

«Volta, SENHOR;
para o meio dos esquadrões de Israel !»

11

1

Certo dia o povo fez queixas amargas contra o SENHOR. Ao ouvi-las, o SENHOR ficou muito irado e fez com que um fogo terrível deflagrasse no acampamento e começasse a devorá-lo.

2 O povo foi pedir a Moisés em altos gritos e este intercedeu a seu favor, junto do SENHOR, e o fogo apagou-se.

3 Deram àquele lugar o nome de Tabera , pois foi lá que deflagrou contra eles o fogo do SENHOR.

4

Um dia o grande número de estrangeiros que ia no meio dos israelitas começou a sentir vontade de comer carne e os próprios israelitas começaram a lamentar-se também desta maneira: «Quem nos dera comer carne!

5 Que saudade da comida do Egito! Peixe de graça, pepinos, melões, alhos porros, cebolas e alhos!

6 Agora, até perdemos o apetite, porque não vemos senão maná!»

7

O maná era parecido com a semente de coentro com o aspeto resinoso do bdélio .

8 O povo ia pelos campos apanhá-lo; depois, moíam-no com o moinho ou amassavam-no no almofariz, coziam-no na panela ou faziam com ele uns bolos que sabiam a torta de azeite .

9 Ao cair o orvalho no campo, durante a noite, caía também com ele o maná.

10

Moisés ouviu como o povo se lamentava, agrupados por famílias à porta das suas tendas. O SENHOR ficou muito irado e Moisés desgostoso.

11 Disse então ao SENHOR: «Por que me tratas mal, SENHOR? Eu sou teu servo! Por que não te mostras benevolente comigo? Por que puseste sobre mim a responsabilidade deste povo?

12 Sou por acaso pai ou mãe deles, para me obrigares a levá-los ao colo, como se levam as crianças de peito, até à terra que prometeste aos seus antepassados ?

13 Onde é que eu tenho carne para todo este povo? Eles vêm-me pedir a chorar: “Dá-nos carne, para comer!”

14 Sozinho não consigo suportar o peso de todo este povo! É demasiado pesado para mim.

15 E se é para me tratares assim, então tira-me a vida. Seria um favor que me fazias, para eu não ter de passar por este sofrimento.»

16

O SENHOR respondeu a Moisés: «Traz-me setenta homens dentre os anciãos de Israel, que tu conheças bem como responsáveis do povo; leva-os à tenda do encontro e que esperem lá contigo.

17 Eu irei lá falar contigo e darei a eles parte da missão que te tinha atribuído a ti e eles assumirão contigo a responsabilidade, para não teres de a suportar sozinho.

18

Comunica ao povo a seguinte ordem: “Purifiquem-se para amanhã que vão ter carne para comer! Dirigiram-se ao SENHOR, chorando: ‘Quem nos dera comer carne! Estávamos melhor no Egito’. Pois o SENHOR vai dar-vos carne para comerem.

19 Não somente durante um dia ou dois, cinco, dez ou vinte,

20 mas durante um mês inteiro, até ficarem fartos e até vos sair pelo nariz. E isto, por terem desprezado o SENHOR, que mora no vosso meio, e de se terem lamentado diante dele, dizendo: Por que é que este nos fez sair do Egito?”»

21

Moisés respondeu: «Este povo, no meio do qual eu vivo, tem seiscentas mil pessoas! E tu dizes que eles vão ter carne para comerem durante um mês inteiro!

22 Onde é que há tantas ovelhas e bois para dar carne que chegue para todos eles? Ainda que se apanhassem todos os peixes do mar não bastavam para eles.»

23

O SENHOR replicou-lhe: «Será que o poder do SENHOR é assim tão limitado? Pois vais ver se o que digo te vai acontecer ou não.»

24

Moisés saiu e foi comunicar ao povo as palavras do SENHOR; reuniu setenta dos anciãos do povo e mandou-os colocar em volta da tenda.

25 O SENHOR desceu na nuvem e falou com Moisés. Depois Deus deu parte da missão de Moisés àqueles setenta anciãos; e, ao receberem também eles o Espírito de Deus como Moisés, começaram a manifestar-se em atitudes de profetas , mas foi só daquela vez.

26

Dois homens inscritos naquele grupo, chamados Eldad e Medad, tinham ficado no acampamento e não tinham ido à tenda. Também eles receberam o Espírito de Deus e começaram igualmente a manifestar-se como profetas.

27 Um jovem foi a correr informar Moisés de que Eldad e Medad se estavam a comportar como os profetas.

28 Josué, filho de Nun, que era auxiliar de Moisés desde a juventude, insistiu com Moisés: «Mande-os parar, meu senhor!»

29 Mas Moisés respondeu: «Eu não tenho inveja deles e tu vais tê-la? Quem dera que o SENHOR colocasse o seu espírito em todo este povo e que todos fossem profetas!»

30

Depois disto, Moisés voltou com os anciãos para o acampamento.

31

O SENHOR fez soprar um vento forte do lado do mar, que arrastou consigo bandos de codornizes e as fez cair junto do acampamento. A toda a volta do acampamento, numa extensão de um dia de caminho, havia até um metro de altura de codornizes.

32 Durante todo o dia e toda a noite e ainda no dia seguinte, o povo andou a apanhar codornizes. Aquele que apanhou menos tinha recolhido dez cargas de codornizes e estenderam-nas a secar à volta do acampamento.

33

Mas ainda eles tinham a carne entre os dentes, sem terem acabado de a engolir, quando o SENHOR, muito irado com eles, os castigou com uma terrível mortandade.

34 Por isso, deram àquele lugar o nome de Quiberot-Tavá , visto que foram ali enterrados os que não pensavam senão em comer carne.

35

De Quiberot-Tavá os israelitas foram para Hacerot e ali assentaram o acampamento.

12

1

Moisés tinha casado com uma mulher de Cuche , mas Míriam e Aarão criticaram-no por ter casado com aquela mulher.

2 Diziam eles: «Será que o SENHOR só falou a Moisés? Não falou connosco também?» E o SENHOR ouviu estas críticas.

3

Ora, Moisés era um homem muito humilde, mais do que qualquer outro sobre a terra.

4 E imediatamente o SENHOR disse a Moisés, Aarão e Míriam: «Dirijam-se os três à tenda do encontro.» E eles foram.

5 O SENHOR desceu na coluna de nuvem e, colocando-se à porta da tenda do encontro, chamou por Aarão e Míriam. Eles avançaram os dois.

6 Então o SENHOR disse-lhes:

«Ouçam bem isto que vos digo:
Quando existe no vosso meio um profeta do SENHOR,
é com visões que eu me apresento a ele,
é por sonhos que eu lhe falo.

7
Mas não é assim com o meu servo Moisés;
ele é o mais fiel de todos os meus servos .

8
Com ele eu falo diretamente
e deixo-o ver sem enigmas,
pois ele próprio me contempla.
Como é que não tiveram medo
de falar contra o meu servo Moisés?»

9

O SENHOR mostrou-se muito irado contra eles. Em seguida, foi-se embora

10 e a nuvem afastou-se de cima da tenda. Nisto Míriam apareceu toda coberta de lepra; olhando para ela, Aarão viu que a sua pele estava coberta de lepra, branca como a neve.

11

Aarão disse a Moisés: «Por favor, meu senhor! Não nos faças sofrer as consequências do nosso pecado. Realmente somos culpados e fomos insensatos!

12 Que Míriam se não transforme num aborto, que quando nasce, já parece meio desfeito!»

13

Moisés invocou o SENHOR, dizendo: «Não a deixes assim! Cura-a, por favor!»

14

E o SENHOR respondeu-lhe: «Se o seu pai lhe tivesse cuspido na cara, ela ficaria envergonhada durante sete dias, não é verdade? Pois, que ela seja posta fora do acampamento, durante os sete dias. Só depois poderá voltar para o acampamento .»

15

Míriam foi deixada fora do acampamento, durante uma semana. E o povo não partiu para nova viagem, enquanto Míriam não foi reintegrada.

16 Só depois disso é que os israelitas partiram de Hacerot, para irem assentar o acampamento no deserto de Paran.

13

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Envia alguns homens a explorar a terra de Canaã, que eu vou dar aos israelitas. Manda um homem de cada tribo e que todos sejam chefes do seu clã.»

3 Moisés enviou-os do deserto de Paran; todos eram chefes dos israelitas, tal como o SENHOR tinha ordenado.

4

Os seus nomes são os seguintes: da tribo de Rúben, Chamua, filho de Zacur;

5 da tribo de Simeão, Chafat, filho de Hori;

6 da tribo de Judá, Caleb, filho de Jefuné;

7 da tribo de Issacar, Jigal, filho de José;

8 da tribo de Efraim, Oseias, filho de Nun;

9 da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu;

10 da tribo de Zabulão, Gadiel, filho de Sodi;

11 da tribo de Manassés, filho de José, Gadi, filho de Sussi;

12 da tribo de Dan, Amiel, filho de Guemali;

13 da tribo de Asser, Setur, filho de Micael;

14 da tribo de Neftali, Nabi, filho de Vafsi;

15 da tribo de Gad, Gueuel, filho de Maqui.

16 Estes foram os homens que Moisés mandou para irem explorar a terra de Canaã. A Oseias, filho de Nun, Moisés mudou-lhe o nome para Josué .

17

Ao enviá-los, para irem explorar a terra de Canaã, Moisés disse-lhes: «Subam pelo Negueve e depois vão até às montanhas;

18 vejam bem como é aquela terra e se o povo que lá vive é forte ou fraco, se são poucos ou muitos.

19 Vejam se a terra onde eles vivem é boa ou má e se as suas povoações são acampamentos abertos ou cidades fortificadas.

20 Vejam se a terra é fértil ou pouco produtiva e se tem árvores ou não. E façam todos os possíveis para trazerem dos frutos da região.»

Estava-se então no tempo em que amadurecem as primeiras uvas.

21

Eles foram explorar o país, desde o deserto de Sin até Reob, que fica no caminho para Hamat .

22 Entraram pelo Negueve e subiram até Hebron, onde habitavam Aiman, Chechai e Talmai, descendentes do gigante Anac . Hebron tinha sido fundada sete anos antes da cidade de Soan , no Egito.

23 Chegados ao vale de Escol, cortaram um ramo com um enorme cacho de uvas e dependuraram-no num pau e dois homens transportavam-no ao ombro. Apanharam igualmente romãs e figos.

24

Esse lugar chama-se Vale de Escol, por causa do cacho que os israelitas ali apanharam.

25

Quarenta dias depois, os exploradores regressaram, depois de terem dado a volta ao país,

26 e foram apresentar-se a Moisés e a Aarão e a todo o povo de Israel, que estavam em Cadés , no deserto de Paran. Deram-lhes as informações recolhidas e mostraram-lhes os frutos do país.

27 E assim contaram a Moisés as suas impressões: «Fomos ver o país que nos mandaste. É realmente uma terra onde corre leite e mel . E aqui tens uma amostra dos seus frutos.

28 Só que os seus habitantes são fortes e as cidades onde habitam são grandes e bem fortificadas. Até lá vimos alguns descendentes do gigante Anac.

29 Os amalecitas ocupam a região do Negueve; os hititas, jebuseus e amorreus habitam nas montanhas; e os cananeus, junto ao mar Mediterrâneo e no vale do Jordão.»

30

Mas Caleb fez calar os protestos do povo contra Moisés e disse: «Nós vamos conquistar essa terra! Nós somos capazes disso!»

31

Mas os que tinham ido com ele replicaram: «Não podem ir atacar essa gente, porque eles são mais fortes do que nós.»

32 E começaram a dizer aos israelitas que a terra que tinham ido explorar não tinha interesse: «Percorremos e explorámos essa terra. É uma terra que devora aqueles que lá habitam . Todos os homens que lá vimos eram muito altos.

33 Até lá encontrámos gigantes, descendentes do gigante Anac. Ao pé deles, sentíamo-nos como gafanhotos e eles pensavam o mesmo de nós.»

14

1

Durante toda a noite, o povo inteiro gritou e chorou.

2 Todos protestavam contra Moisés e contra Aarão, dizendo: «Oxalá tivéssemos morrido no Egito ou neste deserto!

3 Por que é que o SENHOR nos conduziu para essa terra? É para sermos mortos à espada e as nossas mulheres e filhos serem levados como despojos de guerra? Não seria melhor para nós se voltássemos para o Egito?»

4 E diziam uns para os outros: «Vamos arranjar um chefe e voltemos para o Egito .»

5

Moisés e Aarão inclinaram-se com o rosto por terra, diante de toda a comunidade dos israelitas.

6 Josué, filho de Nun, e Caleb, filho de Jefuné, que tinham tomado parte na exploração do país, rasgaram as suas roupas, em sinal de indignação,

7 e disseram à comunidade dos israelitas: «A terra que percorremos e explorámos é muitíssimo boa

8 e nela corre leite e mel. E o SENHOR há de ser bom para connosco e há de conduzir-nos até essa terra e dar-no-la em propriedade.

9 Não se revoltem contra o SENHOR e não tenham medo dessa gente! Havemos de os derrotar facilmente. Não têm quem os proteja , ao passo que nós temos o SENHOR ao nosso lado! Não tenham medo deles!»

10

Todo o povo já falava em os apedrejar até à morte, mas o SENHOR apareceu na tenda do encontro, mostrando a todos os israelitas o seu maravilhoso poder.

11 E falou com Moisés: «Até quando é que este povo vai continuar a desprezar-me? Quando é que vai deixar de duvidar de mim, apesar de todos os sinais que lhe mostrei para poder confiar no meu poder?

12 Vou castigá-lo com a peste e exterminá-lo, e a partir de ti formarei um povo mais numeroso e mais forte do que ele.»

13

Moisés respondeu ao SENHOR: «Os egípcios ficaram a saber que tiraste este povo do seu país, pelo teu grande poder.

14 E contaram isso aos habitantes deste país. Eles sabem que tu, SENHOR, estás no meio deste povo, que te deixas ver frente a frente, que a tua nuvem está sobre eles e que os acompanhas na forma duma coluna de nuvem, durante o dia, e como coluna de fogo, durante a noite.

15 Se agora destróis este povo duma vez para sempre, os outros povos, ao ouvir contar o que fizeste, vão dizer:

16 “O SENHOR não foi capaz de conduzir aquele povo à terra que lhes tinha prometido , por isso os destroçou no deserto.”

17 Por isso, SENHOR, mostra agora o teu poder, conforme prometeste.

18 Ó SENHOR, paciente e bondoso, tu perdoas culpas e crimes, mas não deixas sem castigo o culpado e castigas filhos, netos e bisnetos, pela culpa dos pais .

19 Perdoa, por favor, as culpas deste povo, pela tua imensa bondade, como lhe tens perdoado, desde que saiu do Egito até hoje .»

20

O SENHOR respondeu a Moisés: «Eu perdoo-lhes, como me pediste.

21 No entanto, tão certo como eu ser vivo e a minha glória encher a terra inteira,

22 ninguém desta geração entrará naquela terra. Eles viram o meu poder e todos os prodígios que realizei no Egito e no deserto e apesar disso não deixaram de me pôr à prova já por dez vezes e desobedeceram-me .

23 Desprezaram-me e por isso não verão a terra que prometi aos seus antepassados.

24 Porém o meu servo Caleb estava animado dum espírito diferente e foi-me inteiramente fiel. Por isso, eu o conduzirei à terra que ele mesmo já foi ver e os seus descendentes hão de estabelecer-se nela .

25 Os amalecitas e os cananeus ocupam os vales dessa região. Portanto, partam amanhã para o deserto, em direção ao Mar Vermelho .»

26

O SENHOR disse ainda a Moisés e a Aarão:

27 «Até quando vai este povo rebelde continuar a protestar contra mim? Estou farto de os ouvir protestar contra mim.

28 Vai, pois, dizer-lhes da minha parte: “É tão certo como eu ser o SENHOR que vou tratar-vos de acordo com as palavras que tenho ouvido.

29 Os vossos cadáveres cairão neste deserto e todos aqueles que no recenseamento tinham mais de vinte anos e que protestaram contra mim

30 não entrarão na terra, na qual jurei que havia de estabelecer-vos. Só Caleb, filho de Jefuné, e Josué, filho de Nun, é que hão de lá entrar.

31

Quanto às vossas crianças, das quais se lamentavam que iriam fazer parte dos despojos dos vencedores, essas é que eu vou conduzir ao país que desprezaram. Elas é que o vão conhecer,

32 enquanto os vossos cadáveres ficam caídos neste deserto.

33 Os vossos filhos serão pastores no deserto, durante quarenta anos , e carregarão com o peso das vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se desfaçam no deserto.

34 Hão de carregar o peso das vossas culpas durante quarenta anos, um ano por cada um dos quarenta dias que demoraram a explorar a terra. Assim ficarão a saber o que significa revoltarem-se contra mim .

35 Eu, o SENHOR, juro que vou tratar da seguinte maneira esse povo rebelde, que conspirou contra mim: hão de desfazer-se e morrer todos neste deserto.”»

36

Quanto aos homens que Moisés tinha enviado a explorar a terra, e ao voltar disseram mal dela, fazendo com que o povo se pusesse a protestar contra Moisés,

37 esses morreram fulminados diante do SENHOR.

38 Dentre aqueles que tinham ido fazer a exploração de Canaã, só Josué, filho de Nun, e Caleb, filho de Jefuné, é que ficaram com vida.

39

Quando Moisés contou aos israelitas o que o SENHOR tinha dito, eles ficaram muito tristes.

40

No dia seguinte, de manhã, levantaram-se, subiram ao cimo da montanha e disseram: «Errámos! Mas agora estamos dispostos a subir para o lugar que o SENHOR nos indicou.»

41

Moisés replicou: «Por que é que querem desobedecer às ordens do SENHOR? Isso não vai dar bom resultado!

42 Não vão! O SENHOR não está do vosso lado e vão ser derrotados pelo inimigo!

43 Vão encontrar pela frente os amalecitas e os cananeus e cairão mortos à espada. Afastaram-se do SENHOR e, por isso, o SENHOR não está do vosso lado.»

44

Mas eles teimaram em subir ao cimo do monte, apesar de a arca da aliança do SENHOR e Moisés terem ficado no acampamento.

45 Os amalecitas e os cananeus desceram da região montanhosa onde habitavam e perseguiram os israelitas até Horma , derrotando-os completamente.

15

1

O SENHOR disse a Moisés

2 que fosse comunicar aos israelitas as seguintes ordens: «Quando entrarem no país que eu vou dar-vos , para nele habitarem,

3 devem apresentar-me uma oferta, para ser queimada em minha honra, quer seja um holocausto ou um sacrifício de comunhão, em cumprimento duma promessa, ou como oferta voluntária ou por ocasião duma festa. Quando oferecerem uma cabeça de gado, miúdo ou graúdo, em sacrifício agradável ao SENHOR,

4 devem apresentar também juntamente com o sacrifício uma oferta de cereais, consistindo em dois quilos da melhor farinha, amassada com um litro de azeite,

5 e um litro de vinho por cada cordeiro oferecido em holocausto ou em sacrifício.

6 Se se tratar do sacrifício dum carneiro, a oferta de cereais é de quatro quilos de farinha, amassada com litro e meio de azeite

7 e ainda litro e meio de vinho como oferta agradável ao SENHOR.

8

Se se tratar de oferecer um novilho em holocausto ou como sacrifício em honra do SENHOR, para cumprimento duma promessa ou como sacrifício de comunhão,

9 devem acrescentar seis quilos de farinha amassada com dois litros de azeite

10 e dois litros de vinho, como oferta para ser queimada e que será do agrado do SENHOR.

11

Assim procederão igualmente quando tiverem que oferecer um touro, um carneiro, uma ovelha ou uma cabra.

12 Conforme o número de animais que tiverem de oferecer, devem manter estas mesmas proporções, quanto às ofertas de cereais e de líquidos.

13

Todos os habitantes devem cumprir isto, quando quiserem oferecer um sacrifício agradável ao SENHOR.

14 Os estrangeiros que vivem temporariamente convosco e os que vivem convosco há várias gerações, quando quiserem apresentar uma oferta que seja do agrado do SENHOR, devem fazer exatamente da mesma maneira.

15 Uma única lei será válida, para toda a assembleia, tanto para vós como para o estrangeiro, uma lei eterna para todos os vossos descendentes; vocês e o estrangeiro serão iguais diante do SENHOR.

16 A lei e os deveres são iguais para vocês e para o estrangeiro que vive convosco .»

17

O SENHOR disse a Moisés

18 que comunicasse aos israelitas mais as seguintes ordens: «Quando entrarem na terra à qual eu vos vou conduzir

19 e puderem finalmente comer do pão dessa terra, devem oferecer uma parte deles como tributo em honra do SENHOR.

20 Da primeira massa, amassada de fresco, devem oferecer uma torta em tributo ao SENHOR, como a oferta de grão que me fazem a seguir à colheita.

21 E esta obrigação de dar ao SENHOR as primícias da fornada é válida também para os vossos descendentes.»

22

«Pode acontecer que alguma vez, deixem de cumprir involuntariamente algum destes mandamentos, que comuniquei a Moisés,

23 ou qualquer outra ordem que vos dei por meio de Moisés, desde o dia em que os receberem e para sempre.

24 Se for a comunidade inteira que cometeu essa falta involuntária, devem oferecer em holocausto, como oferta agradável ao SENHOR, um touro com a respetiva oferta de cereais e vinho, como está mandado, e um bode para um sacrifício pelo pecado.

25

O sacerdote realizará por toda a comunidade dos israelitas o ritual do perdão e ficará perdoada, porque se tratou duma falta involuntária e já apresentaram a sua oferta, para ser queimada em minha honra, e o sacrifício pelo pecado.

26 E ficarão perdoados tanto a comunidade dos israelitas como os estrangeiros que vivem com eles, porque a falta involuntária diz respeito a toda a população.

27

Se a falta involuntária foi cometida por uma única pessoa, deve apresentar uma cabra de um ano como sacrifício pelo pecado.

28 O sacerdote faz por ele o ritual do perdão, diante do SENHOR, e ficará perdoado .

29 Quer sejam habitantes do país, quer sejam israelitas ou estrangeiros que vivem com eles, a mesma lei é válida em caso de faltas involuntárias.

30

Mas se um habitante ou estrangeiro desobedecer voluntariamente a um destes mandamentos, ofendendo o SENHOR, será expulso deste povo,

31 por ter desprezado as minhas ordens e os meus mandamentos. Assim sofrerá as consequências da sua falta.»

32

Quando os israelitas estavam no deserto, encontraram, um dia, um homem que andava a apanhar lenha, no dia de sábado.

33 Foram logo apresentá-lo a Moisés e Aarão e a toda a comunidade dos israelitas

34 e guardaram-no preso até se decidir o que havia de ser feito dele.

35

O SENHOR disse a Moisés: «Esse homem deve ser condenado à morte. Toda a comunidade o deve apedrejar até à morte, fora do acampamento.»

36

Os israelitas levaram-no para fora do acampamento e apedrejaram-no, tal como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

37

O SENHOR disse a Moisés

38 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Tanto vocês como os vossos descendentes devem usar franjas cosidas com linha de cor violeta nas vossas roupas .

39 Ao olharem para essas franjas hão de lembrar-se de cumprir todos os meus mandamentos e não se deixarão arrastar pelos vossos próprios pensamentos e desejos, pois são eles que vos arrastam para a infidelidade.

40 Assim recordarão e cumprirão todos os meus mandamentos, para viverem consagrados ao vosso Deus.

41 Sou eu o SENHOR, vosso Deus, quem vos tirou do Egito, para ser realmente o vosso Deus. Sim, sou eu o SENHOR, vosso Deus.»

16

1

Um levita chamado Coré, filho de Jiçar, do clã de Queat, convenceu três homens da tribo de Rúben, Datan e Abiram, filhos de Eliab, e On, filho de Pelet,

2 a revoltarem-se contra Moisés, juntamente com mais duzentos e cinquenta israelitas, chefes do povo, escolhidos para esse cargo e muito bem considerados.

3 Amotinaram-se contra Moisés e Aarão, dizendo: «Basta de arrogância da vossa parte! Todos os israelitas estão consagrados a Deus e no meio deles está o SENHOR! Porquê a vossa arrogância em se colocarem acima da assembleia do SENHOR?»

4

Depois de ouvir isto, Moisés inclinou-se por terra

5 e respondeu a Coré e a todo o seu grupo: «Amanhã o SENHOR mostrará quem lhe pertence e quem é que ele consagrou para se apresentar diante dele. E aquele que ele indicar é que se apresentará diante do SENHOR.

6 Portanto, façam o seguinte: que Coré e os do seu grupo peguem nos turíbulos,

7 amanhã, e os encham com brasas e coloquem nelas o incenso, diante do SENHOR. O SENHOR mostrará quem é que ele prefere e esse é o consagrado. Basta de arrogância da vossa parte, ó levitas!»

8

Dirigindo-se a Coré, Moisés disse: «Ouçam-me com atenção, ó levitas!

9 Ainda acham pouco que o SENHOR, Deus de Israel, vos tenha separado do resto da comunidade de Israel, para estarem mais perto dele, ao serviço do seu santuário e à frente da comunidade, para a servirem?

10 O SENHOR quis que tu e os outros levitas estivessem mais perto dele e agora exigem também ser sacerdotes?

11 Por isso, a conspiração que fizeste, acompanhado do teu grupo, foi contra o SENHOR, pois quem é Aarão, para protestarem contra ele?»

12

Moisés mandou chamar Datan e Abiram, filhos de Eliab, mas eles replicaram: «Não vamos!

13 Achas pouco teres-nos tirado duma terra, onde corre leite e mel , para nos deixares agora morrer no deserto? E queres ainda ser o nosso chefe supremo?

14 Não nos conduziste a nenhuma terra, onde corre leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em propriedade. Queres que arranquem os olhos a esta gente ? Não queremos ir ter contigo!»

15

Moisés ficou muito irritado e disse ao SENHOR: «Não aceites as suas ofertas, pois eu não recebi deles nem um burro; nem lhes fiz mal nenhum.»

16

Moisés disse a Coré: «Vem apresentar-te amanhã diante do SENHOR, juntamente com os que conspiraram contigo, e Aarão virá também.

17 Cada um pegará num turíbulo, para nele colocar o incenso e o oferecer ao SENHOR. Serão duzentos e cinquenta, cada um com o seu turíbulo. E tu e Aarão farão o mesmo.»

18

Cada um deles pegou no seu turíbulo, colocou nele as brasas e por cima pôs o incenso e apresentaram-se à entrada da tenda do encontro. Moisés e Aarão apresentaram-se lá também.

19 Coré reuniu em frente deles todo o povo de Israel, à entrada da tenda e o maravilhoso poder do SENHOR manifestou-se a todo o povo.

20

O SENHOR disse então a Moisés e Aarão:

21 «Afastem-se do meio dessa gente que eu acabo com eles, num instante!»

22 Mas Moisés e Aarão inclinaram-se com o rosto por terra e pediram: «Ó Deus, foste tu que deste vida a toda a Humanidade! Vais agora castigar com furor toda esta comunidade, quando foi um só que pecou?»

23

O SENHOR respondeu a Moisés:

24 «Diz ao povo que se afaste do lugar onde moram Coré, Datan e Abiram.»

25

Moisés dirigiu-se então para onde estavam Datan e Abiram, seguido pelos anciãos de Israel.

26 Moisés falou assim à comunidade: «Afastem-se das tendas desses rebeldes e nem sequer toquem no que lhes pertence, para não serem também varridos, por causa dos seus pecados.»

27

O povo afastou-se do lugar onde moravam Coré, Datan e Abiram. Datan e Abiram tinham saído para fora das tendas e estavam de pé, à porta, acompanhados das suas mulheres e filhos, grandes e pequenos.

28 Moisés declarou: «Vão agora ter a prova de que foi o SENHOR que me enviou, para fazer tudo o que fiz sem ser por minha própria iniciativa.

29 Se estes morrerem de morte natural, tal como acontece a toda a gente sem exceção, é sinal que o SENHOR não me enviou.

30 Mas se o SENHOR realizar um prodígio especial, de modo que a terra se abra e os engula com tudo o que lhes pertence e eles caiam vivos no abismo, então fiquem a saber que foram eles que desprezaram o SENHOR.»

31

Mal ele tinha acabado de dizer estas palavras, quando a terra se rasgou por baixo deles;

32 a terra abriu a boca e engoliu-os junto com as suas famílias e todos os que eram partidários de Coré, com todos os seus bens.

33 Caíram vivos no abismo, eles e todos os seus familiares. A terra cobriu-os e eles desapareceram da comunidade dos israelitas.

34

Ao ouvirem os gritos, os israelitas que se encontravam nas proximidades fugiram, dizendo que tinham medo de serem também engolidos pela terra.

35 E o SENHOR fez desencadear um enorme fogo que consumiu os duzentos e cinquenta homens que tinham ido apresentar o incenso.

17

1

O SENHOR falou assim a Moisés :

2 «Diz a Eleazar, filho do sacerdote Aarão, que retire do fogo os turíbulos, que são sagrados, e que deite fora as brasas que eles continham.

3 Com os turíbulos dos rebeldes que morreram devem fazer chapas para revestir o altar, pois foram oferecidos ao SENHOR e devem continuar consagrados a ele. E isso servirá de aviso para os israelitas.»

4

O sacerdote Eleazar pegou nos turíbulos de bronze, oferecidos pelos que tinham morrido no incêndio e fez com eles uma chapa para revestir o altar .

5 Isto ficou a servir de lembrança para os israelitas de que ninguém fora dos descendentes de Aarão, se devia apresentar diante do SENHOR a oferecer-lhe incenso, se não quisesse que lhe acontecesse o que aconteceu a Coré e aos seus partidários, como o SENHOR tinha anunciado por meio de Moisés.

6

No dia seguinte, todo o povo se pôs de novo a criticar Moisés e Aarão, dizendo: «Vocês estão a matar o povo do SENHOR.»

7

Como o povo se aglomerava em volta de Moisés e Aarão, estes dirigiram-se para a tenda do encontro; a nuvem estava por cima da tenda e o maravilhoso poder do SENHOR manifestou-se .

8 Moisés e Aarão entraram na tenda do encontro

9 e o SENHOR falou-lhes assim:

10 «Afastem-se deste povo que eu acabo com eles, num instante.» Mas eles inclinaram-se com o rosto por terra

11 e Moisés disse a Aarão: «Pega no turíbulo, enche-o de brasas de cima do altar, põe-lhe incenso e vai depressa para junto do povo; faz por eles o ritual do perdão, porque o SENHOR já está a aplicar o seu castigo com furor e a mortandade já começou.»

12

Aarão fez o que Moisés lhe disse; correu em direção ao povo e viu que este começava já a sofrer o castigo. Pôs incenso no turíbulo para um ritual de perdão

13 e colocou-se entre os mortos e os vivos, fazendo parar a mortandade.

14 Os mortos já iam em catorze mil e setecentos, sem contar os mortos do grupo de Coré.

15

Aarão voltou para junto de Moisés, na tenda do encontro, quando a mortandade já tinha terminado.

16

O SENHOR falou assim a Moisés :

17 «Diz aos israelitas que te tragam doze varas, representando cada um dos chefes das doze tribos de Israel, e que cada chefe escreva o seu nome na vara que o representa.

18 Na vara que representava a tribo de Levi escreve o nome de Aarão, pois cada vara representa o chefe duma tribo.

19 Coloca-as diante da arca que guarda o documento da aliança, na tenda do encontro, onde eu me encontro convosco.

20 Aquele a quem pertencer a vara que reflorescer é aquele que eu escolhi. E assim quero acabar com as críticas dos israelitas contra vós.»

21

Moisés transmitiu isto aos israelitas e cada um dos chefes lhe entregou uma vara, representando o chefe de cada uma das doze tribos de Israel e juntamente com elas a vara representando Aarão.

22 Moisés colocou todas aquelas varas diante do SENHOR, na tenda, onde se guarda o documento da aliança.

23 No dia seguinte, Moisés entrou na tenda e viu que a vara que tinha florido era a vara com o nome de Aarão, representando os descendentes de Levi. Tinha dado rebentos e flores e até deu amêndoas maduras.

24 Moisés tirou todas as varas que estavam diante do SENHOR e levou-as aos israelitas, para as verem e pegarem cada um na que lhe pertencia.

25

O SENHOR disse a Moisés: «Leva outra vez a vara de Aarão e coloca-a diante da arca que guarda o documento da aliança, para ser conservada como aviso contra os rebeldes, para que deixem de protestar contra mim e não corram o risco de morrer .»

26

Moisés fez exatamente o que o SENHOR lhe mandou.

27

Os israelitas disseram a Moisés: «Estamos perdidos! Estamos a morrer todos!

28 Aquele que se aproxima do santuário do SENHOR morre. Será que vamos acabar por morrer todos?»

18

1

O SENHOR disse a Aarão: «Tu, os teus filhos e toda a tribo de Levi serão responsáveis pelas faltas cometidas contra o santuário; de igual modo, as faltas cometidas no exercício das funções sacerdotais recaem sobre ti e sobre os teus filhos.

2 Terás contigo os teus irmãos da tribo de Levi, a tribo do teu pai, para te acompanharem e servirem, a ti e aos teus filhos, na tenda que guarda o documento da aliança.

3 Devem estar ao teu serviço e ao serviço de toda a tenda do encontro, mas não devem aproximar-se dos objetos sagrados nem do altar, sob pena de morrerem uns e outros.

4 Devem acompanhar-vos em todos os serviços que dizem respeito à tenda do encontro e a todas as tarefas que lá se realizam. Nenhum estranho se deve aproximar de vós no exercício dessas funções.

5 Devem cumprir as vossas funções relativamente ao santuário e ao altar e, assim, não voltará a surgir ameaça contra os israelitas.

6 Eu mesmo escolhi os teus irmãos, os levitas, do resto do povo de Israel, para vo-los entregar como consagrados ao SENHOR, a fim de estarem ao serviço da tenda do encontro.

7 Tu e os teus filhos devem exercer as funções de sacerdotes no altar e no santuário atrás da cortina de separação. Fui eu que vos confiei a função sacerdotal e qualquer estranho que se aproximar morrerá.»

8

O SENHOR disse ainda a Aarão: «Confio-te a guarda de tudo o que me é devido em tributo, tudo o que os israelitas me consagram é para ti e para os teus descendentes, como direito derivado da vossa consagração e válido para sempre.

9

Das ofertas mais sagradas que não é obrigatório queimar, pertence-te o seguinte: o produto das ofertas de cereais, dos sacrifícios pelo pecado, dos sacrifícios de reparação. São coisas sagradas que ficam para ti e para os teus descendentes.

10 E destas coisas mais sagradas só os homens podem comer ; deves considerá-las como coisas sagradas.

11

É ainda para ti a parte reservada como tributo ao SENHOR nas coisas que os israelitas oferecem com o gesto ritual de apresentação. Isso é para ti e para os teus descendentes, homens ou mulheres, como direito perpétuo. Todos os da tua família que estiverem ritualmente puros podem comer dessas ofertas.

12

Dos primeiros produtos da terra, o melhor do azeite, do vinho e do trigo, também te dou;

13 são os primeiros frutos dos seus campos que os israelitas oferecem ao SENHOR e a ti pertencem. Todos os da tua família que estiverem ritualmente puros podem comer deles.

14 Tudo o que for reservado ao SENHOR ficará para ti .

15

Qualquer animal ou homem nascido dum primeiro parto e que os israelitas têm de oferecer ao SENHOR ficarão para ti. No entanto, o filho do primeiro parto duma mulher e as primeiras crias dum animal impuro devem ser resgatados.

16 O resgate dum filho deve ser feito com um mês de idade e deves pagar o equivalente em dinheiro: cinco moedas de prata, segundo o peso do santuário, em que cada moeda tem dez gramas.

17

Mas as primeiras crias da vaca, da ovelha e da cabra não podem ser resgatadas: são coisa sagrada. Deves derramar o seu sangue sobre o altar e queimar as suas gorduras em sacrifício que será do agrado do SENHOR.

18 E a sua carne será para ti, como para ti são igualmente o peito apresentado ritualmente e a coxa direita.

19

Todos os tributos que os israelitas oferecerem ao SENHOR dou-tos a ti também, aos teus filhos e filhas, como direito perpétuo; é uma aliança eterna selada com sal diante do SENHOR, para ti e para os teus descendentes.»

20

O SENHOR disse a Aarão: «Tu não receberás herança, em Canaã, com as outras tribos, nem terás uma parte como elas. Eu é que sou a tua herança e a parte a que tens direito entre os israelitas.

21

Aos levitas dou como paga todas as décimas dos israelitas , em troca das funções que eles exercem ao serviço da tenda do encontro.

22 E assim os israelitas não vão mais correr o risco de morrer, cometendo o pecado de se aproximarem da tenda do encontro.

23 Os levitas desempenharão essas funções e serão responsáveis pelos pecados cometidos nesse aspeto. É uma lei válida para todos os vossos descendentes e assim não terão outra herança a receber entre os israelitas .

24 Aos levitas dou as décimas que os israelitas oferecem em tributo ao SENHOR. Por isso, vos proibi de receberem herança entre os israelitas.»

25

O SENHOR disse a Moisés

26 que comunicasse ainda aos levitas as seguintes ordens: «Quando receberem dos israelitas as décimas que vos destinei como paga, devem pôr de parte um décimo dessas décimas, para as oferecerem vocês próprios como tributo ao SENHOR.

27 Isso será considerado um tributo da vossa parte, como se fosse do trigo da vossa eira ou do vinho do vosso lagar.

28 Desse modo, também pagarão tributo ao SENHOR por todas as décimas que recebem. Entreguem essa parte ao sacerdote Aarão.

29 E de todos os dons que receberem devem pôr sempre de lado a parte melhor, como tributo para o SENHOR e essa é a parte que me fica consagrada.

30

E diz-lhes ainda que depois de terem retirado a parte melhor de tudo, será calculado o que é destinado aos levitas, como se fosse o produto da eira ou do lagar.

31 Podem comer delas em qualquer lugar com a vossa família, pois trata-se do salário que recebem em troca dos vossos serviços na tenda do encontro.

32 Se retirarem das décimas a parte melhor, para o SENHOR, não cometerão o pecado de profanarem o que os israelitas consagraram e não correrão o risco de morrer.»

19

1

O SENHOR deu a Moisés e a Aarão

2 as seguintes leis e preceitos: «Ordena da minha parte aos israelitas que te tragam uma vaca vermelha que não apresente absolutamente nenhum defeito e que ainda não tenha usado a canga.

3 Entreguem-na ao sacerdote Eleazar; e ele leva-a para fora do acampamento e manda-a degolar na sua presença.

4

Com um dedo molhado no sangue da vaca, Eleazar fará sete vezes a aspersão em direção da tenda do encontro.

5 Mandará queimar a vaca na sua presença, fazendo arder a pele, a carne, o sangue e os intestinos.

6 Depois o sacerdote pega em ramos de cedro e de hissopo e num pano de púrpura e atira-os ao fogo, onde arde a vaca.

7 A seguir o sacerdote lava as suas roupas, toma o banho ritual e voltará para o acampamento, mas ficará impuro durante todo o dia.

8 Aquele que esteve a queimar a vaca deve também lavar as suas roupas e tomar o banho ritual, mas ficará impuro, durante todo aquele dia.

9

Um homem ritualmente puro juntará as cinzas da vaca e irá colocá-las num lugar puro, fora do acampamento. A comunidade dos israelitas deve conservar estas cinzas para preparar a água da purificação , que equivale a um sacrifício pelo pecado.

10 Aquele que foi juntar as cinzas da vaca deve lavar as suas roupas, mas permanecerá impuro, durante todo aquele dia.

Este ritual será válido para sempre, tanto para os israelitas como para os estrangeiros que viverem no meio deles.

11

Quem tocar no cadáver duma pessoa fica impuro, durante sete dias.

12 No terceiro e no sétimo dias, deve aspergir-se com a água da purificação e então ficará puro . Se não fizer essa aspersão no terceiro e no sétimo dia, não ficará puro.

13 Aquele que tiver tocado no cadáver duma pessoa e não se tiver purificado, profana o santuário do SENHOR e deve ser expulso da comunidade dos israelitas. Uma vez que não se aspergiu com a água da purificação, continuará impuro e a impureza continua a pesar sobre ele.

14

Quando alguém morrer numa tenda, a lei é esta: todos os que entram nessa tenda e todos os que lá se encontram ficam impuros, durante sete dias.

15 Qualquer recipiente aberto, que não esteja tapado, fica impuro.

16 Aquele que, no campo, tocar no cadáver dum homem assassinado ou morto doutra maneira, ou ainda em ossadas humanas, ou numa sepultura, ficará impuro, durante sete dias.

17

Para purificar um homem impuro, coloca-se num recipiente um pouco das cinzas da vaca queimada e sobre elas põe-se água corrente.

18 Em seguida, um homem que esteja ritualmente puro mergulhará o hissopo nessa água e aspergirá a tenda, os recipientes e todas as pessoas que lá se encontram. Aspergirá igualmente aquele que tiver tocado num esqueleto, no cadáver dum assassinado, de alguém que morreu de morte natural ou num sepulcro.

19

Esta aspersão dum homem impuro, feita por um que esteja ritualmente puro, deve ser feita no terceiro e no sétimo dia. Depois da aspersão do sétimo dia, ele deve lavar as suas roupas e tomar o banho ritual e, no fim daquele dia, fica puro.

20

O homem impuro que se não tiver purificado deve ser expulso do povo de Israel, pois profanou o santuário do SENHOR. Não se purificou com a água da purificação, portanto continua impuro.

21

É uma lei perpétua para os israelitas. Aquele que tiver feito a aspersão com a água da purificação deve lavar as suas roupas. E aquele que tocar nas águas da purificação ficará impuro, durante todo aquele dia.

22 Tudo o que um homem impuro tocar fica também impuro e quem tocar num homem impuro fica igualmente impuro, durante todo aquele dia.»

20

1

Toda a comunidade dos israelitas chegou ao deserto de Sin, no primeiro mês do ano, e instalaram-se em Cadés . Míriam morreu e foi ali enterrada.

2

A água faltou ao povo e amotinaram-se à volta de Moisés e de Aarão

3 e discutiram com Moisés, dizendo: «Oxalá tivéssemos morrido com os nossos irmãos, castigados pelo SENHOR !

4 Porque é que nos trouxeram para este deserto, a nós que somos o povo do SENHOR? Foi para morrermos aqui, nós e os nossos gados?

5 Porque é que nos tiraram do Egito, para nos trazerem para este lugar horrível, onde nada se semeia e onde não crescem figueiras nem videiras nem romãzeiras e onde não há sequer água para beber?»

6

Moisés e Aarão afastaram-se do povo e dirigiram-se para a entrada da tenda do encontro, inclinaram-se de rosto por terra e o SENHOR manifestou-lhes o seu maravilhoso poder.

7 O SENHOR disse a Moisés:

8 «Pega na tua vara, reúne todo o povo e, na companhia do teu irmão Aarão e na presença do povo, ordenem ao rochedo que faça jorrar água. Assim tirarás água do rochedo, para dar de beber ao povo e aos seus gados.»

9

Moisés pegou na sua vara, que estava diante do SENHOR, tal como ele lhe ordenara.

10 Com Aarão, Moisés mandou reunir o povo diante do rochedo e disse-lhe: «Ouçam-me bem, ó gente rebelde! Será que vamos conseguir tirar-vos água deste rochedo?»

11

Depois levantou o braço e bateu com a sua vara duas vezes no rochedo e saiu tanta água que deu para as pessoas e os gados beberem.

12

O SENHOR disse a Moisés e a Aarão: «Não tiveram confiança em mim nem me honraram, diante dos israelitas. Por isso, também não serão vocês que hão de fazer entrar este povo na terra que lhe vou dar .»

13

Esta é a nascente de Meriba , onde os israelitas discutiram com o SENHOR e ele manifestou-lhes o seu poder.

14

De Cadés, Moisés enviou mensageiros para irem dizer ao rei de Edom: «Escuta a mensagem dos teus irmãos israelitas! Já conheces as dificuldades que temos passado.

15 Os nossos antepassados emigraram para o Egito e lá estivemos muito tempo, mas os egípcios trataram-nos mal, a nós e aos nossos pais.

16 Pedimos ajuda ao SENHOR; ele ouviu os nossos pedidos e mandou um mensageiro para nos fazer sair do Egito. Encontramo-nos agora em Cadés, cidade que está junto da fronteira com os teus territórios.

17 Deixa-nos atravessar o teu país; não pisaremos campos nem vinhas, nem beberemos água das tuas fontes. Seguiremos sempre pela estrada real, sem nos desviarmos para a esquerda nem para a direita, até termos atravessado o teu território.»

18

O rei de Edom respondeu: «Não podem atravessar o meu país! Se tentarem fazê-lo, faço-vos frente com o meu exército!»

19

Os israelitas insistiram: «Iremos sempre pela estrada principal e se nós ou os nossos gados tivermos de beber água das tuas fontes pagaremos o justo preço. Só te pedimos que nos deixes atravessar o país.»

20

O rei replicou: «Não podem atravessar o meu território!» E saiu ao encontro dos israelitas com um exército numeroso e fortemente armado.

21

E como os edomeus se recusaram a deixar passar os israelitas pelo seu território, estes foram obrigados a fazer um desvio por outro lado.

22

Saindo de Cadés, toda a comunidade dos israelitas se dirigiu para o monte Hor, junto da fronteira de Edom.

23 Ali o SENHOR disse a Moisés e a Aarão:

24 «Aarão irá juntar-se aos seus antepassados que morreram e não entrará na terra que eu vou dar aos israelitas , por causa da vossa rebeldia contra as minhas ordens, junto da nascente de Meriba.

25 Chama Aarão e o seu filho Eleazar e sobe com eles ao monte Hor;

26 tira as vestes sagradas a Aarão e veste-as ao seu filho Eleazar . Depois Aarão morrerá naquele mesmo lugar.»

27

Moisés fez conforme o SENHOR lhe tinha mandado e, à vista de todo o povo, encaminharam-se os três para o monte Hor.

28 Tirou a Aarão as vestes sagradas e vestiu com elas o seu filho Eleazar. E Aarão morreu no cimo daquele monte e Moisés desceu da montanha com Eleazar.

29 Ao saberem que Aarão tinha morrido, todos os israelitas fizeram luto por ele, durante trinta dias.

21

1

O rei de Arad , um cananeu que habitava no Negueve, soube que os israelitas vinham pelo caminho de Atarim , atacou-os e levou alguns como prisioneiros.

2 Então os israelitas fizeram a seguinte promessa ao SENHOR: «Se nos deres a vitória sobre este povo, todas as suas cidades serão votadas à destruição em tua honra.»

3 O SENHOR ouviu o pedido dos israelitas e deu-lhes a vitória sobre os cananeus e os israelitas condenaram à destruição as suas cidades. E aquele lugar passou a chamar-se Horma .

4

Do monte Hor, os israelitas dirigiram-se para o Mar Vermelho, contornando o território de Edom . Mas no caminho, o povo sentiu-se muito cansado

5 e começou a protestar contra Deus e contra Moisés: «Por que é que nos fizeram sair do Egito, para morrermos no deserto? Não temos nem pão nem água e já estamos enjoados desta comida fraca.»

6

O SENHOR enviou contra o povo serpentes venenosas; elas morderam muita gente e muitos israelitas morreram .

7 Então o resto do povo foi ter com Moisés, exclamando: «Errámos, quando protestámos contra o SENHOR e contra ti! Pede ao SENHOR que afaste de nós as serpentes.» E Moisés pediu ao SENHOR em favor do povo.

8 O SENHOR respondeu-lhe: «Arranja uma serpente de metal e pendura-a no cimo dum pau. Quando alguém for mordido por uma serpente e olhar para esta serpente, salvará a vida.»

9

Moisés fez uma serpente de bronze e pendurou-a no cimo dum pau. Quando as serpentes mordiam em alguém, este olhava para a serpente de bronze e ficava curado .

10

Os israelitas partiram e foram acampar em Obot.

11 Depois saíram de Obot e foram acampar em Ié-Abarim, no deserto que se encontra a oriente de Moab.

12 Dali, foram para junto da ribeira de Zéred.

13 Saindo de Zéred, foram acampar do outro lado do Arnon, rio que nasce no território dos amorreus e atravessa o deserto, servindo de fronteira entre o território de Moab e o dos amorreus.

14 Assim se lê no livro das Guerras do SENHOR :

«Vaeb, em Sufá, e os afluentes,
o Arnon e a margem dos seus afluentes,

15
que se estendem para os lados de Ar
e chegam até à fronteira de Moab.»

16

Dali foram para Beer que era o poço a propósito do qual o SENHOR tinha dito a Moisés: «Manda reunir o povo que eu lhes darei água.»

17 Foi então que os israelitas cantaram a seguinte canção :

«Sobe, água do poço!
Cantem-lhe canções!

18
Poço aberto por príncipes,
cavado por gente nobre,
com seus cetros e cajados de comando.»

Do deserto, foram para Mataná

19 e dali para Naliel; de Naliel foram para Bamot

20 e dali para o vale dos campos de Moab, em direção ao cimo do monte Pisga, donde se domina toda a estepe.

21

Os israelitas enviaram mensageiros a Seon, rei dos amorreus, para lhe dizerem:

22 «Deixa-nos atravessar o teu país; não nos desviaremos nem por campos nem por vinhas, nem beberemos águas das fontes. Seguiremos sempre pela estrada real , até termos atravessado o teu território.»

23

Mas Seon não lhes permitiu atravessar o seu território. Pelo contrário, reuniu todo o seu exército e saiu contra os israelitas, no deserto. Foi encontrá-los em Jaás e atacou-os.

24 Estes derrotaram Seon e conquistaram todo o seu país, desde o Arnon até ao Jaboc e ao país dos amonitas, cuja fronteira se encontrava fortificada.

25 Os israelitas conquistaram todas as suas cidades e instalaram-se em todas as cidades amorreias, incluindo Hesbon e as suas aldeias.

26 Hesbon era a capital de Seon, rei dos amorreus. Este tinha estado em guerra contra o anterior rei de Moab e tinha-se apoderado de todo o seu país até ao Arnon.

27 A propósito disso diziam os poetas:

«Venham a Hesbon, capital do rei Seon!
Venham agora reconstruí-la e restaurá-la!

28
O fogo saía de Hesbon,
as chamas, da capital de Seon;
o fogo devorou Ar de Moab
e os senhores das colinas do Arnon.

29
Ai de ti, Moab!
Estás perdido, ó povo do deus Camós!
As tuas filhas e os teus filhos sobreviventes
são prisioneiros do rei amorreu, Seon .

30
Nós atirámos sobre os amorreus
e Hesbon ficou desfeita até Dibon;
devastámo-los até Nofa
e o fogo alastrou até Madabá.»

31

Os israelitas instalaram-se na terra dos amorreus.

32 Moisés enviou espiões para explorar a cidade de Jazer. Os israelitas apoderaram-se também das suas aldeias, expulsando os habitantes amorreus.

33 Depois mudaram de direção e dirigiram-se para Basã. Og, rei de Basã, saiu contra eles com todo o seu exército e deu-lhes batalha em Edrei.

34

O SENHOR disse a Moisés: «Não tenhas medo dele, pois eu ponho-o à tua disposição com todo o seu exército e todo o seu país. Trata-o como trataste Seon, rei dos amorreus, que habitava em Hesbon.»

35

E os israelitas derrotaram-no a ele, aos seus filhos e a todo o seu exército, sem que tenha ficado nenhum sobrevivente, e conquistaram o seu país.

22

1

Os israelitas partiram e foram acampar nas estepes de Moab, no lado oriental do Jordão, em frente de Jericó.

2

Balac, filho de Sipor, que era então o rei de Moab, ao saber como os israelitas tinham tratado os amorreus,

3 ficou cheio de medo dos israelitas e com ele todo o povo de Moab, por saberem que os israelitas eram um povo muito numeroso.

4 Por isso, Balac, filho de Sipor, disse aos anciãos de Madiã: «Essa manada vai devorar a nossa região como o boi devora a erva dos campos!»

5

Balac mandou então mensageiros a Balaão, filho de Beor, que estava em Petor , junto ao Eufrates, no país dos amavitas , para lhe levarem a seguinte mensagem: «Veio do Egito um povo que cobre agora a superfície deste país e veio instalar-se mesmo diante de mim.

6 Vem, por favor! Vem amaldiçoar por mim este povo, porque eles são muito mais fortes do que eu. Quero ver se assim consigo derrotá-los e expulsá-los deste país. Pois eu sei que tudo aquilo que tu abençoas fica abençoado e tudo o que tu amaldiçoas fica amaldiçoado.»

7

Então os anciãos de Moab e os de Madiã foram ter com Balaão, levaram-lhe o dinheiro para pagar o esconjuro e comunicaram-lhe a mensagem de Balac.

8 Balaão respondeu-lhes: «Fiquem cá esta noite que eu depois vos darei a minha resposta, conforme aquilo que o SENHOR me disser.» E os chefes de Moab ficaram em casa de Balaão.

9

Deus aproximou-se de Balaão e perguntou-lhe: «Quem são esses homens que estão contigo?»

10 Balaão respondeu: «Foi Balac, filho de Sipor, rei de Moab, que mos enviou com esta mensagem:

11 “Veio do Egito um povo que cobre agora a superfície deste país. Vem, por favor, amaldiçoá-los por mim. Talvez assim eu consiga lutar contra eles e expulsá-los.”»

12

Mas Deus respondeu a Balaão: «Não vás com eles. Não podes amaldiçoar esse povo, porque ele é abençoado por mim.»

13

Na manhã seguinte, Balaão levantou-se e foi dizer aos chefes enviados por Balac: «Voltem para a vossa terra, pois o SENHOR não me deixa ir convosco.»

14

Os chefes de Moab partiram e, chegando a casa de Balac, disseram-lhe: «Balaão não quis vir connosco.»

15

Balac mandou outra vez mais chefes e ainda mais importantes do que os primeiros.

16 Estes chegaram onde estava Balaão e disseram-lhe da parte de Balac, filho de Sipor: «Por favor, não te recuses a vir comigo!

17 Prometo encher-te de honrarias e fazer por ti tudo o que me pedires. Mas vem, por favor, amaldiçoar por mim este povo.»

18

Balaão respondeu aos chefes enviados por Balac: «Ainda que Balac me desse o seu palácio cheio de prata e ouro, eu não poderia desobedecer às ordens do SENHOR, meu Deus, nem em pouco nem em muito.

19 Por isso, fiquem cá também esta noite, para eu saber se o SENHOR tem mais alguma coisa a me comunicar.»

20

Durante a noite, Deus aproximou-se de Balaão e disse-lhe: «Se esses homens vieram insistir em te chamar, podes ir com eles; mas só podes fazer aquilo que eu te indicar que deves fazer.»

21

Na manhã seguinte, Balaão levantou-se, preparou a sua burra e partiu com os chefes de Moab.

22 Mas Deus tinha ficado irado com a ida de Balaão e o anjo do SENHOR colocou-se no meio do caminho, fazendo frente a Balaão. Balaão ia montado na burra e levava consigo os seus dois criados.

23 Quando a burra viu o anjo do SENHOR colocado no meio do caminho, de espada desembainhada na mão, saiu do caminho e meteu-se pelos campos fora. Balaão batia na burra, para a obrigar a voltar ao caminho.

24

Mais adiante, o anjo do SENHOR foi colocar-se de novo num caminho estreito que passava entre os muros de duas vinhas.

25 Ao ver o anjo do SENHOR, a burra apertou-se contra o muro e entalou a perna de Balaão contra o muro. E Balaão bateu-lhe ainda mais.

26

Mais uma vez, o anjo do SENHOR foi colocar-se na sua frente, numa passagem estreita, onde não havia possibilidade de desvio nem para a direita nem para a esquerda.

27 Quando a burra viu o anjo do SENHOR, deitou-se no chão, estando Balaão ainda em cima dela. Balaão ficou enfurecido e desatou a dar pancada na burra.

28 Mas o SENHOR fez com que a burra falasse e esta disse a Balaão: «Que mal te fiz eu, para me bateres assim, três vezes seguidas?»

29

Balaão replicou-lhe: «Por que estás a fazer pouco de mim! Se eu tivesse à mão um punhal, matava-te agora mesmo.»

30

Mas a burra respondeu a Balaão: «Eu sou a tua burra, que tu tens montado sempre, até hoje. Alguma vez tive o mau hábito de me comportar assim contigo?» Ele respondeu-lhe: «Não!»

31

Então o SENHOR abriu os olhos a Balaão e ele pôde ver o anjo do SENHOR de pé no meio do caminho, com a espada desembainhada na mão, e inclinou-se de rosto por terra, em adoração.

32 O anjo do SENHOR disse-lhe: «Por que é que bateste já três vezes seguidas na tua burra? Eu é que me pus à tua frente, para te impedir de ires por um caminho contrário a mim.

33 A burra viu-me e por três vezes se desviou de mim. Se ela se não tivesse afastado, eu já agora te teria matado, deixando-a viva a ela.»

34

Balaão respondeu ao anjo do SENHOR: «Pequei! Mas foi por não saber que tu estavas na frente do meu caminho. Se achas mal esta minha viagem, estou pronto para voltar para casa.»

35

O anjo do SENHOR respondeu-lhe: «Vai com esses homens, mas não podes dizer senão aquilo que eu te comunicar.»

E Balaão continuou viagem com os chefes enviados por Balac.

36

Quando Balac soube que Balaão estava a chegar, foi ao seu encontro numa cidade de Moab, que se encontra junto da fronteira, na margem do rio Arnon , nos confins do seu território.

37 Balac perguntou a Balaão: «Por que é que não vieste, quando te mandei chamar? Pensas que não sou capaz de te recompensar condignamente?»

38

Balaão respondeu: «Pois bem, aqui estou! Mas não poderei dizer tudo o que te apetecer. O que eu vou dizer será aquilo que Deus me mandar.»

39

Balaão continuou a viagem com Balac até chegarem a Quiriat-Huçot.

40 Balac ofereceu bois e ovelhas em sacrifício e presenteou Balaão e os chefes que vinham com ele com carne desse sacrifício.

41 Na manhã seguinte, Balac levou Balaão ao cimo do monte Bamot-Baal , donde se via parte do acampamento dos israelitas.

23

1

Balaão pediu a Balac: «Manda que me construam aqui sete altares e que me preparem sete bois e sete carneiros.»

2 Balac cumpriu as indicações de Balaão e juntos ofereceram um boi e um carneiro sobre cada altar.

3 Depois Balaão disse a Balac: «Fica aqui ao pé dos teus holocaustos, enquanto eu vou ver se o SENHOR vem ao meu encontro. Depois comunico-te aquilo que o SENHOR me disser.»

Balaão foi a uma colina isolada.

4 Deus foi ter com ele e Balaão disse-lhe: «Mandei construir os sete altares e ofereci um boi e um carneiro em sacrifício sobre cada altar.»

5

O SENHOR indicou a Balaão o que devia dizer e acrescentou: «Vai de novo ter com Balac e fala da maneira que eu te disse.»

6

Balaão voltou e encontrou Balac ainda de pé junto dos seus holocaustos, com os chefes de Moab.

7

E nessa altura Balaão recitou o seguinte poema:

«Da Síria, dos montes do oriente,
me mandou vir Balac, o rei de Moab:
“Vem amaldiçoar por mim os descendentes de Jacob,
vem ameaçar os israelitas!”

8
Mas como posso eu amaldiçoar
aqueles que o SENHOR Deus não amaldiçoa
e ameaçar os que ele não ameaça?

9
Estou a vê-los do cimo dos rochedos,
cá do alto estou a admirá-los!
É um povo capaz de viver sozinho,
sem ter de se misturar com os outros povos!

10
Quem poderá enumerar a nuvem de descendentes de Jacob
e contar a multidão de Israel ?
Quem me dera ter um fim
igual ao destes homens bons,
um futuro semelhante ao deste povo!»

11

Balac disse a Balaão: «Que me estás a fazer? Eu trouxe-te cá para amaldiçoares o meu inimigo e tu pões-te a abençoá-lo?»

12

Balaão respondeu: «Eu sou obrigado a dizer aquilo que o SENHOR me manda dizer.»

13

Balac pediu-lhe de novo: «Vem comigo, por favor, a um outro lugar, onde se vê bem; daqui só se pode ver uma pequena parte e não o acampamento inteiro . Vem amaldiçoar de lá este povo por mim.»

14 Levou-o então a um ponto de observação , perto do cimo do monte Pisga, e voltou a construir sete altares e a oferecer um boi e um carneiro sobre cada um deles.

15 Balaão disse a Balac: «Fica aqui de pé junto dos teus holocaustos que eu vou ali encontrar-me com Deus.»

16 O SENHOR foi ao encontro de Balaão, indicou-lhe o que devia dizer e acrescentou: «Vai de novo ter com Balac e fala da maneira que eu te disse.»

17

Balaão voltou e encontrou Balac ainda de pé junto dos seus holocaustos com os chefes de Moab. Balac perguntou a Balaão: «Que é que o SENHOR disse?»

18

E Balaão recitou o seguinte poema:

«Levanta-te, Balac, e escuta-me,
dá-me ouvidos, ó filho de Sipor:

19
Deus não muda de palavra, como os homens,
não volta atrás, como os mortais.
Será que ele diz uma coisa e não a faz?
Porventura promete e não realiza?

20
Recebi ordens para abençoar.
Ele abençoou e eu não volto atrás?

21
Nenhuma desgraça apanhará os descendentes de Jacob,
nenhum sofrimento atingirá o povo de Israel .
O SENHOR, o seu Deus, está com ele
e ele aclama-o como seu rei.

22
Deus fê-los sair do Egito,
atacando o Egito como um touro irresistível.

23
Contra o povo dos israelitas
não servem magias nem esconjuros .
É preciso dizer agora a Israel:
“Que maravilhas Deus fez por ti!”

24
Este povo ergue-se como um leão,
põe-se de pé como um tigre;
não volta a deitar-se;
enquanto não devora a presa,
enquanto não bebe o sangue da sua vítima.»

25

Balac replicou a Balaão: «Já que não o amaldiçoas, pelo menos não o abençoes!»

26 Balaão respondeu: «Já te disse que faço só aquilo que o SENHOR me manda.»

27

Balac pediu a Balaão: «Vem! Vou levar-te a outro lugar. Talvez Deus ache bem que tu os amaldiçoes de lá por mim.»

28 E Balac levou Balaão ao cimo do monte Peor, de onde se avista toda a planície.

29 Balaão disse a Balac: «Manda-me construir aqui sete altares e que me preparem sete bois e sete carneiros.»

30 Balac cumpriu as indicações de Balaão e ofereceu um boi e um carneiro sobre cada altar.

24

1

Balaão compreendeu que o SENHOR queria abençoar Israel e já não foi, como das outras vezes, à procura de revelações, mas voltou-se imediatamente para o deserto.

2 Olhou para os israelitas, que estavam acampados por tribos. Nisto o Espírito de Deus inspirou-o

3 e Balaão recitou o seguinte poema:

«Mensagem de Balaão, filho de Beor,
homem de olhar penetrante

4
que recebe revelações de Deus
e visões da parte do Todo-Poderoso,
daquele que entra em êxtase e vê com mais clareza!

5
Que belas são as vossas tendas, ó descendentes de Jacob,
as vossas moradas, ó israelitas.

6
Estendem-se como vales férteis,
como jardins junto ao rio,
como árvores de aloés e como cedros,
que o SENHOR plantou à beira de água.

7
A água corre dos reservatórios deste povo
e com água as searas produzem muito.
O seu rei é mais forte do que Agag
e o seu reinado será soberano.

8
Deus fê-los sair do Egito,
atacando o Egito como um touro irresistível.
Devora os povos seus inimigos,
esmagando-lhes os ossos
e ferindo-os com as suas flechas,

9
acocorado em atitude de espera,
como os tigres e os leões.
Quem lhe poderá resistir?
Quem te abençoa, ó Israel, é abençoado
e quem te amaldiçoa é amaldiçoado.»

10

Muito irritado, Balac ameaçava bater em Balaão e disse: «Mandei-te vir para amaldiçoares o meu inimigo e tu já o abençoaste por três vezes.

11 Pois agora, vai-te embora para a tua terra. Eu tinha-te prometido honrarias, mas o SENHOR não consentiu que as conseguisses!»

12

Balaão respondeu a Balac: «Eu já tinha dito claramente aos mensageiros que enviaste a minha casa

13 que eu não poderia desobedecer às ordens do SENHOR, fazendo qualquer coisa por minha iniciativa, fosse bem ou fosse mal, ainda que Balac me desse o seu palácio cheio de prata e ouro. O que o SENHOR me disse é isso que eu vou dizer.

14 E agora volto para junto dos meus. Mas antes disso, quero anunciar-te aquilo que este povo há de fazer ao teu povo no futuro.»

15 E Balaão recitou o seguinte poema:

«Mensagem de Balaão, filho de Beor,
homem de olhar penetrante ,

16
mensagem daquele que recebe revelações de Deus
e visões da parte do Todo-Poderoso,
que conhece os planos do Altíssimo
e que entra em êxtase e vê com mais clareza.

17
Estou a ver o que acontecerá mais tarde,
num futuro ainda distante.
Uma estrela de Jacob vai dominar ,
vai erguer-se um cetro de Israel
que há de esmagar a cabeça aos moabitas
e destruir os nómadas descendentes de Set.

18
Conquistará a região de Seir,
apoderando-se do país dos edomeus, seus inimigos.
Israel ficará rico

19
e Jacob há de mandar em todos eles
e acabará com os sobreviventes da capital.»

20
Depois referindo-se aos amalecitas, Balaão disse:
«Os amalecitas são um povo muito importante,
mas no futuro serão destruídos.»

21
Referindo-se aos quenitas disse:
«A tua morada é segura,
o teu ninho está colocado no rochedo .

22
Contudo até esse ninho será queimado
e um dia os assírios hão de levar-te prisioneiro .»

23
Balaão acrescentou ainda:
«Ai! Quem poderá viver,
quando Deus fizer tudo isto?

24
Navios virão do lado de Chipre
e oprimirão descendentes de Assur e de Héber
mas também esse finalmente perecerá.»

25

Depois disto, Balaão pôs-se a caminho de sua casa e Balac foi-se também embora.

25

1

Estando os israelitas em Chitim, alguns começaram a deixar-se arrastar por mulheres de Moab,

2 que os convidavam a comer da carne dos sacrifícios oferecidos aos seus deuses e a inclinar-se diante deles.

3 Os israelitas associaram-se ao culto do deus Baal de Baal-Peor e o SENHOR ficou muito indignado contra os israelitas.

4

O SENHOR disse então a Moisés: «Manda matar todos os chefes do povo, na minha presença à luz do dia, e eu deixarei de estar irado contra os israelitas.»

5 Moisés disse aos responsáveis israelitas: «Que cada um mate os homens do seu grupo que se associaram ao culto do deus Baal, de Baal-Peor.»

6

Naquele momento, chegava um israelita que trazia consigo para a sua tenda uma madianita, mesmo na frente de Moisés e de toda a comunidade, enquanto estes se lamentavam à entrada da tenda do encontro.

7 Ao vê-lo, Fineias, filho de Eleazar, neto do sacerdote Aarão, levantou-se do meio da comunidade e, com uma lança na mão,

8 entrou na tenda daquele israelita, imediatamente atrás dele, e atravessou-o com a lança, a ele e à dita mulher. E a mortandade entre os israelitas só terminou,

9 quando já tinham morrido vinte e quatro mil pessoas.

10

O SENHOR disse a Moisés:

11 «O sacerdote Fineias, filho de Eleazar e neto do sacerdote Aarão, zelando pelos meus interesses entre os israelitas, fez com que cessasse a minha indignação contra eles e impediu que eu acabasse com eles, por esse motivo.

12 Por isso, diz-lhe que lhe ofereço uma aliança de paz:

13 o sacerdócio será para ele e para os seus descendentes. É um compromisso eterno sobre o sacerdócio, em troca de ele ter defendido os interesses do seu Deus e de ter purificado os israelitas do seu pecado.»

14

O israelita que foi morto com a madianita era Zimeri, filho de Salum, chefe de clã da tribo de Simeão.

15 A madianita que foi morta chamava-se Cozebi e era filha de Sur, chefe dum clã madianita.

16

O SENHOR disse a Moisés:

17 «Ataquem os madianitas e desfaçam-nos,

18 porque eles atacaram-vos, tentando seduzir-vos com os cultos de Baal-Peor e por meio de Cozebi, filha dum chefe madianita, que foi morta no dia da mortandade, em Baal-Peor.»

19

Depois daquela mortandade,

26

1

O SENHOR falou a Moisés e ao sacerdote Eleazar, filho de Aarão:

2 «Façam o recenseamento de toda a comunidade dos israelitas, com mais de vinte anos de idade e aptos para o exército, registando-os por clãs .»

3

Moisés e o sacerdote Eleazar dirigiram-se aos israelitas, nas planícies de Moab, junto ao Jordão, em frente de Jericó, dizendo-lhes

4 que tinham de ser recenseados todos os israelitas com mais de vinte anos de idade, tal como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

Esta é a lista dos israelitas que saíram do Egito, segundo as suas tribos.

5 As famílias descendentes da tribo de Rúben, o filho mais velho de Jacob, eram as de Henoc, Palu,

6 Hesron e Carmi;

7 o total de recenseados das famílias de Rúben foi de quarenta e três mil setecentos e trinta homens.

8 De Palu nasceu Eliab

9 e de Eliab, Nemuel, Datan e Abiram. Datan e Abiram foram aqueles conselheiros da comunidade que se revoltaram contra Moisés e Aarão, quando o grupo de Coré se revoltou contra o SENHOR.

10 A terra abriu-se e engoliu-os a eles e a Coré. E morreram todos os do grupo, porque o fogo devorou outros duzentos e cinquenta homens. E isto serviu de aviso.

11 Mas os filhos de Coré não morreram.

12

As famílias descendentes da tribo de Simeão eram as de Nemuel, Jamin, Jaquin,

13 Zera e Saul.

14 O total de recenseados da tribo de Simeão foi de vinte e dois mil e duzentos homens.

15

As famílias descendentes da tribo de Gad eram as de Safon, Hagui, Chuni,

16 Ozni, Eri,

17 Arod, Areli.

18 O total de recenseados da tribo de Gad foi de quarenta mil e quinhentos homens.

19

Dos filhos de Judá tinham morrido Er e Onan, ainda na terra de Canaã.

20 Deste modo, as famílias descendentes da tribo de Judá eram as de Chela, Peres e Zera.

21 As famílias descendentes de Peres eram as de Hesron e Hamul.

22 O total dos recenseados da tribo de Judá foi de setenta e seis mil e quinhentos homens.

23

As famílias descendentes da tribo de Issacar eram as de Tola, Puva,

24 Jassub e Chimeron.

25 O total dos recenseados da tribo de Issacar foi de sessenta e quatro mil e trezentos homens.

26

As famílias descendentes da tribo de Zabulão eram as de Séred, Elon e Jaliel.

27 O total dos recenseados da tribo de Zabulão foi de sessenta mil e quinhentos homens.

28

As famílias descendentes de José constituíam as famílias de Manassés e Efraim.

29 As famílias descendentes da tribo de Manassés eram a de Maquir, a do seu filho Guilead

30 e as dos filhos deste último: Iézer, Helec,

31 Asriel, Sequém,

32 Chemidá, Héfer.

33 Selofad, que era filho de Héfer, não tinha filhos; só teve filhas e estas eram Mala, Noa, Hogla, Milca e Tirça.

34 O total dos recenseados da tribo de Manassés foi de cinquenta e dois mil e setecentos homens.

35 As famílias descendentes da tribo de Efraim eram as de Chutela, Béquer e Taan.

36 Os descendentes de Chutela eram os da família de Eran.

37 O total dos recenseados da tribo de Efraim foi de trinta e dois mil e quinhentos. As famílias destas duas tribos compreendiam todos os descendentes de José.

38

As famílias dos descendentes da tribo de Benjamim eram as de Bela, Asbel, Airam,

39 Chefufam e Hufam.

40 As famílias descendentes de Bela eram as de Arde e Naaman.

41 O total dos recenseados da tribo de Benjamim foi de quarenta e cinco mil e seiscentos homens.

42

As famílias dos descendentes da tribo de Dan eram as do clã de Chuam.

43 O total dos recenseados do clã de Chuam foi de sessenta e quatro mil e quatrocentos homens.

44

As famílias dos descendentes da tribo de Asser eram as de Jímena, Jisvi e Beria.

45 As famílias descendentes de Beria eram as de Héber e Malquiel.

46 Asser tinha uma filha chamada Sera.

47 O total dos recenseados da tribo de Asser foi de cinquenta e três mil e quatrocentos homens.

48

As famílias dos descendentes da tribo de Neftali eram as de Jaciel, Guni,

49 Jécer e Chilém.

50 O total dos recenseados da tribo de Neftali foi de quarenta e cinco mil e quatrocentos homens.

51

O total de israelitas recenseados foi de seiscentos e um mil setecentos e trinta homens.

52

O SENHOR disse a Moisés:

53 «Entre estas pessoas é que deve ser repartida a terra, conforme o número de homens recenseados.

54 Aos grupos maiores deves dar uma parte maior e aos mais pequenos, uma parte mais pequena; cada um deve receber conforme o número dos recenseados.

55 Mas a distribuição das terras deve ser tirada à sorte; e conforme o número das pessoas de cada tribo assim receberão a herança.

56 A distribuição deve ser feita por tiragem à sorte tanto no grupo dos numerosos como no dos menos numerosos .»

57

As famílias dos descendentes da tribo de Levi contadas no recenseamento foram as de Gerson, Queat e Merari.

58 As famílias de Libni, Hebron, Mali, Muchi e Corá eram também famílias levitas .

Queat foi o pai de Ameram.

59 Ameram casou com uma filha de Levi, que se chamava Jocbed e tinha nascido quando Levi estava no Egito. Ameram e Jocbed foram os pais de Aarão, Moisés e Míriam, sua irmã.

60 Os filhos de Aarão foram Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar .

61 Nadab e Abiú morreram, quando apresentavam diante do SENHOR uma oferta de incenso que não estava conforme com as normas .

62

O total dos recenseados descendentes de Levi, com mais de um mês de idade, foi de vinte e três mil homens. Eles não tinham sido incluídos no recenseamento dos outros israelitas, porque também não eram contemplados na distribuição das terras.

63

Este foi o resultado do recenseamento dos israelitas feito por Moisés e pelo sacerdote Eleazar nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.

64

Entre estes recenseados não se encontrava nenhum daqueles que faziam parte do recenseamento feito por Moisés e pelo sacerdote Aarão, no deserto do Sinai .

65 O SENHOR tinha-lhes anunciado que iam morrer no deserto. Por isso, já não restava nenhum deles, exceto Caleb, filho de Jefuné, e Josué , filho de Nun.

27

1

Na tribo de Manassés, havia cinco irmãs, Mala, Noa, Hogla, Milca e Tirça, que eram filhas de Selofad e descendentes de José por Manassés, Maquir, Guilead e Héfer.

2 Um dia apresentaram-se diante de Moisés e do sacerdote Eleazar, dos chefes e de toda a comunidade, à entrada da tenda do encontro e disseram:

3 «O nosso pai morreu no deserto, mas não pertencia ao grupo daqueles que, juntamente com Coré, se revoltaram contra o SENHOR. O nosso pai morreu por pecados que ele cometeu e não deixou filhos herdeiros.

4 Por que é que o nome do nosso pai haveria de desaparecer da família, por causa de não ter tido filhos? Dá-nos o direito de tomarmos parte na herança, tal como os irmãos do nosso pai.»

5

Moisés foi apresentar a causa delas diante do SENHOR

6 e o SENHOR disse a Moisés:

7 «As filhas de Selofad têm razão. Deves dar-lhes o direito de terem parte na herança, tal como os irmãos de seu pai e fazer com que elas recebam as heranças do seu pai .

8 Além disso, diz aos israelitas que, no caso de um homem morrer sem deixar filhos, a sua herança passa para as filhas.

9 Se também não tiver filhas, a herança deve passar para os irmãos.

10 Se também não tiver irmãos, a herança passa aos irmãos do seu pai.

11 Se o seu pai também não tiver irmãos, a herança passa para o seu parente mais próximo. É esse que ficará com a herança. Esta é a lei válida para os israelitas, tal como o SENHOR ordenou a Moisés.»

12

O SENHOR disse a Moisés: «Sobe ali ao monte Abarim , para veres a terra que eu vou dar aos israelitas.

13 E, depois de a teres visto, irás tu também juntar-te aos teus antepassados que morreram, como o teu irmão Aarão já foi.

14 Pois revoltaram-se contra as minhas ordens no deserto de Sin, quando o povo protestava, pedindo água, e recusaram-se a reconhecer a minha santidade. Foi o que aconteceu na nascente de Meriba , em Cadés, no deserto de Sin.»

15

Moisés disse ao SENHOR:

16 «Ó SENHOR, tu és o Deus que dá vida a todos os seres vivos; nomeia um chefe para este povo,

17 um chefe que esteja à sua frente para onde quer que vá, de modo que o teu povo não ande como um rebanho que não tem pastor .»

18

O SENHOR respondeu a Moisés: «Chama Josué, filho de Nun, que é um homem de muitas qualidades. Põe as tuas mãos sobre a sua cabeça

19 e leva-o à presença do sacerdote Eleazar e de toda a comunidade. Diante deles, dá-lhe instruções

20 e entrega-lhe parte das responsabilidades que tens, de modo que todo o povo seja testemunha disso .

21 Estando ele assim diante do sacerdote Eleazar, este deve consultar o SENHOR por meio dos dados sagrados . Tanto Josué como o povo de Israel devem, em qualquer circunstância, seguir as suas ordens .»

22

Moisés fez como o SENHOR lhe tinha mandado. Chamou Josué e foi apresentá-lo diante do sacerdote Eleazar e de toda a comunidade;

23 colocou as mãos sobre a cabeça de Josué e deu-lhe instruções, tal como o SENHOR tinha mandado.

28

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Ordena aos israelitas e recomenda-lhes que não deixem de me apresentar no tempo fixado as ofertas de pão e as que devem ser queimadas como oferta do meu agrado.

3

Diz-lhes também que estas são as ofertas que devem queimar em honra do SENHOR: diariamente, dois cordeiros de um ano, sem defeito. É um holocausto a oferecer diariamente.

4 Um dos cordeiros deve ser oferecido pela manhã e o outro ao cair da noite.

5 A correspondente oferta de cereais deve ser de dois quilos da melhor farinha amassada em um litro de azeite puro.

6 É este o holocausto diário, como se fazia no monte Sinai, holocausto do agrado do SENHOR e oferta que era queimada em sua honra.

7

A correspondente oferta de vinho a acompanhar o cordeiro da manhã será de um litro. E esta oferta de vinho deve derramar-se no santuário, em honra do SENHOR.

8

O segundo cordeiro deve ser oferecido ao cair da noite, com a mesma oferta de cereais e de vinho indicada para o cordeiro da manhã, como oferta a ser queimada em honra do SENHOR e que é do seu agrado.»

9

«Aos sábados, devem oferecer dois cordeiros de um ano, sem defeito, e quatro quilos da melhor farinha amassada com azeite, como oferta de cereais, com a correspondente oferta de vinho.

10 Este é um holocausto próprio de cada sábado, que deve ser acrescentado ao holocausto diário com a sua oferta de vinho.»

11

«No primeiro dia de cada mês, devem oferecer em holocausto ao SENHOR dois touros, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito.

12 Por cada touro devem oferecer seis quilos da melhor farinha amassada com azeite; por cada carneiro, quatro quilos de farinha amassada com azeite

13 e por cada cordeiro, dois quilos de farinha amassada com azeite. É um holocausto agradável ao SENHOR, uma oferta a ser queimada em sua honra.

14

A oferta correspondente de vinho deve ser de dois litros por cada touro, litro e meio por cada carneiro e um litro por cada cordeiro.

Este é o holocausto próprio do primeiro dia do mês, para todos os meses do ano.

15 E além do holocausto diário, devem ainda oferecer ao SENHOR um bode como sacrifício pelo pecado, acrescentando-lhe a correspondente oferta de vinho.»

16

«No dia catorze do primeiro mês , celebra-se a Páscoa em honra do SENHOR

17 e no dia quinze do mesmo mês é o primeiro dia de festa. Durante sete dias devem comer pão sem fermento.

18 No primeiro dia, devem reunir-se para adorar o SENHOR e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho.

19 E devem apresentar, como oferta para ser queimada em holocausto ao SENHOR, dois touros, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito.

20 Como oferta de cereais correspondente a eles, devem apresentar seis quilos de farinha por cada touro, quatro pelo carneiro

21 e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.

22 Devem oferecer também um bode como sacrifício para obter o perdão dos pecados.

23 Estas ofertas devem ser apresentadas, além dos holocaustos da manhã, que fazem parte do holocausto diário.

24 E assim devem fazer em cada um dos sete dias da festa, apresentando alimentos e ofertas para serem queimados em honra do SENHOR, e que serão do seu agrado, além dos holocaustos diários; devem acrescentar ainda a correspondente oferta de vinho.

25 No sétimo dia, devem fazer uma assembleia de oração em honra do SENHOR e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho .»

26

«No dia da festa dos primeiros frutos, quando fizerem a nova oferta ao SENHOR, isto é, na festa do Pentecostes , devem também reunir-se para adorar o SENHOR e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho.

27 E devem oferecer, em holocausto agradável ao SENHOR, dois touros, um carneiro e sete cordeiros de um ano.

28 A correspondente oferta de cereais é de seis quilos de farinha amassada com azeite, por cada touro, quatro quilos pelo carneiro

29 e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.

30 Devem também oferecer um bode como sacrifício pelos vossos pecados.

31 E devem fazer isto, para além do holocausto diário com a sua correspondente oferta de cereais e de vinho. Os animais em questão têm de ser sem defeito.»

29

1

«No primeiro dia do sétimo mês, devem reunir-se para adorar o SENHOR e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho. Esse dia deve ser proclamado pelo toque de trombetas .

2 Como holocausto agradável ao SENHOR, devem oferecer um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito,

3 com a correspondente oferta de cereais de farinha amassada com azeite: seis quilos pelo touro, quatro quilos pelo carneiro

4 e dois quilos por cada cordeiro.

5 Devem oferecer também um bode como sacrifício pelo perdão dos vossos pecados.

6 Isto, para além do holocausto próprio do primeiro dia do mês e do holocausto diário, com as suas ofertas de cereais e de vinho, segundo as normas.

É uma oferta do agrado do SENHOR a ser queimada em sua honra.»

7

«No dia dez desse sétimo mês, devem reunir-se para adorar o SENHOR, fazer penitência e não fazer nenhuma espécie de trabalho.

8 E devem oferecer em holocausto agradável ao SENHOR um touro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito.

9 Com eles devem fazer a correspondente oferta de cereais: seis quilos da melhor farinha amassada em azeite, pelo novilho; quatro quilos pelo carneiro

10 e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.

11 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do sacrifício próprio do dia da expiação e do holocausto diário, com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho .»

12

«No dia quinze do sétimo mês, devem reunir-se para adorar o SENHOR e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho. Devem celebrar festa em honra do SENHOR, durante sete dias .

13

No primeiro dia, devem oferecer em holocausto, como oferta agradável a ser queimada em honra do SENHOR, treze touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito.

14 Com eles, devem apresentar a correspondente oferta de farinha amassada com azeite: seis quilos por cada um dos treze touros, quatro quilos por cada um dos dois carneiros

15 e dois quilos por cada um dos catorze cordeiros.

16 Devem oferecer também um bode em sacrifício pelo pecado, isto, para além do holocausto diário com as suas ofertas de cereais e de vinho.

17

No segundo dia, devem oferecer doze touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

18 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros ou cordeiros, como está mandado.

19 Devem também oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com as suas ofertas de cereais e de vinho.

20

No terceiro dia, devem oferecer onze touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

21 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros ou cordeiros, como está mandado.

22 Devem oferecer também um bode como sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário com a sua oferta de cereais e de vinho.

23

No quarto dia, devem oferecer dez touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

24 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros e cordeiros, como está mandado.

25 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com a sua oferta de cereais e de vinho.

26

No quinto dia, devem oferecer nove touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

27 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros e cordeiros, como está mandado.

28 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com a sua oferta de cereais e de vinho.

29

No sexto dia, devem oferecer oito touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

30 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros e cordeiros, como está mandado.

31 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com a sua oferta de cereais e de vinho.

32

No sétimo dia, devem oferecer sete touros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito,

33 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, segundo o número de touros, carneiros e cordeiros, como está mandado.

34 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com a sua oferta de cereais e de vinho.

35

No oitavo dia, devem fazer uma reunião de festa e não devem fazer nenhuma espécie de trabalho.

36 Devem oferecer em holocausto, como oferta a ser queimada em honra do SENHOR e do seu agrado, um touro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito,

37 com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, pelo touro, pelo carneiro e pelos cordeiros, como está mandado.

38 E devem oferecer um bode em sacrifício pelo pecado, além do holocausto diário, com a sua oferta de cereais e de vinho.

39

Devem fazer tudo isto em honra do SENHOR, nas datas que vos foram marcadas, além do que podem oferecer ainda ao cumprirem as vossas promessas e ao fazerem as vossas ofertas voluntárias, holocaustos, ofertas de cereais e de vinho e sacrifícios de comunhão.»

30

1

Moisés comunicou aos israelitas tudo o que o SENHOR lhe tinha ordenado .

2

Moisés comunicou ainda aos chefes das tribos de Israel outras ordens do SENHOR:

3 «Quando um homem fizer uma promessa em honra do SENHOR, ou assumir para si mesmo um compromisso por juramento, não deve faltar à palavra; deve cumprir tudo exatamente como prometeu .

4

Quando uma mulher fizer uma promessa ao SENHOR ou assumir um compromisso, sendo ainda solteira e vivendo em casa de seu pai,

5 se o pai, ao saber da promessa ou do compromisso que ela assumiu, não diz nada, então essa promessa ou compromisso mantém-se de pé.

6 Mas se, ao saber da promessa ou do compromisso assumido pela filha, o pai não concorda com isso, ficam sem valor. E o SENHOR perdoa a promessa à filha, porque o pai não esteve de acordo.

7

E se ela se casar, estando ainda obrigada a uma promessa ou a um compromisso que assumiu sem refletir,

8 e se o marido, ao saber disso, não disser nada, então a sua promessa ou o compromisso mantêm-se de pé.

9 Mas se o marido, ao saber disso, não concorda, então fica nula a promessa a que ela estava obrigada e o compromisso que ela assumiu. O SENHOR perdoa-lhos.

10

As promessas feitas por uma mulher viúva ou divorciada ou os compromissos assumidos por ela permanecem válidos.

11

Se uma mulher casada fizer uma promessa ou assumir um compromisso sob juramento

12 e se o seu marido, ao saber disso, o não desaprova, as suas promessas e compromissos assumidos mantêm-se de pé e fica obrigada a eles.

13 Mas se, ao saber dos compromissos que ela assumiu ou das promessas a que se obrigou, o marido os quiser anular, ficam anulados. E uma vez que o marido os anulou, o SENHOR perdoa-lhos.

14

Todas as promessas ou juramentos de fazer uma penitência qualquer podem ser aprovados ou anulados pelo marido.

15 Se o marido se calar durante algum tempo , depois de ter sabido das promessas dela ou dos compromissos que assumira, faz com que eles se tornem válidos.

16 E se, mais tarde, os quiser anular, fica ele com a culpa de ela os não cumprir.»

17

Estas foram as normas que o SENHOR deu a Moisés sobre o poder do marido relativamente à mulher e do pai relativamente à filha, enquanto ela vive, ainda solteira, em casa do pai.

31

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Primeiro deves fazer com que os israelitas se vinguem dos madianitas e depois irás juntar-te aos teus antepassados, que morreram.»

3

Moisés disse então ao povo: «Dos vossos homens preparem um exército para a guerra e mandem-nos ir atacar os madianitas, para se vingarem deles, em nome do SENHOR.

4 Cada uma das tribos deve mandar mil homens para a guerra.»

5

E assim se juntaram doze mil homens armados para a guerra, sendo mil de cada uma das tribos.

6

Moisés mandou-os para a batalha, mil por cada tribo, às ordens de Fineias, filho do sacerdote Eleazar, que levava os objetos sagrados e os cornetins, para o toque de guerra.

7 Os israelitas atacaram os madianitas, como o SENHOR tinha mandado a Moisés, e mataram todos os seus homens.

8 Entre os que foram mortos estavam também os cinco reis da região de Madiã: Evi, Reguem, Sur, Hur e Reba. E também mataram à espada Balaão filho de Beor.

9 Quanto às mulheres e crianças, os israelitas levaram-nas como prisioneiras e saquearam tudo, os animais, gados e riquezas.

10 Incendiaram todas as cidades e aldeias

11 e recolheram os despojos, pessoas e animais.

12 Levaram tudo a Moisés e ao sacerdote Eleazar e à comunidade dos israelitas, que se encontravam nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.

13

Moisés, o sacerdote Eleazar e os chefes da comunidade saíram ao encontro deles, fora do acampamento.

14 Moisés ficou muito irritado contra os comandantes das tropas, chefes dos grupos de mil, de cem e de cinquenta soldados, que regressavam da guerra

15 e disse-lhes: «Por que não mataram as mulheres?

16 Foram precisamente elas que no caso de Balaão, levaram os israelitas a afastar-se do SENHOR e a adorarem o deus Baal em Baal-Peor , o que provocou uma grande mortandade no povo do SENHOR.

17 Portanto, matem todos os rapazes e crianças e as mulheres que são ou foram casadas.

18 Quanto às raparigas solteiras, conservem-lhes a vida e guardem-nas para vocês.

19 Quanto aos que mataram alguém ou tocaram nas vítimas, fiquem fora do acampamento durante sete dias e purifiquem-se no terceiro e no sétimo dia, juntamente com as vossas prisioneiras.

20 Purifiquem também as roupas e objetos de couro, de pele de cabra ou de madeira.»

21

O sacerdote Eleazar disse aos que vinham da guerra: «Estas são as normas da lei que o SENHOR deu a Moisés:

22 ouro, prata, bronze, ferro, estanho ou chumbo,

23 tudo o que resistir ao fogo, devem passá-lo pelo fogo e lavá-lo com a água da purificação . E aquilo que não resistir ao fogo devem lavá-lo com água.

24 No sétimo dia, lavem as vossas roupas e ficarão ritualmente puros. Depois disso, podem entrar no acampamento.»

25

O SENHOR disse a Moisés:

26 «Tu e o sacerdote Eleazar e os chefes de clã da comunidade façam as contas dos despojos que trouxeram, tanto das pessoas como dos animais.

27 E dividam os despojos a meio: metade para os soldados que foram à batalha e metade para o resto da comunidade.

28 Da parte dos soldados, retira, como tributo para o SENHOR, uma cabeça por cada quinhentas, tanto das pessoas como dos animais, bois, burros ou ovelhas.

29 Essa parte entrega-a ao sacerdote Eleazar; é o tributo para o SENHOR.

30 Da metade destinada aos israelitas, retira um por cinquenta, tanto das pessoas como dos animais, bois, burros, ovelhas e de toda a espécie de animais, e entrega-os aos levitas, encarregados da guarda do santuário do SENHOR.»

31

Moisés com o sacerdote Eleazar fez o que o SENHOR lhe tinha mandado.

32 O total dos despojos que os guerreiros israelitas recolheram foi de seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas,

33 setenta e dois mil bois,

34 sessenta e um mil burros

35 e trinta e duas mil mulheres solteiras.

36

A metade que correspondia aos soldados que foram à batalha era, portanto, de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas,

37 ficando seiscentas e setenta e cinco como tributo para o SENHOR;

38 dos trinta e seis mil bois, ficaram setenta e dois como tributo para o SENHOR;

39 dos trinta mil e quinhentos burros ficaram sessenta e um como tributo para o SENHOR;

40 e das dezasseis mil pessoas ficaram trinta e duas como tributo para o SENHOR.

41

Moisés entregou a parte que ficava como tributo para o SENHOR ao sacerdote Eleazar tal como o SENHOR tinha mandado.

42

A outra metade, que Moisés tinha separado do que tocava aos soldados e atribuiu à comunidade dos israelitas,

43 era igualmente de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas,

44 trinta e seis mil bois,

45 trinta mil e quinhentos burros

46 e dezasseis mil mulheres solteiras.

47 Desta metade, Moisés retirou um por cada cinquenta, tanto das pessoas como dos animais, e entregou-os aos levitas, encarregados da guarda do santuário do SENHOR, tal como o SENHOR lhe tinha mandado.

48

Então os comandantes do exército, que tinham estado à frente dos grupos de mil, e de cem soldados, foram ter com Moisés

49 e disseram-lhe: «Estivemos a contar os soldados que estavam à nossa responsabilidade e vimos que não falta nenhum.

50 Por isso, queremos oferecer ao SENHOR os objetos de ouro, que cada um de nós encontrou: braceletes, pulseiras, anéis, brincos e colares. Oferecemo-los ao SENHOR em reconhecimento, por nos ter salvado a vida.»

51

Moisés e o sacerdote Eleazar aceitaram o ouro que eles ofereceram, tudo joias finamente trabalhadas.

52 Este ouro oferecido pelos chefes dos grupos de mil e de cem soldados, como tributo para o SENHOR, totalizou cerca de cento e setenta quilos.

53 Era o que os soldados tinham recolhido para si mesmos.

54 Moisés e o sacerdote Eleazar receberam o ouro dos chefes de mil e de cem soldados e levaram-no para a tenda do encontro, ficando como memorial, para que o SENHOR se lembrasse dos israelitas.

32

1

As tribos de Rúben e Gad tinham muito gado. Vendo que a região de Jazer e a de Guilead eram excelentes para a criação de gado,

2 foram ter com Moisés, com o sacerdote Eleazar e com os chefes da comunidade e disseram-lhes:

3 «As regiões de Atarot, Dibon, Jazer, Nimerá, Hesbon, Elalé, Sebam, Nebo e Beon,

4 que o SENHOR conquistou a favor da comunidade dos israelitas, são regiões boas para gado. E nós, teus servos, temos muitos animais!

5 Faz-nos um favor! Que esta terra fique a ser nossa propriedade e já não teremos de atravessar o Jordão.»

6

Moisés respondeu aos descendentes de Rúben e Gad: «Então os vossos irmãos vão para a guerra e vocês ficam aqui?

7 Por que é que hão de desanimar os outros israelitas, para não entrarem na terra que o SENHOR lhes vai dar?

8 Isso foi o que fizeram os vossos antepassados, quando os mandei de Cadés Barneia a explorar o país:

9 foram até ao vale de Escol, viram a terra e, depois, foram desanimar os israelitas, para eles não entrarem na terra que o SENHOR lhes vai dar .

10 Naquele dia, o SENHOR ficou muito indignado e jurou

11 que os homens que saíram do Egito com mais de vinte anos de idade não chegariam a ver a terra que ele tinha prometido a Abraão, a Isaac e a Jacob, porque o povo não lhe foi fiel.

12 Somente Caleb, filho de Jefuné, descendente de Quenaz, e ainda Josué, filho de Nun, fizeram exceção, porque lhe foram inteiramente fiéis.

13 O SENHOR ficou muito irado com os israelitas e obrigou-os a vaguear pelo deserto, durante quarenta anos, até ter desaparecido toda aquela geração, que tinha desagradado ao SENHOR.

14 E agora querem mostrar que pertencem à raça de homens pecadores que foram os vossos pais, fazendo com que o SENHOR fique ainda mais indignado contra os israelitas?

15 Se se afastarem dele, ele vai deixar-vos ficar mais uma vez no deserto e vocês serão os culpados da destruição deste povo.»

16

Eles aproximaram-se mais de Moisés e disseram: «Só queremos construir aqui currais para os nossos rebanhos e cidades para os nossos filhos.

17 Depois iremos armados à frente dos israelitas, lutando até os ajudarmos a instalar-se no seu lugar, enquanto os nossos filhos ficam seguros em cidades fortificadas, a salvo dos que vivem nesta região.

18 Nós não voltaremos para nossas casas, enquanto cada israelita não tiver ocupado a propriedade que lhe é destinada.

19 E não queremos para nós nenhuma propriedade a ocidente do Jordão, pois a nossa propriedade já está em nosso poder, a oriente do Jordão.»

20

Moisés respondeu-lhes: «Se assim fizerem, se forem armados à frente dos vossos irmãos, para a batalha,

21 se todos os vossos homens de armas atravessarem o Jordão, à frente do SENHOR, até que ele afaste todos os seus inimigos da sua frente

22 e o país tenha sido conquistado para o SENHOR, então poderão voltar, pois já não estarão em obrigação para com o SENHOR nem para com os israelitas. Esta terra será então vossa propriedade, com a aprovação do SENHOR.

23 Mas se não fizerem assim, fiquem a saber que cometem um pecado contra o SENHOR e que algum dia terão de pagar por esse pecado.

24 Portanto, construam cidades para os vossos filhos e currais para os vossos gados e cumpram com a vossa promessa.»

25

Os descendentes de Rúben e de Gad responderam a Moisés: «Nós somos teus servos e queremos fazer como nos mandas;

26 as nossas crianças, as nossas mulheres e os nossos animais e gados ficarão aqui nas cidades de Guilead

27 e todos os nossos homens armados irão para a batalha, às ordens do SENHOR, tal como nos ordenaste.»

28

Moisés deu as seguintes instruções a respeito deles ao sacerdote Eleazar e a Josué, filho de Nun, e aos chefes de clã das tribos israelitas:

29 «Se os descendentes de Gad e de Rúben passarem convosco o rio Jordão armados, para lutar às ordens do SENHOR, e conseguirem conquistar aquela terra, devem dar-lhes a terra de Guilead como propriedade.

30 Mas se eles não forem convosco armados, então têm que ficar com uma propriedade ao vosso lado, na terra de Canaã .»

31

Os descendentes de Gad e de Rúben responderam: «Faremos o que o SENHOR nos mandou.

32 Vamos passar armados para a terra de Canaã, às ordens do SENHOR, e ficaremos com a nossa propriedade a oriente do Jordão .»

33

Moisés entregou aos descendentes de Gad e de Rúben e a metade da tribo de Manassés, filho de José, os territórios de Seon, rei dos amorreus, e de Og, rei de Basã, com todas as suas cidades e povoações e os campos que as rodeavam.

34

Os descendentes de Gad e de Rúben reconstruíram Dibon, Atarot, Aroer,

35 Atarot-Chofan, Jazer, Jogboa,

36 Bet-Nimerá, Bet-Haran; fizeram delas cidades fortificadas e construíram currais para os rebanhos.

37 Os descendentes de Rúben reconstruíram Hesbon, Elalé, Quiriataim,

38 Nebo, Baal-Meon e Sibma e puseram nomes novos às povoações que reconstruíram.

39

Os descendentes de Maquir, filho de Manassés, foram conquistar Guilead e apoderaram-se dela, expulsando os amorreus que lá viviam.

40 Moisés entregou Guilead aos descendentes de Maquir, filho de Manassés, e este estabeleceu-se ali.

41

Os descendentes de Jair, filho de Manassés, apoderaram-se de algumas aldeias dos amorreus, que ficaram a chamar-se, desde então, Aldeias de Jair.

42

Noba apoderou-se de Quenat e das povoações à sua volta e pôs-lhe o seu próprio nome, Noba.

33

1

Estas são as etapas da viagem que fizeram os israelitas, desde que saíram do Egito, como um exército organizado e guiados por Moisés e Aarão.

2 Moisés foi registando as várias etapas e os lugares donde saíam, para se porem de novo em viagem, conforme as ordens que o SENHOR lhes dava. E estas foram as suas partidas e chegadas .

3

Saíram de Ramessés no dia quinze do primeiro mês, dia a seguir à Páscoa, e saíram triunfantes à vista de todos os egípcios.

4 Os egípcios, esses estavam ainda a enterrar os seus filhos mais velhos que o SENHOR tinha feito morrer, mostrando que era mais forte do que os seus deuses.

5

Os israelitas saíram de Ramessés e acamparam em Sucot.

6

Saíram de Sucot e acamparam em Etam, nos confins do deserto.

7

De Etam, deram a volta para Pi-Hairot , que está em frente de Baal-Safon, e acamparam em frente de Migdol.

8

De Pi-Hairot, passaram o mar em direção ao deserto, caminharam três dias pelo deserto de Etam e acamparam em Mara.

9

Saíram de Mara e chegaram a Elim. Em Elim havia doze nascentes de água e setenta tamareiras e ali acamparam.

10

De Elim foram acampar junto ao Mar Vermelho.

11

Do Mar Vermelho foram acampar no deserto de Sin.

12

Saíram do deserto de Sin e acamparam em Dofca.

13

De Dofca foram acampar em Alús.

14

Saíram de Alús e acamparam em Refidim, onde o povo não encontrou água para beber.

15

De Refidim foram acampar no deserto do Sinai.

16

Saíram do deserto do Sinai e foram acampar em Quiberot-Tavá.

17

De Quiberot-Tavá foram acampar em Hacerot.

18

Saíram de Hacerot e acamparam em Ritma.

19

Saíram de Ritma e foram acampar em Rimon-Peres.

20

De Rimon-Peres foram acampar em Libna.

21

Partiram de Libna e foram acampar em Rissa.

22

De Rissa foram acampar em Queelata.

23

De Queelata foram acampar no monte Chéfer.

24

Saíram do monte Chéfer e acamparam em Harada.

25

De Harada foram acampar em Maquelot.

26

De Maquelot foram acampar em Taat.

27

Partiram de Taat e acamparam em Tera.

28

De Tera foram acampar em Mitca.

29

De Mitca foram acampar em Hasmona.

30

Saíram de Hasmona e acamparam em Mosserot.

31

De Mosserot foram acampar em Benê-Jacan.

32

De Benê-Jacan foram acampar em Hor-Guidgad.

33

Partiram de Hor-Guidgad e acamparam em Jotbatá.

34

De Jotbatá foram acampar em Abrona.

35

De Abrona foram acampar em Ecion-Guéber.

36

Saíram de Ecion-Guéber e acamparam no deserto de Sin, em Cadés.

37

Partiram de Cadés e foram acampar no monte Hor, na fronteira de Edom.

38 Foi ali que Aarão subiu ao monte Hor, por ordem do SENHOR e ali morreu. Era o primeiro dia do quinto mês do ano quarenta, depois da saída do Egito .

39 Aarão tinha cento e vinte e três anos de idade, quando morreu no monte Hor.

40

Nessa altura, o rei cananeu de Arad, que habitava na parte do Negueve que pertence a Canaã, ouviu falar da chegada dos israelitas .

41

Depois saíram do monte Hor e acamparam em Salmona.

42

De Salmona foram acampar em Punon.

43

De Punon foram acampar em Obot.

44

De Obot foram acampar em Ié-Abarim, na fronteira de Moab.

45

Saíram de Ié-Abarim e foram acampar em Dibon-Gad.

46

Saíram de Dibon-Gad e foram acampar em Almon-Diblataim.

47

Saíram de Almon-Diblataim e acamparam nas montanhas de Abarim, em frente do monte Nebo.

48

Partindo das montanhas de Abarim, acamparam nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.

49 Na planície de Moab, acamparam ao longo do Jordão, desde Bet-Jechimot até Abel-Chitim.

50

Na estepe de Moab, junto do Jordão, diante de Jericó, o SENHOR disse a Moisés

51 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando atravessarem o Jordão, para entrarem na terra de Canaã,

52 devem expulsar de lá todos os seus habitantes, destruir todas as estátuas dos seus deuses, feitas de pedra e de metal, e arrasar os seus santuários.

53 Conquistem o país e estabeleçam-se nele, pois eu dou-vos essa terra em propriedade.

54 Devem repartir essa terra, por sorteio, entre as vossas famílias. As famílias maiores receberão uma herança maior e as mais pequenas, uma herança menor. E cada tribo deve ocupar a parte que o sorteio lhe destinar .

55 Se não expulsarem os habitantes do país, os que ficarem serão como espinhos nos vossos olhos e aguilhões no vosso corpo e hão de ser uma ameaça nessa terra onde vão viver.

56 E eu farei contra vós o que tencionava fazer contra eles.»

34

1

O SENHOR disse a Moisés

2 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Dentro em pouco, vão entrar na terra de Canaã, a terra que vos cabe em herança. Estas são as suas fronteiras.

3

A fronteira sul é constituída pelo deserto de Sin, que divide o Negueve do país de Edom. Essa fronteira começa, a oriente, no extremo sul do Mar de Sal,

4 segue daí para sul pela encosta de Acrabim, passa por Sin e vai dar a sul de Cadés Barneia; depois, passa por Haçar-Adar, para chegar a Asmon.

5 De Asmon, a fronteira segue em direção à ribeira do Egito e termina junto ao mar Mediterrâneo.

6

A fronteira ocidental é o mar Mediterrâneo; é aí que devem considerar a fronteira ocidental.

7

Devem traçar a fronteira norte desde o mar Mediterrâneo até ao monte Hor ;

8 do monte Hor, vai até ao desvio para Hamat, chegando até Sedad;

9 dali seguirá para Zifron e vai terminar em Haçar-Enan. É por aí que devem considerar a vossa fronteira do lado norte.

10

Devem traçar a fronteira oriental de Haçar-Enan em direção a Chefam;

11 de Chefam, desce em direção a Ribla, a oriente de Ain; e descendo ainda, passa junto à costa do lago de Genesaré, do lado oriental;

12 depois continua a descer seguindo o Jordão, para terminar no mar Morto. Esta é a vossa terra com as suas fronteiras.»

13

Moisés transmitiu estas instruções aos israelitas: «É esta a terra que vão receber por sorteio e que o SENHOR mandou entregar às nove tribos e a metade da tribo de Manassés .

14 Pois os descendentes da tribo de Rúben e os da tribo de Gad, segundo os seus clãs, bem como a outra metade da tribo de Manassés, já receberam a herança que lhes pertencia.

15 Essas duas tribos e meia receberam a sua herança na margem oriental do rio Jordão, diante de Jericó .»

16

O SENHOR disse a Moisés:

17 «Esta é a lista das pessoas que farão por vós a distribuição da terra: o sacerdote Eleazar e Josué, filho de Nun,

18 e ainda um chefe por cada uma das tribos.

19 A lista dos chefes é esta:

da tribo de Judá: Caleb, filho de Jefuné;

20

da tribo de Simeão: Samuel, filho de Amiud;

21

da tribo de Benjamim: Elidad, filho de Quislon;

22

da tribo de Dan: Buqui, filho de Jogli;

23

da tribo de Manassés, filho de José: Haniel, filho de Efod;

24

da tribo de Efraim, filho de José: Quemuel, filho de Chiftan;

25

da tribo de Zabulão: Eliçafan, filho de Parnac;

26

da tribo de Issacar: Paltiel, filho de Azan;

27

da tribo de Asser: Aiud, filho de Chelomi;

28

da tribo de Neftali: Pedael, filho de Amiud.»

29

Foi a estes que o SENHOR ordenou que fizessem a distribuição da terra de Canaã aos israelitas.

35

1

O SENHOR disse a Moisés, na planície de Moab, junto ao rio Jordão, em frente de Jericó:

2 «Ordena aos israelitas que, da terra que lhes caberá em propriedade, deem aos levitas algumas cidades para eles viverem , e campos de pastagem à volta das cidades.

3 As cidades serão para nelas habitarem e os campos servirão de pastagem para os seus animais, para os seus bens e para todos os seus gados.

4 Os campos a destinar aos levitas devem ter quinhentos metros de raio a contar dos muros da cidade.

5 O conjunto dos campos da cidade formará, assim, um quadrado de mil metros de cada um dos lados, oriente, sul, ocidente e norte, e tendo a cidade no seu centro. E esses serão os seus campos de pastagem.

6

Das cidades que devem dar aos levitas, seis serão as cidades de refúgio, que tiverem destinado para refúgio dos que mataram alguém involuntariamente , e devem dar-lhes mais quarenta e duas.

7 No total, devem dar aos levitas quarenta e oito cidades, incluindo os seus campos de pastagem.

8 Quando os israelitas entregarem aos levitas as suas cidades, devem fazê-lo na proporção da propriedade que cada tribo recebeu: quem recebeu mais dará mais cidades e quem recebeu menos dará menos.»

9

O SENHOR disse a Moisés

10 que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando atravessarem o Jordão, para entrarem em Canaã,

11 devem escolher algumas cidades para vos servirem como cidades refúgio. Quem tiver matado alguém involuntariamente pode refugiar-se nessas cidades .

12 Essas cidades servirão para que o parente da vítima não venha matar quem a matou , enquanto o acusado não vier a comparecer a julgamento diante da comunidade.

13 Das cidades dadas aos levitas, seis devem ser cidades de refúgio,

14 três a oriente do Jordão e outras três na terra de Canaã. Estas serão as cidades refúgio,

15 tanto para os israelitas como para os estrangeiros, residentes ou de passagem entre eles. Lá se podem refugiar todos os que tiverem matado alguém involuntariamente.

16

Mas se alguém agrediu uma pessoa com um objeto de ferro e a matou é um assassino e deve ser condenado à morte.

17

Se a agrediu com uma pedra que pode provocar a morte e realmente a matou, é assassino e deve ser condenado à morte.

18

Se bateu com um pau que pode causar a morte e a matou, é assassino e deve ser condenado à morte.

19 O parente próximo da vítima pode vingar-se do assassino, matando-o, quando o encontrar.

20

Se alguém deu um empurrão a outro por maldade ou atirou contra ele alguma coisa com má intenção e essa pessoa morreu,

21 ou se o agredir a murro e lhe causar a morte, deve ser condenado à morte, porque é assassino. O parente próximo da vítima pode vingar-se do assassino, matando-o, quando o encontrar.

22

Pode acontecer que alguém empurre outro casualmente, sem lhe querer mal, ou atire na direção dele qualquer coisa sem má intenção,

23 ou que atire uma pedra e o apanhe, sem antes o ter visto, e cause a morte a uma pessoa, sem antes a odiar nem lhe querer mal algum.

24 Então a comunidade deve servir de árbitro entre o que causou a morte e o parente próximo encarregado da vingança, tendo em conta estas normas:

25 a comunidade deve impedir que aquele que causou a morte venha a cair nas mãos do parente encarregado da vingança e deve fazê-lo voltar para a cidade onde tinha procurado refúgio. Ali deve ficar até à morte do sumo sacerdote, que foi consagrado com o óleo sagrado.

26

Se o que causou a morte sair dos limites da cidade onde se refugiou

27 e o parente da vítima encarregado da vingança o encontrar fora dos limites da cidade de refúgio e o matar, isso não será considerado crime.

28 Aquele que causou uma morte involuntária deve ficar na cidade onde se refugiou até morrer o sumo sacerdote. Depois disso, pode voltar à cidade onde tem a sua herança.»

29

Estas leis devem servir de norma de conduta para vocês e para os vossos descendentes, onde quer que estejam.

30

«Em casos de homicídio, o assassino só deve ser condenado à morte depois de ouvidas várias testemunhas; uma só testemunha não é suficiente para condenar ninguém à morte .

31

Não podem aceitar resgate pela vida dum assassino, que é réu de morte; deve ser condenado à morte.

32

Também não se pode aceitar resgate para que alguém, que se refugiou numa cidade de refúgio, possa voltar para a sua terra antes da morte do sumo sacerdote.

33

Não profanem a terra onde vivem; pois o assassínio profana esta terra e, assim profanada por uma morte violenta, ela só pode ser resgatada com a morte do assassino.

34 Não profanem a terra em que vivem e na qual eu habito também, pois eu, o SENHOR, vivo realmente no meio dos israelitas.»

36

1

Os chefes de família dos clãs de Guilead, descendentes de Maquir, filho de Manassés, que era um dos grupos descendentes de José, apresentaram-se a Moisés e aos chefes de clã de todos os israelitas

2 e disseram-lhes: «O SENHOR deu-te ordens para que a terra fosse distribuída, por sorteio, aos israelitas e, depois, recebeste também ordens para dares a herança do nosso irmão Selofad às suas filhas .

3 Mas se elas se casarem com alguém pertencente a uma outra tribo de Israel, a herança delas vai ficar afastada da herança dos nossos antepassados e vai ser acrescentada à herança da tribo, na qual elas forem casar. E assim nos será retirada uma parte do que nos coube por sorteio.

4 E quando chegar o ano do Jubileu , a herança delas ficará definitivamente ligada à herança da tribo onde elas foram casar e ficará afastada da herança da tribo dos nossos antepassados.»

5

Então Moisés por indicação do SENHOR, disse aos israelitas: «Os descendentes de José têm razão.

6 Por isso, o SENHOR ordena o seguinte, a propósito das filhas de Selofad: podem casar-se com quem quiserem, desde que seja com alguém da sua tribo, por parte de seu pai.

7 Pois a herança dos israelitas não deve passar duma tribo para outra. Os israelitas devem permanecer ligados à herança que lhes vem dos seus antepassados.

8 E se uma mulher receber uma herança entre as tribos de Israel, deve casar-se com um homem da sua própria tribo, para que os israelitas possam sempre continuar a receber a herança dos seus antepassados.

9 Desta forma as heranças não passarão duma tribo para outra e as tribos israelitas poderão continuar sempre ligadas cada uma à sua herança.»

10

As filhas de Selofad cumpriram exatamente aquilo que o SENHOR ordenou a Moisés:

11 Mala, Tirça, Hogla, Milca e Noa, filhas de Selofad casaram-se com primos, filhos de tios paternos,

12 pertencentes a famílias descendentes de Manassés, filho de José. E assim a herança delas continuou na família do seu pai.

13

Estas são as leis e deveres que o SENHOR deu aos israelitas por meio de Moisés, nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.