1

1

Eis os nomes dos filhos de Israel que foram com Jacob para o Egito, cada qual acompanhado da respetiva família.

2 Eram eles: Rúben, Simeão, Levi, Judá,

3 Issacar, Zabulão, Benjamim,

4 Dan, Neftali, Gad e Asser.

5 Os descendentes de Jacob somavam, no total, setenta pessoas .

6

José e os seus irmãos e todos os daquela geração morreram,

7 mas os israelitas tiveram filhos e cresceram muito, tendo-se tornado tão numerosos e fortes que enchiam todo o Egito.

8

Subiu então ao trono do Egito um novo rei que não sabia nada a respeito de José.

9 E esse rei disse ao seu povo: «Reparem que o povo de Israel é já muito numeroso e bastante mais poderoso do que nós.

10 Temos de usar de qualquer estratagema para impedir que eles continuem a aumentar, porque se houver uma guerra são capazes de se aliar aos nossos inimigos, para combaterem contra nós e deixarem depois este país.»

11

Então os egípcios puseram capatazes a dirigir os israelitas, para os oprimirem com trabalhos pesados. Obrigaram-nos a construir as cidades de Pitom e Ramessés , que o faraó usava para armazenar as suas provisões.

12 Mas quanto mais os egípcios os oprimiam, mais os israelitas se multiplicavam e mais se expandiam. Por isso, os egípcios começaram a ter horror dos israelitas

13 e escravizavam-nos cruelmente,

14 tornando-lhes a vida muito amargurada com trabalhos pesados, no barro e nos tijolos e em toda a espécie de trabalhos de campo. Todas estas tarefas lhes eram impostas com crueldade.

15 Além disso, o rei chamou as parteiras hebreias, cujos nomes eram Chifra e Pua,

16 e disse-lhes: «Quando ajudarem as hebreias a dar à luz, prestem atenção. Se for menino, matem-no; se for menina, deixem-na viver.»

17 Porém as parteiras obedientes a Deus, não cumpriram as ordens do rei do Egito e deixaram viver os meninos.

18 O rei chamou então as parteiras e perguntou-lhes: «Por que agiram desta maneira e deixaram viver os meninos?»

19 Elas responderam ao faraó: «É que as mulheres hebreias não são como as egípcias: elas são fortes e dão à luz, mesmo antes de chegar a parteira.»

20 E Deus recompensou as parteiras; e o povo continuou a multiplicar-se e a tornar-se cada vez mais forte.

21 E como as parteiras obedeceram a Deus, ele concedeu-lhes famílias numerosas.

22 Então o faraó ordenou a todo o povo egípcio: «Deitem ao Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas deixem viver as meninas.»

2

1

Um homem da tribo de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo;

2 ela ficou grávida e deu à luz um menino. Como era muito formoso, ela escondeu-o durante três meses.

3 Mas não conseguindo escondê-lo por mais tempo, meteu o menino num cesto de junco que tinha betumado com pez, e foi pô-lo entre os juncos na beira do rio.

4 E a irmã do menino ficou a certa distância para ver o que lhe acontecia.

5

A filha do faraó desceu para ir tomar banho ao rio, enquanto as suas servas passeavam na margem. Nisto ela viu o cesto entre os juncos e mandou uma das suas escravas ir lá buscá-lo.

6 Quando a princesa abriu o cesto e viu um menino a chorar, teve pena dele e disse: «Este é um dos meninos dos hebreus.»

7

Então a irmã do menino perguntou à filha do faraó: «Quer que vá chamar uma ama hebreia para criar este menino para si?»

8 A princesa respondeu: «Vai.» Então a rapariga foi buscar a mãe do menino

9 e a princesa disse à ama: «Leva este menino e amamenta-o por mim, que eu te pagarei.» A mãe do menino levou-o e amamentou-o.

10 Quando o menino já estava crescido, levou-o à filha do faraó e esta adotou-o como filho. E deu-lhe o nome de Moisés, dizendo: «É porque o retirei das águas .»

11

Quando Moisés já era homem, saiu um dia para visitar os seus irmãos hebreus e viu que os seus trabalhos eram muito pesados. Viu também um egípcio a bater num dos hebreus.

12 Olhou para todos os lados, e como não viu mais ninguém, espancou o egípcio e enterrou-o na areia.

13 No dia seguinte, voltou a sair e viu dois hebreus à pancada. Perguntou então ao que era culpado: «Por que bates no teu irmão de raça?»

14 E o homem respondeu-lhe: «Quem te nomeou chefe e juiz entre nós? Será que me queres matar como fizeste àquele egípcio?» Moisés atemorizou-se e disse para consigo: «Não há dúvida de que o caso já é conhecido!»

15 Quando o faraó soube do que se tinha passado, mandou prender Moisés para o matar, mas Moisés fugiu dele e foi viver para a região de Madiã , e sentou-se a descansar junto dum poço.

16

As sete filhas de Jetro , sacerdote de Madiã, foram tirar água a esse poço e encheram os tanques, para darem de beber ao rebanho de seu pai.

17 Mas chegaram lá uns pastores, que expulsaram as filhas do sacerdote. Moisés levantou-se, defendeu-as e deu de beber ao rebanho.

18 Quando elas voltaram para junto de Reuel, seu pai, ele perguntou-lhes: «Por que vieram hoje tão depressa?»

19 Elas responderam: «Um egípcio defendeu-nos dos pastores, tirou-nos bastante água do poço e deu de beber ao rebanho.»

20

Então o pai perguntou-lhes: «E onde está ele? Por que deixaram lá esse homem? Vão convidá-lo para vir comer connosco.»

21

Moisés aceitou ficar a viver em casa de Jetro, que mais tarde lhe deu em casamento sua filha Séfora.

22 Ela teve um filho a quem Moisés deu o nome de Gerson , porque disse ele para consigo, «eu sou um estrangeiro residente em terra estranha».

23

Passado muito tempo, morreu o rei do Egito. Os filhos de Israel, contudo, continuaram a lamentar-se e a queixar-se da sua escravidão. Então Deus escutou os seus lamentos

24 e atendeu às suas queixas, lembrando-se da aliança que tinha feito com Abraão, Isaac e Jacob.

25 Deus viu a escravidão dos israelitas e interessou-se por eles .

3

1

Um dia em que Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã, levou o gado através do deserto, até chegar ao Horeb , o monte de Deus.

2 Ali apareceu-lhe o SENHOR numa labareda de fogo, no meio duma sarça . Moisés viu que a sarça estava a arder sem se consumir.

3 Disse então para consigo: «Vou aproximar-me, para ver melhor este espetáculo impressionante duma sarça a arder sem se queimar.»

4

Quando o SENHOR viu que Moisés se aproximava para observar, chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» E ele respondeu: «Aqui estou.»

5 Deus disse-lhe: «Não te aproximes e descalça-te, porque o lugar onde estás é terra sagrada.»

6 E acrescentou: «Eu sou o Deus do teu pai, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.» Moisés desviou o olhar porque teve medo de olhar para Deus.

7 O SENHOR, porém, continuou: «Tenho visto como sofre o meu povo que está no Egito. Ouvi-os queixarem-se dos seus opressores e sei bem o que eles sofrem.

8

Por isso, estou decidido a ir libertá-lo do poder dos egípcios e tirá-lo dessa terra, para o levar para uma terra grande e boa, onde o leite e o mel correm como água . É a terra onde vivem os cananeus, os hititas, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

9 Ora eu ouvi as queixas dos filhos de Israel e vi também como os egípcios os maltratam.

10 Portanto vai, que eu te envio ao faraó, para tirares do Egito o meu povo, os filhos de Israel.»

11

Então Moisés disse a Deus: «Quem sou eu, para me apresentar diante do faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?»

12 Deus respondeu: «Eu estarei contigo. E o sinal de que sou eu quem te envia é este: quando tiveres tirado o meu povo do Egito, todos adorarão a Deus neste monte.»

13 Porém Moisés respondeu: «Mas olha que, quando eu disser aos israelitas que o Deus dos seus antepassados me enviou para junto deles, eles vão perguntar-me como é que ele se chama. Que é que eu lhes digo?»

14 Deus disse então a Moisés: «EU SOU AQUELE QUE É. E dirás também aos israelitas: “AQUELE QUE É foi quem me enviou a vós.”»

15

Deus disse ainda a Moisés: «Dirás isto aos filhos de Israel: “O SENHOR , o Deus dos vossos antepassados, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, foi quem me enviou para vos falar.” Este é o meu nome para todo o sempre. Por ele serei lembrado de geração em geração.

16 Vai e reúne os anciãos de Israel e diz-lhes: “O SENHOR, o Deus dos vossos antepassados, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, apareceu-me e disse-me que tinha vindo para vos ajudar, porque viu como os egípcios vos têm tratado.

17 Disse-me também que vos vai livrar de tudo o que têm sofrido no Egito e que vos vai conduzir à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus, uma terra onde o leite e o mel correm como água.”

18 Eles escutarão a tua voz. Irás então com os anciãos de Israel à presença do rei do Egito e dir-lhe-ás : “O SENHOR, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Portanto, deixa-nos ir ao deserto, a uma distância de três dias de caminho, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.”

19 Eu sei muito bem que o rei do Egito não vos deixará sair, a não ser pela força.

20 Mas eu usarei o meu poder e castigarei o Egito com prodígios terríveis, que realizarei nesse país. Depois disso, o faraó há de deixar-vos sair.

21 Além disso, farei com que este povo consiga os favores dos egípcios, de modo que quando saírem não irão de mãos vazias.

22 Cada mulher pedirá à sua vizinha, ou à dona da casa em que residir, objetos de prata e de ouro e vestuário, e com tudo isso vestirão os vossos filhos e filhas, despojando o Egito dos seus tesouros.»

4

1

Moisés disse ao SENHOR: «Eles não vão escutar, nem sequer vão fazer caso do que eu disser. Pelo contrário, vão dizer: “O SENHOR não te apareceu.”»

2 Então o SENHOR perguntou-lhe: «Que é isso que tens na mão?» Ele respondeu: «Uma vara.»

3 E o SENHOR disse: «Deita-a ao chão.» Moisés atirou-a ao chão e a vara transformou-se numa cobra. Ao vê-la, Moisés fugiu,

4 mas o SENHOR disse-lhe: «Estende a mão e pega-lhe pela cauda.» Ele estendeu a mão e, ao agarrá-la, a cobra transformou-se em vara outra vez.

5 O SENHOR disse-lhe então: «Isto é para que eles creiam que te apareceu o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.»

6 O SENHOR continuou: «Mete agora a tua mão no peito.» Moisés assim fez e quando a tirou estava coberta de lepra e branca como a neve.

7 Deus disse-lhe ainda: «Torna a meter a mão no peito.» Moisés assim fez e, ao retirá-la, viu que estava tão sã como o resto do seu corpo.

8 O SENHOR acrescentou: «Se acontecer eles não acreditarem em ti e não fizerem caso do primeiro sinal, acreditarão no segundo.

9 Mas se não acreditarem em ti, nem fizerem caso destes dois sinais, tiras água do rio, deita-la na terra seca e a água que tiraste do rio há de transformar-se em sangue.»

10

Então Moisés disse ao SENHOR: «Ó meu SENHOR, eu não tenho facilidade de falar; e isto não é de ontem, nem desde que tu estás a falar com este teu servo; mas sempre que tenho de falar, trava-se-me a língua na boca.»

11 O SENHOR respondeu: «Quem é que deu a boca ao homem? Quem o faz ser mudo, surdo, cego ou ter vista? Não sou eu, o SENHOR?

12 Vai pois que eu darei força à tua palavra e te ensinarei o que deves dizer.»

13 Moisés insistiu: «Por favor, ó meu Senhor, envia outra pessoa em vez de mim!»

14 Então o SENHOR zangou-se com Moisés e disse: «Tens o teu irmão Aarão, o levita! Eu sei que ele fala muito bem. Aliás, ele vem aí precisamente ao teu encontro e, quando te vir, vai ficar muito contente.

15 Fala com ele e explica-lhe o que ele tem que dizer. Eu darei força às tuas palavras e às dele, hei de dizer-vos o que devem fazer.

16 Ele falará ao povo por ti; será como um profeta que transmite a tua mensagem .

17 Leva essa vara na mão, porque é com ela que mostrarás estes prodígios.»

18

Moisés voltou a casa de Jetro, seu sogro, e disse-lhe: «Tenho que regressar ao Egito, onde estão os meus irmãos hebreus. Quero ver se ainda estão vivos.» Jetro disse a Moisés: «Vai em paz.»

19 Ainda em Madiã, o SENHOR disse a Moisés: «Volta ao Egito porque todos os que te queriam matar já morreram.»

20

Moisés levou consigo a mulher e os filhos montados num jumento e voltou para o Egito. Levava na mão a vara prodigiosa .

21 Então o SENHOR disse a Moisés: «Quando chegares ao Egito, não te esqueças de realizar diante do faraó todos os prodígios que te dei poder para fazeres. No entanto, eu vou fazer com que ele se mostre resistente e não deixe sair os israelitas.

22 Mas tu dirás ao faraó: “Assim diz o SENHOR: Israel é o meu primeiro filho.

23 Já te disse que deixes sair o meu filho, para que me vá adorar; mas como tu, faraó, te recusas a deixá-lo ir, vou matar o teu primeiro filho.”»

24

Durante a viagem, no lugar onde Moisés e a família passaram a noite, o SENHOR foi ao encontro de Moisés e quis dar-lhe a morte.

25 Então Séfora pegou numa faca de pedra e circuncidou o seu filho. Depois tocou com o prepúcio do menino no corpo de Moisés e disse: «Na verdade, tu és para mim um marido de sangue.»

26 Nessa altura, o SENHOR deixou ir Moisés. Séfora disse que Moisés era um marido de sangue por causa da circuncisão .

27

Entretanto o SENHOR disse a Aarão: «Vai ter com Moisés ao deserto.» Ele foi, encontrou-o no monte de Deus e saudou-o com um beijo.

28 Moisés contou a Aarão tudo o que o SENHOR lhe tinha mandado dizer e também os grandes prodígios que lhe tinha mandado realizar.

29 Então os dois foram reunir todos os anciãos de Israel.

30 Aarão contou-lhes tudo o que o SENHOR tinha dito a Moisés e realizou aqueles prodígios diante de Israel.

31 O povo acreditou; e ao saber que o SENHOR tinha pensado nos israelitas e tinha visto como eles sofriam, inclinaram-se em adoração.

5

1

Depois disto, Moisés e Aarão foram dizer ao faraó: «Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Deixa ir o meu povo ao deserto, para lá fazerem uma festa em minha honra.”»

2 O faraó respondeu: «Quem é esse SENHOR para que eu seja obrigado a obedecer às suas ordens e a deixar ir os israelitas? Não conheço o SENHOR, nem tão-pouco quero deixar sair os israelitas.»

3 Eles responderam: «O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro; portanto, deixa-nos ir ao deserto, a uma distância de três dias de caminho, oferecer sacrifícios ao SENHOR, para evitar que ele nos castigue com a peste ou com alguma guerra.»

4 Então o rei do Egito respondeu: «Moisés e Aarão, por que é que afastam o povo do seu trabalho? Voltem para os vossos trabalhos!»

5 E acrescentou: «Agora que esse povo é já tão grande no país, vão desviá-lo dos seus trabalhos?»

6

Nesse mesmo dia, o faraó ordenou aos inspetores e capatazes :

7 «Daqui em diante não forneçam mais palha para os israelitas fazerem os tijolos, como têm fornecido até agora. Eles que vão procurar a palha!

8 Mas exijam-lhes a mesma quantidade de tijolos que têm feito até aqui. Nem um tijolo menos! São uns preguiçosos e por isso gritam: “Queremos ir oferecer sacrifícios ao nosso Deus!”

9 Sobrecarreguem essa gente com mais trabalho, mantenham-nos ocupados para que não deem ouvidos às mentiras que lhes vêm contar.»

10

Os inspetores e capatazes foram dizer ao povo: «Oiçam o que diz o faraó: “Daqui para o futuro não vos fornecerei mais palha.

11 Vão antes buscá-la onde a encontrarem, mas não haverá redução no vosso trabalho.”»

12 Os israelitas espalharam-se então por todo o Egito, para juntarem restolho em vez de palha.

13 Os inspetores apertavam com eles e diziam: «Acabem o vosso trabalho de hoje, porque a tarefa para cada dia é a mesma, como quando lhes fornecíamos palha.»

14 Chegaram a chicotear os capatazes israelitas nomeados pelos inspetores do faraó, dizendo-lhes: «Por que não completaram, nem ontem nem hoje, a quantidade de tijolos que faziam antes?»

15 Os capatazes israelitas foram queixar-se ao faraó, dizendo-lhe: «Por que procedes assim com os teus servos?

16 Já não nos fornecem palha e, no entanto, exigem-nos que fabriquemos os mesmos tijolos e chicoteiam estes teus servos. A culpa é do teu povo!»

17

O faraó respondeu: «Vocês são uns preguiçosos! Sim, uns preguiçosos! Por isso, é que andam a dizer: “Queremos ir oferecer sacrifícios ao SENHOR!”

18 Vão mas é trabalhar! Ninguém vos fornecerá palha, mas têm de apresentar a mesma quantidade de tijolos!»

19 Os capatazes israelitas reconheceram que estavam numa situação difícil, por terem ouvido que não podiam reduzir a quantidade de tijolos na entrega de cada dia.

20 Ao saírem do palácio do faraó encontraram Moisés e Aarão, que estavam fora do palácio à espera deles,

21 e disseram-lhes: «Que o SENHOR veja bem o que fizeram e vos castigue por isso. Porque vocês é que têm a culpa de o faraó e os seus funcionários nos verem com maus olhos. Puseram nas suas mãos a espada com que eles nos vão matar.»

22

Moisés dirigiu-se a Deus e disse: «Ó meu SENHOR, por que tratas mal este povo? Por que me enviaste?

23 Desde que fui falar com o faraó em teu nome, ele tem maltratado ainda mais o povo; e tu nada fizeste para o livrar.»

6

1

Deus respondeu a Moisés: «Vais ver em breve o que eu vou fazer ao faraó, porque só pela força é que ele os deixará sair; mais ainda, ele próprio vai ser forçado a expulsá-los do país.»

2

Deus falou de novo a Moisés e disse: «Eu sou o SENHOR.

3 Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacob como o Deus supremo, mas não me dei a conhecer a eles pelo meu verdadeiro nome: o SENHOR .

4 Também estabeleci com eles a minha aliança, prometendo dar-lhes a terra de Canaã, terra onde tinham vivido como estrangeiros por algum tempo.

5 Agora que ouvi as queixas dos filhos de Israel, que os egípcios os têm escravizado, não me esqueci da minha aliança.

6 Portanto, diz aos filhos de Israel que eu, o SENHOR, vou livrar-vos dos trabalhos forçados que vos são impostos pelos egípcios, vou livrar-vos da escravidão, vou salvar-vos com o meu imenso poder e com grande autoridade.

7 Farei de vós o meu povo e eu serei o vosso Deus. Assim saberão que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos livrará da opressão dos egípcios.

8 Levar-vos-ei ao país que prometi a Abraão, Isaac e Jacob e dar-vos-ei essa terra para ser vossa. Eu sou o SENHOR.»

9

Moisés repetiu tudo isto aos israelitas, mas eles não fizeram caso dele, porque estavam muito desanimados, devido à dureza da sua escravidão.

10 Então o SENHOR disse a Moisés:

11 «Vai dizer ao faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel do seu país.»

12 Moisés respondeu ao SENHOR: «Os filhos de Israel não fizeram caso do que eu disse; como irá escutar-me o faraó, a mim que tenho tanta dificuldade em falar?»

13 Então o SENHOR ordenou a Moisés e a Aarão que dissessem aos israelitas e ao faraó, rei do Egito, que tinham ordens para tirarem do Egito os filhos de Israel.

14

Estes são os chefes das famílias patriarcais. Filhos de Rúben, primogénito de Israel: Henoc, Palu, Hesron e Carmi. Estas são as famílias de Rúben.

15

Filhos de Simeão: Jemuel, Jamin, Oad, Jaquin, Soar e Saul, que era filho de uma cananeia. Estas são as famílias de Simeão.

16

Estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas famílias: Gerson, Queat e Merari. Levi viveu cento e trinta e sete anos.

17 Os filhos de Gerson, por ordem de famílias foram: Libni e Simei.

18 Os filhos de Queat foram: Ameram, Jiçar, Hebron e Uziel. Queat viveu cento e trinta e três anos.

19 Os filhos de Merari foram: Mali e Muchi. Estas são as famílias de Levi, por ordem de nascimento.

20 Ameram casou com Jocbed, sua tia, de quem nasceram Aarão e Moisés. Ameram viveu cento e trinta e sete anos.

21 Os filhos de Jiçar foram Corá, Néfeg e Zicri.

22 Os filhos de Uziel foram: Michael, Elçafan e Sitri.

23 Aarão casou com Eliseba, que era filha de Aminadab e irmã de Nachon; dela lhe nasceram Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar.

24 Os filhos de Corá foram: Assir, Elcaná e Abiassaf. Estas são as famílias de Corá.

25 Eleazar, filho de Aarão, casou com uma filha de Putiel, de quem nasceu Fineias. Estes são os chefes das famílias dos levitas.

26

Aarão e Moisés são os aqueles a quem o SENHOR deu ordens para tirarem do Egito os filhos de Israel, organizados em exército.

27 Foram eles, Aarão e Moisés, que falaram ao faraó, rei do Egito, para tirar daquele país os israelitas.

28

No dia em que o SENHOR falou a Moisés no Egito,

29 disse-lhe: «Eu sou o SENHOR. Transmite ao faraó, rei do Egito, tudo o que eu te disser.»

30 Mas Moisés respondeu-lhe: «SENHOR, eu tenho dificuldade em falar. Como irá o faraó fazer caso do que eu disser?»

7

1

Então o SENHOR disse a Moisés: «Repara que vou fazer com que tu sejas para o faraó como um deus e Aarão, teu irmão, será o teu profeta.

2 Dirás a Aarão tudo o que eu te ordenar e ele falará com o faraó, para que deixe sair do seu país os israelitas.

3 Mas eu vou endurecer o coração do faraó e multiplicarei os meus sinais e os meus prodígios contra o Egito.

4 O faraó não vai fazer caso do que lhe disserem, mas eu exercerei o meu poder sobre o Egito e farei sair desse país os meus exércitos, isto é, o meu povo, os filhos de Israel, com grande autoridade.

5 Os egípcios ficarão a saber que eu sou o SENHOR, quando lhes fizer sentir o meu poder e tirar do Egito os israelitas.»

6

Moisés e Aarão fizeram tudo como o SENHOR lhes tinha ordenado.

7 Moisés tinha oitenta anos e Aarão oitenta e três quando falaram com o faraó.

8

O SENHOR disse a Moisés e Aarão:

9 «Quando o faraó vos disser que façam um milagre, diz a Aarão que pegue na sua vara e que a atire ao chão, diante do faraó, e ela se transformará numa cobra.»

10 Moisés e Aarão apresentaram-se ao faraó e fizeram como o SENHOR lhes tinha ordenado. Aarão lançou a sua vara ao chão, diante do faraó e dos seus servidores, e ela transformou-se logo numa cobra.

11 Porém o faraó mandou chamar os sábios e os magos do Egito e eles fizeram o mesmo com as suas artes mágicas.

12 Atiraram todos as suas varas ao chão e elas transformaram-se em cobras; mas a vara de Aarão devorou as dos outros.

13 No entanto, o faraó continuou teimosamente a não fazer caso de Moisés e Aarão, tal como o SENHOR tinha dito.

14

Então o SENHOR disse a Moisés: «O faraó opôs-se a que os filhos de Israel saiam do Egito.

15 Vai ter com ele amanhã de manhã, muito cedo, quando ele for ao Nilo; põe-te em frente dele na margem do rio. Levarás contigo a vara que se transformou em cobra

16 e dirás isto ao faraó: “O SENHOR, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer-te que deixes partir o seu povo, para que ele lhe ofereça sacrifícios no deserto. Porém até agora não fizeste caso disso.

17 Por isso, o SENHOR disse que vais ficar a saber quem ele é por aquilo que eu vou fazer. Repara, vou bater na água do rio com esta vara e a água vai transformar-se em sangue.

18 Os peixes do rio morrerão e o rio cheirará tão mal que os egípcios terão nojo de beber da sua água.”»

19

O SENHOR disse ainda a Moisés: «Diz a Aarão que pegue na sua vara e que a estenda sobre toda a água do Egito, sobre os seus rios, sobre os canais, sobre as lagoas, sobre todos os reservatórios, para que toda a água se transforme em sangue. Haverá sangue por toda a terra do Egito, quer nos recipientes de madeira, quer nos de pedra.»

20

Moisés e Aarão fizeram o que o SENHOR lhes mandou. Aarão levantou a sua vara e bateu na água do rio, na presença do faraó e dos seus servidores; e toda a água se transformou em sangue.

21 Os peixes do rio morreram e a água do rio cheirava tão mal que os egípcios não conseguiam bebê-la. E havia sangue por todo o Egito.

22 Mas os magos do Egito fizeram o mesmo com as suas artes mágicas; o faraó voltou a opor-se como sempre e recusou-se a dar ouvidos a Moisés e a Aarão, como o SENHOR lhes tinha dito.

23 O faraó foi-se embora para o seu palácio e também não se preocupou com aqueles prodígios.

24 Os egípcios tiveram de cavar poços junto ao rio para conseguirem água limpa, porque a do rio não se podia beber.

25

Sete dias depois de ter transformado em sangue a água do rio,

26 o SENHOR disse a Moisés: «Vai ter com o faraó e diz-lhe: “Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo para que me adore.

27 Se te recusares a deixá-lo partir, castigarei com rãs todo o teu território.

28 O Nilo terá tantas rãs que elas sairão dele e irão invadir o teu palácio, o teu quarto e a tua cama, as casas dos teus servidores e do teu povo todo, bem como os teus fornos e os lugares onde se amassa o teu pão.

29 As rãs saltarão para cima de ti, do teu povo e de todos os teus servidores.”»

8

1

O SENHOR disse ainda a Moisés: «Diz a Aarão que estenda a sua vara sobre os rios, os canais e as lagoas, para que as rãs saiam das águas e cubram a terra do Egito.»

2 Aarão estendeu a mão sobre as águas do Egito e delas saíram rãs que cobriram o país.

3 Mas os magos fizeram o mesmo com as suas artes mágicas e também fizeram aparecer rãs por todo o Egito.

4

Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Peçam ao SENHOR que afaste as rãs de mim e do meu povo e eu deixarei que o vosso povo vá oferecer sacrifícios ao SENHOR.»

5

Moisés respondeu ao faraó: «Diz-me, por favor, quando queres que eu rogue por ti, pelos teus servidores e pelo teu povo, para que o SENHOR afaste as rãs de ti e das vossas casas, de modo a ficarem apenas no Nilo.»

6 E o faraó disse: «Amanhã.» Moisés disse-lhe então: «Será como desejas, para que saibas que não há ninguém como o SENHOR, nosso Deus.

7 As rãs afastar-se-ão de ti, do teu palácio, dos teus servidores e do teu povo. Ficarão apenas no Nilo.»

8 Depois Moisés e Aarão saíram do palácio do rei e Moisés pediu ao SENHOR que afastasse as rãs que tinha enviado contra o faraó.

9 O SENHOR fez o que Moisés lhe pediu e as rãs que estavam nas casas, nas praças e nos campos morreram.

10 As pessoas apanhavam as rãs mortas e amontoavam-nas; por toda a parte cheirava mal.

11 Mas o faraó, ao ver-se livre das rãs, voltou a opor-se e a não fazer caso de Moisés e Aarão, tal como o SENHOR tinha previsto.

12

O SENHOR disse a Moisés: «Diz a Aarão que bata com a vara no pó da terra, para que se transforme em mosquitos em todo o Egito.»

13 Eles assim fizeram: Aarão bateu com a vara no pó da terra e caíram mosquitos sobre os homens e sobre os animais. Todo o pó se transformou em mosquitos por todo o Egito.

14 Os magos tentaram fazer aparecer mosquitos com as suas artes mágicas, mas não conseguiram. Os mosquitos continuavam a atacar os homens e os animais.

15 Então os magos disseram ao faraó: «Isto é coisa de Deus !» Mas o faraó continuou teimoso e não fez caso, tal como o SENHOR tinha previsto.

16

O SENHOR disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo e apresenta-te ao faraó, quando ele for ao rio, e diz-lhe que o SENHOR lhe manda dizer: “Deixa sair o meu povo para que me preste culto.

17 Porque se não deixares, castigar-te-ei com moscas venenosas que te atacarão a ti, aos teus servidores, ao teu povo e às tuas casas. As casas dos egípcios ficarão cheias de moscas venenosas, assim como a terra onde eles habitam.

18 Mas nesse dia excluirei a terra de Góchen, onde reside o meu povo. Lá não haverá moscas venenosas. Assim saberás que eu, o SENHOR, estou neste país.

19 O meu povo ficará livre delas, mas o teu não. É amanhã que este prodígio se realizará.”»

20

E o SENHOR assim fez. Uma espessa nuvem de moscas venenosas invadiu o palácio do faraó, as casas dos seus servidores e todo o território egípcio. As moscas deixaram o país completamente arruinado.

21 Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão oferecer sacrifícios ao vosso Deus, mas sem saírem do país.»

22 Moisés respondeu: «Não conviria que fizessemos assim, porque os egípcios têm horror aos sacrifícios que oferecemos ao SENHOR, nosso Deus . Se eles nos vissem oferecer esses sacrifícios, estou certo que nos apedrejariam até à morte.

23 Temos de ir ao deserto, a três dias de caminho, para ali oferecermos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, tal como ele nos ordenou.»

24 O faraó disse então: «Consinto em deixar-vos ir ao deserto oferecer sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus; mas não se afastem demasiado. E peçam também por mim.»

25 Moisés respondeu: «Logo que sair daqui, pedirei ao SENHOR, para que amanhã as moscas venenosas se afastem de ti, dos teus servidores e do teu povo. Mas que o faraó não continue a enganar-nos, recusando-se a deixar ir este povo para oferecer sacrifícios ao SENHOR.»

26

Quando Moisés saiu do palácio do faraó orou ao SENHOR

27 e o SENHOR fez o que Moisés lhe pediu. As moscas venenosas afastaram-se do faraó, dos seus servidores e do seu povo; não ficou nem uma.

28 Mas o faraó, ainda desta vez, resolveu opor-se e não deixou sair os israelitas.

9

1

O SENHOR ordenou depois a Moisés: «Vai dizer ao faraó: “Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo para que vá adorar-me.

2 Se não o deixares ir, se continuares a impedi-lo,

3 então o castigo do SENHOR cairá sobre o teu gado que está no campo e haverá uma peste muito grave. Morrerão cavalos, jumentos, camelos, bois e ovelhas.

4 Contudo, o SENHOR fará distinção entre o gado dos filhos de Israel e o gado dos egípcios, para que não morra nenhum animal dos israelitas.

5 O SENHOR fixou um prazo: amanhã, o SENHOR cumprirá a sua palavra contra este país.”»

6

E a partir do dia seguinte o SENHOR assim fez. Todo o gado dos egípcios morreu, mas não morreu um único animal dos filhos de Israel.

7 O faraó mandou ver o gado dos israelitas e foi informado de que não tinha morrido um único animal. No entanto, o coração do faraó continuou endurecido e não deixou sair o povo israelita.

8

Então o SENHOR disse a Moisés e a Aarão: «Tirem punhados de cinza de um forno e que Moisés lance a cinza para o ar, na presença do faraó.

9 A cinza vai transformar-se num pó fino, que se espalhará por todo o Egito, e produzirá, em todos os homens e animais do Egito feridas que se transformarão em chagas abertas.»

10 Eles apanharam a cinza dum forno e foram colocar-se diante do faraó. Então Moisés atirou a cinza ao ar e tanto os homens como os animais ficaram cobertos de chagas.

11 Os magos não puderam comparecer para fazerem frente a Moisés porque, tal como todos os egípcios, também eles ficaram cobertos de chagas.

12 Mas o SENHOR fez com que o faraó continuasse teimoso e não fizesse caso deles, tal como o SENHOR tinha dito a Moisés.

13

O SENHOR disse então a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante do faraó e diz-lhe: “Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que vá adorar-me.

14 Se não, desta vez vou enviar todas as minhas pragas contra ti, contra os teus servidores e contra o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra.

15 Se eu mostrasse o meu poder, castigando-te a ti e ao teu povo com a peste, já tinhas desaparecido da terra;

16 mas deixei-te viver para veres o meu poder e o meu nome ser proclamado em toda a terra.

17 Apesar disso, tu continuas a opor-te ao meu povo e a não o deixar sair.

18 Pois bem, amanhã, por esta hora, farei cair granizo tão violentamente, que nada terá havido de semelhante no Egito, desde o seu começo até agora.

19 Por isso, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo, porque o granizo ao cair matará as pessoas e os animais que não estiverem debaixo de teto.”»

20 Alguns dos servidores do faraó tiveram medo da advertência do SENHOR e puseram os seus escravos e os animais debaixo de teto;

21 mas houve outros que não a levaram a sério e deixaram escravos e animais fora de casa.

22

Então o SENHOR ordenou a Moisés: «Levanta a tua mão para o céu e cairá granizo em todo o Egito, sobre pessoas e animais e sobre todas as plantas dos campos egípcios.»

23 Moisés levantou a sua vara para o céu e o SENHOR enviou trovões, raios e granizo sobre a terra. O SENHOR fez cair granizo em todo o Egito.

24 O granizo caía juntamente com os raios. Nunca no Egito tinha caído granizo com tanta violência, desde que existia como povo.

25 O granizo destruiu por todo o Egito tudo o que havia nos campos: pessoas, animais e plantas, destruindo também as árvores.

26 Apenas na terra de Góchen, onde viviam os israelitas, não caiu granizo.

27

Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Reconheço que pequei. O SENHOR é justo: eu e o meu povo é que somos culpados.

28 Orem ao SENHOR para que não haja mais trovões e granizo, porque já tivemos demais, e eu vos deixarei sair do Egito e não vos obrigarei mais a ficar aqui.»

29 Moisés respondeu: «Logo que sair da cidade, levantarei as mãos em oração ao SENHOR. Os trovões cessarão e não haverá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao SENHOR.

30 No entanto, eu sei que nem tu nem os teus servidores temem Deus, o SENHOR.»

31

O linho e a cevada ficaram destruídos, porque a cevada estava já em espiga e o linho estava em flor.

32 Mas o trigo e o centeio não sofreram nada, porque só brotam mais tarde.

33

Quando Moisés saiu da cidade e da presença do faraó, elevou as mãos ao SENHOR em oração e logo cessaram os trovões e o granizo e a chuva deixaram de cair.

34 Quando o faraó viu que já não havia chuva, nem granizo, nem trovões, tornou-se de novo renitente. E, tal como os seus servidores, endureceu o coração

35 e recusou-se a deixar sair os israelitas como o SENHOR tinha dito a Moisés.

10

1

O SENHOR disse então a Moisés: «Vai ter com o faraó, porque eu endureci o seu coração e o dos seus servidores, para poder realizar no meio deles estas maravilhas,

2 e para que possas contar aos teus filhos e aos teus netos as maravilhas que realizei no Egito e os prodígios que realizei entre eles. Assim vocês reconhecerão que eu sou o SENHOR.»

3

Moisés e Aarão foram ter com o faraó e disseram-lhe: «Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: “Até quando te recusarás a humilhar-te diante de mim? Deixa sair o meu povo para que vá adorar-me;

4 porque se continuares a não deixar sair o meu povo, amanhã mandarei gafanhotos sobre todo o teu país.

5 Eles cobrirão a superfície desta terra em tal quantidade que não se conseguirá ver o chão. Devorarão o que escapou do granizo e ainda todas as árvores que crescem nos vossos campos.

6 Invadirão os teus palácios e as casas dos teus servidores e as casas de todos os egípcios. Será uma calamidade tão grande que os teus pais e os teus avós nunca viram igual, desde que chegaram a esta terra até aos nossos dias.”» Depois Moisés retirou-se da presença do faraó.

7 Então os servidores do faraó disseram-lhe: «Até quando é que este homem nos vai causar problemas? Deixa lá ir esta gente para oferecer sacrifícios ao SENHOR, seu Deus. Ainda não viste que o Egito está a arruinar-se?»

8

O faraó mandou outra vez chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Podem ir adorar o SENHOR, vosso Deus. Diz-me quais são os que têm de partir.»

9 Moisés respondeu: «Temos que ir com as nossas crianças e os nossos velhos, os nossos filhos e as nossas filhas; e levaremos as nossas ovelhas e os nossos bois; pois para nós é uma grande festa em honra do SENHOR.»

10 O faraó disse: «Então que o SENHOR vos acompanhe! Mas eu é que não vou deixar-vos ir com as vossas crianças. Vê-se bem que estão mal-intencionados.

11 Não! Vão apenas os homens para adorar o SENHOR, como têm pedido!» E mandou-os pôr fora do palácio.

12

O SENHOR disse então a Moisés: «Estende a tua mão sobre o Egito para que venham contra eles os gafanhotos e acabem com todas as plantas do país, com tudo o que escapou ao granizo.»

13 Moisés estendeu a sua vara sobre o Egito e o SENHOR fez soprar sobre o país um vento leste que se manteve todo o dia e toda a noite. Quando amanheceu, o vento leste tinha trazido os gafanhotos,

14 que invadiram todo o país e poisavam por todo o lado. Nunca houve antes nem haverá depois tantos gafanhotos como naquele dia,

15 pois cobriram a terra em tal quantidade que não se conseguia ver o chão; e devoraram todas as plantas e toda a fruta que tinha ficado nas árvores, depois do granizo. Não ficou qualquer verdura em todo o Egito: nem no campo, nem nas árvores.

16

O faraó mandou imediatamente chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Procedi mal contra o SENHOR, vosso Deus, e contra vós,

17 mas peço-vos que perdoem a minha falta, ainda esta vez, e roguem ao SENHOR, vosso Deus, que afaste de mim este flagelo mortal.»

18

Quando Moisés saiu do palácio do faraó orou ao SENHOR.

19 Então o SENHOR mudou o rumo do vento e um vento oeste fortíssimo levou os gafanhotos e lançou-os no Mar Vermelho. Não ficou um único gafanhoto em todo o território do Egito.

20 Mas o SENHOR fez com que o faraó se endurecesse outra vez e não deixasse sair os israelitas.

21

O SENHOR disse então a Moisés: «Levanta a tua mão para que em todo o Egito haja uma escuridão tão espessa que se possa tocar.»

22 Moisés levantou a mão para o céu e uma escuridão muito densa cobriu todo o Egito, durante três dias.

23 Não se viam uns aos outros na escuridão e, durante os três dias, ninguém saiu do lugar onde estava. Mas os filhos de Israel tinham luz nas suas casas.

24

Então o faraó mandou chamar Moisés e disse-lhe: «Vão adorar o SENHOR e levem também as crianças; deixem ficar apenas as ovelhas e as vacas.»

25 Mas Moisés respondeu: «Tu é que deves entregar-nos os animais necessários para sacrificarmos e queimarmos em honra do SENHOR, nosso Deus.

26 Além disso, todo o nosso gado nos acompanhará; nem um só animal nosso deverá ficar, porque temos de escolher alguns deles para os oferecermos em sacrifício ao SENHOR. Até lá chegarmos, não sabemos do que iremos necessitar para adorarmos ao SENHOR.»

27

O SENHOR, porém, endureceu de novo o coração do faraó e ele não os quis deixar partir.

28 O faraó disse ainda a Moisés: «Vai-te daqui e não voltes a aparecer diante de mim, porque no dia em que me apareceres morrerás.»

29 Moisés respondeu: «Disseste bem. Nunca mais me apresentarei diante de ti.»

11

1

Então o SENHOR disse a Moisés: «Enviarei ainda outra praga contra o faraó e contra o Egito. Depois disso, ele não só vos deixará sair daqui, mas até vos mandará embora.

2 Dirás aos israelitas que, tanto os homens como as mulheres, deverão pedir cada um aos seus vizinhos objetos de ouro e de prata.»

3

O SENHOR fez com que os egípcios mostrassem boa vontade para com os israelitas. O próprio Moisés era uma pessoa muito respeitada no Egito, tanto pelos servidores do faraó como pelo povo em geral.

4 Moisés disse: «Assim diz o SENHOR: “A meio da noite, passarei por todo o Egito

5 e o primeiro filho de todas as famílias egípcias morrerá, desde o filho do faraó, herdeiro do trono, até ao filho da escrava que mói a farinha. Morrerá também a primeira cria de todos os animais.

6 Em todo o Egito haverá um grande clamor como nunca houve nem haverá.

7 E, para que saibam que o SENHOR faz distinção entre egípcios e israelitas, nem um cão ladrará contra os israelitas ou contra o seu gado.

8 E todos os teus servidores aqui presentes virão ter comigo e me pedirão de joelhos: Sai daqui, tu e todo o povo que está contigo. Só depois disso é que eu partirei.”» E Moisés saiu muito irritado do palácio do faraó.

9

O SENHOR disse a Moisés: «O faraó não vos vai dar ouvidos, e assim as minhas maravilhas hão de multiplicar-se no Egito.»

10 Moisés e Aarão realizaram todas essas maravilhas diante do faraó, mas o SENHOR endureceu o coração do faraó, de modo que ele não deixou sair os israelitas do Egito.

12

1

No Egito, o SENHOR falou com Moisés e Aarão e disse-lhes:

2 «Este mês será o vosso mês mais importante e o primeiro dos meses do ano.

3 Digam a todo o povo de Israel o seguinte: No dia dez deste mês cada um de vós escolha um cordeiro por família, um por cada casa.

4 Se a família for pequena para comer todo o cordeiro, então o chefe da família e o seu vizinho mais próximo comerão juntos, repartindo o cordeiro conforme o número de pessoas e a quantidade que cada um pode comer.

5 O cordeiro não deverá ter defeitos, deve ser um macho de um ano; em vez de cordeiro, pode ser um cabrito.

6 Deverão guardá-lo até ao dia catorze deste mês e, nesse dia, todos os israelitas o matarão, ao entardecer.

7 Com o sangue do animal marquem as duas ombreiras e a verga da porta da casa onde o estiverem a comer.

8 Nessa noite comerão a carne assada ao lume, com pão sem fermento e com plantas amargas.

9 Não comam nem um só pedaço da sua carne crua ou cozida em água; apenas assada ao lume, mesmo a cabeça, as patas e as miudezas.

10 Não devem deixar ficar nada para o dia seguinte; o que dele sobrar para o dia seguinte deve ser queimado.

11 Quando comerem o cordeiro ou cabrito, deverão estar vestidos como se fossem viajar, ter os pés calçados e o cajado na mão e comer depressa, pois é a Páscoa do SENHOR .

12 Nessa noite, passarei por todo o Egito e farei morrer o primeiro filho de todas as famílias egípcias e a primeira cria de todos os seus animais e exercerei a minha justiça contra todos os deuses do Egito, porque eu sou o SENHOR.

13 O sangue há de servir-vos para assinalar as casas onde se encontram. Assim, quando eu vir o sangue, passarei adiante e nenhum de vós morrerá, quando eu ferir de morte os egípcios.

14

Esse dia deverá ser entre vós recordado e celebrado com grande festa em honra do SENHOR. Ficam obrigados a celebrá-lo para sempre, bem como os vossos descendentes.

15 Durante sete dias, comerão pão sem fermento; portanto, não deverá haver fermento nas vossas casas, desde o primeiro dia. Todo aquele que comer pão com fermento, durante esses sete dias, será excluído do povo de Israel.

16 Tanto no primeiro dia como no sétimo, deverão reunir-se para uma assembleia solene de oração. Nesses dias não se trabalhará, a não ser o que é preciso fazer para cada um preparar a sua comida.

17 A festa dos Pães sem Fermento é uma festa que deverão celebrar, porque naquele dia fiz sair o povo de Israel do Egito como um exército. É uma obrigação que também os vossos descendentes têm de celebrar para sempre.

18 Comerão pão sem fermento, desde a tarde do dia catorze, até à tarde do dia vinte e um do primeiro mês.

19 Durante sete dias não deverá haver fermento nas vossas casas, e todo aquele que comer pão com fermento será excluído da comunidade de Israel, quer seja estrangeiro, quer seja israelita.

20 Portanto, não comam nada que tenha fermento; onde quer que vivam, deverão comer pão sem fermento.»

21

Moisés mandou chamar todos os anciãos de Israel e disse-lhes: «Vão escolher um cordeiro ou um cabrito, por cada uma das vossas famílias, e matem-no para celebrar a Páscoa.

22 Em seguida, peguem num ramo de hissopo e embebam-no no sangue, que estará numa bacia; depois marquem com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós deverá transpor o limiar da porta até de manhã.

23 Quando o SENHOR passar para ferir de morte os egípcios, ao ver o sangue na verga e nas duas ombreiras da porta, passará adiante e não deixará que a destruição entre nas vossas casas.

24 Respeitem, portanto, esta lei, como lei eterna para vós e para os vossos descendentes.

25 E quando entrarem na terra que o SENHOR vos dará, como prometeu, deverão continuar a celebrar esta festa.

26 E quando os vossos descendentes perguntarem o que é que ela significa,

27 devem responder-lhes: “Isto é o sacrifício da Páscoa, em honra do SENHOR, porque quando ele feriu de morte os egípcios, livrou as casas dos filhos de Israel no Egito e poupou as nossas famílias.”»

Então os israelitas inclinaram-se em adoração

28 e foram cumprir o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a Aarão.

29

A meio da noite, o SENHOR feriu de morte o primeiro filho de todas as famílias egípcias, desde o filho do faraó, o herdeiro do trono, até ao filho do que estava na prisão, e ainda a primeira cria dos animais.

30 O faraó e os seus servidores e todos os egípcios levantaram-se durante a noite e houve grandes gritos de dor em todo o Egito. Não havia uma única casa em que não houvesse um morto.

31 Nessa mesma noite, o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão-se embora! Saiam do meio do meu povo, vocês e os filhos de Israel. Vão adorar o SENHOR, como disseram.

32 Podem levar também as vossas ovelhas e vacas, como pediram, e partam. Roguem também por mim.»

33 Os egípcios insistiam com os israelitas para que deixassem rapidamente o país, dizendo que iam morrer todos.

34 Os israelitas pegaram na massa de pão, antes que fermentasse, envolveram as masseiras com roupa e levaram-nas aos ombros.

35 Além disso, seguindo as ordens de Moisés, pediram aos egípcios objetos de ouro e de prata e vestuário.

36 O SENHOR fez com que os egípcios dessem de boa-vontade tudo o que os israelitas lhes pediam, e assim os israelitas despojaram os egípcios.

37

Os israelitas saíram da cidade de Ramessés e foram a pé até Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens, sem contar as crianças.

38 Além disso, com eles ia muita outra gente e levaram grandes rebanhos e manadas de gado.

39 Como não tiveram tempo de preparar comida para a viagem, porque os egípcios os obrigavam a sair do país, cozeram a massa sem fermento, que tinham levado do Egito, e fizeram pães.

40

Os filhos de Israel estiveram no Egito quatrocentos e trinta anos;

41 e no mesmo dia em que completaram os quatrocentos e trinta anos, todas as tribos do povo do SENHOR saíram do Egito.

42 Essa noite, em que o SENHOR vigiou a sua saída do Egito, será a noite em que os israelitas farão vigília, de geração em geração, em honra do SENHOR.

43

O SENHOR disse a Moisés e a Aarão: «Esta é a lei sobre a Páscoa: Nenhum estrangeiro comerá da refeição da Páscoa,

44 mas o escravo comprado poderá comer dela, depois de lhe ser feita a circuncisão.

45 Nenhum estrangeiro, seja residente ou assalariado, poderá comer dela.

46 O cordeiro ou cabrito da Páscoa deverá ser comido dentro de casa. Não levarão para fora de casa nem um só pedaço de carne do animal sacrificado, nem lhe quebrarão os ossos.

47 Toda a comunidade de Israel celebrará a Páscoa.

48 Se um estrangeiro que viver convosco quiser celebrar a Páscoa, em honra do SENHOR, primeiro deverá fazer circuncidar todos os indivíduos do sexo masculino da sua família e só depois poderá celebrar a Páscoa, porque, nesse caso, será considerado como um cidadão israelita. Mas ninguém, que não esteja circuncidado, poderá comer da refeição da Páscoa.

49 A mesma lei será aplicada quer para os israelitas quer para os estrangeiros que vivam convosco.»

50

Os israelitas cumpriram tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a Aarão.

51 E, naquele mesmo dia, o SENHOR fez sair do Egito os israelitas como se fosse um exército.

13

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Deves consagrar-me o primeiro filho de todas as famílias do povo de Israel, porque o primeiro filho pertence-me sempre, seja dos humanos seja dos animais.»

3

Então Moisés disse ao povo: «Lembrem-se sempre deste dia em que saíram do Egito, terra da escravidão. Este é o dia em que o SENHOR vos fez sair pelo seu grande poder. Por isso, neste dia não devem comer pão fermentado.

4 Saem hoje do Egito, neste mês de Abib .

5 Portanto, quando o SENHOR vos fizer entrar na terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, terra que ele prometeu aos vossos antepassados que vos daria, terra onde o leite e o mel correm como água, aí devem celebrar esta festa, neste mesmo mês.

6 Durante sete dias comerão pão sem fermento e no sétimo dia farão festa em honra do SENHOR.

7 Durante os sete dias comerão pão sem fermento e em parte nenhuma do território deverá haver fermento ou pão fermentado.

8 Nesse dia, cada um dirá aos seus filhos que faz tudo isto por causa do que o SENHOR vos fez, quando deixaram o Egito.

9 Isto será para vós como um sinal marcado no braço ou na testa, para se lembrarem de que devem sempre falar da lei do SENHOR, porque ele vos tirou do Egito com mão forte.

10 Por isso, devem celebrar esta festa todos os anos, na data fixada.

11 Quando o SENHOR vos tiver feito entrar na terra dos cananeus, isto é, quando vos entregar a terra segundo a promessa que vos fez e aos vossos antepassados,

12 todos devem consagrar-lhe o primeiro filho do sexo masculino e todos os primeiros machos que nascerem dos vossos animais, porque os primeiros filhos pertencem ao SENHOR.

13 No caso da primeira cria dum jumento, deverão dar um cordeiro ou um cabrito como resgate pelo jumento. Se não derem um cordeiro ou um cabrito em resgate pelo jumento, terão de lhe partir o pescoço. Todos os primeiros filhos, duma mulher da vossa descendência, serão resgatados por meio duma oferta.

14

E quando os vossos filhos vos perguntarem, um dia, o que significa tudo isso, respondam: “O SENHOR, com mão forte, fez-nos sair do Egito, terra da escravidão.

15 É que, quando o faraó teimava em não nos deixar sair, o SENHOR feriu de morte o primeiro filho de todas as famílias egípcias e todas as primeiras crias dos seus animais. Por isso, oferecemos ao SENHOR todos os primeiros filhos do sexo masculino e apresentamos uma oferta como resgate pelo nosso primeiro filho.

16 Isto será como um sinal marcado na tua mão ou entre os teus olhos de que o SENHOR nos tirou do Egito com mão forte.”»

17

Quando o faraó deixou sair o povo israelita, Deus não os levou pelo caminho que atravessa a terra dos filisteus, apesar de ser o mais curto, porque Deus pensou que os israelitas não iriam lutar, quando tivessem de o fazer, e que prefeririam voltar para o Egito.

18 Por isso, fez com que eles se dirigissem para o deserto, em direção ao Mar Vermelho. Os israelitas saíram do Egito organizados como um exército.

19 Moisés levou consigo os restos mortais de José, porque José tinha pedido aos israelitas que assim fizessem. José tinha dito: «Quando Deus vos vier tirar daqui, levem convosco os meus ossos.»

20

Os israelitas saíram de Sucot e acamparam em Etam, onde começa o deserto.

21 De dia, o SENHOR ia à frente deles como uma coluna formada de nuvens, para lhes mostrar o caminho; e de noite, como uma coluna de fogo, de modo a poderem caminhar de dia e de noite.

22 A coluna de nuvens nunca saiu da frente do povo, durante o dia, nem a coluna de fogo, durante a noite.

14

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Diz aos filhos de Israel que mudem de direção e acampem em frente de Pi-Hairot, entre Migdol e o mar; ali devem acampar diante de Baal-Safon, junto ao mar.

3 O faraó vai dizer que os filhos de Israel andam perdidos pela terra e que o deserto lhes fechou todos os caminhos.

4 Eu farei com que o faraó seja teimoso e ele irá persegui-los, mas eu mostrarei o meu poder contra ele e contra todo o seu exército: os egípcios ficarão a saber que eu sou o SENHOR.» E os israelitas assim fizeram.

5

Entretanto o rei do Egito foi avisado de que o povo de Israel ia fugir. Então o rei e os seus servidores mudaram de ideias a respeito deles e disseram: «Mas como pudemos permitir que os israelitas se fossem embora e deixassem de ser nossos escravos?»

6 O faraó mandou atrelar o seu carro de combate e pôs-se em marcha com o seu exército.

7 Levou todos os carros do Egito, incluindo os seiscentos carros especiais, cada um com um oficial.

8 O SENHOR fez com que o faraó, rei do Egito, teimasse em perseguir os israelitas, embora estes continuassem a marchar triunfalmente.

9 Os egípcios perseguiam-nos, com todos os seus cavalos e carros, e alcançaram-nos quando eles estavam acampados junto do mar, em frente de Pi-Hairot, diante de Baal-Safon.

10 Quando os israelitas se aperceberam de que o faraó e os egípcios se aproximavam e os perseguiam, ficaram cheios de medo e pediram auxílio ao SENHOR.

11 E diziam a Moisés: «Foi por não haver sepulcros no Egito que nos tiraste de lá, para virmos morrer neste deserto? Por que nos fizeste isto? Por que nos tiraste do Egito?

12 Não te dizíamos nós no Egito que nos deixasses para continuarmos a ser escravos dos egípcios? Era melhor sermos escravos deles do que morrermos no deserto.»

13

Moisés respondeu ao povo: «Não tenham medo! Estejam calmos e verão o que o SENHOR vai fazer hoje para vos salvar. Os egípcios que agora estão a ver nunca mais voltarão a vê-los.

14 O SENHOR combaterá a vosso favor. Não se preocupem!»

15

Então o SENHOR disse a Moisés: «Por que me pedes ajuda? Ordena aos israelitas que sigam para diante.

16 Tu, levanta a tua vara, estende-a sobre o mar e faz com que ele se abra, para que os filhos de Israel o possam atravessar a pé enxuto.

17 Eu farei com que os egípcios teimem em vos perseguir. Ao perseguirem os israelitas, mostrarei o meu poder contra o faraó e contra todo o seu exército, os seus carros e os seus cavalos.

18 Os egípcios ficarão a saber que eu sou o SENHOR, quando o faraó vir o meu poder contra ele e contra os seus carros e cavaleiros.»

19

Nesse momento, o anjo de Deus e a coluna de nuvens, que seguia à frente dos israelitas, mudaram de lugar e puseram-se atrás deles.

20 Assim a coluna de nuvens ficou entre o exército egípcio e os israelitas; para os egípcios, era uma nuvem de escuridão, mas aos israelitas alumiava-os. Por isso, os egípcios não conseguiram alcançar os israelitas durante toda a noite.

21

Moisés estendeu o seu braço sobre o mar e o SENHOR enviou um forte vento de leste, que soprou durante toda a noite, dividindo o mar em dois. Assim o SENHOR transformou o mar em terra seca.

22 Por ali atravessaram os israelitas, entre duas muralhas de água, uma à direita e outra à esquerda.

23

Os egípcios perseguiram-nos e todos os carros e cavalos do faraó, com os seus cavaleiros, entraram atrás deles pelo mar dentro;

24 porém, de madrugada, o SENHOR olhou da coluna de fogo e da nuvem para o lado dos egípcios e lançou sobre eles o pânico.

25 Travou-lhes as rodas dos carros, de modo que dificilmente conseguiam avançar. Os egípcios disseram então: «Fujamos dos israelitas, porque o SENHOR combate a favor deles contra nós.»

26

O SENHOR disse a Moisés: «Estende o teu braço sobre o mar e as águas voltarão a unir-se, cobrindo os egípcios, os seus carros e cavaleiros.»

27 Moisés assim fez e, antes do romper do dia, as águas retomaram o seu nível habitual; os egípcios em fuga só encontravam pela frente o mar; e assim o SENHOR os afogou no meio das águas.

28 Quando a água retomou o seu nível normal cobriu os carros e os cavaleiros e todo o exército do faraó que tinha entrado no mar em perseguição do povo de Israel. Nem um só soldado egípcio ficou vivo.

29 Porém os israelitas atravessaram o mar a pé enxuto com uma muralha de água à sua direita e à sua esquerda.

30

Foi assim que, nesse dia, o SENHOR livrou Israel do poder dos egípcios. E os israelitas viram os egípcios mortos na praia.

31 Quando os filhos de Israel viram o grande castigo que o SENHOR tinha infligido aos egípcios, encheram-se de temor e ganharam confiança no SENHOR e no seu servo Moisés.

15

1

Naquela altura, Moisés e os israelitas entoaram este cântico em honra do SENHOR e proclamavam:

«Cantarei em honra do SENHOR,
que obteve um triunfo maravilhoso:
lançou no mar o cavalo e o cavaleiro.

2
O SENHOR é a minha força e defensor,
foi ele quem me salvou.
Ele é o meu Deus, por isso o louvarei;
é o Deus de meu pai, cantarei as suas glórias.

3
O SENHOR é um valente guerreiro,
o seu nome é SENHOR.

4

Precipitou no mar
os carros e o exército do faraó;
os seus melhores oficiais
afogaram-se no Mar Vermelho.

5
O abismo engoliu-os,
desceram como pedras ao fundo do mar.

6

A tua mão direita, SENHOR, é forte e poderosa,
a tua direita faz o inimigo em pedaços.

7
Com a tua grandeza e majestade
derrubaste os teus adversários.
Soltaste o teu furor
e ele consumiu-os.

8
Ao sopro da tua ira
amontoaram-se as águas do mar;
as ondas ergueram-se como muralhas;
as profundezas tornaram-se sólidas.

9
O inimigo dizia: “Vou persegui-los e apanhá-los!
Vou dividir os seus despojos
e com eles vou satisfazer os meus desejos.
Desembainharei a espada para os exterminar!”

10
Sopraste sobre o mar e o mar engoliu-os;
afundaram-se como chumbo nas profundezas do mar.

11
Ó SENHOR, qual dos deuses é como tu?
Quem é grande e santo como tu?
Fazes coisas maravilhosas e terríveis!

12
Estendeste a tua mão direita
e a terra engoliu os inimigos.

13
Pela tua bondade, libertaste e guiaste o teu povo;
pela tua força, o conduziste à tua santa terra.

14
As nações tremeram ao saberem disto,
os filisteus ficaram cheios de medo.

15
Os chefes de Edom estão aterrados;
tremem de medo os heróis de Moab;
e o povo cananeu está sem coragem.

16

Que se assustem e se apavorem,
petrificados diante do teu poder,
até que tenha passado o teu povo, ó SENHOR,
o povo que tu mesmo resgataste.

17
Tu o conduziste e o colocaste na tua montanha,
onde tu, SENHOR, estabeleceste o teu trono,
o templo de Deus que tu próprio construíste.

18
O SENHOR é rei
para toda a eternidade!»

19

Quando os cavalos do faraó, os seus carros e cavaleiros entraram no mar, o SENHOR fez com que a água do mar caísse por cima deles, enquanto os filhos de Israel passavam a pé enxuto pelo meio do mar.

20 Então Míriam, irmã de Aarão que era profetisa, pegou numa pandeireta e todas as mulheres saíram atrás dela, dançando e tocando pandeiretas,

21 enquanto Míriam retomava o cântico deles:

«Cantem ao SENHOR que obteve um triunfo maravilhoso,
lançou no mar o cavalo e o cavaleiro.»

22

Então Moisés fez sair os israelitas do Mar Vermelho. Entraram no deserto de Chur e caminharam durante três dias sem encontrar água.

23 Quando chegaram a Mara não puderam beber da água que lá havia, porque era amarga. Por isso, aquele lugar se chamava Mara .

24 O povo começou então a murmurar contra Moisés e a perguntar: «Que havemos de beber?»

25 Moisés invocou então o SENHOR e o SENHOR indicou-lhe um pedaço de madeira. Ele atirou-o para a água e a água ficou boa para beber.

Ali mesmo o SENHOR deu ao povo leis e preceitos e ali mesmo o pôs à prova,

26 e lhes disse: «Se escutarem com atenção aquilo que eu, o SENHOR, vosso Deus, vos ordeno; se fizerem o que me agrada, obedecendo aos meus mandamentos e cumprindo as minhas leis, não vos enviarei nenhuma das pragas com que castiguei os egípcios, porque eu sou o SENHOR, aquele que cura os vossos males.»

27

Chegaram depois a Elim, onde havia doze nascentes de água e setenta palmeiras. Ali acamparam junto da água.

16

1

Toda a comunidade do povo de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês, depois da saída do Egito.

2 Ali no deserto começaram todos a murmurar contra Moisés e Aarão

3 e diziam-lhes: «Quem nos dera que o SENHOR nos tivesse matado no Egito, quando estávamos sentados junto das panelas de carne e comíamos pão até nos fartarmos! Foi para matarem à fome todo este povo que nos trouxeram para o deserto.»

4

Então o SENHOR disse a Moisés: «Vou fazer chover do céu comida para todos. O povo deve ir todos os dias apanhar a quantidade necessária para cada dia. Quero ver se todos obedecem às minhas ordens ou não.

5 No sexto dia da semana deverão apanhar o dobro do que apanham nos outros dias.»

6

Moisés e Aarão disseram ao povo de Israel: «Esta tarde irão compreender que foi o SENHOR que vos tirou do Egito

7 e amanhã de manhã verão o poder do SENHOR, pois ele ouviu a vossa murmuração contra Deus. Pois quem somos nós para murmurarem contra nós?»

8 Moisés acrescentou: «À tarde o SENHOR vai dar-vos carne para comer e de manhã pão com abundância, pois o SENHOR ouviu que murmuravam contra ele. Pois quem somos nós? Não foi contra nós que murmuravam, mas sim contra o SENHOR.»

9

Moisés disse depois a Aarão: «Diz a toda a comunidade de Israel que se apresente diante do SENHOR, pois ele ouviu as suas murmurações.»

10 No momento em que Aarão falava a toda a comunidade dos israelitas, todos eles se viraram para o deserto e viram o poder do SENHOR, que apareceu numa nuvem.

11 E o SENHOR disse a Moisés:

12 «Eu ouvi as murmurações dos israelitas. Fala com eles e diz-lhes que à tarde comerão carne e de manhã comerão pão até ficarem satisfeitos. Assim ficarão a saber que eu sou o SENHOR, vosso Deus.»

13

Naquela mesma tarde apareceram tantas codornizes que cobriram o acampamento; e de manhã havia uma camada de orvalho em volta do acampamento.

14 Depois de se ter evaporado o orvalho, apareceram à superfície do deserto uns grãozinhos miúdos, como quando cai granizo.

15 Os israelitas não sabiam o que era e, ao verem aquilo, perguntavam uns aos outros: «Que é isto ?» E Moisés respondeu-lhes: «Isto é o pão que o SENHOR vos dá para comerem.

16 O SENHOR ordenou que cada um apanhe o que precisa para comer, de acordo com o número de pessoas que vivem na mesma tenda, à razão de cerca de dois litros por pessoa.»

17

Os israelitas assim fizeram. Uns apanhavam mais e outros menos,

18 segundo as quantidades fixadas. Nem ao que apanhou muito sobrou, nem ao que apanhou pouco faltou. Cada um apanhou apenas aquilo de que necessitava para comer.

19 Moisés disse-lhes então: «Que ninguém deixe nada para o dia seguinte.»

20

No entanto, houve alguns que não fizeram caso do que Moisés tinha recomendado e deixaram uma porção para o outro dia. Mas a comida que guardaram encheu-se de vermes e cheirava mal. Então Moisés irritou-se com eles.

21

Todas as manhãs cada um apanhava aquilo de que necessitava para comer, pois logo que o Sol começava a aquecer derretia-se.

22 Mas ao sexto dia da semana, apanharam o dobro da comida, isto é, cerca de quatro litros por pessoa. Então os chefes da comunidade foram comunicar isso a Moisés

23 e ele respondeu-lhes: «Foi isso que o SENHOR ordenou. Amanhã é o dia de descanso, o sábado, consagrado ao SENHOR. Por isso, preparem no forno o que quiserem, cozam em água o que quiserem e guardem para amanhã tudo o que sobrar.»

24

Seguindo as ordens de Moisés, eles guardaram para o dia seguinte o que tinha sobrado e não ficou a cheirar mal, nem tinha um único verme.

25 Moisés disse então: «Comam-no hoje, que é o dia de descanso, o sábado consagrado ao SENHOR, pois hoje não encontrarão nada no campo.

26 Durante seis dias poderão apanhá-lo, mas no sétimo dia, que é o dia de descanso, não haverá.»

27

Alguns deles saíram no sétimo dia para apanharem alguma coisa, mas não encontraram nada.

28 Então o SENHOR disse a Moisés: «Até quando se manterá a vossa recusa em obedecer aos meus mandamentos e às minhas leis?

29 Vejam bem que o SENHOR vos deu um dia de descanso; por isso, no sexto dia, vos manda alimento para dois dias. No sétimo dia fique cada qual na sua tenda e não saia dela.»

30 Então o povo descansou no sétimo dia.

31

Os israelitas chamaram maná àquele alimento que apanhavam. Parecia-se com a semente de coentro, era branco e tinha o sabor de bolo de mel.

32 Moisés disse: «O SENHOR ordena o seguinte: “Encham de maná uma medida de dois litros e guardem-na, para que os vossos descendentes vejam a comida com que eu vos alimentei no deserto, quando vos tirei do Egito.”»

33 Moisés disse depois a Aarão: «Pega num recipiente, mete nele dois litros de maná e coloca-o diante do SENHOR, a fim de se conservar como lembrança para todos os descendentes.»

34 Cumprindo a ordem que o SENHOR tinha dado a Moisés, Aarão colocou o vaso diante da arca da aliança para que fosse guardado.

35

Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem a uma terra habitada; isto é, comeram-no até chegarem às fronteiras da terra de Canaã.

36 A quantidade que recolhiam era a décima parte do efá .

17

1

Toda a comunidade israelita partiu do deserto de Sin e deslocava-se de lugar para lugar, conforme as ordens do SENHOR. Acamparam em Refidim, mas não havia ali água para o povo beber.

2 Então o povo reclamava contra Moisés e dizia: «Deem-nos água para beber!» Moisés respondeu-lhes: «Por que reclamam contra mim? Por que provocam o SENHOR?»

3 Mas o povo tinha sede e dizia contra Moisés: «Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos matares à sede, a nós, aos nossos filhos e ao nosso gado?»

4

Moisés invocou então o SENHOR e disse: «Que hei de fazer a este povo? Daqui a pouco vão apedrejar-me!»

5 O SENHOR respondeu-lhe: «Coloca-te à frente do povo e faz-te acompanhar de alguns anciãos de Israel. Leva também a vara com que bateste no rio e segue em frente.

6 Eu estarei à tua espera junto do monte Horeb, em cima do rochedo. Bate com a vara no rochedo e dele sairá água para o povo beber.» Moisés assim fez, na presença dos anciãos de Israel.

7 E deu a esse lugar o nome de Massá e Meriba , porque os israelitas provocaram e puseram à prova o SENHOR ao dizerem: «Será que o SENHOR está connosco ou não?»

8

Os amalecitas dirigiram-se a Refidim para atacar os israelitas.

9 Então Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e vai combater por nós os amalecitas. Eu estarei amanhã no alto do monte com a vara de Deus na mão.»

10 Josué fez como Moisés lhe ordenou e foi fazer guerra contra os amalecitas. Entretanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo do monte.

11 Quando Moisés levantava o braço, os israelitas dominavam a batalha; mas quando o baixava, eram os amalecitas que dominavam.

12 Como os braços de Moisés já estavam cansados, pegaram numa pedra e colocaram-na debaixo dele, para que se sentasse, enquanto Aarão e Hur lhe seguravam os braços, um de cada lado. Deste modo, os braços de Moisés mantiveram-se firmes até que o Sol se pôs,

13 e Josué derrotou o exército e o povo dos amalecitas com a sua espada.

14 O SENHOR disse a Moisés: «Escreve isto num livro, para que seja recordado, e diz a Josué que destruirei e farei desaparecer completamente os amalecitas.»

15 Moisés fez um altar, pôs-lhe o nome de «O SENHOR é a minha bandeira»,

16 e disse:

«Jurem pelo trono do SENHOR !
O SENHOR está em guerra com o povo de Amalec
de geração em geração.»

18

1

Jetro, sacerdote de Madiã, sogro de Moisés, soube de tudo quanto Deus tinha feito por Moisés e por Israel, seu povo, e soube também que o SENHOR tinha libertado Israel do Egito.

2 Então Jetro, sogro de Moisés, levou consigo Séfora, mulher de Moisés, que ele tinha enviado para sua casa,

3 juntamente com os seus dois filhos. Um dos filhos chamava-se Gerson, porque Moisés tinha dito: «Tenho sido um estrangeiro em terra estranha.»

4 O outro filho chamava-se Eliézer, porque Moisés tinha dito: «O Deus do meu pai veio ajudar-me e livrou-me de ser morto pelo faraó.»

5 Jetro, levando consigo a sua filha, mulher de Moisés, e os dois filhos de Moisés, foi ter com ele ao deserto onde estava acampado, junto do monte de Deus.

6 Ele mandou dizer a Moisés: «Eu, teu sogro Jetro, venho visitar-te acompanhado da tua mulher e dos teus dois filhos.»

7 Moisés foi ao encontro do sogro, inclinou-se diante dele e beijou-o. Depois de se terem informado da saúde um do outro, entraram para a tenda de Moisés.

8 Moisés contou ao sogro tudo o que o SENHOR tinha feito ao faraó e aos egípcios por amor de Israel, todas as dificuldades por que passaram durante o caminho e a forma como o SENHOR os tinha libertado.

9

Jetro ficou contente com a grande bondade que o SENHOR tinha mostrado para com os filhos de Israel e por os ter libertado do poder dos egípcios.

10 Jetro exclamou então: «Bendito seja o SENHOR que vos livrou do poder do faraó e dos egípcios; que livrou este povo do poder opressor do Egito.

11 Reconheço agora que o SENHOR está acima de todos os deuses, porque ele fez isso, quando os egípcios tratavam os israelitas com tanta insolência.»

12

Jetro ofereceu depois um animal em sacrifício, em honra de Deus, e fez ainda outras ofertas. Aarão e todos os anciãos de Israel tomaram parte na refeição sagrada com o sogro de Moisés, na presença de Deus.

13

No dia seguinte, Moisés pôs-se a julgar os casos apresentados pelos israelitas. E eles estiveram todo o dia de pé diante dele.

14 Ao ver ao que Moisés sujeitava o povo, o sogro disse-lhe: «Que estás tu a fazer a esta gente? Por que te sentas sozinho para julgar e deixas esta multidão de pé, diante de ti, durante todo o dia?»

15 Moisés respondeu: «É que o povo vem procurar-me para obter de Deus uma resposta.

16 Quando têm alguma questão, vêm ter comigo para que eu julgue entre as duas partes em litígio. Eu dou-lhes assim a conhecer os mandamentos e as leis de Deus.»

17

Mas Jetro disse-lhe: «Não estás a proceder bem.

18 Acabas por te cansar a ti e a todo este povo que está contigo. A tarefa é demasiadamente pesada para ti e não podes suportá-la sozinho.

19 Escuta o conselho que te vou dar e que Deus te ajude. Deves manter-te diante do SENHOR, como representante do povo, e apresentar-lhe os seus problemas.

20 Ensina-lhes os preceitos e as leis de Deus, indica-lhes o caminho que devem seguir e o que devem fazer.

21 Escolhe porém, dentre o povo, homens capazes, que respeitem a Deus, que sejam honestos e não interesseiros. Nomeia esses homens como chefes de grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez homens.

22 Que eles sejam juízes para o povo, em qualquer momento, e te apresentem só as questões de maior importância, encarregando-se eles das causas menores. Assim te aliviarão desta responsabilidade e te ajudarão a cumpri-la.

23 Se fizeres isso, e se Deus te transmitir as suas ordens, poderás continuar com a tua missão e todo este povo irá em paz para suas casas.»

24

Moisés ouviu o conselho do seu sogro e fez tudo como ele disse.

25 Escolheu homens capazes em todo o Israel e colocou-os à frente do povo como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez homens.

26 Eles resolviam as questões do povo em qualquer momento e apresentavam a Moisés os casos mais graves, decidindo eles os de menor importância.

27 Moisés despediu-se do sogro e Jetro regressou à sua terra.

19

1

Três meses depois da saída do Egito, os israelitas chegaram ao deserto do Sinai.

2 Partindo de Refidim, chegaram ao deserto do Sinai e acamparam ali em frente do monte.

3 Moisés subiu ao monte para se encontrar com Deus. O SENHOR chamou-o do cimo do monte e disse: «Anuncia estas palavras aos descendentes de Jacob, aos israelitas:

4 “Viram bem aquilo que eu fiz aos egípcios e como vos trouxe até junto de mim, como sobre as asas de uma águia.

5 Portanto, se me obedecerem em tudo e forem fiéis à minha aliança, serão o meu povo preferido entre todos os povos, pois toda a terra me pertence.

6 Serão para mim um reino de sacerdotes e um povo consagrado.” É isto que deves transmitir aos israelitas.»

7

Moisés convocou os anciãos do povo e expôs-lhes tudo o que o SENHOR lhe tinha ordenado.

8 Todo o povo então respondeu: «Faremos tudo o que o SENHOR ordenou.» Moisés levou ao SENHOR a resposta do povo

9 e o SENHOR disse: «Vou aproximar-me de ti numa nuvem espessa, para que o povo me oiça falar contigo e assim tenha sempre confiança em ti.» Moisés repetiu ao SENHOR a resposta do povo

10 e o SENHOR disse-lhe: «Vai ter com o povo e diz-lhes que aproveitem o dia de hoje e o de amanhã para se purificarem de tudo o que os torna indignos. Que lavem as suas roupas

11 e estejam preparados para depois de amanhã, porque, nesse terceiro dia, o SENHOR descerá sobre o monte Sinai, à vista de todo o povo.

12 Marca os limites para o povo em volta do monte, e diz a todos que de modo nenhum os ultrapassem e não subam ao monte, nem toquem na sua base. Se alguém tocar nele será castigado com a morte.

13 Ninguém porém poderá tocar-lhe com a mão. Se o fizer, terá de ser morto por apedrejamento ou com flechas. Seja animal ou pessoa terá de morrer. Só poderão subir ao monte depois de soar a trombeta.»

14

Moisés desceu do monte para junto do povo e fez com que ele se purificasse. Todos lavaram as suas vestes

15 e Moisés disse: «Estejam preparados para depois de amanhã. Até lá, não tenham relações sexuais.»

16

Na manhã do terceiro dia houve trovões e relâmpagos sobre o monte e uma nuvem espessa cobriu-o. Um forte som de trombeta fez com que todos no acampamento tremessem de medo.

17 Moisés mandou o povo sair do acampamento para ir ao encontro de Deus e todos pararam ao fundo do monte.

18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR tinha descido sobre ele no meio de chamas. O fumo subia como se saísse dum forno e todo o monte estremecia com violência.

19 O som da trombeta ia-se tornando cada vez mais forte. Moisés falava e Deus respondia-lhe com a voz do trovão.

20 O SENHOR desceu sobre o cimo do monte Sinai e pediu a Moisés que subisse até lá. Moisés subiu

21 e o SENHOR disse-lhe: «Vai lá baixo e avisa o povo, para que não ultrapasse os limites fixados, nem tente o SENHOR, porque muitos deles cairiam mortos.

22 Que também os sacerdotes, que podem aproximar-se do SENHOR, se purifiquem, para que o SENHOR, não se volte contra eles.»

23

Moisés respondeu ao SENHOR: «O povo não se atreverá a subir ao monte Sinai, porque tu nos ordenaste que pusessemos limites, que marcássemos limites para o espaço sagrado da montanha.»

24

O SENHOR disse-lhe então: «Anda, desce, e depois volta a subir acompanhado de Aarão. Mas os sacerdotes e o povo não deverão passar os limites nem subir para junto do SENHOR, para que se não volte contra eles.»

25 Moisés desceu e comunicou isto aos israelitas.

20

1

Deus pronunciou depois as seguintes palavras:

2

«Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te fez sair do Egito, da terra da escravidão.

3

Não tenhas outros deuses além de mim.

4

Não faças para ti imagens esculpidas representando o que há no céu, na terra e nas águas debaixo da terra.

5 Não te inclines diante de nenhuma imagem, nem lhes prestes culto, porque eu, o SENHOR, teu Deus, não tolero que tenham outros deuses e castigo a maldade daqueles que me ofendem até à terceira e à quarta geração.

6 Mas trato com amor, até à milésima geração, aqueles que me amam e cumprem os meus mandamentos.

7

Não faças mau uso do nome do SENHOR, teu Deus, porque ele não deixará sem castigo os que fizerem mau uso do seu nome.

8

Recorda-te do dia de sábado para o consagrares ao SENHOR.

9 Podes trabalhar durante seis dias, para fazeres tudo aquilo de que precisares.

10 Mas o sétimo dia é dia de descanso, consagrado ao SENHOR, teu Deus. Nesse dia, não faças trabalho nenhum, nem tu nem os teus filhos e filhas, nem os teus servos e servas, nem os teus animais nem o estrangeiro que viver na tua terra.

11 Porque durante os seis dias o SENHOR fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o declarou sagrado.

12

Respeita o teu pai e a tua mãe, para que vivas muitos anos na terra que o SENHOR, teu Deus, te vai dar.

13

Não mates.

14

Não cometas adultério.

15

Não roubes.

16

Não faças uma acusação falsa contra ninguém.

17

Não cobices a casa do teu semelhante: não cobices a sua mulher nem os seus servos e servas, nem o seu gado nem os seus jumentos, nem coisa nenhuma do que lhe pertence.»

18

O povo via os relâmpagos, ouvia os trovões e o som da trombeta e via o monte envolto em fumo. Por isso, tremia de medo e manteve-se à distância.

19 Disseram então a Moisés: «Fala tu connosco e nós obedecemos-te; mas que Deus não fale diretamente connosco, se não morremos todos.»

20

Moisés respondeu ao povo: «Não tenham medo. Deus veio para vos pôr à prova e para que, sentindo sempre temor de Deus, se afastem do pecado.»

21 O povo continuava afastado e Moisés abeirou-se da nuvem escura onde Deus se encontrava.

22

O SENHOR ordenou a Moisés que dissesse aos israelitas: «Viram como eu, do céu, vos falei.

23 Não façam ídolos de ouro ou de prata para os adorarem como a mim.

24 Façam-me um altar de terra e ofereçam-me sobre ele animais dos vossos rebanhos e manadas, como holocaustos e sacrifícios de reconciliação. Em todo o lugar em que eu tornar o meu nome lembrado, irei ter convosco, para vos abençoar.

25 Se me fizerem um altar de pedra, não o façam com pedras trabalhadas, porque ao trabalharem as pedras com ferramentas tornam o altar indigno de mim.

26 O meu altar não deve ter degraus, para que ao subirem não se veja nenhuma parte do teu corpo.»

21

1

Estas são as normas que lhes apresentarás:

2 «Se comprares um escravo hebreu, ele trabalhará para ti durante seis anos e no sétimo ficará livre, sem pagar nada.

3 Se era solteiro, quando o compraste, não poderá levar mulher com ele quando sair; se tinha mulher, a mulher irá com ele.

4 Mas se foi o seu senhor quem lhe deu a mulher, e se ela tiver filhos ou filhas dele, a mulher e os filhos são propriedade do seu senhor e o escravo terá de ir sem eles.

5 Se o escravo não quiser a liberdade e declarar que ama o seu senhor, a sua mulher e os seus filhos,

6 então o seu senhor leva-o ao lugar onde adora a Deus, encosta-o à porta ou à ombreira da porta e fura-lhe a orelha com uma sovela. E assim ficará seu escravo para sempre.

7

Se um homem vender a sua filha como escrava, ela não sairá em liberdade nas mesmas condições dos escravos.

8 Se o seu senhor não gostar dela e não a quiser para mulher, deverá permitir que alguém pague o seu resgate. Mas não poderá vendê-la a um estrangeiro, uma vez que a repudiou.

9 Se a der por mulher a um filho seu, deverá tratá-la como filha.

10 Se um homem casar com uma segunda mulher, não poderá privar a primeira nem de comida, nem de vestuário, nem dos seus direitos conjugais.

11 Se lhe recusar alguma dessas três coisas, ela poderá ir-se embora, sem ter de pagar resgate.»

12

«O que ferir alguém e o matar será condenado à morte.

13 Mas se foi por acidente, e não tinha intenção de o matar, pode refugiar-se no lugar que eu te indicar.

14 Mas se um homem, por maldade, usar de traição para matar alguém, até junto do meu altar o irás buscar, para o condenares à morte.

15

O que bater no seu pai ou na sua mãe será condenado à morte.

16

O que raptar alguém será condenado à morte, quer o tenha vendido como escravo, quer o retenha ainda em seu poder.

17

O que insultar o seu pai ou a sua mãe será condenado à morte.

18

Quando dois homens lutarem e um ferir outro com uma pedra ou com os punhos, não lhe causando a morte, mas obrigando-o a ficar de cama,

19 o que o feriu não será condenado, se o outro se restabelecer e puder sair, apoiado numa bengala. Contudo, deverá indemnizá-lo do tempo perdido e das despesas com o tratamento.

20

Se alguém bater com um pau no seu escravo ou na sua escrava e o escravo morrer logo, será condenado.

21 Mas se o escravo viver ainda um dia ou dois, o seu senhor não será condenado, porque o escravo é propriedade sua.

22

Se dois homens estiverem a lutar e um deles for de encontro a uma mulher grávida fazendo-a abortar, sem pôr em perigo a vida da mulher, o culpado deverá pagar uma indemnização que lhe será exigida pelo marido, segundo a decisão dos juízes.

23 Mas se a vida da mulher for posta em perigo, o castigo será vida por vida,

24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,

25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, pancada por pancada.

26 Se alguém ferir o olho dum escravo ou duma escrava de modo a cegá-lo, dar-lhe-á a liberdade para o compensar do olho perdido.

27 E se quebrar um dente ao escravo ou à escrava, dar-lhe-á a liberdade, para o compensar do dente perdido.»

28

«Se um boi marrar em alguém e o matar, esse boi será apedrejado até morrer e a sua carne não será comida; mas o dono do boi não será castigado.

29 Porém se o boi já antes costumava marrar nas pessoas e o dono sabia disso e não o prendia, no caso de o boi matar alguém, esse boi será apedrejado até morrer e o dono também será condenado à morte;

30 se lhe exigirem resgate pela sua vida, ele pagará o que lhe for imposto.

31 Esta lei aplica-se quer o boi mate um rapaz, quer uma rapariga.

32 Mas se o boi matar um escravo ou uma escrava, o boi será apedrejado até morrer, e o senhor do escravo ou da escrava, receberá do dono do boi trinta moedas de prata.

33 Se alguém deixar um poço destapado ou abrir um poço e não o cobrir, e no poço cair um boi ou um jumento,

34 o proprietário do poço pagará ao dono o valor do animal em dinheiro, mas o animal morto pertencer-lhe-á.

35 Se o boi de alguém ferir de morte o boi de outra pessoa, vender-se-á o boi vivo e o dinheiro da venda será repartido pelos dois, em partes iguais, bem como a carne do boi morto.

36 Mas sabendo-se que o boi tinha já antes o costume de marrar e que o dono não o prendia, deverá compensar-se o outro dono, dando-lhe o boi vivo, e o primeiro ficará com o boi morto.»

37

«Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e matar ou vender o animal, pagará cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha.»

22

1

«Se um ladrão for surpreendido a roubar e for ferido e morrer, não haverá crime de homicídio.

2 Mas se já for dia, quem o matou será culpado de homicídio. O ladrão será obrigado a restituir tudo o que roubou; se não tiver com que pagar, será vendido pelo valor do roubo.

3 Se roubou um boi, um jumento ou uma ovelha e o animal que roubou ainda estiver vivo em seu poder, pagará o dobro.

4 Se alguém puser a pastar o seu animal num campo ou numa vinha que não lhe pertença, dará como reparação o que de melhor produzir o seu campo ou a sua vinha.

5 Se alguém fizer uma fogueira no seu campo e o fogo se pegar ao restolho e for queimar as medas de trigo, a seara ou o campo de outra pessoa, o causador do incêndio pagará todo o prejuízo.

6 Se alguém entregar a outro dinheiro ou objetos de valor a guardar, e eles forem roubados da casa deste último, o ladrão, se for descoberto, pagará o dobro.

7 Se não se descobrir o ladrão, então o dono da casa deve jurar, diante de Deus, que não deitou a mão ao que pertencia ao seu próximo.

8

Se alguém se apropriar de um boi, um jumento ou uma ovelha, ou vestuário ou qualquer outra coisa que se tenha perdido, e outra pessoa disser que lhe pertence, a demanda entre os dois será apresentada diante de Deus e o que for julgado culpado pagará ao outro o dobro.

9 Se alguém der a outro a guardar um jumento, um boi, uma ovelha ou outro animal qualquer, e o animal morrer ou ficar aleijado ou for roubado, sem haver testemunhas do caso,

10 o que guardou o animal jurará diante de Deus que não meteu a mão no que o outro lhe confiou. O dono do animal aceitará o juramento e o outro não pagará nada.

11 Mas se o animal foi roubado, terá de indemnizar o dono.

12 Se o animal foi despedaçado por uma fera e forem apresentados os restos do animal morto, não terá de pagar nada ao dono.

13

Se alguém pedir a outro um animal emprestado e o animal morrer ou ficar aleijado, na ausência do dono, o que pediu emprestado terá de o pagar.

14 Mas se o dono estiver presente não terá de o pagar. Se o devedor for assalariado, descontar-se-á no seu salário.»

15

«Se um homem seduzir uma virgem, que não esteja comprometida, e a desonrar, pagará o dote habitual e casará com ela.

16 Se o pai da jovem não quiser dar-lha em casamento, aquele que a seduziu pagará o dote que é costume dar-se por uma virgem.

17

Não poupes a vida à feiticeira.

18 Aquele que praticar atos sexuais com um animal será condenado à morte.

19 Aquele que oferecer sacrifícios a outros deuses, em vez de os oferecer apenas ao SENHOR, será condenado à morte.

20 Não deverás maltratar nem oprimir um estrangeiro, porque também vocês foram estrangeiros no Egito.

21 Não deverás maltratar as viúvas e os órfãos,

22 porque se os maltratares eles pedir-me-ão auxílio e eu, o SENHOR, hei de ouvir o seu grito.

23 Ficarei muito irritado e matar-vos-ei à espada; as vossas mulheres ficarão viúvas e os vossos filhos, órfãos.

24

Se emprestares dinheiro a algum pobre do meu povo que viva perto de ti, não te portes com ele como um usurário, nem lhe cobres juros.

25 Se o teu vizinho te der a sua roupa, como penhor pelo empréstimo, deverás devolver-lha antes do pôr do sol,

26 porque essa roupa é a única que ele tem para se defender do frio. Se não como é que ele dormiria? E se ele me pedir auxílio, eu, o SENHOR, hei de ajudá-lo, porque sou misericordioso.

27 Não ofendas a Deus nem o chefe do teu povo.

28 Não te atrases em oferecer-me os primeiros frutos das tuas colheitas e da tua vinha. Consagra-me o teu primeiro filho

29 e a primeira cria da tua vaca e da tua ovelha. Durante sete dias poderão ficar com a mãe, mas ao oitavo dia de nascidos deverão ser-me oferecidos.

30 Assim sereis homens consagrados a mim. Não comam carne de animais que aparecerem nos campos mortos pelas feras; atirem-na aos cães.»

23

1

«Não faças falsas declarações e não sejas cúmplice dum culpado, dando testemunho a favor duma injustiça.

2 Não sigas a opinião da maioria para praticar o mal. Não te deixes conduzir pela maioria, num caso judicial, para apoiares a parte que não tem razão,

3 mas não dês razão a alguém numa demanda só por ele ser pobre.

4 Se encontrares o boi ou o jumento que o teu inimigo perdeu, devolve-lho imediatamente.

5 Não deixes de ajudar aquele que te odeia; se vires que o seu jumento caiu debaixo do peso da sua carga, ajuda-o a tirar a carga de cima.

6 Não faltes à justiça, quando tiveres que defender a demanda dum pobre.

7 Evita as falsas declarações e não condenes à morte o inocente e o justo, porque eu condenarei essa injustiça.

8 Não te deixes subornar, porque o suborno corrompe e cega mesmo os mais espertos, fazendo com que os inocentes percam a causa.

9 Não oprimas o estrangeiro, porque também foste estrangeiro no Egito e assim podes compreender a condição de estrangeiro.»

10

«Podes cultivar a tua terra e colher os seus frutos durante seis anos,

11 mas ao sétimo não a deves cultivar: deixa-a descansar para que os pobres do teu país comam dela e para que os animais selvagens comam do que sobrar. O mesmo deves fazer com a tua vinha e com o teu olival.

12

Tudo o que tiveres para fazer podes fazê-lo durante os seis dias da semana, mas no sétimo dia deves descansar, para poderem descansar também o teu boi e o teu jumento e para que o teu escravo e o estrangeiro recuperem as forças.

13 Cumpram tudo o que vos ordenei e não invoquem outros deuses, nem pronunciem o nome deles.»

14

«Deves celebrar festas em minha honra três vezes por ano.

15 Primeiro, a festa dos Pães sem Fermento, no mês de Abib, visto teres saído do Egito nesse mês; e ninguém se apresentará diante de mim de mãos vazias. Durante sete dias devem comer pães sem fermento, tal como vos ordenei.

16 A seguir, a festa da Ceifa das primeiras searas de tudo o que semeaste no campo, e a festa das Colheitas, no fim do ano, quando recolheres do campo todos os seus frutos.

17 Todos os homens se apresentarão diante do SENHOR, teu Deus, três vezes por ano.

18 Não derrames o sangue do sacrifício oferecido em minha honra junto de pão fermentado e a gordura das vítimas não deve ficar por oferecer até ao dia seguinte de manhã.

19 Deves levar ao templo do SENHOR, teu Deus, as primícias dos frutos da tua terra. Não deves cozinhar um cabrito no leite da sua mãe.»

20

«Vou enviar um anjo à tua frente para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que preparei para ti.

21 Porta-te com respeito diante dele; obedece-lhe e não lhe faças resistência, porque ele atua em meu nome e não perdoará os vossos pecados.

22 Mas se escutares a sua voz e fizeres tudo o que eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguem.

23 Quando o meu anjo, caminhando à tua frente, te introduzir na terra dos amorreus, dos hititas, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus e os tiver exterminado,

24 não deves adorar os seus deuses; não os servirás, imitando o que esses povos fazem; pelo contrário, deves derrubar e destruir os seus ídolos.

25 Adora o Senhor teu Deus e ele abençoará o teu pão e a tua água e afastará de ti a enfermidade.

26 Não haverá na tua terra uma mulher que aborte nem mulher estéril, e dar-te-ei longos dias de vida.

27

Espalharei o pânico e o terror em todos os povos que encontrares na tua frente e obrigarei os teus inimigos a fugirem diante de ti.

28 Também enviarei o pânico à tua frente, que afastará para longe de ti os heveus, os cananeus e os hititas.

29 Não os expulsarei todos da tua presença num ano, para que a terra não se transforme em deserto e as feras se multipliquem contra ti.

30 Vou expulsá-los pouco a pouco da tua presença, até que o teu povo aumente e possas tomar posse da terra.

31 Fixarei os teus limites desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus e desde o deserto até ao grande rio . Entregarei nas tuas mãos os habitantes dessa terra para tu os expulsares da tua presença.

32 Não faças acordos com eles nem com os seus deuses;

33 nem os deixes ficar na tua terra, porque te levariam a pecar contra mim: irias adorar os seus deuses e isso seria a tua ruína.»

24

1

Deus disse depois a Moisés: «Sobe até junto de mim e traz contigo Aarão, Nadab e Abiú, e setenta anciãos de Israel; mas inclinem-se de longe em adoração.

2 Apenas Moisés se aproximará de mim, o SENHOR; os outros não deverão aproximar-se e o povo não subirá contigo.»

3

Moisés transmitiu ao povo tudo o que o SENHOR lhe tinha dito e ordenado e todo o povo respondeu, numa só voz: «Faremos tudo o que o SENHOR ordenou.»

4 Moisés escreveu então tudo o que o SENHOR lhe tinha dito e no dia seguinte, de manhãzinha, levantou-se e edificou um altar ao pé do monte, e ergueu doze pedras em representação das doze tribos de Israel.

5 Mandou depois alguns jovens israelitas oferecer ao SENHOR holocaustos e matarem animais em sacrifícios de reconciliação.

6 Moisés guardou metade do sangue em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar.

7 Depois pegou no livro da aliança e leu-o ao povo; e todos responderam: «Faremos tudo o que o SENHOR ordenou e seremos obedientes.»

8 Com o resto do sangue, Moisés aspergiu o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco, com base nestes mandamentos.»

9

Moisés subiu ao monte com Aarão, Nadab e Abiú, e os setenta anciãos de Israel.

10 Ali viram o Deus de Israel: debaixo dos seus pés havia como que um tapete de safiras, dum azul tão puro como o do céu.

11 Deus não fez mal a estes homens importantes de Israel; eles puderam ver a Deus e puderam continuar a comer e a beber.

12

O SENHOR disse a Moisés: «Sobe até junto de mim, no monte, e espera lá, porque vou dar-te umas placas de pedra, nas quais escrevi a lei e os mandamentos para instrução dos israelitas.»

13 Moisés partiu e subiu ao monte de Deus, levando consigo Josué, seu ajudante.

14 Aos anciãos disse: «Esperem-nos aqui até que regressemos. Ficam também convosco Aarão e Hur. Quem tiver alguma questão a pôr dirija-se a eles.»

15

Moisés subiu ao monte, que estava coberto por uma nuvem.

16 E a glória do SENHOR permaneceu sobre o monte Sinai, que durante seis dias ficou encoberto pela nuvem. No sétimo dia o SENHOR chamou por Moisés, do interior da nuvem.

17 O SENHOR apresentou-se aos filhos de Israel em toda a sua glória, como um fogo devorador, na parte mais alta do monte.

18 Moisés entrou na nuvem, subiu ao monte e ali ficou quarenta dias e quarenta noites.

25

1

O SENHOR dirigiu-se a Moisés e disse-lhe:

2 «Diz aos filhos de Israel que me façam uma oferta. Deverão contribuir para essa oferta todos os que quiserem dar alguma coisa de boa vontade.

3 Estas são as ofertas que devem aceitar: ouro, prata, bronze,

4 panos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, linho fino, pelo de cabra,

5 peles de carneiro tingidas de vermelho, couro fino, madeira de acácia,

6 azeite para o lampadário, perfumes para o óleo de consagração e para o incenso,

7 pedras de ónix e outras pedras para guarnecer a insígnia de oráculo e o peitoral do sumo sacerdote.

8 Edifiquem-me um santuário, para que eu habite no meio deles.

9 Mas deverão fazê-lo de acordo com o modelo que te vou mostrar, para realizarem assim rigorosamente o conjunto da obra e todos os seus utensílios.»

10

«Façam uma arca de madeira de acácia, com um metro e meio de comprimento e setenta e cinco centímetros de largura e de altura.

11 Deves revesti-la de ouro puro, por dentro e por fora, e em volta porás uma cercadura de ouro.

12 Faz também quatro argolas de ouro, que fixarás nos seus quatro cantos, duas argolas de cada lado.

13 Manda fazer varais de acácia revestidos de ouro,

14 e enfia-os nas argolas, nos lados da arca, para que sirvam para a transportar.

15 Os varais devem ficar sempre no seu lugar, sem nunca serem retirados.

16 Dentro da arca deves colocar o documento da aliança que te vou dar.

17

Faz também uma cobertura de ouro puro, com um metro e meio de comprimento e setenta e cinco centímetros de largura,

18 com dois querubins de ouro, trabalhado a martelo, de uma só peça,

19 um em cada extremidade, de frente um para o outro.

20 Os querubins devem ficar com as asas estendidas para diante, cobrindo toda a tampa, voltados um para o outro e de rosto inclinado para a tampa.

21 Coloca a tampa sobre a arca e põe dentro da arca o documento da aliança que te vou dar.

22 Ali me encontrarei contigo e de cima da arca, entre os querubins que estão sobre a arca da aliança , te comunicarei as ordens que deves transmitir aos israelitas.»

23

«Constrói também uma mesa de madeira de acácia com um metro de comprimento, cinquenta centímetros de largura e setenta e cinco centímetros de altura.

24 Deves revesti-la de ouro puro e rodeá-la de uma cercadura de ouro.

25 Em volta da mesa põe um caixilho com uns sete centímetros de largura e em volta do caixilho coloca uma cercadura de ouro.

26 Faz para a mesa quatro argolas de ouro e prende-as nos seus quatro cantos,

27 de modo que fiquem junto ao caixilho e permitam que se passem por elas dois varais para se transportar a mesa.

28 Os varais devem ser de acácia e revestidos de ouro.

29 Faz também os respetivos pratos, colheres, jarras e taças de ouro puro, para as ofertas de vinho.

30 E em cima da mesa coloca o pão que me for consagrado, que deve estar permanentemente diante de mim.»

31

«Faz também um candelabro de ouro puro, trabalhado a martelo. A base, a haste, os cálices, os botões e as flores do candelabro formarão uma única peça.

32 Dos lados cairão seis braços, três de cada lado.

33 Em cada um dos seis braços haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com botão e flor.

34 Na haste principal do candelabro haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com os seus botões e flores;

35 cada um dos três pares de braços que saem do candelabro terá um cálice na sua parte inferior.

36 Os cálices e os braços deverão formar uma só peça com o candelabro, toda de ouro puro, trabalhado a martelo.

37 Depois farás sete lâmpadas que colocarás de modo a iluminarem a parte da frente.

38 Os espevitadores e os apagadores serão de ouro puro.

39 Serão utilizados uns trinta quilos de ouro puro, para fazer o candelabro e todos estes acessórios.

40 Toma bem atenção, para que o trabalho seja executado segundo o modelo que te mostrei no monte.»

26

1

«Faz o santuário com dez telas de linho retorcido, em púrpura violácea, escarlate e carmesim, e manda bordar nelas dois querubins.

2 Cada uma das telas terá catorze metros e meio de comprimento e dois metros de largura. As outras telas terão todas as mesmas dimensões.

3 Cinco dessas telas serão cosidas umas às outras e as restantes cinco também.

4 Na bainha da tela que fica na extremidade de cada conjunto de cinco colocarás laços de púrpura violácea.

5 Farás cinquenta laços em cada uma das telas, de modo que os laços correspondam uns aos outros nos dois conjuntos de cinco telas.

6 Farás também cinquenta ganchos de ouro para unires as telas umas às outras, a fim de que o santuário forme um todo.

7

Faz também onze telas de pelo de cabra para formar uma tenda por cima do santuário.

8 O comprimento de cada uma dessas onze telas será de quinze metros e a sua largura de dois metros.

9 Coserás cinco telas de um lado e seis do outro, dobrando a sexta tela para a parte da frente da tenda.

10 Colocarás cinquenta laços nas bainhas das telas que ficam na extremidade de cada conjunto.

11 Faz também cinquenta ganchos de cobre e prende-os nos laços para assim unires a tenda, de modo a formar um todo.

12 A metade das telas que sobeja da tenda cairá para a parte posterior do santuário.

13 E o que sobra no comprimento das telas da tenda cobrirá cada um dos lados do santuário, cinquenta centímetros de cada lado.

14

Faz ainda para a tenda uma cobertura de peles de carneiro, tingidas de vermelho, e uma cobertura de peles finas, para a parte superior.

15 Manda fazer para o santuário tábuas de madeira de acácia, colocadas ao alto.

16 Cada uma das tábuas terá cinco metros de comprimento e a largura será de setenta e cinco centímetros.

17 Cada uma das tábuas terá dois encaixes, para se poder unir à outra. É assim que deves unir todas as tábuas.

18 Faz vinte tábuas e coloca-as no lado sul do santuário,

19 e debaixo das vinte tábuas, quarenta suportes de prata, dois debaixo de cada tábua, nos dois encaixes.

20 Faz também vinte tábuas, para serem colocadas no lado norte do santuário,

21 e os seus quarenta suportes de prata, dois para debaixo de cada tábua.

22 Para a parte de trás do santuário, isto é, do lado oeste, faz seis tábuas,

23 e mais duas para as esquinas do fundo do santuário.

24 Estas tábuas ficarão unidas em baixo e em cima, por meio de argolas. O mesmo deverá fazer-se com as duas tábuas colocadas nas duas esquinas.

25 Haverá, portanto, oito tábuas, com os seus correspondentes dezasseis suportes de prata, dois debaixo de cada tábua.

26 Faz também cinco travessas de acácia para as tábuas de um lado do santuário,

27 cinco para as tábuas do outro lado e cinco para as tábuas do fundo do santuário, do lado ocidental.

28 A travessa do meio irá de uma extremidade à outra das tábuas.

29 Revestirás de ouro as tábuas e farás de ouro as argolas, por onde irão passar as travessas, que também deverão ser revestidas de ouro.

30 Assim construirás o santuário, segundo o modelo que te mostrei no monte.

31

A seguir, deves fazer uma cortina de telas de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, artisticamente trabalhado, no qual serão bordados querubins.

32 Suspende essa cortina em quatro colunas de acácia, revestidas de ouro, com ganchos de ouro, montadas sobre quatro pedestais de prata.

33 Prende-a nos ganchos e no recinto protegido por ela coloca a arca com o documento da aliança. A cortina marcará para todos a separação entre o santuário e o lugar santíssimo.

34 Colocarás a cobertura em cima da arca da aliança, no lugar santíssimo.

35 A mesa ficará do lado de fora da cortina e o candelabro ficará em frente da mesa, do lado sul do santuário, ficando a mesa do lado norte.

36

Para a entrada da tenda, farás outra cortina de tela de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, artisticamente bordado.

37 Faz para ela cinco colunas de acácia, revestidas de ouro; os seus ganchos serão de ouro e mandarás fundir para as colunas cinco bases de cobre.»

27

1

«Deves fazer o altar de madeira de acácia, de forma quadrangular, com dois metros e meio de cada lado e um metro e meio de altura.

2 Nos quatro ângulos faz quatro cantos salientes, que formarão uma única peça com o altar, o qual também será revestido de cobre.

3 Farás de cobre todos os utensílios do altar: cinzeiros para recolher a cinza, pás, bacias, tenazes e braseiras.

4 Farás também uma grade de cobre em forma de rede e nos quatro cantos da grade fixarás quatro argolas de cobre.

5 Colocarás depois a grade na parte inferior do altar, de modo a ficar a meia altura dos cantos.

6 Farás para o altar varais de acácia revestidos de cobre.

7 Os varais serão metidos em argolas, nos dois lados do altar, quando for transportado.

8 O altar será de madeira e ficará oco, devendo ser executado conforme te mostrei no monte.»

9

«Deves construir a seguir, o átrio do santuário. No lado sul, o átrio terá cortinados de linho retorcido, num comprimento de cinquenta metros que corresponde a um lado.

10 Cada um será suportado por vinte colunas, assentes em vinte bases de cobre. Os ganchos das colunas e as suas molduras serão de prata.

11 No lado norte, haverá também cortinas num comprimento de cinquenta metros, suportadas por vinte colunas, assentes em vinte bases de cobre. Os ganchos das colunas e as suas molduras serão de prata.

12 No lado ocidental, a toda a largura do átrio, haverá vinte e cinco metros de cortinados, suportados por dez colunas, assentes em dez bases.

13 No lado oriental, a toda a largura do átrio, haverá vinte e cinco metros de cortinados:

14 sete metros e meio de cortinados, suportados por três colunas e três bases, formarão uma ala;

15 e sete metros e meio, suportados por três colunas e três bases, formarão a segunda ala.

16 A entrada do santuário será uma cortina com dez metros de telas de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido, artisticamente bordado, e terá quatro colunas e quatro bases.

17 Todas as colunas que delimitam o recinto do átrio serão ligadas por varões de prata; os ganchos serão também de prata e as bases de cobre.

18 O comprimento do átrio será de cinquenta metros, a largura, de vinte e cinco metros, e a altura, de dois metros e meio. As cortinas serão de linho retorcido e as bases, de cobre.

19 Todos os utensílios destinados aos serviços do santuário, todas as suas estacas e todas as estacas do átrio serão de cobre.»

20

«Dá ordens aos israelitas, para que te tragam do melhor azeite de oliveira, para manter as lâmpadas sempre acesas.

21 Aarão e os seus filhos ficarão encarregados de cuidar das lâmpadas, para que ardam perante o SENHOR toda a noite, na tenda do encontro, fora da cortina que está junto à arca da aliança. Esta é uma lei perpétua, para ser observada pelos israelitas e pelos seus descendentes.»

28

1

«De entre todos os israelitas, chama para junto de ti o teu irmão Aarão e seus filhos Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar, para que sejam meus sacerdotes.

2 Manda fazer para o teu irmão Aarão vestes sagradas, que lhe deem dignidade e beleza.

3 Encarrega todos os artífices capazes, aos quais dei habilidade para confecionarem as vestes de Aarão, a fim de ele me servir como sacerdote.

4 As vestes que terão de fazer são: o peitoral, a insígnia de oráculo, a capa, a túnica bordada, o turbante de linho e o cinto. São estas as vestes sagradas para o teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de exercerem o sacerdócio ao meu serviço.

5 Os que fizerem as vestes utilizarão ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho fino.

6

A insígnia de oráculo será feita com ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido, artisticamente trabalhado,

7 com duas tiras que passem pelos ombros e se liguem uma à outra.

8 O cinto com que ela será apertada ao corpo formará com ela uma só peça e será também de ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido.

9

Pega depois em duas pedras de ónix e grava nelas os nomes dos doze filhos de Jacob.

10 Seis nomes numa pedra e os outros seis na outra, por ordem de nascimento.

11 A gravação dos nomes dos filhos de Jacob nas duas pedras será feito por lapidários, como se gravassem sinetes. As pedras serão engastadas e montadas em ouro

12 e depois serão colocadas nas tiras da insígnia de oráculo, que passam pelos ombros do sacerdote, para recordar os filhos de Israel. Assim Aarão levará sobre os ombros os nomes dos filhos de Israel, diante do SENHOR para que este se recorde deles.

13 Faz engastes de ouro, para as duas pedras,

14 e duas pequenas correntes de ouro puro, entrançadas em forma de cordões, que prenderás nos engastes.

15

O peitoral, com os instrumentos de julgamento, será artisticamente trabalhado, como a insígnia de oráculo. Fá-lo-ás de ouro, de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido.

16 Será quadrado, dobrado em dois, com um palmo de lado.

17 Deverás guarnecê-lo de quatro fiadas de pedras preciosas. Na primeira fiada colocarás um rubi, um topázio e uma esmeralda;

18 na segunda, um jaspe, uma safira e um diamante;

19 na terceira, uma opala, uma ágata e uma ametista;

20 na quarta, um crisólito, um ónix e um jaspe. Todas estas pedras serão engastadas em ouro

21 e terão de ser doze, pois são doze os nomes dos filhos de Jacob. Em cada uma das pedras será gravado, em forma de sinete, o nome de uma das doze tribos.

22 Farás também para o peitoral pequenas correntes de ouro puro, entrelaçadas em forma de cordão.

23 Farás igualmente duas argolas de ouro, que colocarás nos dois cantos do peitoral.

24 As duas correntes de ouro terão de passar pelas duas argolas dos cantos do peitoral

25 e as pontas de cada corrente serão fixadas nos dois engastes, segurando-as, pela frente, às tiras que passam pelos ombros da insígnia de oráculo.

26 Faz outras duas argolas de ouro, que fixarás nas pontas debaixo do peitoral, na orla interior que toca na insígnia de oráculo.

27 Faz também duas argolas de ouro e fixa-as debaixo das duas faixas da insígnia do lado da frente, onde elas se unem, por debaixo, um pouco acima do cinto que a segura.

28 Prender-se-á o peitoral, ligando as suas argolas às da insígnia de oráculo, por meio de um cordão de púrpura violácea, de forma a fixá-lo sobre o cinto da insígnia, para que o peitoral não oscile.

29

Quando Aarão entrar no santuário, levará sobre o seu coração os nomes dos filhos de Israel, gravados no peitoral do julgamento, em perpétua recordação diante do SENHOR.

30 No peitoral do julgamento colocarás os instrumentos de oráculo, urim e tumim , para que estejam sobre o peito de Aarão, quando ele se apresentar diante do SENHOR. Assim Aarão levará sempre sobre o peito, na presença do SENHOR, o julgamento dos filhos de Israel.

31

Farás o manto da insígnia de oráculo inteiramente de tecido de púrpura violácea,

32 com uma abertura ao centro, para a cabeça. A abertura, como a abertura de uma cota de malha, será toda debruada, para evitar rasgões.

33 Em volta da orla inferior, colocarás romãs de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, entremeadas de campainhas de ouro a toda a volta,

34 isto é, uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã, em toda a orla do manto.

35 Aarão deverá levar posta a capa quando oficiar como sacerdote, para que, quando entrar no santuário, diante do SENHOR, ou quando sair, se oiçam as campainhas e assim ele não corra o risco de morrer.

36

Faz uma placa de ouro puro e grava nela, como se fosse um sinete, as palavras “Consagrado ao SENHOR”.

37 Põe a placa no turbante, na parte da frente, ligada com uma fita de tecido de púrpura violácea.

38 Assim estará sempre sobre a testa de Aarão, que deste modo livrará os israelitas dos pecados cometidos, ao consagrarem as suas ofertas religiosas; a placa na testa de Aarão fará com que o SENHOR aceite com agrado as ofertas.

39

Faz a túnica de linho e o turbante também de linho fino. O cinto será bordado artisticamente.

40 Para os filhos de Aarão farás igualmente túnicas, cintos e turbantes, que lhes deem dignidade e beleza.

41 Assim deves vestir o teu irmão Aarão e os seus filhos. Depois deverás ungir com óleo a sua cabeça, investindo-os e consagrando-os como sacerdotes ao meu serviço.

42 Farás também calções de linho vulgar, para lhes cobrir o corpo, desde a cintura até às coxas.

43 Aarão e os filhos devem usá-los, quando entrarem na tenda do encontro ou quando se aproximarem do altar, para oficiarem como sacerdotes no santuário; assim não cometerão nenhuma falta e não correrão o risco de morrer. Esta é uma lei perpétua, para ser observada por ele e pelos seus descendentes.»

29

1

«Para consagrares os sacerdotes ao meu serviço, deves proceder da seguinte maneira: separarás um novilho e dois carneiros sem defeito;

2 com a melhor farinha de trigo, faz pães e tortas sem fermento, amassados com azeite, e filhós sem fermento, untadas de azeite;

3 coloca-os num cesto, para serem levados ao santuário, ao mesmo tempo que o novilho e os dois carneiros.

4 Manda avançar Aarão e os filhos até à entrada da tenda de encontro. Diz-lhes que se lavem

5 e depois pega nas vestes sacerdotais e reveste Aarão com a túnica, o manto e a insígnia de oráculo e segura o peitoral com o cinto da mesma insígnia.

6 Põe-lhe o turbante na cabeça e sobre o turbante coloca a placa de ouro que o consagrará como sacerdote.

7 Pega depois no óleo de consagração e derrama-o sobre a cabeça de Aarão, ungindo-o como sacerdote.

8 Manda aproximar os seus filhos, para os revestires com as túnicas.

9 Põe os cintos a Aarão e aos seus filhos e coloca-lhes os turbantes. Deste modo lhes darás plena autoridade e o sacerdócio lhes pertencerá por direito perpétuo.

10

Leva depois o novilho para diante da tenda do encontro. Aarão e os seus filhos imporão as mãos sobre a cabeça do novilho

11 e ali, na presença do SENHOR, à entrada da tenda do encontro, matarás o novilho.

12 Molhando o dedo no sangue do novilho, ungirás os cantos salientes do altar e derramarás todo o sangue na base do altar.

13 Tirarás a gordura que cobre os intestinos e a membrana do fígado e os rins com a gordura que os envolve e queimarás tudo sobre o altar.

14 Mas a carne, a pele e o excremento do novilho deverás queimá-los fora do acampamento. É um sacrifício para perdão do pecado.

15

Leva um dos carneiros e manda Aarão e os seus filhos impor-lhe as mãos sobre a cabeça.

16 Depois mata o carneiro e espalha o seu sangue à volta do altar.

17 Em seguida, esquarteja o carneiro, lava os seus intestinos e as suas pernas, pondo tudo junto dos pedaços e da cabeça,

18 e queima todo o carneiro sobre o altar, fazendo assim um holocausto ao SENHOR, um sacrifício consumido em sua honra e que é do seu agrado.

19

Leva depois o outro carneiro a Aarão e aos seus filhos, para que imponham as mãos sobre a sua cabeça.

20 Mata esse carneiro e põe um pouco do seu sangue no lóbulo da orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito de Aarão e dos seus filhos. Em seguida, derrama o resto do sangue à volta do altar.

21 Do sangue que ficar no altar e do óleo de consagração espalharás um pouco sobre Aarão e sobre os seus filhos e sobre as vestes de todos eles. Assim ficarão consagrados Aarão e os seus filhos e as respetivas vestes.

22

Depois tira a gordura do carneiro, a cauda, a gordura que envolve os intestinos, a membrana do fígado, os rins e a gordura que os envolve e a coxa direita, porque é para uma cerimónia de consagração.

23 Do cesto que contém os pães sem fermento tira um dos pães, uma torta e uma filhó.

24 Coloca todas essas coisas nas mãos de Aarão e dos seus filhos, para que cumpram o ritual de apresentação ao SENHOR.

25 Depois retira das suas mãos todas as coisas e queima-as no altar, a seguir ao holocausto. Este é um sacrifício em honra do SENHOR, que será do seu agrado.

26

Para a consagração de Aarão, deves celebrar o ritual de apresentação ao SENHOR com o peito do carneiro. E esta porção pertence-te a ti.

27 Consagrarás assim o peito, que apresentaste como oferta especial nesse rito ao SENHOR, e a coxa que ofereceste como tributo, pois é essa a porção do carneiro de consagração reservada para Aarão e seus filhos.

28 Essa parte pertence, portanto, a Aarão e aos seus filhos, como direito perpétuo entre os israelitas. Esta oferta será um tributo oferecido pelos filhos de Israel, como sacrifício de reconciliação em honra do Senhor.

29

As vestes sagradas de Aarão serão herança dos seus descendentes, quando forem consagrados e receberem plena autoridade como sacerdotes.

30 O sacerdote descendente de Aarão, que ocupar o seu lugar e que entrar na tenda do encontro para exercer as suas funções no santuário, deverá levar postas essas vestes durante sete dias.

31

Deves cozer a carne do cordeiro de consagração num lugar santo.

32 Aarão e os seus descendentes comerão a carne do carneiro e o pão que está no cesto, à entrada da tenda do encontro.

33 Comerão isso, que foi oferecido para obter o perdão dos seus pecados, quando foram consagrados e receberam plena autoridade como sacerdotes. Mas nenhum estranho deve comer destas coisas, porque são sagradas.

34 E se ficar para o dia seguinte carne e pão da consagração, deves queimar tudo o que sobejar; ninguém o comerá, porque está santificado.

35

Relativamente a Aarão e aos seus filhos, deves proceder como te ordenei. Dedica sete dias à cerimónia de consagração

36 e oferece diariamente um novilho em sacrifício, para obter o perdão dos pecados. Purifica o altar, oferecendo sobre ele um sacrifício para perdão do pecado e derrama óleo sobre o altar, para o consagrares.

37 Durante sete dias, purifica o altar e consagra-o a Deus, oferecendo sacrifícios para perdão do pecado. O altar será santíssimo e tudo o que nele tocar será sagrado.»

38

«Todos os dias, deves oferecer sobre o altar, dois cordeiros de um ano.

39 Um deles será oferecido pela manhã e o outro ao entardecer.

40 Com o primeiro cordeiro oferecerás dois quilos da melhor farinha, misturada com um litro de azeite de oliveira, e derramarás como oferenda um litro de vinho.

41 Ao entardecer, oferecerás o segundo cordeiro, acompanhado de uma oferta de farinha e de vinho como de manhã, ofertas que serão queimadas em honra do SENHOR e que serão do seu agrado.

42 Isto é um holocausto diário, oferecido de geração em geração, na minha presença, à entrada da tenda do encontro, que é onde me encontrarei convosco, para vos falar.

43 Ali me encontrarei com os israelitas e o lugar ficará consagrado com a minha presença.

44 Consagrarei a tenda do encontro e o altar e consagrarei Aarão e os seus filhos como meus sacerdotes.

45 Habitarei no meio dos israelitas e serei o seu Deus.

46 Eles verão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou do Egito, para habitar no meio deles. Eu sou o SENHOR, seu Deus.»

30

1

«Faz também um altar de madeira de acácia, para se apresentarem ofertas de incenso.

2 Será quadrado, com cinquenta centímetros de lado e um metro de altura. Os cantos salientes do altar devem formar com ele uma única peça.

3 Deves revestir de ouro puro a parte superior do altar, todos os lados e os cantos. Põe-lhe em volta uma guarnição de ouro.

4 Põe-lhe argolas de ouro por cima da guarnição, duas de cada lado, para passarem por elas dois varais, destinados a transportá-lo.

5 Faz os varais de acácia e reveste-os de ouro.

6 Coloca o altar diante da cortina que está diante da arca com o documento da aliança, diante da cobertura da arca, no lugar em que me encontrarei contigo.

7 É neste lugar que, todas as manhãs, à hora de preparar as lâmpadas, Aarão queimará incenso aromático sobre o altar;

8 e fará o mesmo ao entardecer, à hora de acender as lâmpadas. Assim haverá eternamente, de geração em geração, o perfume do incenso na presença do SENHOR.

9 Não ofereças sobre este altar nenhum outro incenso, nem holocaustos, nem ofertas de cereais, nem libações de vinho em honra do SENHOR.

10 Este altar será inteiramente consagrado ao SENHOR, e uma vez por ano, para sempre, Aarão oferecerá sobre os cantos salientes do altar o sangue do sacrifício para perdão dos pecados.»

11

O SENHOR disse a Moisés:

12 «Quando fizeres o recenseamento do povo de Israel, cada um deles pagará ao SENHOR o resgate pela sua pessoa, por ocasião do recenseamento, para não cair sobre eles nenhuma desgraça.

13 Todos os recenseados darão, como tributo ao SENHOR, cinco gramas de prata, que é metade da unidade de peso oficial do santuário.

14 Todos os recenseados maiores de vinte anos darão este tributo ao SENHOR;

15 nem o rico dará mais nem o pobre dará menos ao SENHOR, pelo resgate da sua vida, do que cinco gramas de prata.

16 A prata recolhida dos israelitas deves empregá-la no serviço da tenda do encontro, para recordar ao SENHOR que os filhos de Israel lhe entregaram o resgate pelas suas vidas.»

17

O SENHOR disse ainda a Moisés:

18 «Faz uma bacia de bronze para abluções, com uma base também de bronze, e coloca-a entre a tenda do encontro e o altar. Deita água na bacia

19 e Aarão e os seus filhos lavarão nela as mãos e os pés.

20 Quando entrarem na tenda do encontro e se aproximarem do altar, para exercerem as suas funções e queimarem ofertas em honra do SENHOR, devem lavar-se com essa água, para não correrem o risco de morrer.

21 Esta obrigação de lavarem as mãos e os pés, para não morrerem é uma lei perpétua, para eles e para os seus descendentes, por todas as gerações.»

22

O SENHOR disse também a Moisés o seguinte:

23 «Escolhe tu mesmo as melhores plantas aromáticas, uns seis quilos da melhor mirra, uns três quilos de canela aromática,

24 uns seis quilos de cássia, pesados segundo o peso oficial do santuário, e três litros e meio de azeite de oliveira.

25 Faz com tudo isto o óleo, perfumado e preparado com a arte de um perfumista, para o ritual de consagração. Este será o óleo para a unção de consagração.

26 Deves consagrar com ele a tenda do encontro, a arca com o documento da aliança,

27 a mesa e todos os acessórios, o candelabro e os acessórios, o altar do incenso,

28 o altar dos holocaustos, com todos os utensílios, e a bacia com a sua base.

29 Assim consagrados, tornar-se-ão coisas santíssimas e tudo o que neles tocar ficará consagrado.

30

Com esse mesmo óleo deves ungir e consagrar também Aarão e seus filhos, para que sejam meus sacerdotes.

31 Depois dirás ao povo de Israel que este será para mim o óleo de consagração, através dos séculos.

32 Não deverá ser usado para qualquer pessoa, nem podem fazer outro semelhante a este. É uma coisa sagrada e como tal o devem considerar.

33 Se alguém preparar um óleo igual a este ou com ele ungir um estranho, será eliminado do seu povo.»

34

O SENHOR disse a Moisés: «Arranja os seguintes ingredientes em partes iguais: bálsamo, unha aromática e gálbano aromático;

35 e com eles prepara um incenso puro e santo, misturando tudo bem, como o perfumista faz para os perfumes.

36 Reduz uma parte a pó muito fino e põe-no diante da arca da aliança, na tenda do encontro, ou seja onde eu me encontrarei contigo. Este incenso será para vocês o mais sagrado.

37 Não deverão fazer para vosso uso outro incenso de composição igual à deste. Deves considerá-lo como coisa sagrada, reservada ao SENHOR.

38 Quem fizer um incenso igual para servir de perfume, será eliminado do seu povo.»

31

1

O SENHOR disse a Moisés:

2 «Eu escolhi Beçalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá,

3 e enchi-o do Espírito de Deus e de sabedoria, entendimento, conhecimento e habilidade para todos os trabalhos,

4 para fazer desenhos e trabalhos de ouro, prata e cobre,

5 para gravar pedras e engastá-las, trabalhar a madeira e executar toda a espécie de obras.

6 Escolhi, para seu auxiliar, Oliab, filho de Aisamac, da tribo de Dan. E a todos os homens hábeis dei maior sabedoria, para que executem tudo como te ordenei:

7 a tenda do encontro, a arca da aliança, a sua cobertura e todas as peças da tenda,

8 a mesa com os seus acessórios, o candelabro de ouro puro com todos os seus acessórios, o altar do incenso,

9 o altar dos holocaustos com os seus utensílios, a bacia com a sua base,

10 as vestes litúrgicas, as vestes sagradas do sacerdote Aarão e dos seus filhos, para quando exercerem as suas funções de sacerdotes,

11 o óleo de consagração e o incenso aromático, para o santuário. Eles saberão executar tudo, tal como te ordenei.»

12

O SENHOR disse ainda a Moisés:

13 «Fala aos filhos de Israel e diz-lhes: “Devem respeitar os meus dias de descanso, porque esse é para sempre o sinal entre mim e vós, para que saibam que eu, o SENHOR, fiz de vocês um povo santo.

14 O dia de descanso será sagrado e deverão respeitá-lo. Quem não o respeitar será condenado à morte; quem nesse dia fizer algum trabalho será eliminado do seu povo.

15 Podem trabalhar durante os seis dias da semana, mas o sétimo dia será de descanso consagrado ao SENHOR. Quem trabalhar no dia de descanso será condenado à morte.

16 Os filhos de Israel devem respeitar, por isso, o dia de descanso, como um compromisso eterno, através dos séculos.

17 Será um sinal permanente entre mim e os israelitas. Porque o SENHOR fez o céu e a terra em seis dias e no sétimo dia parou e descansou.”»

18

Quando o SENHOR acabou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou-lhe duas placas de pedra com a lei escrita pelo próprio Deus.

32

1

Vendo que Moisés demorava a descer do monte, o povo reuniu-se em volta de Aarão e disse: «Anda, faz-nos deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu a Moisés, o homem que nos tirou do Egito.»

2 E Aarão respondeu: «Tirem as argolas de ouro das orelhas das vossas mulheres e dos vossos filhos e filhas e tragam-mas.»

3 Todos tiraram as argolas das orelhas e levaram-nas a Aarão.

4 Ele recebeu tudo aquilo, deitou o ouro num molde e fundiu um bezerro de metal. E todos exclamaram: «Povo de Israel, aqui tens os teus deuses, que te fizeram sair do Egito!»

5 Quando Aarão viu isto, construiu um altar em frente do bezerro e disse em voz alta: «Amanhã haverá festa em honra do SENHOR.»

6 No dia seguinte, de manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios de ação de graças. O povo sentou-se a comer e a beber e depois começaram a divertir-se.

7

Então o SENHOR disse a Moisés: «Vai, desce, porque o teu povo que tiraste do Egito está a corromper-se.

8 Bem depressa se desviaram do caminho que lhes tracei. Fizeram um bezerro de ouro fundido e estão a adorá-lo e a fazer-lhe ofertas, exclamando: “Povo de Israel, aqui tens os teus deuses que te fizeram sair do Egito!”»

9

O SENHOR disse ainda a Moisés: «Vejo bem que este povo é teimoso e rebelde.

10 Agora, deixa-me, porque a minha ira vai-se levantar contra ele e vou destruí-los a todos. Mas de ti vou fazer uma grande nação.»

11 Moisés implorou ao SENHOR, seu Deus, e disse-lhe: «SENHOR, por que estás tão irritado contra o teu povo, aquele que fizeste sair do Egito com grande força e poder?

12 Não permitas que os egípcios digam de nós que foi por maldade que Deus nos tirou do Egito para nos matar nas montanhas e nos fazer desaparecer da terra! Não te deixes dominar pela ira, SENHOR, e renuncia à ideia de fazeres mal ao teu povo.

13 Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaac e Jacob, aos quais juraste e prometeste, por tua honra, que havias de tornar a sua descendência tão numerosa como as estrelas do céu e conceder aos seus descendentes esta terra como herança eterna.»

14

O SENHOR renunciou à ideia que tinha manifestado de castigar o seu povo.

15 Então Moisés resolveu descer do monte, levando consigo as placas da lei, que estavam escritas dos dois lados.

16 Eram obra de Deus e o que estava gravado nelas tinha sido escrito por Deus.

17

Quando Josué ouviu os gritos que o povo dava, disse a Moisés: «Há gritos de guerra no acampamento.»

18 Moisés respondeu: «O que se ouve não são cânticos alegres de vitória, nem cânticos tristes de derrota: são apenas vozes de gente a cantar.»

19

Ao chegar junto do acampamento, Moisés viu o bezerro e as danças. Ficou cheio de ira, atirou com as placas da lei ao chão junto do monte e fê-las em pedaços.

20 Em seguida, agarrou no bezerro que eles fizeram, atirou-o ao fogo, reduziu-o a pó fino e espalhou-o na água. Depois deu a beber aquela água aos filhos de Israel.

21 Moisés disse a Aarão: «Que te fez este povo, para o deixares cometer um pecado tão grande?»

22 Aarão respondeu: «Ó meu senhor, não te irrites comigo. Bem sabes que este povo é inclinado ao mal.

23 Disseram-me: “Faz-nos deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu a Moisés, o homem que nos tirou do Egito.”

24 E eu respondi-lhes: “Quem tiver ouro que se desfaça dele e mo entregue.” Eu deitei esse ouro no fogo e saiu este bezerro!»

25

Moisés, vendo que o povo estava desenfreado e exposto à troça dos seus inimigos, porque Aarão não tinha sabido controlá-lo,

26 colocou-se à entrada do acampamento e gritou: «Quem é pelo SENHOR junte-se a mim!» Todos os da tribo de Levi se juntaram a ele

27 e Moisés disse-lhes: «O SENHOR, Deus de Israel, diz o seguinte: “Pegue cada um numa espada, regressem ao acampamento e vão de porta em porta, matando cada um o irmão, o amigo, o vizinho!”»

28

Os levitas cumpriram as ordens de Moisés e, nesse dia, morreram cerca de três mil homens dentre o povo.

29 Então Moisés disse: «Este foi o verdadeiro sacrifício da vossa consagração ao SENHOR: sacrificando o vosso filho e o vosso irmão, conseguiram hoje de Deus uma grande bênção.»

30

No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «É grande o pecado que cometeram. Subirei agora junto do SENHOR, para ver se consigo que ele vos perdoe.»

31

Moisés voltou junto do SENHOR e disse-lhe: «Realmente este povo cometeu um grande pecado, ao fazer um deus de ouro.

32 Rogo-te, no entanto, que lhe perdoes, ou então apaga o meu nome do livro que escreveste.»

33 O SENHOR respondeu a Moisés: «Só apagarei do meu livro aquele que pecar contra mim.

34 Agora vai lá e conduz o povo onde eu disser. O meu anjo caminhará à tua frente. Quando chegar o dia do castigo, castigarei o povo pelo seu pecado.»

35 E o SENHOR castigou o povo, por ter instigado Aarão a fazer o bezerro.

33

1

O SENHOR disse a Moisés: «Anda, sai daqui com o povo que tiraste do Egito. Vão para a terra que prometi a Abraão, Isaac e Jacob que daria aos seus descendentes.

2 Enviarei o meu anjo para te guiar e expulsarei dessa terra os cananeus, os amorreus, os hititas, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

3 Vão para o país onde o leite e o mel correm como água. Mas eu não irei junto convosco, porque são gente teimosa e rebelde e eu poderia destruir-vos pelo caminho.»

4

Ao ouvir estas palavras duras, o povo ficou muito triste e ninguém se atrevia a usar as suas joias,

5 porque o SENHOR tinha dito a Moisés: «Diz aos israelitas que são gente teimosa e rebelde. Se eu fosse junto convosco, nem que fosse um instante, acabaria por destruir-vos. Tirem portanto, todas as vossas joias, que eu depois verei o que devo fazer convosco.»

6 Assim, a partir do monte Horeb, os israelitas deixaram de usar as suas joias.

7

Moisés levantou a tenda e foi colocá-la a certa distância do acampamento e deu-lhe o nome de «tenda do encontro». Quando alguém queria consultar o SENHOR, ia à tenda do encontro, fora do acampamento.

8 E quando Moisés ia à tenda, toda a gente se levantava e ficava de pé, cada qual à entrada da sua própria tenda, para o seguir com os olhos, até Moisés entrar na tenda.

9 Logo que ele entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e mantinha-se à entrada e o SENHOR falava com Moisés.

10 E ao ver a coluna de nuvem que permanecia à entrada da tenda, todo o povo, que estava de pé, se prostrava, cada um à entrada da sua tenda em atitude de adoração.

11 O SENHOR falava com Moisés, frente a frente, como quem fala com um amigo, e depois Moisés voltava ao acampamento. Mas o jovem Josué, seu ajudante, filho de Nun, nunca se afastava do interior da tenda.

12

Moisés disse ao SENHOR: «Dizes-me que conduza este povo para a sua terra, mas não me dizes quem deverá acompanhar-me. Também me disseste que tens muita confiança em mim e que sou do teu agrado.

13 Se é verdade que sou do teu agrado, revela-me os teus caminhos, e que eu mereça continuar a ter a tua confiança. Lembra-te que este povo é o teu povo.»

14 Deus respondeu: «Eu mesmo te acompanharei, para te dar tranquilidade.»

15 Moisés respondeu-lhe: «Se tu não nos queres acompanhar, não nos obrigues a sair daqui.

16 De que outra maneira podemos saber que o teu povo e eu somos do teu agrado, se tu não nos acompanhares? Só assim o teu povo e eu podemos distinguir-nos de todos os outros povos da terra.»

17 O Senhor retorquiu: «Farei o que me pedes, porque tenho confiança em ti e és do meu agrado.»

18 Moisés disse: «Rogo-te que me mostres o teu poder!»

19 E Deus respondeu: «Passarei diante de ti com toda a minha majestade e hei de apresentar-me diante de ti com o nome de SENHOR. Concederei a minha misericórdia a quem eu quiser e terei compaixão de quem eu entender.»

20 Disse ainda o SENHOR: «Porém não poderás ver o meu rosto, porque nenhum homem poderá ver-me e continuar vivo.»

21

O SENHOR disse ainda: «Há aqui um lugar junto de mim. Põe-te em pé sobre o rochedo.

22 Quando eu passar, mostrando o meu poder, hei de colocar-te numa cavidade do rochedo e cobrir-te com a minha mão até que eu tenha passado.

23 Depois retirarei a minha mão e poderás então ver-me de costas; mas o meu rosto ninguém o pode ver.»

34

1

O SENHOR disse a Moisés: «Corta duas placas de pedra iguais às primeiras, para que eu escreva nelas os mesmos mandamentos que estavam escritos nas outras que tu quebraste.

2 Prepara-te também para subir ao monte Sinai, amanhã de manhã, para te apresentares diante de mim, no cimo do monte.

3 Ninguém deverá subir contigo e ninguém deverá estar em parte alguma do monte, nem as ovelhas ou os bois devem pastar em frente do monte.»

4

Moisés cortou as duas placas de pedra iguais às primeiras. No dia seguinte de manhã cedo, subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe tinha ordenado, levando consigo as duas placas de pedra.

5 O SENHOR desceu numa nuvem, esteve ali com Moisés e Moisés invocou o SENHOR.

6 O SENHOR passou em frente de Moisés e exclamou: «Eu sou o SENHOR! O SENHOR Deus misericordioso e compassivo, paciente e grande em amor e verdade!

7 Aquele que por mil gerações se mantém fiel no seu amor e perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não deixa sem castigo o culpado e castiga os crimes dos pais nos filhos e nos outros descendentes até à quarta geração.»

8

Moisés inclinou-se imediatamente até tocar no chão e adorou o SENHOR,

9 dizendo: «Ó Senhor! Se na verdade sou do teu agrado vai connosco. Este povo é realmente teimoso e rebelde, mas perdoa as nossas iniquidades e os nossos pecados e aceita-nos como teu povo.»

10

Deus respondeu: «Olha, vou fazer uma aliança convosco. Na presença de todo o teu povo, realizarei prodígios como jamais se fizeram em parte alguma, nem em qualquer nação e o povo que te cerca verá o que o SENHOR é capaz de fazer, pois será impressionante o que eu vou realizar por teu intermédio.

11 Ouve com atenção o que hoje te ordeno. Vou expulsar da tua frente os amorreus, os hititas, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

12 De modo nenhum faças aliança com os habitantes da terra em que vais entrar, pois isso seria a vossa ruína.

13 Pelo contrário, deves derrubar os seus altares, destruir os seus ídolos e cortar os símbolos da deusa Achera.

14 Não adores nenhum outro deus, porque o SENHOR é um Deus muito exigente e não tolera infidelidade.

15 Não faças aliança com os habitantes daquela terra, não aconteça que, quando eles forem prestar o detestável culto aos seus deuses e lhes apresentarem ofertas de sacrifícios, te convidem e comas também das suas ofertas.

16 Não aconteça que vás procurar as suas filhas para casar com os vossos filhos e, ao prestarem o detestável culto aos seus deuses, elas façam com que os vossos filhos as sigam também e se rebaixem a adorá-los.

17

Não faças para ti imagens de deuses de metal fundido.»

18

«Deves celebrar a festa dos Pães sem Fermento no mês de Abib, de acordo com o que te ordenei, comendo pães sem fermento durante sete dias, porque foi nesse mês que saíram do Egito.

19

O primeiro filho de todas as vossas famílias será para mim, bem como a primeira cria que nascer dos teus rebanhos e manadas, desde que seja macho.

20 Pela primeira cria de uma jumenta, deverão dar um cordeiro ou um cabrito, em vez do jumento, mas se não resgatarem o jumento, deverão partir-lhe o pescoço. Deves resgatar sempre o primeiro dos teus filhos com uma oferta; que ninguém apareça diante de mim com as mãos vazias.

21

Podes trabalhar durante os seis dias da semana, mas deves descansar no sétimo dia, ainda que seja no tempo da lavra ou da ceifa.

22

Celebra também a festa das Semanas, no princípio da ceifa do trigo, e depois a festa da Colheita, no fim do ano.

23

Todos os homens se devem apresentar três vezes por ano diante do SENHOR, o Deus de Israel.

24 Vou expulsar da vossa presença as outras nações e alargar as vossas fronteiras. E assim, ninguém cobiçará a vossa terra, quando te apresentares diante do SENHOR, teu Deus, três vezes por ano.

25

Quando me sacrificarem animais, não devem oferecer, com o sangue do sacrifício, pão fermentado, nem guardar para o dia seguinte o que sobrar do animal sacrificado na Páscoa.

26

Devem levar à casa do SENHOR, vosso Deus, os primeiros frutos das vossas terras.

Não deves cozinhar um cabrito no leite da sua mãe.»

27

O SENHOR disse a Moisés: «Escreve estes mandamentos, pois eles são a base da aliança que faço contigo e com Israel.»

28

Moisés ficou ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber, e escreveu nas placas as cláusulas da aliança, os dez mandamentos.

29 Depois Moisés desceu do monte Sinai, levando na mão as placas de pedra da lei. E não sabia que a pele do seu rosto tinha ficado resplandecente por ter falado com o SENHOR.

30

Quando Aarão e todos os israelitas viram que o rosto de Moisés resplandecia, não se atreveram a aproximar-se dele.

31 Moisés, porém, chamou-os e quando Aarão e todos os chefes da comunidade foram ter com ele, Moisés falou-lhes.

32 Em seguida, aproximaram-se todos os israelitas e ele transmitiu-lhes as ordens que tinha recebido do SENHOR, no monte Sinai.

33 Quando acabou de falar, Moisés cobriu o rosto com um véu.

34

Sempre que Moisés entrava, para estar na presença do SENHOR e falar com ele, retirava o véu e assim ficava até sair. E depois de sair, comunicava aos filhos de Israel as ordens que tinha recebido do SENHOR.

35 Os israelitas viam resplandecer a pele de Moisés que, em seguida, tornava a colocar o véu sobre o rosto, até entrar novamente para falar com o SENHOR.

35

1

Moisés reuniu toda a comunidade de Israel e disse-lhes: «O SENHOR deu-nos ordens para que se faça o seguinte:

2 Durante os seis dias da semana, podem trabalhar, mas o sétimo dia será um dia sagrado, de completo repouso em honra do SENHOR. Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte.

3 Onde quer que estejam, não podem acender o fogo no dia de descanso.»

4

Moisés disse a toda a comunidade do povo de Israel: «Estas são as ordens do SENHOR!

5 Retirem dos vossos bens uma oferta para o SENHOR! Todo o homem de coração generoso deve apresentar, como oferta ao SENHOR, ouro, prata ou cobre;

6 tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, linho fino, pelo de cabra;

7 peles de carneiro, tingidas de vermelho, peles finas, madeiras de acácia;

8 azeite para o candelabro, perfumes para o óleo de consagração e para o incenso aromático;

9 pedras de ónix e outras pedras que sirvam para guarnecer a insígnia de oráculo e o peitoral do sumo sacerdote.»

10

«Todos os que no vosso meio tiverem habilidade devem colaborar na execução de tudo o que o SENHOR ordenou,

11 isto é, o santuário, com a sua tenda e a sua cobertura, as argolas, as pranchas, as travessas, as colunas e as bases;

12 a arca com os varais, a sua cobertura e a cortina que a protege;

13 a mesa, com os varais, todos os utensílios e os pães consagrados ao SENHOR;

14 o candelabro e os acessórios, as lâmpadas e o azeite para o candelabro;

15 o altar do incenso, com os varais, o óleo de consagração, o incenso aromático, a cortina para a entrada do santuário;

16 o altar dos holocaustos, com a grelha de cobre, os varais e todos os acessórios; a bacia com a base,

17 os cortinados para o átrio, as colunas e as bases e a cortina da porta do átrio;

18 as estacas do santuário, as do átrio, com as suas cordas;

19 as vestes litúrgicas para o serviço no santuário, as vestes sagradas do sacerdote Aarão e as vestes dos seus filhos para as funções sacerdotais.»

20

Toda a comunidade israelita se despediu de Moisés

21 e depois todos aqueles que sentiram boa vontade e coração generoso foram levar a sua oferta ao SENHOR, para a construção da tenda do encontro, e tudo o que era necessário para o serviço e para as vestes sagradas.

22 Homens e mulheres de coração generoso apresentaram-se voluntariamente levando pendentes, brincos, pulseiras, colares e toda a espécie de objetos de ouro. Cada um levou a oferta de ouro que tinha consagrado ao SENHOR.

23 Todos aqueles que tinham nas suas casas tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, linho puro, pelo de cabra, peles de carneiro, tingidas de vermelho, e peles finas, levaram tudo isso.

24 Os que puderam apresentar uma contribuição em prata ou em cobre, levaram-na ao SENHOR. Os que tinham em suas casas madeiras de acácia, levaram-nas, para o que fosse necessário.

25 As mulheres mais habilidosas fiaram por suas próprias mãos e levaram tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho.

26 Todas as mulheres que sabiam e estavam dispostas a ajudar fiaram com pelo de cabra.

27 Os chefes do povo levaram pedras de ónix e outras pedras para a insígnia de oráculo e o peitoral do sumo sacerdote,

28 perfumes e azeite para o candelabro, para o óleo de consagração e para o incenso aromático.

29

Todos os israelitas, homens e mulheres, que sentiram desejo de ajudar a fazer aquilo que o SENHOR tinha ordenado a Moisés, levaram a sua oferta voluntária ao SENHOR.

30

Moisés disse aos israelitas: «Saibam que o SENHOR escolheu Beçalel, filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá,

31 e encheu-o do Espírito de Deus e de sabedoria, entendimento, conhecimentos e capacidade criadora,

32 para fazer desenhos e trabalhos de ouro, prata e cobre,

33 gravar pedras e engastá-las, trabalhar a madeira e executar toda a espécie de obras.

34 Também lhe deu capacidade para ensinar. A ele e a Oliab, filho de Aisamac, que é da tribo de Dan,

35 dotou-os com o talento para executar trabalhos de escultura e de arte, para bordar em tecidos de púrpura violácea, escarlate ou carmesim e de linho fino, e para projetar e realizar toda a espécie de trabalhos.»

36

1

Beçalel, Oliab e todos os homens que o SENHOR dotou com capacidade artística para executar todos os trabalhos destinados ao santuário, executaram completamente as instruções recebidas do Senhor.

2

Moisés chamou Beçalel, Oliab e todos os homens capazes, que o SENHOR dotou de inteligência e que se tinham oferecido voluntariamente para ajudar neste trabalho.

3 Eles receberam das mãos de Moisés as ofertas que os israelitas tinham trazido, para começar a fazer o necessário para o culto do santuário.

Entretanto todas as manhãs, os israelitas continuavam a trazer mais ofertas voluntárias.

4 Os artífices, que estavam a fazer o que era necessário para o santuário, suspenderam todos os trabalhos

5 e foram dizer a Moisés: «O povo traz muito mais do que é necessário para o trabalho que o SENHOR mandou fazer.»

6

Moisés mandou então anunciar no acampamento o seguinte: «Ninguém, homem ou mulher, leve mais ofertas para o santuário.» Assim se impediu que o povo continuasse a levar ofertas,

7 pois já havia materiais mais do que suficientes, para o trabalho que se ia executar.

8

Os mais hábeis de entre os artífices fizeram o santuário, utilizando dez telas de linho retorcido, tecidas de púrpura violácea, escarlate e carmesim, com os querubins artisticamente bordados.

9 O comprimento de cada tela era de catorze metros e de dois metros de largura. Eram todas da mesma medida.

10 Uniram-se cinco telas num conjunto e cinco noutro.

11 Colocaram-se laços de púrpura violácea na orla da cortina que terminava cada um dos conjuntos.

12 Colocaram-se na última tela de cada conjunto cinquenta laços, de tal maneira que ficaram uns em frente dos outros.

13 Também fizeram cinquenta ganchos de ouro para prender um conjunto de telas ao outro, e assim o santuário formava um todo.

14 Fizeram-se também onze telas de pelo de cabra, para formar uma tenda para cobrir o santuário.

15 Cada tela media quinze metros de comprimento e dois metros de largura. Tinham todas a mesma medida.

16 Coseram-se cinco telas dum lado e seis do outro.

17 Depois colocaram-se cinquenta laços na orla da última tela do primeiro conjunto e outras cinquenta na orla da última do segundo conjunto.

18 Fizeram-se também cinquenta ganchos de cobre para unir as cortinas, de modo a formarem um todo.

19

A cobertura da tenda foi feita com peles de carneiro tingidas de vermelho, sobre a qual colocaram uma cobertura de peles finas.

20 As tábuas do santuário foram feitas de madeira de acácia e dispostas verticalmente.

21 Cada tábua tinha cinco metros de comprimento e setenta e cinco centímetros de largura.

22 Havia em cada tábua dois encaixes para se unirem umas às outras.

23 Para o lado sul do santuário, fizeram-se vinte tábuas

24 e quarenta suportes de prata, dois para cada tábua, para os dois encaixes.

25 Para o lado norte do santuário, fizeram-se também vinte tábuas

26 e quarenta suportes de prata, dois para cada tábua.

27 Para a parte posterior do santuário, a ocidente, fizeram-se seis tábuas,

28 e para as esquinas do santuário, ao fundo, fizeram-se duas tábuas.

29 Estas tábuas eram unidas por baixo e ajustadas por cima por meio de uma argola. Assim se fez com ambas as tábuas das esquinas.

30 Havia, portanto, oito tábuas com os seus correspondentes dezasseis suportes, dois debaixo de cada tábua.

31 Fizeram-se também cinco travessas de acácia para as tábuas de um dos lados do santuário,

32 cinco para as tábuas do outro lado e cinco para as tábuas do fundo do santuário, do lado ocidental.

33 A travessa do meio ia de uma extremidade à outra das tábuas.

34 Revestiram de ouro todas as tábuas e fizeram para elas argolas de ouro, por onde deviam passar as travessas, já revestidas de ouro.

35

Depois fizeram a cortina com telas de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, com querubins bordados artisticamente.

36 Suspenderam então o véu em quatro colunas de acácia, revestidas de ouro, com ganchos de ouro, montados sobre quatro pedestais de prata.

37

Para a entrada da tenda fizeram uma cortina de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, artisticamente bordado.

38 Para esta cortina, fizeram cinco colunas com ganchos e com as suas cinco bases de cobre e revestiram de ouro a parte superior das colunas e as argolas.

37

1

Beçalel fez também a arca, de madeira de acácia, com metro e meio de comprimento, setenta e cinco centímetros de largura e setenta e cinco centímetros de altura.

2 Revestiu-a de ouro puro, por dentro e por fora, e colocou-lhe em volta uma cercadura de ouro.

3 Mandou fundir para a arca quatro argolas de ouro, que prendeu nos seus quatro cantos, duas de cada lado.

4 Fez varais de acácia, revestidos de ouro,

5 e enfiou-os nas argolas colocadas nos lados da arca para a transportar.

6

Fez também por cima da arca uma cobertura de ouro puro, com metro e meio de comprimento e setenta e cinco centímetros de largura,

7 com dois querubins de ouro, trabalhados a martelo,

8 de uma só peça, um em cada extremidade,

9 em frente um do outro, mas com as asas estendidas para diante, inclinados por cima de toda a cobertura da arca.

10

Beçalel fez depois uma mesa de madeira de acácia, com um metro de comprimento, cinquenta centímetros de largura e setenta e cinco centímetros de altura.

11 Revestiu-a de ouro puro e pôs-lhe em volta uma cercadura de ouro.

12 Em volta da mesa fez um caixilho de uns sete centímetros, com uma cercadura de ouro a toda a volta.

13 Fundiu para a mesa quatro argolas de ouro e prendeu-as nas quatro extremidades formadas pelos quatro pés,

14 de modo a ficarem junto do caixilho, para por elas passarem os varais que serviam para transportar a mesa.

15 Os varais para transportar a mesa foram feitos de acácia e revestidos de ouro.

16 Fez também de ouro puro os pratos, as colheres, as jarras e as taças para as ofertas de líquidos.

17

Beçalel fez também o candelabro de ouro puro, trabalhado a martelo. A base, a haste, os cálices, os botões e as flores do candelabro formavam uma única peça.

18 Dos lados saíam seis braços, três de cada lado.

19 Em cada um dos seis braços havia três cálices em forma de flor de amendoeira, com botão e flor.

20 Na haste principal do candelabro havia quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com os seus botões e flores;

21 cada um dos três pares de braços que saíam do candelabro tinham um cálice na sua parte inferior.

22 Os cálices e os braços formavam uma só peça com o candelabro, toda de ouro puro, trabalhado a martelo.

23 Fez também de ouro puro sete lâmpadas, os espevitadores e os apagadores.

24 Na execução do candelabro e de todos os seus acessórios utilizou uns trinta quilos de ouro puro.

25

Beçalel fez o altar de incenso com madeira de acácia. Era quadrado, com cinquenta centímetros de cada lado e um metro de altura. Os cantos salientes do altar formavam com ele uma única peça.

26 Revestiu de ouro puro a parte superior do altar, todos os lados e os cantos. Colocou-lhe em volta uma guarnição de ouro.

27 Pôs-lhe argolas de ouro por cima da guarnição, duas de cada lado, para por elas passarem dois varais, destinados a transportá-lo.

28 Os varais foram feitos de acácia e revestidos de ouro.

29

Beçalel fez também o óleo santo de consagração e o incenso de perfume puro, como fazem os perfumistas.

38

1

Com madeira de acácia, Beçalel fez o altar dos holocaustos, de forma quadrangular, com dois metros e meio de cada lado e um metro e meio de altura.

2 Fez os quatro cantos com saliências, que formavam uma única peça com o altar, o qual revestiu de cobre.

3 Fez também de cobre todos os utensílios do altar: cinzeiros, para recolher a cinza, pás, bacias, tenazes e braseiras.

4 Fez para o altar uma grade de cobre em forma de rede, que colocou em baixo, sob a moldura do altar, de modo a ficar a meia altura do mesmo.

5 Para os quatro cantos da grade de cobre, fundiu quatro argolas, destinadas a receberem os varais.

6 Os varais para o altar foram feitos de acácia e revestidos de cobre.

7 Meteu os varais nas argolas dos dois lados, para poder ser transportado. O altar foi feito de madeira e ficou oco.

8

Com os espelhos das mulheres, que serviam à entrada da tenda do encontro, Beçalel fez a bacia e a base de cobre.

9

Fez depois o átrio do santuário. No lado sul, fez cortinados de linho retorcido, num comprimento de cinquenta metros,

10 suportados por vinte colunas, assentes em vinte bases de cobre. Os ganchos das colunas e as suas molduras eram de prata.

11 No lado norte, os cortinados tinham também cinquenta metros de comprimento, suportados por vinte colunas, assentes em vinte bases de cobre. Os ganchos das colunas e as suas molduras eram de prata.

12 Do lado ocidental, tinha vinte e cinco metros de cortinados, suportados por dez colunas, assentes em dez bases. Os ganchos das colunas e as suas molduras eram de prata.

13 Do lado oriental, tinha vinte e cinco metros de cortinados.

14 Dum lado da entrada, havia sete metros e meio de cortinados suportados por três colunas e três bases

15 e do outro, havia também sete metros e meio de cortinados, suportados por três colunas e três bases.

16 Os cortinados em volta do átrio eram todos de linho retorcido.

17 As bases das colunas eram de cobre, os ganchos das colunas e as molduras eram de prata e a parte superior das colunas foi revestida de prata. Todas as colunas do átrio tinham argolas de prata.

18

A cortina da entrada do átrio era de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido, sendo toda artisticamente bordada. Media de comprimento dez metros e de altura dois metros e meio, e era igual aos cortinados do átrio.

19 Tinha quatro colunas, com quatro bases de cobre; os ganchos eram de prata e a parte superior das colunas era revestida de prata, bem como os seus varões.

20 Todas as estacas para o santuário e para o átrio eram de cobre.

21

Esta é a relação dos materiais empregados no santuário, que devia guardar o documento da aliança, feita pelos levitas, por ordem de Moisés, sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão.

22 Beçalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá, executou tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés,

23 tendo como auxiliar Oliab, filho de Aisamac, da tribo de Dan, hábil na escultura e em idealizar e bordar tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho fino.

24

O total do ouro utilizado em todos os trabalhos do santuário, ouro oferecido ao SENHOR, atingiu novecentos e sessenta e cinco quilos, segundo o peso oficial do santuário.

25

A prata recolhida entre os membros da comunidade de Israel, segundo ficou recenseado, elevava-se a mais de três mil e trezentos quilos, segundo o peso oficial do santuário.

26 Todos os homens incluídos no recenseamento, maiores de vinte anos, eram seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta, tendo cada um deles dado mais de cinco gramas de prata, segundo o peso do santuário.

27 Havia também três mil e trezentos quilos de prata para fundir as bases para o santuário e para a cortina. Toda esta prata foi usada em cem bases, ou seja, trinta e três quilos de prata em cada base.

28 Com a restante prata que se recolheu em toda a comunidade, fizeram-se os ganchos para as colunas, o revestimento da parte superior das colunas e os varões para as colunas.

29

O cobre oferecido ao SENHOR atingiu mais de dois mil e trezentos quilos.

30 Com esse cobre fizeram-se as bases para a porta da tenda do encontro, o altar de cobre e a sua grade de cobre e todos os utensílios do altar,

31 assim como as bases e as estacas para o átrio que rodeava o santuário e as bases para a porta do átrio e as estacas do santuário.

39

1

Com os tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim fizeram as vestes sagradas, para o serviço no santuário, e os ornamentos sagrados para Aarão, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

2 Para fazer a insígnia de oráculo usaram ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido.

3 Estenderam o ouro em lâminas e cortaram fios, que entrelaçaram nos vários tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e no linho fino, executando bordados artísticos.

4 Fizeram duas tiras que se uniam nas extremidades e passavam pelos ombros da veste.

5 O cinto, que servia para a segurar, era do mesmo tecido e foi trabalhado da mesma forma: de ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

6

Montaram depois as pedras de ónix em engastes de ouro e gravaram nelas, como se gravam os sinetes, os nomes dos filhos de Israel.

7 Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, colocaram depois as pedras nas tiras da insígnia de oráculo, que passam pelos ombros do sacerdote, para o SENHOR se lembrar dos israelitas.

8

Confecionaram o peitoral, obra de arte como a insígnia de oráculo, de ouro, tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho retorcido.

9 Era quadrado, dobrado em dois, com um palmo de cada lado.

10 Guarneceram-no de quatro fiadas de pedras preciosas. Na primeira fiada colocaram um rubi, um topázio e uma esmeralda;

11 na segunda fila, um jaspe, uma safira e um diamante;

12 na terceira, uma opala, uma ágata e uma ametista;

13 na quarta, um crisólito, um ónix e um jaspe. Todas estas pedras estavam engastadas em ouro,

14 correspondendo aos nomes dos doze filhos de Israel. Em cada uma das pedras estava gravado, em forma de sinete, o nome de uma das doze tribos.

15

Sobre o peitoral, fizeram pequenas correntes de ouro puro, entrelaçadas em forma de cordão.

16 Fizeram também dois engastes e duas argolas de ouro, que colocaram nos dois cantos do peitoral.

17 Passaram depois as duas correntes de ouro pelas duas argolas dos cantos do peitoral

18 e fixaram as duas pontas de cada corrente nos dois engastes, segurando-as pela frente às duas tiras que passam pelos ombros da insígnia de oráculo.

19 Fizeram igualmente duas argolas de ouro, que fixaram nas pontas de baixo do peitoral, na orla interior, que se justapõe à insígnia.

20 Fizeram outras duas argolas de ouro, que fixaram debaixo das duas faixas da insígnia, do lado da frente, no ponto em que elas se unem por cima do cinto da insígnia.

21 Prenderam o peitoral, ligando as suas argolas às da insígnia, por meio de um cordão de púrpura violácea, de forma a fixar o peitoral sobre o cinto da insígnia, para que o peitoral não oscile, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

22

O manto da insígnia sacerdotal foi inteiramente feito de tecidos de púrpura violácea,

23 com uma abertura, como a abertura de uma cota de malha, toda debruada, para evitar os rasgões.

24 Em volta da orla inferior, colocaram romãs de púrpura violácea, escarlate e carmesim.

25 Fizeram campainhas de ouro puro e entremearam-nas em toda a volta, com as romãs na orla do manto.

26 Era uma campainha seguida de uma romã, em toda a orla inferior do manto, para as funções litúrgicas, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

27

As túnicas para Aarão e seus filhos foram feitas de linho fino e bordadas artisticamente,

28 bem como o turbante, as tiaras para as cerimónias e os calções, tudo de linho retorcido;

29 o cinto também de linho retorcido e de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, bordado, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

30

Fizeram também a placa sagrada de ouro puro, na qual gravaram, como se fosse um sinete, as palavras «Consagrado ao Senhor».

31 Prenderam-na com uma fita de tecido de púrpura violácea, na parte da frente do turbante, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

32

A construção do santuário e da tenda do encontro chegou ao fim. Os israelitas fizeram tudo exatamente como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

33 Entregaram então a Moisés o santuário, a tenda e todos os seus utensílios: ganchos, tábuas, travessas, colunas e bases;

34 a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, a cobertura de peles finas, a cortina em frente da arca;

35 a arca com o documento da aliança com os seus varais e a cobertura;

36 a mesa com todos os seus utensílios e os pães consagrados ao SENHOR;

37 o candelabro de ouro puro, com todas as lâmpadas preparadas, todos os acessórios e o azeite para o candelabro;

38 o altar de ouro, o óleo de consagração, o incenso aromático; a cortina para a entrada da tenda;

39 o altar de cobre, com a sua grade de cobre, os varais e todos os seus utensílios; a bacia com a base;

40 os cortinados do átrio, as colunas e as bases; a cortina da porta do átrio, com os seus cordões, estacas e todos os utensílios para o serviço do santuário e da tenda do encontro;

41 as vestes litúrgicas para o serviço no santuário, os ornamentos sagrados do sacerdote Aarão e as vestes para os seus filhos usarem nas funções sacerdotais.

42

Os israelitas fizeram tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés

43 e, quando Moisés verificou que tudo fora executado como o SENHOR tinha dito, abençoou-os.

40

1

O SENHOR disse mais uma vez a Moisés:

2 «No primeiro dia do primeiro mês, deverás instalar o santuário da tenda do encontro.

3 Põe lá dentro a arca com o documento da aliança e separa-a com a cortina.

4 Põe também lá dentro a mesa e o candelabro. Guarnece a mesa e coloca as lâmpadas no candelabro.

5 Põe o altar de ouro para o incenso diante da arca da aliança e suspende a cortina da entrada do santuário.

6 Põe depois o altar dos holocaustos à entrada do santuário da tenda do encontro.

7 Coloca a bacia entre a tenda e o altar e enche-a de água.

8 Instala depois o átrio todo em volta e coloca a cortina à entrada do átrio.

9

Seguidamente derrama o óleo da consagração sobre o santuário e sobre tudo o que está nele. Assim farás a sua consagração, com todos os seus utensílios, e será um lugar sagrado.

10 Derrama também óleo de consagração sobre o altar dos holocaustos e sobre todos os seus utensílios. Assim o consagrarás e será um lugar santíssimo.

11 Derrama óleo sobre a bacia e sobre a sua base e assim a consagrarás.»

12

«Leva depois Aarão e os seus filhos até à entrada da tenda do encontro e diz-lhes para se lavarem com água.

13 Reveste Aarão com vestes sagradas, unge-o com óleo e consagra-o para me servir como sacerdote.

14 Manda aproximar os seus filhos, veste-lhes as túnicas

15 e derrama óleo sobre eles, como fizeste com Aarão, seu pai, para que sejam meus sacerdotes. Esta unção serve para lhes conferir um sacerdócio eterno, a eles e aos seus descendentes, através dos séculos.»

16

Moisés obedeceu e fez tudo como o SENHOR lhe tinha ordenado.

17

No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, depois da saída do Egito, foi instalado o santuário.

18 Moisés instalou o santuário e assentou as suas bases, colocou as tábuas e as travessas e ergueu as colunas;

19 estendeu a tenda sobre o santuário e colocou a cobertura na parte superior da tenda, tal como o SENHOR lhe tinha ordenado.

20

Depois pegou no documento da aliança e depositou-o na arca; enfiou os varais na arca e colocou sobre ela a cobertura.

21 Levou a arca para o santuário e suspendeu o véu de proteção, para cobrir a arca da aliança, como o SENHOR lhe tinha ordenado.

22

Colocou, em seguida, a mesa na tenda do encontro, no lado norte do santuário, da parte de fora da cortina,

23 e distribuiu ordenadamente sobre ela os pães, diante do SENHOR, tal como o SENHOR lhe tinha ordenado.

24 Colocou o candelabro na tenda, diante da mesa, no lado sul do santuário,

25 e acendeu as lâmpadas diante do SENHOR, como o SENHOR lhe tinha ordenado.

26 Pôs o altar de ouro dentro da tenda do encontro, diante da cortina,

27 e queimou nele o incenso aromático, tal como o SENHOR lhe tinha ordenado.

28

Depois Moisés fixou a cortina à entrada do santuário

29 e pôs o altar dos holocaustos à entrada do santuário da tenda do encontro, e ali sobre aquele altar apresentou holocaustos e ofertas de cereais, tal como o SENHOR lhe tinha ordenado.

30 Instalou a bacia entre a tenda e o altar e nela deitou água para as abluções.

31 Moisés, Aarão e os filhos deviam lavar ali as mãos e os pés.

32 Lavavam-se quando entravam na tenda do encontro e quando se aproximavam do altar, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

33

Finalmente, Moisés instalou o átrio em volta do santuário e do altar e colocou a cortina à porta do átrio. E assim concluiu Moisés a sua obra.

34

Então a nuvem cobriu a tenda do encontro e a glória do SENHOR encheu o santuário.

35 Moisés não pôde entrar na tenda, porque a nuvem a envolvia e a glória do SENHOR enchia o santuário.

36 Sempre que a nuvem que estava por cima do santuário se levantava, os filhos de Israel partiam em viagem;

37 mas, quando a nuvem não se levantava, permaneciam no mesmo lugar, aguardando o momento em que se levantasse de novo.

38

Ao longo de todas as viagens dos israelitas e à vista de todos eles, a nuvem do SENHOR pairava sobre o santuário, durante o dia; e durante a noite, brilhava sobre ele como um fogo.